Curitibanos,
logo35.png
a semana-logo.png
redes.jpg

João Popinhak

04 Fevereiro 2018 13:51:00


(Foto: Acervo pessoal)


João Popinhak nasceu na Ucrânia, em 1886, filho de Alexandre Popiwniak e Anna Tataren. Com a forte propaganda, crise social, política e rural, os pais emigraram para o Brasil em 1894. Desembarcaram no Porto do Rio de Janeiro e aguardaram na quarentena. O descaso dos agentes da alfândega, não atendendo às necessidades de higiene e com precária alimentação, iniciou uma epidemia de tifo que acabou dizimando grande parte dos emigrantes. 

Finda a quarentena, a família Popinhak seguiu para a Colônia Antônio Olinto, na margem do Rio Negro (PR). Dedicaram-se à agricultura e extração de erva-mate. João era o filho mais velho e, no decorrer dos anos, a família torna-se numerosa, exigindo muito esforço e dificuldade para manutenção.

A comitiva de Francisco Teixeira de Carvalho (Chico Ruivo) sempre pernoitava na propriedade dos Popinhak, com tropas de muares e gado, tendo como destino a Feira de Sorocaba (SP). Em uma dessas tropeadas, entre os anos de 1896/1898, Chico Ruivo, vendo a situação crítica que passavam, acertou com Alexandre e adotou o menino João como membro da família, trazendo-o para Curitibanos. Nessa parte, existe outra versão, não confirmada oficialmente, de que João foi vendido, fato comum naquela época.

Aprendeu as lidas campeiras na fazenda dos Carvalhos. Mais tarde, foi encarregado de conduzir tropas de cargueiros com destino ao litoral catarinense, onde vendia as mercadorias, trocava e comprava produtos para consumo da família e para abastecer os armazéns da região. Além de confeccionar cestos, bruacas e cangalhas, auxiliou João Batista Pozzo na montagem da serraria de Chico Ruivo, no Campo da Roça, ampliando o seu conhecimento.

Começou a construir ranchos, galpões e casas, tornando-se, com o tempo, um excelente carpinteiro e marceneiro (Casa dos Otigari/Magalhães e antiga Prefeitura, hoje o Museu).

Casou-se, no dia 8 de junho de 1913, com Laura Quadros de Andrade, filha de Salustiano Pinto de Andrade e Querubina Quadros de Andrade, vindo a transferir residência para a localidade de Marombas, onde instalou armazém e hotel, cuidando ainda da balsa, por ele construída, que dava passagem sobre o Rio Marombas.

João tornou-se célebre pelas famosas mentiras que tão graciosamente sabia pregar, como a grande traíra que pescou, onde encontrou o revólver do Coronel Nereu Ramos. Com fundo de verdade (aumentada e ilustrada), a história dos violentos índios do Morro do Taió e índios canibais da Serra dos Pires.

Antes do ataque e incêndio de Curitibanos pelos caboclos, na Guerra do Contestado, em 1914, vendeu o gado e os cavalos, fugindo com a família para Aquibadã (Apiúna), onde ficou por vários anos. Quando retornou, não encontrou vestígios da casa, potreiro, cercas e muitas outras estruturas bem arquitetadas.

O casal não teve nenhum filho, mas adotou 13 filhos alheios, criando-os com carinho e dando uma vida melhor. Esses filhos vieram a amparar o casal na velhice. Laura faleceu em 1962, no Marombas. O fato deixou João desconsolado e resolveu voltar para a cidade e morar com uma das filhas adotivas. João Popinhak adoeceu e ficou acamado por mais de um ano, falecendo em 27 de janeiro de1971, entretanto, ainda vive nas memórias dos curitibanenses que o conheceram.


OculoseCia.gif
ConexaoMaster.gif


 

INFORMAÇÕES E CONTATO

Rua Daniel Moraes, 50, Bairro Nossa Senhora Aparecida - 89520-000 - Curitibanos/SC (49) 3245.1711

Copyright © 2015 A SEMANA EDITORA LTDA. Todos os direitos reservados.