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Goiano dedica sua vida ao convívio familiar

Por Kalyane Alves


(Foto: Renata Westphal) /

Quando o assunto é família, o brilho no olho surge rapidamente em Estevam Vieira de Souza, 77 anos, mais conhecido como "Goiano". Toda sua vida foi dedicada a proporcionar o melhor a sua família. Hoje, ele é aposentado, mas continua atuando na área de construção civil.

De origem simples e com formação até a 4ª série do Ensino Fundamental, ele é natural do Piauí. Mais velho de nove irmãos, Goiano permaneceu na casa dos pais Antonio Nascimento de Souza (in memoriam) e Joana Vieira de Souza (in memoriam) até os 17 anos, quando decidiu buscar um estilo de vida melhor. Entre idas e vindas, conheceu a esposa Ana Maria Cichacz de Souza e estão há 36 anos juntos. Os dois geraram os filhos Robson e Douglas. Antes de casar, Estevam teve outros relacionamentos e, em 2017, conheceu os filhos Adriano e Ciro. Para ele, tudo que viveu só foi possível pela força que recebe de Deus.

"A Semana" - Como foram seus primeiros anos de vida?

Estevam Vieira de Souza - Minha adolescência passei em Goiás, em convivência com a minha família. Sou o filho mais velho, nasci no Piauí, mas nos mudamos para Goiás naqueles caminhões pau de arara. Nossa vida era muito difícil e, com 9 anos, senti necessidade de ter meu próprio dinheiro e ajudar em casa também. Então, comecei a fazer uns trabalhos domésticos com meu pai e também particulares. Eu era metido a domador de animais, então, os fazendeiros me procuravam bastante para isso. Só que chegou uma idade que aquilo já não dava mais para mim. Aí, coloquei minha trouxinha nas costas - a mãe ficou chorando - e saí pela estrada a fora viver no trecho. A maior parte das coisas que sei, aprendi sozinho na vida.

AS - Depois que saiu de casa, quais foram seus passos?

EVS - Saí de casa aos 17 anos, mas fui para a estrada aos 23, quando comecei a trabalhar nas companhias. Meu segundo emprego já era como patrão, pois tocava as obras de BRs, como cortar grama, fazer canaletas, cercas. Foram seis anos nessa área. Em 1979, em Mato Grosso, tive um sócio que me faliu e voltei à estaca zero. Depois disso, veio minha parte profissional na eletricidade, com a transmissão de alta tensão. Nesse meio tempo, passei oito anos sem ver ou saber algo sobre minha família. Os tempos eram outros, não havia telefone. Certo dia, um rapaz, que veio na empresa em eu trabalhava, perguntou sobre minhas origens e, por acaso, descobri que ele conhecia minha família. Porém, a notícia que ele trouxe me fez repensar tudo: meu pai havia falecido havia três meses. Com aquilo, decidi voltar para casa, o que foi excelente, pois minha mãe estava precisando. Posteriormente, minha família não tinha casa, aí, comprei uma. E, de filho, passei a ser pai também. Mais tarde, fui para o Paraná e, em Malé, conheci minha esposa. Em 1982, nos casamos e, dois anos depois, ela, que era funcionária pública, abandonou o serviço e me acompanhou para o Rio Grande do Sul, onde permanecemos por três anos.

Confira a entrevista completa na edição 1875 do "A Semana". Seja nosso assinante.


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