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Estacionamento

11 Junho 2017 10:06:07

Foto: Divulgação


Nessa avalanche de mensagens que recebo pela internet, e que na maioria nada mais são do que lixo eletrônico, uma ou outra se aproveita. Pois um internauta me mandou uma interessante. Um brasileiro com boa qualificação foi trabalhar na fábrica da Volvo, na Suécia. Um funcionário daquela empresa, com seu carro, ia buscá-lo todo dia no hotel. Embora no estacionamento daquela indústria coubesse milhares de veículos, o nosso patrício observou que o seu condutor estacionava nas vagas mais distantes, obrigando-os a caminhar por longo trecho. No primeiro, segundo e terceiro dia, ficou calado. No quarto não resistiu e perguntou a razão de estacionarem tão longe quando havia vagas bem próximas do portão de entrada. O funcionário solícito então explicou que os empregados que chegavam mais cedo estacionavam mais longe, deixando os espaços mais próximos para aqueles que chegassem mais em cima da hora. Uma questão de educação, de espírito comunitário, de visão de solidariedade e de renúncia da vantagem. Fiquei matutando! Fosse eu, estacionaria bem ao lado do portão. Ou lá dentro! Sou brasileiro, quero levar vantagem em tudo! Se possível colocaria até uma placa de "reservado" atribuindo-me uma importância que não tenho. Brasileiro adora ser importante! "Doutor" e "excelência" tem prá todo lado, mantendo acesa essa herança do Brasil Império! Aqui, na terra dos tapuias, observa-se que até mesmo os estacionamentos dos prédios públicos são reservados com placas de "privativo" para os funcionários, relegando-se os contribuintes e usuários os locais pagos e distantes. A populaça não tem direitos! Acredito que só no Brasil o uso do que é público passa a ser privado. Noto ainda, a folga das pessoas proprietárias de veículos que estacionam sobre o passeio dos pedestres, fazendo-os caminhar no leito das ruas, mormente nos bairros mais afastados do centro. E, folgados que são, lavam também ali os seus carros, causando aquela lambança. E os transeuntes? Ora, os transeuntes! Que se lixem! Ninguém, nem mesmo os encarregados do trânsito (onde será que andam?) enxergam essa zorra que impera na periferia da cidade. Somos brasileiros, não fazemos autocrítica e não aceitamos a crítica! A verdade nos ofende. Tudo, porém, é uma questão de educação. Enquanto a educação for deficitária como é a nossa, pode passar mais quinhentos anos que nada vai mudar.  


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