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LIVRE

Paixão por carros antigos

08 Abril 2019 11:09:00

São-cristovense conta que o gosto pelos veículos antigos já vem de longa data

Claudia Sena


(Foto: Claudia Sena) 

Não tem como lembrar dos 27 anos de emancipação política e administrativa de São Cristóvão do Sul sem lembrar de alguns cidadãos que são referência na cidade quando o tema é a popularidade. 

Um deles é Antonio Roberto Baticini (Quati), 56 anos, que já participou ativamente de todos os pleitos eleitorais desde a criação do município, concorrendo aos cargos de vereador, vice-prefeito e prefeito, tornando-se uma figura bastante conhecida em toda a cidade. 

Natural de Vacaria(RS), Quati chegou ao município no ano de 1986, onde sua família adquiriu um posto de combustível, quando SCS ainda era distrito de Curitibanos. Acompanhou todos os trâmites e foi um dos precursores da emancipação. Mas, quando se ouve falar seu nome, além do envolvimento político com a história da cidade, é inevitável citar a sua grande paixão por carros antigos, sendo considerado a maior inspiração para os admiradores do antigo mobilismo. Prova disso é ele ter sido convidado para assumir o título de presidente de honra do Clube Antigos da Serra, um clube de SCS, formado em 2018. Aliás, é quase impossível lembrar dele e não associar sua imagem a um Maverick amarelo, impecável, que é o carro preferido da sua coleção, que inclui mais duas Caravans e um Opala. 


(Foto: Claudia Sena) 

O são-cristovense conta que o gosto pelos veículos antigos já vem de longa data, e que seu primeiro carro foi um Maverick 1974, quando ele ainda não tinha nem habilitação para dirigir. Desde então, já teve dezenas de carros antigos, incluindo Fusca, Opala, Caravan, Dorge Dart, Brasília, Maverick, Gol GTS e Passat, possuindo centenas de fotos em seu acervo pessoal, onde cada uma delas relembra um fato marcante da sua trajetória, ou uma história engraçada. "Gosto de contar quando estou com os amigos e familiares. Sempre que nos reunimos, eu exibo as fotos e relembro os velhos tempos", revela. 

Para conseguir conciliar o trabalho pesado, em sua própria lavação de veículos, e a dedicação aos carros antigos, o colecionador sempre contou com o apoio da esposa Marisa, que vive boa parte do tempo de vida conjugal sobre rodas. "Ela me acompanha nos encontros de carros e nos passeios. Antigamente, em todas as viagens que fazíamos juntos, eu parava em todos os ferros-velhos do caminho, para garimpar peças e carros. Agora estou mais sossegado, e muito feliz por saber que posso sempre contar com minha companheira", confidencia Quati. 

Aos filhos Weslley e Jhonatann, Quati sempre repassou o desejo de que a paixão pelos antigos seja mantida. "É o meu legado. Já disse que os carros ficarão com eles, mas que, antes, faremos um acordo em vida, para que eles não vendam. Quero que esse amor seja transferido para as próximas gerações, e que eu sempre seja lembrado por isso", adianta. 

Para o colecionador, a maior recompensa é ver a alegria que os carros antigos trazem para as pessoas, especialmente para as crianças. "A admiração com o ronco do motor, os pedidos para fotografar e a curiosidade das pessoas me deixam muito feliz. Esses carros são tudo na minha vida, e eu não troco por nenhum carro novo, independentemente do valor que tiver", argumenta. 


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