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VARIEDADES

Superando limites

Duas histórias de vida unidas pelo esporte

Por Kalyane Alves


Anildo e Jefferson pedalaram por 313 quilômetros em 25 horas (Foto: Divulgação) /

Um misto de aventura, desafio e superação, mesmo suscetível aos riscos enfrentados no trânsito, foi o resumo do feriado dos ciclistas curitibanenses Anildo Caetano Corrêa e Jefferson Alves de Oliveira. Totalizando 25 horas de pedalada, eles saíram de Curitibanos às 6 horas do último dia 15 e, após 313 quilômetros de percurso, chegaram a Curitiba (PR), no sábado (16), às 18h20'. A dupla retornou para casa, no último dia 17, de carro.

Com uma amizade formada através da academia, os aventureiros começaram a pedalar juntos, no formato pedal de estrada, e decidiram ir além de seus limites. Anildo pedala há pelo menos nove anos e Jefferson, há apenas 7 meses. Para embarcar nessa aventura, treinaram na região e, como um teste de resistência e durabilidade do equipamento, foram até Lages, em um pedal que durou 12 horas.

A preparação para a viagem até Curitiba, que custou em torno de R$ 400 para cada um, além dos equipamentos que já tinham, foi de um mês, com treinos intensos na academia e pedaladas no fim de semana. Na bolsa, eles levaram água, um jogo de roupas e mais uma roupa de ciclista, além do desejo de superação. "A ideia sempre foi divulgar essa modalidade e mostrar que podemos nos superar, porque, afinal, nunca tivemos hora definida para chegar ao destino", explicou Anildo.

Conforme Jefferson, o ciclismo foi um refúgio para amenizar a dor, pois, há quase dois anos, sofreu um grande trauma com a morte da esposa Gisele Cardoso da Rosa. "Digo que o esporte salvou minha vida. Quando perdemos alguém, o interior da gente grita e o ciclismo me deu um novo incentivo para viver", revelou o atleta.

Roteiro

A primeira parada dos ciclistas foi em Santa Cecília, seguindo até Monte Castelo, e passando por Itaiópolis já à noite. Os dois percorreram um trajeto noturno de pelo menos três horas, até chegarem a Mafra, onde encontraram um hotel para se hospedar. No dia seguinte, a saída foi por volta das 8 horas, e definiram essa parte do percurso como a mais difícil, porque, até Curitiba, há muitas subidas. A média de velocidade foi de 25 Km/h, sendo, que, nas subidas reduziam a 11 Km/h.

Entre os desafios da rota, Anildo e Jefferson concordam que o asfalto foi o pior, pois não é adequado para ciclistas, resultando, assim, em um pneu furado de cada bicicleta. Além disso, o cansaço físico fez com que comprassem, no caminho, suplemento energético, spray para aliviar a dor e fraldas de criança para moldar um "assento" mais confortável. Porém, apesar dos percalços, fizeram amizades com outros ciclistas da região de Curitiba e encontraram um andarilho natural de Curitibanos e que, há 20 anos, está pelas estradas do Brasil.

Entre os próximos destinos almejados pela dupla, para 2020, estão Florianópolis e Porto Alegre (RS). "O pessoal incentivou muito a gente e um fortaleceu o outro durante todo o caminho. Agora, é só nos prepararmos para as próximas aventuras", concluiu Jefferson.


Ciclistas já estão preparando a próxima aventura (Foto: Divulgação) /



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