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VARIEDADES

Amor pela estrada

23 Novembro 2018 10:39:00

Última viagem do casal foi para Argentina, com 4.650 quilômetros rodados em um Fusca

Rubiane Lima


(Foto: Rubiane Lima) /

Sentir os cabelos balançando ao sabor do vento, o cheiro da estrada e ouvir o ronco do motor estão entre as grandes paixões do casal Katia Mary Guedes Brito e Luiz Carlos Guedes Brito, casados há 38 anos e que, em setembro, rodaram 4.650 quilômetros com seu Fusca Itamar 1996, viajando de Curitibanos até a Argentina.

Luiz Carlos brinca que, toda vez em que fala em viajar, sua esposa logo arruma a mochila e os dois saem para conhecer as mais variadas cidades, dentro e fora do país. "Sempre digo que nós nos casamos em todos os sentidos, pois gostamos muito das mesmas coisas e, principalmente, de viajar", afirma.

Ele conta que conheceram-se em Joaçaba e, na época, ele era apaixonado por motos e foi como começaram as viagens dos dois. "Katia sempre foi minha parceira de estrada, subíamos na moto e saíamos conhecer lugares diferentes. Foram anos viajando assim, até que começamos a viajar de carro", lembra.


Casados há 38 anos, Katia e Luiz Carlos sempre foram grandes apaixonados por viagens dentro e fora do país (Foto: Divulgação) /

Segundo Brito, ele explica que sempre trabalhou com venda e transporte de veículos e interessou-se por carros e motos desde criança, aprendendo a dirigir muito cedo e cada vez mais evoluindo na profissão. Entre seus carros preferidos, ele destaca o Fusca, por ser um modelo tradicional e que faz parte da história da maioria das famílias.

Para Brito, viajar tem um significado de conexão com a natureza. Ele observa que, ao viajar com vidros fechados e ar condicionado ligado, perde-se a sensação do vento bagunçando os cabelo e da energia que o momento transmite, por isso, sempre viajam com o Fusca, que permite viver todas essas emoções. Outra curiosidade do casal é não gostar de viajar por balsas, pois acreditam que perdem muito do caminho pelo qual poderiam passar dirigindo e parando onde sentissem vontade. Brito revela que já chegaram a percorrer 700 quilômetros a mais no trajeto só para não pegar uma balsa, pois perderiam muito da viagem do jeito que gostam de fazer.

Entre as principais histórias do casal, ele lembra as muitas vezes em que parou para auxiliar pessoas em acidentes. "A estrada é maravilhosa, mas também pode ser muito cruel. Já vimos muitas coisas ruins e, em outras tantas, pudemos parar e ajudar pessoas que estavam em risco e isso é muito gratificante", afirma.


Para Brito, uma das maiores emoções da viagem à Argentina foi curtir as retas imensas e desertas (Foto: Divulgação) /

Além disso, eles guardam com carinho na memória, todos os amigos que fizeram ao longo dos quilômetros rodados. "Conhecemos muitas pessoas e somos muito bem recebidos onde vamos. Talvez esta seja uma das partes mais legal das viagens, conhecer pessoas e culturas diferentes, por isso, recomendo que todos se programem e conheçam novos lugares, saindo dos ambientes aos quais já estão acostumados para ver realidades diferentes", conclui Brito.

Na última viagem, casal passou pelo Uruguai e Argentina (Foto: Divulgação) /






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