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VARIEDADES

Irmãos em quadra

Desde criança, os irmãos Krieger fazem do esporte sua verdadeira forma de vida

Rubiane Lima


(Foto: Rubiane Lima)/

Dividindo muito além que a mesma casa e a mesma família, os irmãos Renan e Ryan Krieger estão honrando a mesma camisa e a posição de pivô na ADC Curitibanos Berlanda Futsal. Apaixonados pelo esporte desde crianças, eles trabalham e treinam juntos, apresentando o mesmo brilho no olhar ao falar do futsal e do quanto o esporte representa em suas vidas.

De sorriso fácil, os irmãos curitibanenses transparecem a amizade e amor que os une. Renan, hoje com 23 anos, foi quem despontou para a carreira esportiva, quando iniciou jogando bola nas ruas de terra do bairro. Ele conta que, na época, nunca era escolhido para os times, ficando sempre por último. "Antigamente nós começávamos a jogar na rua mais cedo, com 6 anos eu nunca era escolhido, mas a vontade de jogar era maior e eu continuava ali esperando a minha vaga", recorda.

Ainda criança, montou seu primeiro time, o Esporte Clube Santo Antônio, com o técnico Darci, que morava na mesma rua e ajudava os meninos. "Ninguém tinha dinheiro para comprar uniforme, mas todos estudavam no Santa Teresinha, usamos a camiseta branca da escola, cada um pagou seu bordado e foi meu primeiro uniforme de time", conta entre risos. Depois disso, Renan começou nas escolinhas da Smelc, onde desenvolveu sua parte técnica e foi ganhando destaque. O atleta representou o município em diversas categorias, teve oportunidade de jogar no Rio Grande do Sul, Campos Novos, Criciúma, Piratuba, mas, através de proposta de investir nas pratas da casa, conquistou seu espaço na ADC, time que representa há cinco anos.


Ryan e Renan atuam como pivôs na ADC Curitibanos Berlanda Futsal (Foto: Rubiane Lima)/

Acompanhando o irmão desde muito cedo, Ryan foi seguindo seus passos e se dedicando ao futsal. Hoje, com 17 anos, ele carrega em sua carreira as categorias em que jogou por Curitibanos, sua passagem por Criciúma e a função de pivô na ADC. "Meu irmão me levou para primeira escolinha, foi meu primeiro técnico e quem sempre me apoiou e apoia em tudo. Quando eu era criança e ia jogar fora, era ele quem me levava e buscava do ponto de ônibus e foi assim que tudo começou", revela ainda, que a orientação é feita dentro e fora de quadra, sendo grande satisfação poder atuar na mesma equipe.

Filhos de Wanderlei Maciel dos Santos e Solange Aparecida Krieger do Prado, os atletas contam que essa paixão pelo esporte não veio do berço. "Meu pai odiava futebol, era uma família tradicional em que não acreditavam em futuro através do esporte, mas, hoje, ninguém perde um jogo e todos entenderam que é isso que queremos para nossa vida", explica Renan. Entre os maiores apoiadores, ele destaca a avó Iraci Maciel dos Santos, que o espera após todos os jogos para parabenizar, ou puxar a orelha, quando preciso. "Ela escuta os jogos pelo rádio e não importa a hora, sempre está acordada esperando a gente para contar o que falaram de nós e cobra quando não vamos bem", conta.

Para ele, influenciar seu irmão é algo muito importante. "Meus professores foram meus grandes influenciadores, pois sempre foram pessoas que levaram o esporte a sério. Nunca tive um plano B, sempre vi o esporte como minha vida e é muito gratificante ver meu irmão seguindo o mesmo caminho", contou. Acadêmico de Educação Física, Renan também integra o grupo de árbitros da Smelc, já tendo apitado em jogos municipais e regionais de futebol campo e futsal.

Fazendo do ginásio a sua segunda casa, os irmãos garantem que todo esforço feito com amor vale a pena. "Entrar em quadra é algo que arrepia, dá frio na barriga e é uma sensação única. Ver o ginásio cheio com a torcida é indescritível, passa um filme na cabeça, pois participamos do crescimento da ADC, que começou como um time caseiro e, hoje, é temido por equipes fortes do Estado, são coisas que só o esporte pode nos proporcionar", declaram. Para o futuro, Renan e Ryan garantem que a única certeza é que continuarão trilhando o caminho com a bola nos pés e, juntos, sendo o impulso necessário um do outro para seguir em frente.

Os irmãos Krieger fizeram do ginásio sua segunda casa (Foto: Rubiane Lima)/


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