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No universo gamer

30 Novembro 2018 16:19:00

Paixão por videogames iniciou na infância e hoje coleção conta com 51 aparelhos

Rubiane Lima


Todos os 51 videogames de José Emílio seguem funcionando e com manutenção mensal. (FOTO: RUBIANE LIMA)

O que começou na infância, depois de um presente de Natal de sua mãe, transformou-se num hobby e verdadeiro garimpo de colecionador. Assim iniciou a história do curitibanense José Emílio com os videogames, que até hoje fazem parte de sua vida.

Aos 26 anos, ele conta com 51 videogames em sua coleção, além de jogos de estilos variados. Para o colecionador, o jogo é como um refúgio, onde os problemas e o stress cotidiano são esquecidos e a única preocupação é se divertir e passar de fases.

José lembra que tudo começou no final dos anos 90, quando ganhou um Super Nintendo de sua mãe e a paixão só foi crescendo. "Mesmo com outros tantos videogames, o Super Nintendo ainda é o meu preferido e o que eu mais jogo até hoje", diz. Jogando só por diversão, o interesse foi aumentando e, a partir de 2011, ele decidiu iniciar uma coleção.

Morador de Jaraguá do Sul dos 12 aos 24 anos, José conheceu um amigo que comprava videogames no exterior e decidiu investir também. Até hoje, seu amigo tem uma loja, onde ele costuma comprar jogos e aparelhos diferentes. Todos os meses, José liga seus aparelhos e faz a manutenção, para que todos continuem sempre em funcionamento. "Todos eles funcionam e, pelo menos uma vez por mês, eu ligo e jogo com cada um para que continuem funcionando perfeitamente", reforça.


Desde criança, jogar videogame faz parte da rotina de diversão de José, que garante ser o melhor momento para reunir amigos e familiares. (FOTO: RUBIANE LIMA)

Entre os videogames de colecionador, ele destaca Atari Jaguar, Neo Geo CD, o Phillips Odissey e o Philco Ford Tele Jogo 2, lançados entre as décadas de 70 e 80. Para completar a coleção, ele se mantém atento aos grupos gamers e conversando com pessoas também interessadas pelo assunto. "Já consegui muitos jogos com pessoas que estavam se desfazendo de coisas antigas, pois, para elas, não tinha mais sentido manter essas coisas guardadas", diz.

José vê os jogos com saudosismo, lembrando da infância e de quando os primos e amigos se reuniam para jogar. "O videogame proporciona esses momentos. Antes, nos reuníamos toda semana para jogar e eram momentos muito bacanas", recorda. Ele considera seu quarto, onde guarda todos os videogames e jogos, um verdadeiro túnel para os anos 90 e já adianta que é ciumento e não empresta para ninguém.

Mesmo não se importando com as opiniões de fora, o colecionador relata que ainda percebe preconceito com relação aos gamers. "Já ouvi muito 'nossa, 26 anos e ainda joga videogame?', mas levo na brincadeira e tento não absorver, pois é o meu hobby e o que eu gosto de fazer", declara.

José recomenda que qualquer idade dedique algum momento ao videogame, pois ajuda no seu desenvolvimento e é onde todas as tribos estão unidas em momentos de descontração e lazer. "Já aconteceu de pessoas influenciadas por mim começarem suas coleções e isso é muito legal", conclui.

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