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Memórias Curitibanenses

29 Abril 2018 10:00:00


Antônio Della Giustina

Antônio Della Giustina nasceu na localidade de Ipê, em Antônio Prado (RS), em 13 de maio de 1902. Filho de Tadeu Della Giustina e Ana Meneguzzi Della Giustina, nascidos na cidade de Milão, região da Lombardia, Itália, grande centro industrial e comercial. Tadeu e Ana migraram para o Brasil em 1867, em viagem de navio a vela. Aportando em Santos (SP), passaram o regime de quarentena exigida pelas leis de emigração, sendo então designados para seu lote na Vila Ipê.

A família superou as dificuldades, derrubou parte da mata nativa, construiu a casa e preparou a terra, sobrevivendo da agricultura e pecuária. O casal ainda teve outros sete filhos: Pedro, João, Jacinto, André, Tereza, Rosa e Gertrudes.

Antônio casou-se com Guilhermina Zanotto Della Giustina (filha de Lourenço Zanotto e Rosa Anziliero Rosa, com origem em Vêneto, na Itália), em 16 de outubro de 1930, na Vila Ipê (Caminho das Tropas, e por haver muitos ipês), sendo agraciados com sete filhos: Lourenço, Reinaldo, Samuel, Maurilia, Pedro, Lourdes e Tadeu.

Migrou com a família para Curitibanos em 26 de agosto de 1942. Aqui chegando, instalou uma pequena oficina de marcenaria (carretas, carrocerias, carroças, cangas de boi carreiro, rodas com ferro), fábrica de móveis e caixões artesanais (a primeira do gênero), na Rua Coronel Lauro Müller, em frente à Praça Nereu Ramos (Dotti). Iniciou tudo manual, até a vinda da energia elétrica da Empresa Força e Luz Curitibanense, ampliando quando inaugurada a Usina do Pery. Ensinou o oficio aos filhos. Também exerceu a função de carpinteiro, reforma e construiu várias casas na cidade. Antônio Della Giustina faleceu em 15 de outubro de 1956 e, apesar não ocupar nenhum cargo público, deixou registrada a força em construir o seu próprio legado.

Após sua morte, os filhos continuaram com a atividade da fábrica de móveis, ampliando para duas lojas: a matriz na Rua Coronel Lauro Müller e filial, com duas capelas mortuárias, no antigo Cine Teatro Monte Castelo, na Rua Coronel Vidal Ramos esquina com a Rua Coronel Albuquerque. A sede da fábrica de móveis Della Giustina encontra-se restaurada e continua sendo de propriedade dos netos.


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