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Liberdade de conhecimento

12 Março 2018 11:06:00

Para Flávio, a biblioteca deve ser um lugar onde todos possam se sentir livres para adquirir conhecimento

Rubiane Lima


Flávio garante que a biblioteca é um lugar onde todos devem se sentir livres para variadas formas de conhecimento (Foto: Rubiane Lima)/


Conhecer novos mundos, universos diferenciados e toda forma de cultura é uma possibilidade oferecida pelo mundo dos livros e da leitura, que te transportam para todos os lugares sem precisar te fazer sair do lugar. Movido por essa paixão pela liberdade, o bibliotecário Flávio Henrique Martins Sartor, do Colégio Maria Imaculada, decidiu seguir nessa profissão, após se formar pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na segunda-feira (12), comemora o Dia do Bibliotecário. 

Apaixonado por histórias com estilo épico, Flávio começou a faculdade de Biblioteconomia meio em dúvida, mas acabou conhecendo um mundo de oportunidades na profissão. Ele cursou mestrado em Ciência da Comunicação e revela que não se sentia totalmente preparado para fazer entrevista com professores e atuar como bibliotecário, mas acredita em uma forma diferenciada de uso da biblioteca, também como preparo, desde os mais novos, para o mercado de trabalho e as relações pessoas da vida adulta.

Ele lembra que, durante seu período de escola, não era muito habitual encontrá-lo na biblioteca, pois não se sentia motivado a estar no local. "As pessoas precisam entender que a biblioteca é um lugar de grande liberdade cultural, onde as pessoas devem escolher seus livros de acordo com seus gostos e onde podem trocar informações, ouvir música, assistir a filmes, teatro e toda forma de cultura possível", defende.


Para o bibliotecário, o local é uma das maiores oportunidades de conhecimento (Foto: Rubiane Lima)/


Natural de Registro (SP), Flávio está em Curitibanos desde agosto de 2017 e, pela primeira vez, está em contato com crianças e professores. "Está sendo uma experiência muito enriquecedora, pois atuei em outras frentes de trabalho, mas perceber o interesse das crianças, adolescentes e professores pelo mundo da literatura é algo indescritível", avalia.

O bibliotecário ressalta que é fundamental o incentivo dos professores à leitura e, principalmente, não seguir somente com as leituras obrigatórias do ensino. Segundo ele, muitas crianças ainda se sentem acanhadas em falar em público e têm dificuldade de se expressar, desafios que a biblioteca pode auxiliar a superar, proporcionando maior liberdade de diálogo. Mesmo com todos os atrativos e o aumento do interesse dos mais jovens pela leitura, Flávio acredita que ainda falta muito para ser feito. "Precisamos integrar as pessoas com as bibliotecas, tornar atrativo, fazer que tenham vontade de estar nesses locais e de conhecer novas histórias, para, aí sim, criarmos, de fato, o hábito da leitura nas pessoas", ressalta.

Para melhorar sua atividade, o bibliotecário pesquisa bibliotecas ao redor do mundo e tem buscado atendimento diferenciado para todas as faixas etárias que frequentam seu local de trabalho, com uso de formas variadas de arte, como exposições, filmes, música, etc. "Nunca tive o hábito de frequentar bibliotecas, mas, hoje, minha vida é estar entre os livros e todos os dias conhecendo novas histórias. É algo enriquecedor e que recomendo a todos os interessados em aprender", conclui, comemorando a escolha profissional que fez.



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