Curitibanos,
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Elas podem!

13 Abril 2018 10:07:00

Empatia e companheirismo feminino movem grupo em busca de união e igualdade entre gêneros com muita diversão


Dez jovens praticam skate e disseminam mensagem de empoderamento feminino em Curitibanos (Foto: Franciele Gasparini)/


Sororidade. Essa é a palavra que move um grupo de curitibanenses que resolveu reunir-se para andar de skate, mas, mais do que isso, para celebrar a união feminina e dar vez e voz à participação ativa das mulheres em suas comunidades e à igualdade de gêneros.

Diversão é a palavra-chave de uma ideia que surgiu na brincadeira, através da curitibanense Gabriela Homem, que tinha o desejo de ver mais meninas praticando o skate. Para a jovem, o esporte foi incentivado por amigos homens, mas, sem muita dificuldade, ela foi aprendendo, recebendo dicas e percebendo que o skate une diferentes ideais por um objetivo comum: a diversão.

Gabriela iniciou no esporte há cerca de seis anos e sempre sentiu a necessidade de ter mais amigas para praticar. Segundo ela, o público feminino ainda é tímido no esporte e, muitas vezes, a vergonha de começar impede que deem o pontapé inicial, por isso, decidiu convidar as amigas próximas, até que a primeira topou, logo vieram outras e, assim, iniciaram as aulinhas. "Partiu delas, isso é o que mais motiva. Existe uma cultura de disputa entre as mulheres e é preciso quebrar esse paradigma; é isso que estamos fazendo aqui nas 'Minas do Skate', provando que as mulheres são capazes, podem fazer qualquer atividade e ainda serem unidas, próximas, parceiras", completou a professora, acrescentando que todas são bem-vindas e o desejo do grupo é ter mais adeptas a partir de agora.


Além do objetivo de comunidade, esporte também auxilia no equilíbrio, coordenação motora e alívio do stress (Foto: Franciele Gasparini)/


Além dos benefícios de sociabilidade que o esporte que vem da rua proporciona, o grupo também aproxima os gêneros e propicia melhorias físicas e mentais, tirando da ociosidade e promovendo qualidade de vida. Foi o que aconteceu com a aluna Jéssica Cunha, que define o esporte como "skateterapia". "Depois que iniciamos as aulas, eu me sinto muito melhor. A pressão da faculdade é grande e eu estava em um momento complicado; aqui, encontrei abrigo e motivação", revelou Jéssica.

Seja por curiosidade ou por pura diversão, o grupo de dez garotas começou a se reunir três vezes por semana. Capitaneadas por Gabriela, aprendem noções de equilíbrio, coordenação e alguns tombos naturais da prática, que terminam em riso e comemoração cada vez que uma das jovens tem sucesso numa manobra. Para Gabriela, esta é a maior recompensa das aulas, que acontecem às terças, quartas e quintas, no Green Fall Skate Park: observar a união entre as meninas e o apoio que oferecem umas às outras, seja no amor ou na dor.

"É comum ver uma turma de homens que se reúne para um churrasco, não é? Mas, e as mulheres? O que as mulheres fazem juntas? Elas andam de skate (risos)", diverte-se a aluna Jéssica Casali, afirmando que a prática tem o objetivo de mostrar que as mulheres podem ser quem quiserem, quando quiserem o onde quiserem, sem nenhuma competição, comemorando cada evolução das colegas com prestígio, alegria e motivação.

Quem quiser participar ou saber mais sobre a iniciativa pode entrar em contato com Gabriela Homem na Green Fall Skate Park. Os custos são apenas para utilização do espaço e manutenção das aulas.





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