37 anos.png
37 anos.png
  
banner-ki-sbaor.png
JORNAL-PC-NOVA-CONF.png
VARIEDADES

Seis anos de vitórias

Ana venceu o câncer de mama que descobriu aos 36 anos

Por Rubiane Lima


Os olhos que insistem em se marejar escondem a maior batalha já travada pela curitibanense Eliana Ruediger (Ana), que, aos 36 anos, descobriu um câncer de mama e viu sua vida, seus valores e seu dia a dia sendo modificados completamente. 

Hoje, aos 42 anos, ela comemora seis anos de vitórias contra a doença, que tem, nesta terça-feira (4), o Dia Mundial de Combate ao Câncer como forma de alerta para a prevenção. Ana descobriu um pequeno caroço no seio fazendo o autoexame durante o banho. Depois de ir ao médico, recebeu o diagnóstico de câncer de mama, com um tumor maligno de grau 1, um tipo que não se espalha e que, por ter sido descoberto bem no início, facilitou o tratamento. Mesmo assim, em uma cirurgia, Ana precisou retirar um quadrante do seio e, depois de meses de quimioterapia e radioterapia, em 8 de junho de 2018, recebeu a tão esperada alta médica. 

Com três filhos pequenos, a paciente não se deixou abater pela doença. "No começo, eu pensava 'por que eu? Será que fiz algo de errado? Mas sou tão alto astral, ajudo os outros em tudo que posso, por que isso acontecer comigo?'. Mas lembrei do que aprendi, que Deus não dá fardo maior que podemos carregar, e isso me deu força e a consciência de que eu tinha algo a aprender com todo o processo e foi o que fiz", lembra. Durante o tratamento, Ana contou com o apoio do marido Marcelo e dos filhos Thyago, Débora e Amanda, além de outros familiares e amigos, o que a fortaleceu em todos os momentos. Ela revela que nunca quis deixar os filhos perceberem seu sofrimento e, quando precisava chorar, gritar e extravasar todo seu nervosismo, escondia-se na área de serviço da residência. Depois, voltava para a sala como se nada tivesse acontecido. 

Quando Ana decidiu raspar a cabeça, seu marido Marcelo acompanhou a esposa no novo visual (Foto: Arquivo Pessoal) 

Nesse período, Ana viu seu corpo modificando-se, com a perda de cabelos, sobrancelhas e unhas. "Não foi fácil, pois é um tratamento desgastante e sentimos muitos efeitos, mas precisamos ser fortes, já que nossa vida está em jogo e temos de vencer", destaca, afirmando que tentou levar a vida da forma mais normal possível. Hoje, com seus longos fios loiros, Ana recorda do período em que seu cabelo estava caindo e do quanto o olhar das outras pessoas a incomodava. "Se as pessoas veem alguém careca e sem as sobrancelhas, já olham como se a pessoa estivesse morrendo, mas, muito pelo contrário, ela está lutando para continuar viva e precisa de todo apoio possível", enfatiza, recordando que, nessa época, ganhou e usou vários lenços. Segundo Ana, no dia em que decidiu ir ao cabeleireiro para fazer um corte mais curto, após o banho, enrolou seus cabelos na toalha, mas, ao tirá-la, grande parte dos fios ficou na toalha toalha.

Nesse mesmo dia, quando seu marido chegou em casa, raspou a cabeça dela e ela, a dele, que também ficou careca para dar forças à esposa. Mesmo recebendo alta em 2018, ela refaz seus exames a cada seis meses, alertando que a doença pode voltar e que, ao fazer os exames, as mulheres devem pedir requerimento de mamografia mesmo antes dos 40 anos. "O dia da alta foi o mais feliz da minha vida, me senti abençoada e vitoriosa. Cheguei em casa, agradeci a Deus e abracei minha família para comemorar. Depois de tudoo que passei, estar com elesé a minha maior recompensae o principal ensinamentodessa época foi que todaluta vale a pena se o objetivoé viver", afirma Ana, quehoje tem a família ampliadacom a chegada dos netosThyago Henrique, Victória eMatheus.

Jornal "A Semana" | Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida | 89520-000 | Curitibanos | (49) 3245-1711