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Com dólar alto, preço do milho sobe 7,3% e atinge maior valor do ano

Cenário internacional está favorecendo a exportação e causou choque de demanda. Saca do grão foi vendida a R$ 35,54 em outubro

Por RCN


Foto: Felipe Götz/Jornal O Celeiro

O preço médio da saca de milho em Santa Catarina subiu 7,3% entre setembro e outubro e atingiu o maior patamar para o ano: R$ 35,54. Apesar do valor não ultrapassar máximas históricas, o setor agropecuário está preocupado com a curva de crescimento e aponta que os próximos meses devem ser de alta.

O grão chegou a ser comercializado a R$ 29,76 em maio e, desde então, entrou num ciclo de valorização. Entre os fatores apontados para o crescimento estão o dólar alto, que incentiva a exportação e pressiona a oferta, a quebra de produção nos EUA, e a maior demanda interna devido ao mercado aquecido de carnes.

"Não se assuste se chegar a R$ 50", disse o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de SC (Faesc), Enori Barbieri. Segundo ele, o setor de carnes está acompanhando o movimento de alta, mas não conseguirá repassar o preço ao consumidor brasileiro. A saída, diz, está sendo focar na produção para o mercado externo.

A influência internacional absorveu grande parte da produção brasileira do grão. Segundo o Ministério da Economia, o país exportou 34,7 milhões de toneladas até outubro e já ultrapassou a marca prevista para o ano inteiro. Para piorar, o clima de exportação deve seguir aquecido com a alta recorde da moeda americana.

Em Santa Catarina, as exportações também cresceram. No período, foram 332,7 mil toneladas do grão. Apesar de representar uma pequena percentagem da produção catarinense, a quantia é a maior registrada dos últimos 10 anos. 



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