Curitibanos,

Coronel Francisco Ferreira de Albuquerque

09 Julho 2017 14:59:21

Sebastião Luiz Alves

Albuquerque nasceu em Lages, em 1 de julho de 1864. Foi enviado pela família Ramos para Curitibanos, com o objetivo de introduzir na politica local. Casado com Laurinda de Oliveira Albuquerque, teve os filhos Euclides, Aristides, Tiago, Elvira, Iracy e Orival.  

  Inteligente e político habilidoso, conquista grande número de amigos, assim como milhares de ferrenhos inimigos. Dono de um Armazém e do Jornal O Trabalho, na Rua Coronel Vidal Ramos, recebe a nomeação de ajudante de Procurador da República em 31 de janeiro 1898, pelo presidente Prudente de Moraes. Em 2 de março, o presidente lhe confere o posto de tenente-coronel e comandante do 16º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional. O presidente Afonso Pena, em 1906, nomeia-o comandante do 12ª Brigada de Cavalaria da Guarda Nacional. Eleito, em 1907, para o cargo de superintendente de Curitibanos.

 Coronel Albuquerque envia a guarda municipal para debandar os rotulados fanáticos do Taquaruçu, em agosto de 1912, que estavam aglomerados desde 1909. O Monge José Maria (Miguel Lucena Boaventura) e os demais líderes, ao saberem do envio da guarda municipal, decidem evitar o confronto armado e fogem para os Campos do Irani. A decisão do coronel e José Maria era um barril de pólvora, vindo ocorrer o confronto armado de Irani, onde morrem os dois líderes: José Maria, da Irmandade de São Sebastião, e coronel João Gualberto, da tropa de segurança do Paraná; nascem os mártires, que ambos os lados necessitam. O fato histórico acenderia a emblemática Guerra do Contestado, que tiraria a vida de aproximadamente 18 mil pessoas, entre caboclos, jagunços, fanáticos, vaqueanos legalistas e soldados republicanos.

 Janeiro de 1914, coronel Albuquerque manda a guarda municipal apreender as vinte mulas com mercadorias de Praxedes, compradas na Empresa Hoepcke, de Florianópolis. Praxedes Gomes Damasceno soube do ocorrido e procurou reaver a mercadoria. Acabam discutindo e é baleado, falecendo na cadeia no dia seguinte.

 Setembro de 1915, coronel Albuquerque soube do ataque à vila por um de seus espiões e decide fugir com sua família para Blumenau. Os líderes mandam os seus guerreiros incendiarem a Superintendência, o armazém, a casa e o jornal O Trabalho, de propriedade do coronel Albuquerque, o Correio, o Fórum, a Delegacia, o teatro, escola, dois comércios, 18 casas e todos os documentos do Cartório, ao meio da intensa chuva nos três dias que ficaram na Vila.

 Albuquerque segue a Florianópolis, assume a presidência da Câmara Estadual e assina o acordo de divisas do Paraná e Santa Catarina em 20 de outubro de 1916. Seu nome é cogitado para ser o próximo governador do Estado.

 O líder e atirador de elite Conrado Glober, a mando do coronel Henrique de Almeida, executa coronel Albuquerque em 27 de dezembro de 1917. Efeito colateral do Conflito do Contestado.


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