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17 Fevereiro 2018 09:10:00



Luiz Henrique Zart

Jornalista


O dia todo, todo dia é preenchido de mensagens, desde quando acordamos. Com a informação, decidimos. Ao mesmo tempo, nunca antes houve tanto conteúdo sem qualquer filtro, porque é muito fácil publicar, compartilhar e comentar. Com isso, a forma pela qual nos informamos mudou e hoje, se temos recursos para confrontar mentiras, convivemos com muita, mas muita notícia falsa. Aí está a questão. 

Segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia, encomendada pelo Governo Federal em 2016, a TV segue sendo a principal fonte de informação para os brasileiros. No entanto, as redes sociais ganham espaço: em 2013, eram a principal forma de receber conteúdo para 47%. Três anos mais tarde, o número foi de 72%. As redes sociais são espaço de discussão por onde cada vez mais pessoas se informam. Mais que isso, se torna o ambiente ideal da polarização política, da rapidez da propagação de conteúdo e do interesse ideológico: a fórmula para a desinformação, perfeito para fake news. Isso acontece há séculos na própria imprensa. O que muda é o desafio à nossa capacidade de discernimento. 

Ao dividir espaço com grandes empresas de comunicação, a informação distorcida dá espaço ao que se conhece como pós-verdade, definida pela Universidade de Oxford como um termo que "se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais".

Temos o apocalipse a uma tela de distância, onde impressões se sobrepõem aos fatos. Tudo com cara de conteúdo jornalístico, mas que oferece um banquete de soluções simples para problemas complexos, que expõem a bolha na qual a internet nos isolou: cercados só pelo que agrada, pelo que concordamos e nos identificamos, tudo que reafirma nossas convicções. 

A estrutura da notícia falsa tem certas características. Em busca de cliques e faturamento, apela à dicotomia tão saturada nas redes sociais: estimula emoções como tristeza, repulsa ou revolta a determinado acontecimento, usando, por vezes, personalidades notáveis, ou mesmo usando fontes confiáveis para dar credibilidade a um factóide. 

Distorce, inventa, confunde. Quase sempre com temas polêmicos, muitas letras maiúsculas, exclamações e adjetivos, a notícia falsa também peca na formatação e na redação: "tal pessoa 'detona' adversário", e outros artifícios chamativos nas manchetes. Por isso, cheque o site, quem escreveu, de quando é a notícia (que pode ser velha). Veja se é bombástica demais. Se repercutiu em outros veículos. Leia a matéria completa. Não replique. Sobretudo, não seja um pinóquio. Desconfie sempre. 



02 Fevereiro 2018 10:47:00

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Stefani Cavalheiro Silva

Escrevente notarial e graduanda em Pedagogia

 

Uma das sensações mais gostosas da vida é quando conseguimos ter o entendimento de que somos seres inacabados e em constante transformação. A percepção de que nenhuma situação, estado ou circunstância são definitivos, de um modo especial, conforta nossa alma. Passamos a ver os erros como necessários para nossa evolução e parte integrante da nossa curta e breve experiência. Aos poucos vamos nos desobrigando a ser super-heróis, passamos a aceitar nossas imperfeições e aprendemos a lidar melhor com os desconfortos ácidos que compõem a vida. 

Entendemos que a vida é simples e que nossas escolhas determinam o rumo que as coisas irão tomar. Todas as manhãs recebemos a oportunidade de escolher, escolhemos a roupa que vamos usar, a bebida que vamos tomar, os caminhos pelos quais desfilaremos, os pensamentos que florescerão ou perturbarão nossa mente, por quais motivos ficaremos satisfeitos e pelos quais vamos sofrer. 

Quem fomos já não somos mais, estamos no mundo, tão somente, de passagem. Talvez o segredo para toda e qualquer transformação seja por a vida em movimento. Em um exercício contínuo de transbordar para fora o que somos dentro e então transcender em todos os sentidos.  Desfrutando ao máximo tudo que possuímos a nossa disposição no tempo presente. 

 

"A escolha que você faz agora te liberta ou aprisiona"

 

Limpar o rall de entrada, por a alma para quarar no varal, fazer detox nos pensamentos, reconstruir pontes, reaprender a andar, começar a correr, atar e desatar nós, aprender algo novo, provar um sabor ainda desconhecido. Ousar ver a vida de um novo ponto de vista, afinal, tudo que vivemos até o momento é uma gota no oceano das possibilidades. 

Estamos verdadeiramente dispostos a nadar em outros mares? A sair da zona de conforto para agregar mais cor e vida?  Há aqueles que preferem apegar-se ao passado para justificar o presente ao invés de fazer novas escolhas.  

De tudo nossa única certeza é a morte e durante o percurso vamos nos virando como podemos para estarmos em sintonia com aquilo que nos faz bem. A escolha que você faz agora te liberta ou aprisiona e a decisão será sempre sua. 

A resposta está em você. O caminho em sua frente. Apenas dê o primeiro passo que a vida tende a fluir. Faça sua escolha, assuma os riscos e as possibilidades. E se algo sair errado, reconstrua, resinifique. "Tudo muda, tudo passa e tudo se transforma". 

A plenitude pode ser alcançada por cada um de nós de um modo particular e singular. É um estado da alma quando procura e encontra a paz. Que a gente se encontre, trilhe com leveza e prudência o caminho, tenha saúde suficiente para desfrutá-lo, coragem para suportar as intempéries da vida e muita calma na alma para seguir adiante. Desejar mais que isso é sem dúvida ostentar.   


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