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18 Fevereiro 2018 08:25:00

Agilberto Tortato

 Agilberto Tortato nasceu no distrito de Quatro Irmãos, município de Erexim (RS), no dia 11 de julho de 1929. Filho de Ângelo Tortato e Amélia Mozatto Tortato (ambos de origem italiana), teve outros cinco irmãos: Arnaldo, Aristides, Júlio (popular Barbicha), Armando e Araci.



 A família era proprietário do Hotel e Cinema em Quatro Irmãos, que por razões desconhecidas acabou incendiando. Casou-se com Eva Tortato (filha de Aciles Ghen Rodrigues e Ernestina de Mello Rodrigues) em maio de 1953. Do matrimônio, nascem os filhos Leandro, Jarbas, Sandra, Gilberto, Elizete, Vitor e Adriano.

 A economia de Curitibanos encontrava-se focada na exploração de pinheiro (Capital do Pinho), imbuia, canela e cedro, na confecção de móveis e para exportação, chegando a possuir mais de cem serrarias na cidade, fazendas e distritos, além da fábrica de pasta mecânica e papelão, crina vegetal, agricultura e pecuária. Desanimados com a ocorrência do sinistro, Agilberto e família resolvem conferir se as informações eram verdadeiras e desembarcaram na Estação Rodoviária situada no Palace Hotel em novembro de 1953.

 Auxiliado por amigos, comprou casa na Rua Luiz Dacol e fundou a oficina autorizada Willys, na Avenida Salomão Carneiro Almeida (recentemente nomeada). Montou uma pequena olaria no terreno, fabricando tijolos na construção da edificação com dois pavimentos. Finalizada a obra, abriu bar, restaurante e bazar no térreo e hospedaria no superior.

   Proveniente por questões políticas, espaço para estacionar os ônibus e localização, a Empresa Reunidas Ltda, que explorava o transporte de passageiros intermunicipal, a Rodoviária Municipal do Palace Hotel migrou para o Bar Tortato. Provisoriamente, as vendas de passagens eram feitas no Bar; depois, na sala que antes abrigava o bazar. A garagem foi adaptada para a continuação das atividades do bazar. Anos após, retornou a venda de passagens no bar, onde ficou até a inauguração da Rodoviária Municipal Doromeu Bossardi (atual Terminal Urbano Ulysses Gaboardi) em 1973. Ao lado (hoje estacionamento e Sorveteria Italiana), era alugado a pequenos parques de diversões que ficavam semanas ou meses.

 Com a saída da Rodoviária, vendeu o Bar à família Martarello, alugando as salas. Atualmente, funciona Bar do Ramiro, Cabelereiro Visual, Loja Cris Modas e moradia no andar superior.

Agilberto possuía personalidade humildade, cativou muitos amigos e também exerceu a função de pipoqueiro e taxista. Gostava de pescar, jogar dominó no Bar do Otacílio, frequentador assíduo nos bailes no Clube 7 de Setembro, Pinheiro Tênis Clube, Lions Club Centenário e CTG. Agilberto Tortato faleceu no dia 18 de março de 1983, deixando saudade aos familiares e muitas memórias aos amigos.



11 Fevereiro 2018 21:40:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Em 3 de julho de 1907, fica decretada a lei nº 41, como seguinte teor: O cidadão Coronel Francisco Ferreira de Albuquerque, Superintendente Municipal de Curitibanos, faço saber a todos os habitantes deste município que o Conselho municipal decretou, eu sanciono a seguinte lei: 

Art. 1º - Fica o Superintendente Municipal autorizado em auxiliar com a quantia de 500$000 (réis) ao Jornal O Trabalho (Órgão do Partido Republicano Catarinense), que em breve se publicará nessa vila.

Art. 2º - A importância que trata o artigo antecedente será descontada em trabalhos publicados, relatórios, talões, leis avulsas e toda outra espécie de publicação, cujos preços não poderão exceder que atualmente paga aos jornais da região serrana.

Art. 3º - O Superintendente tomará as necessárias providências, com o objetivo de acautelar os interesses municipais, em relação ao mencionado auxilio.

Art. 4º - Revogam-se as disposições contrárias. Mando, portanto a todas as autoridades que tomem conhecimento na execução desta lei, que a cumpram e façam cumprir, tão inteiramente o que nela contém.

Curitibanos 3 julho de 1907 - Francisco Ferreira de Albuquerque - Cornélio de Haro Varela.

Em seguida o Coronel Albuquerque reúne os interessados, e fundam uma sociedade particular, planejando a aquisição e exploração de uma tipografia e jornal. O contrato foi assinado pelos cidadãos: Francisco Ferreira de Albuquerque com 1.500$000 (réis) - Tenente Coronel Henrique Paes de Almeida com 100$000 (réis) - Capitão João Alves Sampaio com 100$000 (réis) - Tenente Coronel Faustino José da Costa com 200$000 (réis) - Tenente Coronel José Rauen com 100$000 (réis) - Capitão João da cruz Maia com 50$000 (réis) - Capitão Leogildio Vicente de Mello com 50$000 (réis) - Major Salvador Calomeno com 50$000 (réis) - Tenente Domingos de Oliveira Lemos com 150$000 (réis). Perfazendo o capital social de 2.800$000 (réis).

Houve dificuldade na aquisição e transporte da máquina impressora. A viagem com destino a Desterro (Florianópolis - SC) levava aproximadamente de 20/30 dias a cavalo, isso quando não surgiam problemas com os índios que moravam nas margens das estradas. O Coronel Albuquerque encarrega Maximino Pires de Lima em buscar a máquina e assessórios, que aluga uma carroça de Domingos Bernardo no transporte da preciosa carga de Desterro até Aquidaban - SC (Apiúna), que era transitável.

De Aquibadan pra Curitibanos a impressora viaja em ombros de homens que foram a pé, conduzindo animais com cargueiros levando alimentos e barracas. Os 50 homens colocam a máquina em padiolas ou banguês, erguem nos ombros em fila dupla de 16, revezando no percurso, enquanto as peças pequenas são colocadas em cargueiros.

Próximo da vila outra turma foi ajuda-los no transporte. Antônio Mafra da Rocha, João Maria de Oliveira e mais dois operários, que distribuíam e auxiliavam João França de Morais na impressão. (Informativo Renovação n° 5 de 08 de maio de 1976 - Correspondência de Coracy Pires de Almeida)

O Jornal funciona em uma casa na Rua Coronel Vidal Ramos até setembro de 1914, quando ocorre o ataque dos caboclos revoltosos, incendiando a sede do jornal na Guerra do Contestado. Apesar de danificados por possuir mais de 100 anos, ainda se encontra um exemplar do jornal e a impressora, que estão expostos no Museu Antônio Granemann de Souza.

Veja mais na coluna desta semana, disponível na edição impressa em todas as bancas ou através de assinatura pelo telefone (49) 3245-1711.


04 Fevereiro 2018 13:51:00

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(Foto: Acervo pessoal)


João Popinhak nasceu na Ucrânia, em 1886, filho de Alexandre Popiwniak e Anna Tataren. Com a forte propaganda, crise social, política e rural, os pais emigraram para o Brasil em 1894. Desembarcaram no Porto do Rio de Janeiro e aguardaram na quarentena. O descaso dos agentes da alfândega, não atendendo às necessidades de higiene e com precária alimentação, iniciou uma epidemia de tifo que acabou dizimando grande parte dos emigrantes. 

Finda a quarentena, a família Popinhak seguiu para a Colônia Antônio Olinto, na margem do Rio Negro (PR). Dedicaram-se à agricultura e extração de erva-mate. João era o filho mais velho e, no decorrer dos anos, a família torna-se numerosa, exigindo muito esforço e dificuldade para manutenção.

A comitiva de Francisco Teixeira de Carvalho (Chico Ruivo) sempre pernoitava na propriedade dos Popinhak, com tropas de muares e gado, tendo como destino a Feira de Sorocaba (SP). Em uma dessas tropeadas, entre os anos de 1896/1898, Chico Ruivo, vendo a situação crítica que passavam, acertou com Alexandre e adotou o menino João como membro da família, trazendo-o para Curitibanos. Nessa parte, existe outra versão, não confirmada oficialmente, de que João foi vendido, fato comum naquela época.

Aprendeu as lidas campeiras na fazenda dos Carvalhos. Mais tarde, foi encarregado de conduzir tropas de cargueiros com destino ao litoral catarinense, onde vendia as mercadorias, trocava e comprava produtos para consumo da família e para abastecer os armazéns da região. Além de confeccionar cestos, bruacas e cangalhas, auxiliou João Batista Pozzo na montagem da serraria de Chico Ruivo, no Campo da Roça, ampliando o seu conhecimento.

Começou a construir ranchos, galpões e casas, tornando-se, com o tempo, um excelente carpinteiro e marceneiro (Casa dos Otigari/Magalhães e antiga Prefeitura, hoje o Museu).

Casou-se, no dia 8 de junho de 1913, com Laura Quadros de Andrade, filha de Salustiano Pinto de Andrade e Querubina Quadros de Andrade, vindo a transferir residência para a localidade de Marombas, onde instalou armazém e hotel, cuidando ainda da balsa, por ele construída, que dava passagem sobre o Rio Marombas.

João tornou-se célebre pelas famosas mentiras que tão graciosamente sabia pregar, como a grande traíra que pescou, onde encontrou o revólver do Coronel Nereu Ramos. Com fundo de verdade (aumentada e ilustrada), a história dos violentos índios do Morro do Taió e índios canibais da Serra dos Pires.

Antes do ataque e incêndio de Curitibanos pelos caboclos, na Guerra do Contestado, em 1914, vendeu o gado e os cavalos, fugindo com a família para Aquibadã (Apiúna), onde ficou por vários anos. Quando retornou, não encontrou vestígios da casa, potreiro, cercas e muitas outras estruturas bem arquitetadas.

O casal não teve nenhum filho, mas adotou 13 filhos alheios, criando-os com carinho e dando uma vida melhor. Esses filhos vieram a amparar o casal na velhice. Laura faleceu em 1962, no Marombas. O fato deixou João desconsolado e resolveu voltar para a cidade e morar com uma das filhas adotivas. João Popinhak adoeceu e ficou acamado por mais de um ano, falecendo em 27 de janeiro de1971, entretanto, ainda vive nas memórias dos curitibanenses que o conheceram.



28 Janeiro 2018 00:04:00
Autor: Sebastião Alves


(Foto: Acervo Pessoal)/


Osair João Lehmkuhl nasceu em Leoberto Leal (SC), no dia 5 de fevereiro de 1952. Filho de Mainolvo José Antonio Lehmkuhl e Felomena da Souza Lehmkuhl, que tiveram outros oito filhos e um adotivo: Ademir Vitor, Altair, Darci Matilde, Nilza, Vanda, Odir Antônio , Odílio José e José Anselmo de Souza (adotivo). 

Cursou o primário no Grupo Escolar de Imbuia; Ginásio em Ituporanga e São José do Cerrito; e curso Normal no Colégio Santa Teresinha em Curitibanos.

Passou a residir em Curitibanos em 1971. Casou-se com Ana Lucia Coelho Lehmkuhl em 1973 e, da união, tiveram dois filhos: Fernanda e Eduardo.

Osair era graduado em Matemática e tinha pós-graduação em Biologia. Exerceu o Magistério em vários educandários de Curitibanos e São Cristóvão do Sul, por 30 anos, até que se aposentou. A leitura assídua de temas diversificados lhe fornece o embasamento na estrutura do programa cultural radiofônico, uma de suas paixões.

Por certo período, foi funcionário do INSS e proprietário da Livraria A Casa do Estudante, fundada em 1982, encerrando as atividades comerciais anos depois. Apresentou seu nome como candidato a vereador em vários pleitos, não conseguindo os votos necessários para assumir uma cadeira na Câmara de Vereadores.

Durante alguns anos, apresentou o Programa Mistura Instrutiva, na Rádio Comunitária Maria Rosa FM, como homenagem ao seu irmão Odir Antônio, criador e apresentador desse programa por 20 anos, na Rádio Coroado AM, da Fundação Frei Rogério (1969/1989). Fez parte, por longos anos, na Equipe de Liturgia da Igreja Imaculada Conceição de Curitibanos.

Pautado pela honestidade, caráter digno e honrado, características que procurou transmitir a todos os seus alunos através da profissão que exercia, Osair João Lehmkuhl faleceu vítima de leucemia, em Florianópolis, no dia 30 de junho de 2015, sendo cremado no Memorial Parque das Araucárias, em Curitibanos. O seu passamento deixa saudades e doces lembranças à família e amigos. O Centro de Educação Infantil situado no bairro Universitário leva seu nome, como homenagem pelos seus relevantes serviços prestada na área da educação e cultura.



20 Janeiro 2018 10:05:00

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14 Janeiro 2018 00:05:00

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07 Janeiro 2018 17:47:00

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David Novak nasceu em Canoinhas, em 15 de dezembro de 1925, filho de Basílio Bransislava. Casou-se, em 24 de maio de 1947, com Hildegar, filha de Carlos e Cida Telles (origem alemã). Teve três filhos: David Novak Jr, Dicléia Novak e Diloê Novak.

Nomeado pelo governo do Estado, assumiu o cargo de chefe do Posto de Vigilância Sanitária em Curitibanos e prestou por anos os seus serviços. Formado em Ciências Econômicas pela Faculdade de Curitiba. Com sua capacidade administrativa e por possuir casa na cidade, desistiu de seu cargo na transferência para Lages.

Dotado de espírito progressista, dinâmico, austero, disciplinado e disciplinador, voltou suas vistas para o ensino secundário em Curitibanos, levando em consideração o progresso que o Município desfrutava. Em 1956, com outros abnegados, criou o curso noturno na preparação de alunos para exames do artigo 91, que no fim do mesmo ano rumavam a Curitiba na conquista do diploma do Curso Ginasial.

No mesmo ano, apoiado por pessoas de seu nível cultural, iniciou a criação da Escola Técnica de Comércio, vinculada ao Curso do Professor Oscar Holber. Em 1957, conseguiu a instalação de uma filial da Escola Técnica do Comércio do Instituto Kolber, no Ginásio Casimiro de Abreu, lecionando Matemática na mesma instituição de ensino.

Reuniu, em 14 de maio de 1958, Emiliano Pinho, Alderico Burtet, Paulo Londero Sperb, Walter Tenório Cavalcanti, Orizimbo Caetano da Silva, Ivan Dolberth, Juarez Pirajabas Furghieri, Ivone Terezinha Magalhães, Léo José Chies, Zulma Marodin e Maria de Lourdes Ferreira para fundação da Escola Técnica do Comércio Cardeal Câmara na Rua Barão do Rio Branco, reconhecida em novembro de 1960 e promulgada em 1961, com os cursos Técnico de Contabilidade, Técnico de Administração e Ginásio Comercial, sendo diretores, Emiliano Pinho, Aldérico Burtet e David Novak. A construção da sede foi outro sacrifício, mas, com apoio da sociedade, professores e alunos, o sonho realizou-se e tornou-se um colégio modelo, nas instalações e na disciplina.

David Novak iniciou nova batalha: a criação de uma faculdade em Curitibanos.

Preparou a papelada e enfrentou a burocracia; viajou batendo de porta em porta das autoridades competentes em Florianópolis, num processo moroso, e assim foram vários anos de penúria.

 As autoridades locais resolveram abraçar a causa: Hélio Anjos Ortiz, Onofre Santo Agostini, Felipe Abrahão Neto, Evaldo Amaral, Wilmar Ortigari, Ivo Peretto, Alcides De Carli, Paulo Henrique Kern, Renato Schmidt, Hans Werner Hackrdt, Reinaldo Assis Pellizzaro, Movimento Feminino Pró-Faculdade, bem como o empenho das entidades de classe. Todos em harmonia tiveram a cobertura do governador do Estado Antônio Carlos Konder Reis. Em 26 de junho de 1976, pela Lei Municipal nº 1229/76, foi criada a Faculdade de Ciências Contábeis de Curitibanos (Facc, depois Feplac, atual UnC), Na mesma data, pela Lei nº 1230/76, foram feitos os estatutos com base em 20 artigos e publicado em Diário Oficial do Estado em 6 de julho de 1976, sob o nº 10770.

 A Feplac realizou o vestibular de 9 a 12 de janeiro de 1977, no Colégio Secundário Casimiro de Abreu, com 50 vagas aos candidatos classificados, tendo como primeiros diretores Renato Schmidt, Hans Werner Hackrdt, Reinaldo Assis Pellizzaro e David Novak. As obras da sede própria iniciaram em 1978, em terreno doado por Ney Ortigari e Fernando Driessen, na Avenida Leoberto Leal, bairro Universitário Waldemar Ortigari. No mesmo ano, totalizava 94 acadêmicos em Ciências Contábeis, 53 alunos do 1º ano e 41 alunos do 2º ano.

David Novak faleceu em 10 de julho de 1998. Em leves traçosu não poderíamos esquecer nas Memórias Curitibanenses a atuação, o valor e a capacidade deste homem que foi o baluarte do ensino secundário, visando o bem de nossa comunidade e que deixou seu legado às gerações futuras.



10 Dezembro 2017 11:39:00

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Miltom Pires de Almeida

Miltom nasceu na localidade do Guarda Mor, em Curitibanos, em 29 de janeiro de 1923, filho de Henrique Pereira de Almeida e Maria Cândida Pires de Almeida. Casou-se com Carlota Pires de Almeida e tiveram 5 filhos: José Edmilso, Antônio Henrique, Maria Terezinha, João Batista e Vera Aparecida.

Aprendeu, jovem, a lida de campo na fazenda da família no Guarda Mor, sendo na pecuária ou agricultura. Adquiriu vasta experiência na doma de mulas, tropeiro de gado, mulas e porcos. Com as tropas de mulas, percorria o tortuoso caminho para a venda em Ponta Grossa (PR). Também em mulas com cargueiros (tropa arreada), fazia o trajeto perigoso ao litoral catarinense, trazendo produtos de consumo da família e para abastecer os armazéns de Curitibanos e região.

Seguindo o famoso caminho das tropas, levava e vendia boiada em Palmas (PR). Porém, destacou-se como tropeiro de porcos (atividade pouco conhecida nos demais estados do Brasil), conduzindo-os até Videira para a Empresa Polzoni e Brandalize, que, depois de alguns anos, tornou-se o Grupo Perdigão S/A. Importante detalhar: os animais eram tropeados a pé, os xucros tinham seus olhos costurados e assim seguiam o madrinheiro e os porcos mais mansos pelo cheiro, e ouvindo o barulho dos cestos de milho até o destino. Não alimentavam os porcos no trajeto, evitando que debandassem para o mato, perdendo o controle da tropa. Nas empresas, ficavam na engorda, recuperando o peso perdido na viagem e, em seguida, abatidos.

Participou do breve documentário do caminho das tropas, com o repórter Renato de Biasi, da Globo News, onde conta sobre suas tropeadas em rede nacional. A Câmara de Vereadores concedeu a Comenda da Ordem Curitibanense, por seu relevante trabalho em prol do progresso de Curitibanos.

Miltom Pires de Almeida faleceu em 29 de junho de 2005, com 83 anos. Deixou um grande legado de honestidade, amor pela família, amigos e muitas histórias de sua vida de tropeiro, que até o presente momento são lembradas, seja em relatos ou documentos.

Cantor Marcos Roberto, Sid, Pichachau, Rogério Lima, Odir Antonio, Tony, Pedro, Saga - Programa Cantando Pra Minha Terra - Rádio Coroado AM 1976.

Nelson, Barrichello, Sidnei, Scardueli, Hartmann, Erley e Preto - Colégio Casimiro de Abreu 1964.

Paula Carvalho - Princesa Inter Bairros no Clube Colonial 1989 e Mara Leila Coelho - Concurso de Rainha Comerciária no Clube 7 de Setembro em 1988.

Raquel Trisciane Brandt - Miss Curitibanos 1996 e Solange Dacol Pellizzaro - Miss Curitibanos 1987.

Wanderlei Perdoncini, Ivan Dolberth Jr, Volnei Marx de Moraes, Valdir Lemos de Carvalho, Edvaldo Silva e Rubens José da Silva.


26 Novembro 2017 19:33:00
Autor: Sebastião Luiz Alves

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19 Novembro 2017 09:36:00

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12 Novembro 2017 17:14:00
Autor: Sebastião Luiz Alves

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Frei Justino busca apoio do Bispo para interceder na autorização do departamento de instrução pública em Florianópolis, adjunto à casa religiosa, o funcionamento de um colégio, administrado pelas Irmãs da Sagrada Família. A primeira licença é expedida em 29 de setembro de 1932; a segunda, em 5 de novembro do mesmo ano.

No diário de Frei Justino Girardi informa a chegada das Irmãs da Sagrada Família em 1933: Felícia Greboge, Irene Wisnieska, Isadora Chanikoski. Meses depois, reforçada pelas Irmãs Gertrudes Chapieski, Amélia Ruvai e Florentina Suchla.

As irmãs assumem o Colégio Santa Teresinha (antigo Colégio Frei Rogério) e residem na velha casa de madeira da paróquia, a qual servia de internato, abrigava crianças do interior e da região.

As Irmãs, Frei Justino e o Prefeito Antônio Granemann de Souza pleiteiam junto ao Governo Estadual a criação de um Grupo Escolar, conseguindo o objetivo. O Grupo Escolar Arcipreste Paiva é inaugurado em 1 de março de 1934, sendo instalado provisoriamente no velho Teatro Municipal cedido pela Prefeitura. As Irmãs são nomeadas professoras do Estado, com a promessa de construir novo prédio no prazo de 10 anos.

Frei Roque Saupp, sucessor imediato de Frei Justino, consegue com o Bispo Daniel Hostim a transferência do Frei Hilário Zybarth, de Blumenau, excelente pedreiro, marceneiro e mestre de obra, que trouxe junto os auxiliares necessários para a obra. A Sede do Grupo Escolar Arcipreste Paiva é inaugurada em 14 de novembro de 1937 em terreno doado pela Prefeitura. As Irmãs ampliaram a velha casa de madeira que residiam e o Colégio, conforme as necessidades requeridas. Recebem novas freiras: Noêmia Skupim, Eduarda, Adalberta, Ângela, Leônia, Irene, Célia, Rosa, Anete e outras. Em 1951, inicia a construção da nova moradia; no término das obras recebeu o nome Internato Santa Teresinha.

Com a finalidade de suprir a demanda de alunos da cidade e da região, recebe várias ampliações nos seguintes anos: 1962, 1965, 1969, 1974, 1977, 1983, 1985, 1988, 1989, 1992 e outras obras para suprir a necessidade da instituição escolar.

O Colégio passou por diferentes denominações, por vezes, até superposta: Colégio Santa Teresinha (1933); Grupo Escolar Arcipreste Paiva (1934/1971) curso primário; Colégio Professor Egídio Abade Ferreira (1946/1966) curso complementar; Jardim de Infância Santa Teresinha (1957) particular; Colégio Normal Santa Teresinha (1962/1988) segundo grau; Escola Básica Arcipreste Paiva (1989/1991) primeiro e segundo grau; Colégio Estadual Santa Teresinha (1991) pré, primeiro, segundo grau. Atualmente nominado: Escola Estadual Básica Santa Teresinha, ensino fundamental e pedagogia (Noturno); Escola Santa Teresinha, pré e séries iniciais (Particular).

As Irmãs da Sagrada Família, gestores (as) temporários e professores (as) moldam o sistema de ensino curitibanense nesses 84 anos. Importante mencionar os demais funcionários, cada um em sua atividade, que mantêm a manutenção da instituição.



29 Outubro 2017 15:31:00

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Nesse momento oportuno, próximo do dia dos finados, não apresento uma biografia, e sim, presto minhas homenagens a esses humildes personagens folclóricos que marcaram época com sua inocência, pouco lembrados nos anais de nossa história. 

João Maria Gois - João Bobo perambulava ao sabor dos ventos pelas ruas da cidade, abordava as pessoas de seu conhecimento às quais transmitia as novidades do dia. Hoje chega o Governador, o Deputado fulano ou outra personalidade em voga. A sua maior preocupação: Tocar o sino da Igreja Matriz às seis horas da manhã, meio dia e seis da tarde, assim completa a sua tarefa diária. Preocupado a rotina religiosa da Paróquia local, assistia as missas e acompanhava os mortos até cemitério após as encomendações, portando à frente uma cruz de madeira. Falece decorrente de enfarte em 24 de novembro de 1970.

Francisco A. Rosa - Chico Louco, atendia a chegada dos ônibus na antiga Rodoviária - prédio Tortato, na Avenida Salomão Carneiro de Almeida, carregava as malas e pacotes dos viajantes. Com isso ajudava no sustento da mãe. Era uma rica criatura e estimado por todos.

Aguarda no bar a chegada do último ônibus, e no anoitecer para sua infelicidade, resolve entrar no Bar e Hotel Cristo Rei situado na Avenida Rotary esquina com a Avenida Salomão Carneiro de Almeida, recusa dar um cruzeiro para pagar a ficha de sinuca, é seguido e surpreendido pelo jovem conhecido, que lhe desfere 57 facadas próximo de matagal na mesma Avenida.

Acácio Simião dos Santos - Acácio, de tantas correrias entre a piazada da cidade que não o deixava em paz. Acácio vai tomar banho! Ele em defesa investia com violência, nunca conseguia alcança-los. Foi à figura humana mais singular. Perambulava pelas ruas da cidade transportando um saco de linhagem, carregado de lenha, de roupas doadas ou que pegava nos varais nas imediações do centro. As pessoas mais generosas davam-lhe dinheiro e então seu contentamento era infinito.

Débil mental, sem um tratamento adequado. Mas em si, era uma criatura mansa. Apenas o divertimento da molecada. Atropelado por uma Kombi no inicio da noite de 21 de janeiro de 1974, fratura gravemente o crânio, na época os recursos clínicos do hospital eram ainda precários, acaba falecendo.

Ademar Cavalheiro do Amaral - Maia, outra figura humana singular, vivia solto, sem qualquer tratamento médico especialista. Conhecido e querido pelos curitibanenses, principalmente os comerciantes já acostumados com sua presença, nunca lhe negaram pedaço de pão ou um prato de comida.

Era comum entrar nos bares do Centro pra pedir dinheiro, pagavam um lanche, mas tinha tomar um gole de pinga, ao sentir descer a garganta, abanava asa mãos e sussurrava "Queima, queima". Outro fato marcante, quando reuniam ele e o Acácio, compravam roupas na Feira Paulista na Avenida Salomão Carneiro de Almeida, levavam ambos na cachoeira próxima ao atual Hospital Regional Hélio Anjos Ortiz, faziam tomar banho e colocar as roupas novas, queimando as velhas. Maia falece em 12 de outubro de 1983.

Humildes personagens folclóricos que também marcaram com sua inocência: Lalau, a Sogra, da Gaiáda, Gina, Assis da Rodoviária e tantos outros que não lembro no momento. O Valdemar ainda vive, é comum encontrá-lo circulando no Centro com seus cachorros, a procura de material reciclável ou algo que chame a atenção.



22 Outubro 2017 13:25:00
Autor: Sebastião Luiz Alves

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15 Outubro 2017 11:36:00

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01 Outubro 2017 17:44:00
Autor: Sebastião Luiz Alves

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10 Setembro 2017 00:00:00
Autor: Sebastião Luiz Alves

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27 Agosto 2017 09:22:00

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20 Agosto 2017 18:12:00
Autor: Sebastião Luiz Alves

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06 Agosto 2017 14:22:00

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30 Julho 2017 15:12:00
Autor: Sebastião Luiz Alves

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Salvador Calomeno nasceu na cidade de Nápoles, Itália, em 1858, filho de Miguel Calomeno e Madalena Ferrari. Da Itália, parte o Brasil, ainda jovem, desembarca no Porto de Santos (SP), passa a quarentena e dirige-se para Curitiba (PR), onde trabalha como comerciante ambulante.

Contrai matrimônio com Jesubina Rosa de Oliveira, em 28 de maio de 1893, na Lapa (PR), filha de João Gomes Pepe e Luciana Maria da Trindade. O casal teve cinco filhos: Miguel, Francisco (Tiquinho), Sebastião (Nenê), Adalgisa (Ziza) e Carlos Calomeno (Lico).

Consegue economizar um valor considerável como ambulante e decide fixar residência em Curitibanos, sendo o primeiro italiano em nossa cidade e, também, o primeiro forte comerciante, proprietário da Casa Estrela, situada na Rua Coronel Vidal Ramos. Dotado de esclarecido tino comercial, adquire a Fazenda do Salto, em Santo Antônio do Trombudo, atualmente cidade de Lebon Régis, a Fazenda do Pocinho e duas casas em Curitibanos. É nomeado major da Guarda Nacional e figura como um dos principais fundadores do jornal "O Trabalho", que circula em abril de 1906/1914, tendo sede na Rua Coronel Vidal Ramos. A máquina de impressão e o único exemplar existente do jornal encontram-se no acervo do Museu Antônio Granemann de Souza. As demais edições impressas, móveis e materiais do jornal são consumidos pelo fogo, em setembro de 1914, no ataque da Irmandade de São Sebastião (Conflito do Contestado), revoltosos contra o coronel Francisco Ferreira de Albuquerque e simpatizantes na morte do comerciante da vila de Taquaruçu Praxedes Gomes Damasceno. Sua casa e comércio são poupados por ter soltado da prisão, a anos atrás, Cirino Oliveira (Cirino Chato), um dos líderes.

Exerce o cargo de juiz de Paz, que a lei exigia em pequenas vilas ou cidades, como substituto do Juiz de Direito, para o qual foi reeleito várias vezes. Grande protetor da classe pobre, que sempre ajudava nas causas jurídicas e sociais. Aos amigos e patrícios que aqui aportavam em busca de trabalho, proporcionava o começo nas atividades de comércio.

Acometido de grave enfermidade, falece na Lapa (PR), no dia 6 de agosto de 1911.  



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INFORMAÇÕES E CONTATO

Rua Daniel Moraes, 50, Bairro Nossa Senhora Aparecida - 89520-000 - Curitibanos/SC (49) 3245.1711

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