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VARIEDADES

Sensação de liberdade

Há seis anos, Roseni Sebem conseguiu deixar o vício do cigarro

Kalyane Alves


(Foto: Kalyane Alves) 

Talvez um companheiro ou um refúgio. Assim muitos fumantes definem o cigarro, sem levar em conta os prejuízos para a saúde. Para lembrar os danos causados pelo tabaco, nesta quinta-feira (29), é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo e quem comemora a data com muita satisfação é a aposentada Roseni Sebem, que se mostrou mais forte que o vício. 

Roseni começou a fumar na adolescência, em forma de brincadeira, mas o hábito durou quase quarenta anos. Há seis anos, ela decidiu que já tinha passado da hora de cuidar da própria saúde e que precisaria confrontar o inimigo. Para a aposentada, o vício é como um suicídio através de um veneno lento e, por isso, antes que o cigarro provocasse mais danos, deu um basta. "Na época, pensei no amor que tenho a minha família e no desejo de ver meus netos crescerem.

Então, percebi que precisava cuidar da minha saúde. Não poderia usar uma coisa que me prejudicaria e encurtaria minha vida", relatou. Segundo Roseni, sua dependência era muito mais psicológica do que física. Cada vez que seus sentimentos afloravam, fossem eles tristes ou felizes, a vontade de fumar vinha junto. Por vezes, ela tentou parar, porém, como observou, o viciado sempre acha um motivo, sem sentido e inventado, para continuar no vício.

(Foto: Kalyane Alves) 


A aposentada revelou que fumava, no mínimo, uma carteira de cigarro por dia. Durante as tentativas falhas de parar, utilizou florais, homeopatia, terapias auriculares e remédios antidepressivos que fizeram com que diminuísse a vontade, mas não cessasse. Somente após um programa no posto de saúde onde trabalhava foi que conseguiu largar o cigarro. De acordo com ela, começou a ir sem expectativas, já que havia tentado de tudo e, com adesivos de nicotina, conseguiu libertar-se após cerca de um mês e meio de tratamento. 

Para Roseni, muitos fumantes não conseguem deixar o cigarro devido à cobrança excessiva das pessoas em volta. Por isso, ela orientou quem quer abandonar o vício a fazer isso, primeiramente, por si e não ouvir os outros, pois, por experiência própria, quanto mais a cobravam, mais sentia necessidade de fumar.

Apesar te ter parado há um bom tempo, Roseni afirmou ainda sentir vontade de fumar, mas garantiu que sua decisão de não experimentar novamente é diária. Além de a saúde ser o maior benefício para quem não fuma, a aposentada ressaltou a economia, pois o cigarro é caro e, ainda mais, se for utilizado em grandes quantidades. Outro ponto positivo evidenciado por ela refere-se o cheiro, pois quem fuma transpira tabaco e, assim, até mesmo as roupas ficavam com odor de cigarro. 

Das orientações deixadas por Roseni, o primeiro passo para deixar de fumar é ter determinação, pois, caso não consiga parar na primeira tentativa, precisa insistir. "Hoje, me sinto muito melhor. Tudo é possível, desde que a gente queira, mesmo não sendo fácil. As pessoas devem ter mais amor à vida. É por nós mesmos e por quem nos ama", concluiu.

(Foto: Kalyane Alves) 



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