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VARIEDADES

Personalidade estampada na lataria

Há 3 anos, Jefferson Pereira Alves adotou a cultura 'Rat Look'

Kalyane Alves


(Foto: Kalyane Alves) /

Refletir a própria personalidade em uma lataria automotiva foi a opção de vida escolhida pelo caminhoneiro Jefferson Pereira Alves (Tamanco), de 35 anos. Aderindo a cultura "Rat Look", que são veículos onde o estado de conservação da carroceria já não é dos melhores, com pontos de ferrugem, pintura queimada e outros detalhes, ele comprou um fusca, modelo 1978, e começou a personalizá-lo.

A inspiração veio do irmão mais novo que tinha um fusca e estava personalizando seu veículo. Jefferson viu, ficou interessado pela prática e começou a pesquisar a respeito. "Procurei sobre a cultura e gostei mais ainda. Você vê os detalhes e percebe que é uma obra que você mesmo faz. Não é copiado de ninguém, é sua essência estampada na lataria. Então, comprei o fusca, meu 'ratão', e comecei a montá-lo", explicou o motorista.

Comprado de um amigo, o fusca chegou na casa dele "aos trancos e barrancos", como ele mesmo definiu, mas como Jefferson é motorista e entende o básico de mecânica, começou a ajeitá-lo. A primeira decisão foi lixar para definir os desenhos e detalhes do carro. Depois, colocou bancos originais da época, trocou o volante, freios e pneus, modificou o motor, revisou a caixa e fez nova instalação elétrica. Além de todos os acessórios para deixá-lo característico, como o para-choque, adesivos e bagageiro.


(Foto: Kalyane Alves) /

Jefferson investiu cerca de R$ 15 mil no carro e o usa diariamente. Para ele, o que mais chama atenção nessa cultura é o fato do carro estar enferrujado, mas ter como prioridades a segurança e a não infração da lei. "O fusca é um veículo bom, gostoso de andar e a parte de mecânica é muito barata. Dá para você mesmo fazer a manutenção", complementou o motorista.

Aderindo ao "Rat Look", o motorista também fez uma nova roda de amigos. Participando do Grupo Vocheros, todos os meses participa de eventos de exposição dos carros antigos. Segundo Jefferson, por onde passa o carro chama atenção e é uma alegria quando pessoas pedem para tirar foto ao lado do seu "Ratão".

O motorista lembrou com carinho de cada detalhe modificado em seu fusca, pois todos eles o representam, destacando, ainda, que o carro antigo também pode ser bonito, apesar de velho. "O sentimento que tenho pelo fusca é de terapia. É relaxante criar coisas para ele. Tira todo o estresse da semana", evidenciou Jefferson. Mais informações sobre a cultura podem ser encontradas na Fanpage do Grupo Vocheiros Curitibanos.


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