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ECONOMIA

Curitibanos é palco de debates sobre a reforma da Previdência

O evento aconteceu na Câmara de Vereadores

Kalyane Alves

(Foto: Kalyane Alves)/

Em um momento político, de dúvidas e divergências, que decidirá o futuro econômico do país, na noite de hoje (17), aproximadamente, cem pessoas estiveram na Câmara de Vereadores de Curitibanos, para discutir a reforma da Previdência que deve ser votada no próximo mês.

O debate foi mediado pelo deputado federal Pedro Uczai (PT), que se posiciona contra a reforma. Para ele, por seguir um viés de capitalização, se aprovado, irá contra o sistema de seguridade conquistado na Constituição de 1988. "Isso não pode acontecer, pois o futuro terá um reflexo de miséria na terceira idade. Isso se dá porque será uma captação particular, ou seja, quando chegarem na época de receber a aposentadoria poderão desfrutar por apenas quatro anos o valor do rendimento obtido durante todos os anos trabalhados, ou, caso contrário, ficarão por dez anos recebendo uma quantia que nem poderão se sustentar", explicou o deputado. 

Questionado pela equipe do "A Semana", sobre as formas da situação, hipoteticamente, ser revertida, Uczai argumentou que, a solução se dará a partir de um aumento na receita, ou seja, subir o número de empregos e formalizar os trabalhadores irregulares, elevando assim, o número de pessoas que contribuem. Ainda indagado a respeito de como driblar a mudança da pirâmide etária do Brasil, o deputado defendeu que devem ser buscadas, além disso, novas formas de incrementar a receita, não dependendo somente da folha de pagamento da população.


(Foto: Kalyane Alves)/

Para a servidora da UFSC Larissa Regina Topanotti, a população precisa se unir mais para obter melhores resultados. "Esse tipo de espaço é fundamental para se conectar com o que está acontecendo. As pessoas precisam parar de se esconder nas telas, de computadores e celulares, e começar agir", salientou.

O presidente do Legislativo curitibanense João Réus de Camargo destacou que, na atual conjuntura do país, os políticos precisam assumir suas posições. Ele acredita que, mais do que nunca, a população precisa participar de eventos como esse para entender o processo, pois eles serão diretamente impactados com a reforma.

Dentre os presentes no debate, estavam acadêmicos e servidores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), alunos do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja), dois vereadores, o presidente da casa João Réus de Camargo e Ivan França Moreira, munícipes de Curitibanos e agricultores de Frei Rogério e Brunópolis.

Novas regras

Pela proposta do governo, a idade mínima para aposentar será de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres, com no mínimo 20 anos de contribuição. A idade mínima subirá a partir de 2024 e, a cada quatro anos, considerando a expectativa de vida do brasileiro. Atualmente, a legislação estabelece os mesmos 65 anos para homens e 60 para mulheres, com o mínimo de contribuição de 15 anos. A proposta também prevê o fim da aposentadoria por tempo de contribuição, que hoje pode ser concedida após 35 anos para homens e 30 para mulheres.

O texto retira da Constituição vários dispositivos que hoje regem a Previdência Social, transferindo a regulamentação para lei complementar. Segundo o governo federal, a medida visa a conter a diferença entre o que é arrecadado pelo sistema e o montante usado para pagar os benefícios.

(Foto: Kalyane Alves)/










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