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Sustentabilidade criativa

Objetivo dos robôs lixeiras é chamar atenção para a destinação correta do lixo

Rubiane Lima


Usando da criatividade, oficineiros construíram os três primeiros robôs, que devem ser instalados no bairro Bom Jesus. (FOTO: RUBIANE LIMA)

Buscando pelo lúdico para chamar a atenção para um problema sério, estão sendo construídos 30 robôs lixeiras, de aço e ferro, ressaltando a importância de dar a destinação correta para o lixo produzido nas cidades. Os três primeiros já estão finalizados e aguardam autorização da Prefeitura para instalação ao lado da EEB Altir Webber de Mello, no bairro Bom Jesus. A ideia é de que os robôs sejam instalados em todos os bairros da cidade.

O idealizador Gabriel Platchek explica que o projeto já existe há mais de dez anos, mas, por exigir investimento financeiro, acabou demorando a sair do papel. Agora, com apoio de empresários locais que acreditaram na ideia, foi possível colocar em prática um projeto que só havia sido desenvolvido em grandes centros.

Coordenador de projetos e atividades da Organização da Sociedade Civil Herdeiros do Futuro, onde tudo iniciou, Gabriel relata que a ideia dos robôs surgiu ao levar seus alunos para um passeio em um parque temático, onde percebeu que ninguém jogava lixo no chão. "Nesse parque, as lixeiras eram diferentes, as crianças interagiam com elas e, por chamar a atenção, tornava-se interessante jogar o lixo no local correto. Foi então que começamos a pensar em trazer tudo isso para o nosso município", conta.  Trabalhando com solda e materiais reciclados em suas horas vagas, Gabriel passou a levar a ideia da reciclagem para as escolas onde atuava. 


(FOTO: RUBIANE LIMA)

No começo, produziram lixeiras com materiais que as crianças levavam de casa, como madeiras e entulhos. O trabalho despertava a atenção dos alunos, mas, como o material era inferior, não tinha a durabilidade necessária. Após uma parceria com a indústria Mendes Máquinas, foi possível fabricar os robôs com ferro e aço, garantindo mais qualidade.

No total, a empresa está patrocinando a construção de 30 robôs, com peças que não seriam mais utilizadas. O empresário Newton Fabris, proprietário da indústria, revela que ficou impressionado com o projeto. "É algo que vai embelezar a cidade, chamar a atenção para a questão do lixo e, para nós, é um orgulho poder participar e ver o que a criatividade é capaz de fazer", afirma.

Neste primeiro momento, foram construídos três robôs: um bebê, de 400 quilos; um adolescente, que está indo jogar bola, de 750 quilos; e o mesmo menino, já formado, segurando seu diploma, de 1.200 quilos. Gabriel explica que os três representam as etapas da vida de uma pessoa. Em todas as estruturas, serão instalados galões para o depósito do lixo.

Além das peças e espaço, o projeto necessita de patrocínio para pagamento dos oficineiros  - dos cinco que participaram da construção dos robôs, três já estão empregados. "A própria atividade deu visibilidade para os meninos, que conseguiram emprego na área e estão adquirindo sua estabilidade", comemora Gabriel, revelando que outros estados entraram em contato para a compra dos robôs, dando visibilidade para o trabalho e para Curitibanos como um todo. 


Estruturas chegam a pesar 1.200 quilos, impedindo a atuação de vândalos. (FOTO: RUBIANE LIMA)

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