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VARIEDADES

Liberdade através da poesia

Curitibanense Marcelo Petris está finalizando seu segundo livro de poesias

Por Rubiane Lima


(Foto: Rubiane Lima) /

Desnudar sua alma e enfrentar, de frente, os obstáculos diários da convivência em sociedade. É assim que o curitibanense Marcelo Petris vê a poesia, que se transformou em parte fundamental de sua vida, o tornando mais forte e próximo da plenitude. Neste sábado (14), o escritor de "Cacto agridoce", celebra o Dia da Poesia, com inspiração e amor transbordante.

Aos 33 anos, Marcelo recorda que nunca se imaginou como escritor. "Comecei a escrever aos 15 anos, mas não imaginava que, um dia, aquilo tudo poderia salvar minha vida. Foi aos 31 anos, depois de passar pelo pior momento da minha história, que a poesia entrou de vez nos meus dias e tem sido a melhor válvula de escape possível, para enfrentar os problemas do dia a dia", informa.

Além de poeta, ele é chef de cozinha, e explica que sua inspiração para escrever vem de todos os lugares, desde pessoas, até receitas ou ingredientes que utiliza na cozinha. "Me sinto livre quando escrevo, único no universo. Quando escrevo poesia, é como se todas as amarras fossem rompidas, não existem mais barreiras cotidianas, apenas palavras que têm vida", esclarece, ainda, que, em sua opinião, para ser um poeta, o escritor deve tocar o coração das pessoas. "Quando você toca o coração de alguém com os teus sentimentos, você atingiu o objetivo da escrita. Isso é poesia para mim e ela pode ser escrita por qualquer pessoa que tenha o que expressar", destaca.

(Foto: Rubiane Lima) /

No ano passado, Marcelo realizou um de seus maiores sonhos, que foi lançar o primeiro livro "Cacto agridoce", pela Editora Camus. O livro transforma em poesias, histórias vividas pelo autor, com experiências que adquiriu em diversos períodos de sua vida. "Quando escrevi este livro, foi como ficar nu diante do mundo, vulnerável e transparente, pois falei abertamente sobre medo, insegurança, suicídio, sexualidade e os paradoxos entre amor e ódio, tristeza e alegria", pontua. Além disso, o poeta ressalta que ao escrever, deixa parte de si gravado no papel. "Coloco as palavras no papel para que possam alcançar o sentimento das pessoas e quando elas captam a mensagem que quero transmitir, me sinto verdadeiramente completo", diz.

Nas horas de lazer, prefere ler ficções, terror e suspense. "É engraçado quando me perguntam isso, porque não tenho o hábito de ler poesias e evito ler para não criar vícios e fazer releituras de outros autores. Prefiro não ter interferências e escrever o que, de fato, vem dos meus sentimentos", informa.

O segundo livro já está sendo finalizado e vai se chamar "O destruidor de corações", ainda sem editora definida. O poeta adianta que o trabalho será dividido em três partes, com releitura do "Cacto agridoce"; segundo momento retratando conflitos, amor e espera; finalizando com o que está vivendo no agora. "Estou sempre vivendo em meio a um turbilhão de coisas e sentimentos, por isso, recomendo a escrita para todos, pois é uma forma de tirar de dentro de nós o que estamos sentindo de ruim e passar para o papel nossos medos, incertezas e tudo que nos impede de seguir em frente", conclui. Quem tiver interesse em conhecer o trabalho do escritor, pode segui-lo em suas redes sociais, no @marpetris ou através do Facebook Marcelo Petris.


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