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SALA DE VISITAS

Comerciante por natureza

01 Dezembro 2018 20:50:00

Kalyane Alves

 O curitibanense Marcos dos Santos, 45 anos, é comerciante desde que se entende por gente, pois cresceu na loja de seus pais João Pedro Santos e Maria Bernadete Cardoso Santos, ao lado de seus 15 irmãos. Marcos é proprietário do estabelecimento "A Princesa do Lar" e gerencia o negócio ao lado da esposa Idemari Deola dos Santos. O casal tem um filho de 19 anos, Marcos Antônio dos San- tos. 

"A Semana" - Como foi sua infância?

?Marcos dos Santos - Meus pais vieram em 1958 para Curitibanos e já começaram a lidar com comércio aqui. Então, fui cria- do dentro da loja com meus ir- mãos. Minhas maiores recordações dessa época são de ir para a escola e estar no meio das mercadorias. 

AS - Qual sua trajetória profissional??

MS - Sempre estive envolvido familiarmente. Mas como comerciante, iniciei efetivamente no comércio ali por 1994. Quis continuar no ramo porque justamente vi meus pais fazendo isso e me identifiquei. Nem todos os meus irmãos seguiram nessa área. O nome da loja sempre foi "A Princesa do Lar". Na época, meus pais vendiam móveis e eletrodomésticos e tinha uma fábrica de móveis e estofados junto. A empresa foi se adaptando conforme os anos foram passando e, agora, só tra- balhamos com utilidades do- mésticas, todos os itens necessários utilizados em uma casa. A decisão de modificar o estilo de venda foi um dos marcos do nosso negócio. Optamos por isso, até por uma questão de es- paço na loja, pois, desde que iniciei, sempre estivemos naquele ponto. A própria situação política e econômica do país nos faz dançar conforme a música, como se diz. 

AS - Como analisa o desenvolvimento do comércio curitibanense??

MS - O comércio tende a melhorar devido a vários fatores. Um dos principais foi a chegada da Universidade Federal, que trouxe muitas pessoas novas para a cidade. Imagino que um dos maiores desafios dos comerciantes curitibanenses seja a Internet, porque são lo- jas abertas 24 horas, sendo que nós temos o horário certo de trabalhar e, além do que, conseguem competir com um preço melhor por não terem uma estrutura de portas abertas. Temos que começar a repensar em ter a loja física, mas, tal- vez, também, uma virtual. É claro que, para competir com essas grandes, não é fácil mesmo. No mais, o que realmente importa, é sempre priorizar o cliente com um bom atendimento para que ele volte. 


(Foto: Rubiane Lima)/

AS - De que forma gosta de passar o tempo com sua família?

MS - Gosto quando há oportunidade de viajarmos para conhecer novos lugares. No comércio, é difícil termos esse tempo para sair, mas, quando dá, aproveita- mos bastante. Temos que ir nos adaptando conforme as coisas vão aparecendo. A família tem que ter prioridade, é o amparo de todos. Em relação aos meus irmãos, somos em muitos, e sempre que podemos nos reunimos também, como agora nessa época de fim de ano. 

AS - Quais são suas atividades favoritas?

?MS - Gosto muito da música e tenho um grupo que se reúne para tocar samba. Costumamos ir para animar a festa e conversar um pouco. Aqui na cidade, o pessoal não tem costume de ouvir esse estilo, geralmente, é sertanejo e gaúcha. Conheci o samba através das viagens que fiz e me encantei. Além disso, é uma atividade boa de se fazer em Curitibanos, já que não temos tantas programações na cidade. É uma forma de se divertir com os amigos. A música é algo que trago desde a juventude e meu filho também gosta bastante. Toco pandeiro, cavaquinho e um pouco de violão. Aprendi tudo sozinho, porque na época não tinha esse acesso a professores. Então, eu com- prava as fitas de vídeo cassete, assistia e tirava as músicas em casa mesmo. 

AS - Como define a vida??

MS - A vida está em constante movimento e mudanças, temos que nos adaptar e correr atrás da melhora. Ter uma boa relação com as pessoas, tratá-las com educação, sempre sabendo que ninguém é melhor do que ninguém. Todos devemos ser tratados como seres humanos, independente de raça, cor e escolhas. O respeito em primeiro lugar. 

AS - Ser comerciante é...?

MS - É todo dia um desafio diferente. Você tem que levantar e estar preparado para matar um leão por dia, como diz o ditado. Você nunca sabe o que vai acontecer, sempre tem uma novidade, pois lidamos com vários tipos de pessoas e situações. Você tem que tentar contornar sempre da melhor forma. O comércio é necessário até pela confiança de comprar no lo- cal e saber que terá assistência se preciso. O comércio é isto, abrir para esperar quem não sabe se vem. 


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