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VARIEDADES

Amor pelas primeiras letras

Professora Laide foi alfabetizadora em Curitibanos e Frei Rogério

Tatiana Ramos


(Foto: Tatiana Ramos) /

Todos temos professores que, mesmo após deixarmos a escola, continuam em nossas lembranças e pelos quais guardamos muito carinho. Mas a professora que ensina a ler e escrever, essa garante um lugar de honra no coração de seus alunos. Sua importante tarefa ganha ainda mais repercussão nesta quinta-feira (14), quando se comemora o Dia Nacional da Alfabetização.

Nessa data, muitos frei-rogerienses  e curitibanenses vão recordar da professora Laide Richter Silva, responsável por ensinar a eles a arte da leitura e da escrita. Hoje aposentada, ela começou a lecionar aos 17 anos, em Frei Rogério, em uma turma multisseriada que estava sem professor. No entanto, o amor pela profissão começou bem mais cedo, ainda criança. "Meu último professor das séries iniciais era idoso e solicitava minha ajuda para escrever na lousa e auxiliar os menores nas atividades. Então, sentia que era o que eu queria ser", lembra. Em 1983, Laide conquistou seu diploma de Magistério, tornando-se apta a lecionar no antigo de 1º grau, atual Ensino Fundamental. Já em 2005, graduou- se em Letras e, três anos depois, concluiu a pós-graduação. 

No início de sua carreira, por sete anos, a professora atuou em escola multisseriada, em Frei Rogério, e, depois de casar, mudou-se para Curitibanos, onde trabalhou como professora no projeto social do Colégio Maria Imaculada, por 14 anos. Após ser aprovada em concurso da Prefeitura, em 1990, assumiu turmas de alfabetização no Núcleo Municipal Getúlio Vargas e, depois, no Teresa Lemos Preto, onde se aposentou em 2011. Laide recorda que, sem a tecnologia presente hoje nas salas de aula, ela confeccionava jogos e materiais diferenciados com sucatas, como forma de tornar mais lúdico o processo de aprendizagem. "Meus alunos aprendiam brincando", relata.

Para a professora, o que a motivava a buscar cada vez mais recursos para facilitar a alfabetização de seus alunos era o amor pelos pequenos estudantes e que, para ela, era um grande orgulho observar sua evolução durante o ano.

Laide lembra que, como o pré ainda não era obrigatório, alguns alunos chegavam ao 1º ano sem saber segurar um lápis e terminavam o ano letivo produzindo textos. "Aqueles textos, para mim, valiam ouro", afirma a professora.


Tecnologia 

Agora aposentada, Laide observa com otimismo as mudanças na educação, principalmente com os recursos tecnológicos que chegaram às escolas. Ela avalia que  a estrutura moderna e equipada com tecnologias avançadas e professores capacitados contribui não só para o aprendizado dos conteúdos. "As crianças desenvolvem- se em todos os aspectos e isso nos deixa muito felizes", conclui Laide.

(Foto: Tatiana Ramos) /



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