Curitibanos,
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16 Junho 2018 15:15:00


Alfredo Granemann Drissen, Julia Goetten Granemann e Vilson Goetten 

1975

Jane Balém, Dóres Borges e Maria Dirlei Torquato

1968

Jaider Xavier, Geneval Xavier, Nalcisio Xavier no Monumento da Praça da República - Primeira Comunhão

1964

Juliana Dotti e Zélia Dotti, festa dos 15 anos

Mário Osny Rosa e Batista de Souza Gauchinho, Inauguração do Transmissor da Rádio Coroado AM em 1973-1974 no Bairro Aparecida

1981

Corpo de Bombeiros - 1ºGI em Construção na Rua Altino Gonçalves de Farias

1959

Ivonete Dacol, Neli Dacol e Ivens Ortigari no baile do Clube 7 de Setembro

1998

Rainha Daniela Moraes, Princesa da Expocentro, auxiliadas pela Policia Militar na Rua Coronel Vidal Ramos, na final da Copa do Mundo


10 Junho 2018 08:35:00


Baile da Pelúcia Rainha Sonia. as princesas Neiva e Onnette no Clube 7 de Setembro, 1958


Maurilia Righes e Sérgio Poletto de Souza em Baile do Clube 7 Setembro, 1975


Auto Posto Rotina e Rotina Competições na Expocentro, 1991



Henrique Coninck, 1974


Almerinda Maria Lima (funcionária pública) na frente da Prefeitura Municipal, 1984


Membros da OASE da Igreja Luterana de Curitibanos no encerramento na casa de Rose Kern, na Rua Antônio Rossa, em 2004







03 Junho 2018 07:00:00
Autor: Sebastião Alves

1986


Bombeiros do Batalhão de Curitibanos na Boate Broadway, após jogo da Seleção Brasileira, com Dirceu, Erni, Almeida, Américo e Rocha

Anos 50


Casa e Sapataria da Família Stimamiglio na Rua Coronel Lauro Müller em frente ao Armazém dos Dotti

1930


Fazenda Rio das Pedras, Luiz Rauen, Francisco Rauen, João Felipe Rauen, Renato Goetten, Emília Rauen e Ursulina Ferreira

1963


Família Sartor na construção da Igreja da Lagoinha

Anos 50


Família Silveira Pires - Ranulfo, Celino, Petronilha, Ana, Setembrino, Marionei, Mariozam e Lourdes



Darcy Francheschi e Ladir Franceschi

2003


Formatura de Curso da Terceira Idade na Universidade do Contestado Campus Curitibanos



26 Maio 2018 00:05:00

THEODORO CAMILLO AGOSTINI

(FOTOS: DIVULGAÇÃO)

Theodoro Camillo Agostini nasceu em 5 de outubro de 1904, na Linha Gumercindo, município de Antônio Prado (RS). Filho de Giovanni Agostini (Borgoricco-Itália) e de Augusta Michelon (Beluno-Itália), que casaram no religioso em 8 de janeiro de 1894 e no civil em 9 de novembro de 1896 em Caxias (RS). O casal teve outros nove filhos: Irineu, Amália, Magdalena, Pedro, Ângelo, Reinaldo, Maria, Santo e Marciano.

Theodoro casou-se com Graciosa Fontana (que nasceu em 19 de janeiro de 1907, filha de Guerino Fontana e Tereza Ziliotto), em Vila Segredo, Vacarias (RS), em 21 de dezembro de 1929. Do matrimônio, nasceram 11 filhos: Reynaldo João, Guerino, Antônio, Firmino, Theresa, Maria Magdalena, Onofre Santo, Liberal José, Helena de Lourdes, Salete Verônica e Engrácia Aparecida. Trabalhou na agricultura e como pequeno criador de gado no município de Vacarias.

Theodoro migrou com a família para Curitibanos, em 1 de março de 1945, e adquiriu uma grande propriedade rural, onde continuou com as atividades na agricultura e pecuária, auxiliado pelos filhos maiores. Também exerceu o oficio de açougueiro na Rua Coronel Vidal Ramos. O seu forte espírito de guerreiro cativou muitas amizades, em especial o respeito elogiável dos curitibanenses e cidades próximas.

Theodoro Camillo Agostini faleceu em 11 de dezembro de 1954. A esposa Graciosa Fontana faleceu em 26 de agosto de 1967, deixando como herança aos filhos a esperança e persistência para enfrentar os obstáculos no caminho da vida. Aos amigos, o exemplo de sua humildade. Foi homenageado com a rua em seu nome, que abrange os bairros Água Santa e Nossa  Senhora Aparecida. 

1970

The Tanderboys, com Lula, Bill, Zé Raldi, Maninho,Tony e Pedro no Pinheiro Tênis Clube


Baile de Debutantes no Pinheiro Tênis  Clube

Danny Cristine Silva 1982 - Elizabeth Maria Paim Mendes 1979 - Elizete Scariot 1982 e Fabiana Bossardi 1982 

1979

Renato Machado Rosa no Parque do Capão na neve

1988

Armando Costa homenageia senhor Fritz Seifert como Cidadão Ilustre

1956

Eva, Agilberto, Amélia, Ângelo, Leandro e Sandra Tortato


20 Maio 2018 10:05:00


1992

4ª Exposição Estadual do Alho com entrega de prêmios na Câmara, com Tomyo Okuyama e Gilmar Dalla Maria .




1974

Clóvis Dotti, Maria Nilda Dotti e Claudia Dotti na Igreja Matriz Imaculada Conceição.




1957

EC São Luiz, representante do Posto São Luiz. Em Pé: Antônio, Sr. Luiz Prandi, João Ramos, Adelino Caramori, Levir Fontana, Alceu Demeneck, amigo, Hélio Andrade e Laurindo. Agachados: Zolvino Dondé, Deniz Prandi, Luiz Prandi Filho, Sibaldo Leite e Armando.




1967

Família Pozzo - Elpidio, Manoela, Cecília. Juraci, Josefa, Milton, Ivan e amigo no Campo da Roça.




1989

Marilúcia da Silva Costa, Marisa e Pedro Ivo, Armando Costa, no casamento de Roque Pellizzaro Junior e Dhebora da Costa Pellizzaro.




1956

Orlando Mendes e Armando Tortato fundam a Empresa Mendes & Cia Ltda.




1965

Osair Surdi, Davi Surdi, Altevir Brocardo, Idalina Brocardo, Luiz Brocardo e amigo na Avenida Salomão Carneiro de Almeida.




1963

Prefeito Hélio Anjos Ortiz entrega diploma a Carmiranda Müller.



1974

Tip Dog de Luiz Sérgio Wolfart na Avenida Salomão Carneiro de Almeida esquina com a Rua Altino Gonçalves de Farias.



13 Maio 2018 07:00:00
Autor: Sebastião Alves



Alzerino Waldomiro de Almeida nasceu em 3 de agosto de 1904, em Curitibanos, filho do Coronel Henrique de Almeida Filho (1881/1932), que foi Conselheiro Municipal entre 1902/1915 e Superintendente entre 1918/1926 e 1926/1930. Contratou Conrado Glober para assassinar o seu inimigo político, Coronel Francisco Ferreira, em 1917, após o acordo de divisas do território contestado em 1916. 

Com a queima da Intendência no ataque dos caboclos revoltosos, em 1914, construiu a nova sede que abriga atualmente o Museu Antônio Granemann de Souza. Deposto do cargo público na Revolução de 1930, Coronel Henrique de Almeida Filho retirou-se da vida pública e assumiu os negócios de suas fazendas, sendo assassinado em 28 de maio de 1932, a mando do Major Euclides Ferreira de Albuquerque.

Zelico casou-se com Amélia Sampaio, pertencente à família tradicional de nossa terra, e tiveram uma única filha, de nome Avany. Alzerino seguiu os passos na vida pública do pai e do avô, Coronel Henrique Paes de Almeida Sênior, nomeado Conselheiro Municipal de 1985/1989 e Intendente de 1893/1898 e 1899/1902. Foi Presidente do Conselheiro Municipal entre 1918/1922 e 1927/1930 e Vereador de 1937/1951 e 1951/1956.

Além de acumular as suas atividades na pecuária e indústria, Zelico como era popularmente conhecido por seu espirito humanitário e filantrópico, destacou-se como membro do Rotary Club de Curitibanos, onde sempre se fez presente na atuação e apoio em favor dos humildes e desprovidos de recursos, os quais, muitas vezes, socorriam por seus sábios conselhos, trabalho, remédios, mantimentos e auxilio financeiro.

 Por ocasião de seu falecimento, no dia 23 de janeiro de 1956, foram inúmeros os votos de pesar endereçados aos seus familiares, assim como as autoridades, amigos e quase maciçamente, a população curitibanense. À beira do jazigo, muitos usaram da palavra com eloquente verbosidade, para pranteá-lo emocionados.



06 Maio 2018 07:00:00


Aurora, Luiz Dacol com os netos, Vera Lúcia, Izamara, Rosana, Carlos, Sandra, Jacinta, Marcos, Marcio e Silvana


1990


Cristina, Claudinei, Maria, Hélio, Inês, Marli, José, Fátima, Roberto, Natanael, Maicon, Mariana, Claudete e Moacir Neves na Rua Orocimbo Caetano da Silva


1962


Formatura primário no Colégio Santa Teresinha de Elizabeth Maria Macedo e Solange Kocchann - Praça da República


1998


Equipe campeã de Bocha na Sociedade Recreativa e Cultural Quel Mazzolin Di Fiori


1958


Evento promovido pela Distribuidora Planalto Ltda de João Popinhak Sobrinho na Rua João Manoel Carlos


1968


Gentil França Ribeiro e Maria Julia Lemos Ribeiro, Senerci Maria Rodrigues, Sueli Camargo e Alice Camargo Lemos, Ivone Camargo e Jonas Camargo


1978


Participantes do 9º Encontro da Juce de Curitibanos



Membros da Oase da Igreja Luterana, com a peça de teatro de São João aos idosos do Asilo Frei Rogério


29 Abril 2018 10:00:00


Antônio Della Giustina

Antônio Della Giustina nasceu na localidade de Ipê, em Antônio Prado (RS), em 13 de maio de 1902. Filho de Tadeu Della Giustina e Ana Meneguzzi Della Giustina, nascidos na cidade de Milão, região da Lombardia, Itália, grande centro industrial e comercial. Tadeu e Ana migraram para o Brasil em 1867, em viagem de navio a vela. Aportando em Santos (SP), passaram o regime de quarentena exigida pelas leis de emigração, sendo então designados para seu lote na Vila Ipê.

A família superou as dificuldades, derrubou parte da mata nativa, construiu a casa e preparou a terra, sobrevivendo da agricultura e pecuária. O casal ainda teve outros sete filhos: Pedro, João, Jacinto, André, Tereza, Rosa e Gertrudes.

Antônio casou-se com Guilhermina Zanotto Della Giustina (filha de Lourenço Zanotto e Rosa Anziliero Rosa, com origem em Vêneto, na Itália), em 16 de outubro de 1930, na Vila Ipê (Caminho das Tropas, e por haver muitos ipês), sendo agraciados com sete filhos: Lourenço, Reinaldo, Samuel, Maurilia, Pedro, Lourdes e Tadeu.

Migrou com a família para Curitibanos em 26 de agosto de 1942. Aqui chegando, instalou uma pequena oficina de marcenaria (carretas, carrocerias, carroças, cangas de boi carreiro, rodas com ferro), fábrica de móveis e caixões artesanais (a primeira do gênero), na Rua Coronel Lauro Müller, em frente à Praça Nereu Ramos (Dotti). Iniciou tudo manual, até a vinda da energia elétrica da Empresa Força e Luz Curitibanense, ampliando quando inaugurada a Usina do Pery. Ensinou o oficio aos filhos. Também exerceu a função de carpinteiro, reforma e construiu várias casas na cidade. Antônio Della Giustina faleceu em 15 de outubro de 1956 e, apesar não ocupar nenhum cargo público, deixou registrada a força em construir o seu próprio legado.

Após sua morte, os filhos continuaram com a atividade da fábrica de móveis, ampliando para duas lojas: a matriz na Rua Coronel Lauro Müller e filial, com duas capelas mortuárias, no antigo Cine Teatro Monte Castelo, na Rua Coronel Vidal Ramos esquina com a Rua Coronel Albuquerque. A sede da fábrica de móveis Della Giustina encontra-se restaurada e continua sendo de propriedade dos netos.



22 Abril 2018 08:00:00
Autor: Sebastião Alves


Apresentação da Cultura Japonesa do Núcleo Celso Ramos no Ginásio de Esporte Onofrão em 1993.


Equipe de futsal do Banco Meridional no Campeonato de Interbancos em Curitibanos 1985, com Valfrido, Paulo Lemos, Roberto banana, Nelsinho e Eliseu, Volnei, bastiãozinho, Paulo e Brocardo.


Volnei Marx, Prudente, Maria, Elza, Vanir e Delma Moraes.


Francisco, Izabel, João, Jorgina, Ana e Inês Rauen na Fazenda da família no Marombas Bossardi 1982.


Parque na Avenida Rui Barbosa - Bairro São Luiz, Frente a Igreja São Pedro e Posto Atlantic anos 80.


Pedro Gobbi, Artur, Aldo Menegatti, Lucindo Gava e Valcino no Clube 7 de Setembro em 1957.


Relojoaria Norma na Rua Coronel Vidal Ramos esquina com a Rua Coronel Albuquerque 1956 (Atual Lux Decor).


Vista aérea das mangueiras na Feira do Terneiro e do Gado em Geral na Expocentro em 1994.



15 Abril 2018 08:15:00


1982

Enori Pozzo em seu Programa Sucesso de Todos os Tempos na Rádio Coroado AM




1974

Formatura do Magistério de Anita de Lima, com Zenaide Pereira Costa e Osmar Cruz



1989 

Inauguração da nova sede da Biblioteca Municipal no Edifício Alexandrina na Rua Henrique de Almeida




1962

Formatura em Técnico de Contabilidade do Colégio Cardeal Câmara de Darci Pedrinho Motter acompanhado de Neli Dacol



07 Abril 2018 12:52:00


Alice Cristina Hartmann e Ana Claudia Costa Pellizzaro em 1979, Carmen Lúcia de Mathias da Costa e Daniella Guimarães Lopes 1982, tradicional baile de Debutantes no Pinheiro Tênis Clube.


Conjunto Os Dissonantes com Noel, Beto, Aparício, Agualberto Mendes, Sebastião e Maninho em frente à Prefeitura Municipal de Curitibanos em 1978.


Hélio França, nego Teto, Renato Schmidt, Jânio Varela, Fernanda e Flamarion Damiani. Atrás, Dubá Ferreira e Pedro Simas JASC São Bento 1973.


Inauguração Cine Teatro Monte Castelo Cia Ltda, com Salomão Carneiro de Almeida, Heraclides Vieira Borges, Wilmar Ortigari e Convidados em 1949.


Juliana Dotti no tradicional baile de Debutantes Clube Recreativo 7 de Setembro em 1966.


Miguel Rossa, Hilda Webber do Prado Rossa e Pedro Miguel Rossa em 1972.


Efetivo do Batalhão da Polícia Militar de Curitibanos em 1983 - Sd. Lorega, Cb Waltrick, Sd Sidney, Cb Valdir, Cb Bitencourt, Cb Veiga, Cb Vezaro, Cb Thibes, Sd Valdir Cunha, Cb Nilton, Cb Hanz Heardt Werner (Cb Werner), Sd Chagas, Sub Ten Jorge Lourenço Hack, Sgt Campigotto, Sub Cmt 1º Ten Paulo Cezar Rodrigues, Sgt José M S Ribeiro Netto, Cmt Cap Adilson Adelino Alves, Sgt Arruda, Sub Ten Orlando José Jurek, demais Oficiais e Soldados.


Tira Teima e Tufão - em pé: Novelo Carmini, Janguinho Alves, Chico Ferreiro, Avelino França, Marcelo Sbravatti, Balduino Pereira, João Manoel Carlos. Agachados: Vitor Cavalheiro de Liz, João Henrique - Marinheiro, Napoleão Mendes, Dorino Agostinho e João Américo, jogo beneficente no Estádio Alçapão da Baixada em 1954.


01 Abril 2018 00:00:00
Autor: Sebastião Luiz Alves



Luiz Cabrito nasceu em 6 de abril de 1952, no Campo Alto, distrito de Santa Cecília, Curitibanos, que se emancipou em 1958. Filho de Marcílio Rauen e Irozina de Souza Rauen, teve 15 irmãos: Macimino, Nicolau, Maria, Ana Soeli, José, Maria Zenilda, Sebastião, João, Sebastiana, Maria Catarina, Antônio Carlos, Terezinha, Jorgina, Izabel, Maria José, Francisco e José Carlos (adotivo). A família mudou-se para sua fazenda em Marombas Bossardi, onde Luiz trabalhou na lavoura e ajudou os irmãos menores em casa. Cursou as séries iniciais na escola isolada do local. O tio Tiliano Machado trouxe-o, em 1968, para auxiliar na construção de cercas e também na fábrica de palanque e tanque de cimento no bairro Bom Jesus.

 Em meados de 1973, casou-se com Eva dos Prazeres Tessari, com quem teve três filhos: Elza, Marcos e Patrícia. Luiz empregou-se, em 1975, como motorista na empresa Menegussi, que estava construindo um trecho na BR-470, vindo a falir anos depois. Com isso, passou a trabalhar, na mesma função, vários anos, na Carvoaria do Zé Pato.

Retornou, em 1982, para a lavoura, primeiro como encarregado de turma, pós de capataz na Empresa Arisco Sul Ltda. A empresa finalizou suas atividades na produção de alho e Luiz voltoy a residir com a família na cidade. Efetivou-se, em 1984, como motorista de caçamba e coleta de lixo na Prefeitura de Curitibanos, mas foi demitido sem qualquer explicação em 1996 Trabalhou por alguns anos na Auto Viação Caramuru (atual Auto Viação Curitibanos), no início em transporte de passageiros, fez curso e mudou a categoria da carteira de habilitação para transporte de alunos.

Passou no concurso público em 2003 e retornou na função de motorista de ônibus no transporte de crianças e adolescentes na Prefeitura de Curitibanos.

Sempre muito alegre e brincalhão, fez grande circulo de amizade, independente de idade ou gênero. Pode-se dizer um autodidata; apesar de não ter concluído o 1º grau, era inteligente, atualizado e informado sobre as questões políticas e sociais do país. Tinha o sonho de ocupar uma cadeira no Legislativo e candidatou-se a vereador em 2008, mas não conseguiu os votos necessários. Não desistiu, voltou aos estudos no Ceja e concluiu os ensinos fundamental e médio, exigidos pela nova lei vigente. Candidatou-se a vereador em 2012, também não alcançando êxito. Persistiu no objetivo e candidatou-se novamente em 2016, mas no dia em que iria buscar o material de divulgação da campanha, sofreu um derrame isquêmico, finalizou seu sonho e acabou falecendo em 11 de agosto de 2016.

Luiz Cabrito deixou uma lição de vida e muita história. Ofereceu-se, nas primeiras reuniões, para ajudar na APP da EEB Altir Webber de Mello (sendo presidente da APP por mais de dez anos), pois a escola encontrava-se em situação precária, oferecendo perigos às crianças. Buscou apoio da comunidade e autoridades e conseguiu a construção de nova escola em 1985.

Na época de motorista de caçamba, pediu autorização ao secretário de Obras e aterrou de entulhos o banhado do patrimônio público, nas ruas Augusto Groner e Frederico Goeten, no bairro Bom Jesus; construiu com amigos um campo de futebol, promovendo torneios. Foi homenageado dando seu nome ao campo de futebol e à rua paralela ao campo.



25 Março 2018 08:00:00
Autor: Sebastião Alves



O Negrinho do Pastoreio é a mais famosa história do tropeirismo. Começa no Rio Grande do Sul e se espalha até as fronteiras de São Paulo.  

Um pretinho, filho de escravos, afilhado de Nossa Senhora, nasceu na fazenda de um rico estancieiro. A tarefa do crioulinho era cuidar dos cavalos de trato do senhor e recolher, todas as tardes, as vacas leiteiras com seus terneiros para serem apartados nas mangueiras.

Certo dia, um cavalo baio desgarrou-se do grupo. O negrinho perambulou a noite inteira pela fazenda à procura do fugitivo, sem poder encontrá-lo. De volta, cansado, com frio e com fome, foi castigado violentamente pelo senhor. Depois, ainda com vida, foi enterrado num formigueiro. Logo a seguir, sua alma vagava pelos pampas, laço em punho, montado num cavalo baio, tangendo um rebanho invisível formado por animais extraviados, no que só era reconhecido pelo tropel. A devoção na alma do crioulinho pendura no tempo e ainda oferecem velas, promessas e rezas para encontrar coisas e animais perdidos.

O "nosso" Negrinho do Pastoreio (aqui dito do Pastorejo) não é o mesmo dos pampas gaúchos. Conta-se, na velha tradição local, que um tropeiro vindo do Rio Grande, no início de Inverno, com uma tropa de gado e animais em direção às Feiras de Sorocaba, trazia como madrinheiro um negrinho, filho de escravos. Passando pelo Entreposto dos Curitibanos, pernoitou com a comitiva na Rua Coronel Lauro Müller esquina com a Rua Coronel Ferreira de Souza (antigo Cemitério), cujo local, aproximadamente em 1960, ainda possuía uma pequena cruz de cedro roliço, cujo lenho brotara junto de três pedras graúdas em forma de trempe, como os tropeiros usam para suspender as panelas ao fogo. Era rodeado por outros pedruscos menores, sobre os quais se acendiam velas de promessas e devoções. No vão da trempe, em sinal de devoção, ateavam pequenas fogueiras ao entardecer dos dias de São João e São Pedro, também nas noites frias do Inverno, para esquentar a alma do negrinho.

Prosseguindo o relato, amanheceu torvo, um frio de rachar. Mesmo assim, a tropa locomoveu-se ao Rio das Pedras, onde enfrentaram forte nevasca. O crioulinho, mal agasalhado, abatido e muito judiado, ao alcançar o campo do Corisco, acabou perecendo (Fazenda da Chapada em Santa Cecília), sendo abandonado pela comitiva. Algumas boas almas providenciaram o sepultamento e cravaram uma cruz no local. Anos depois, edificaram uma capelinha, que tem sido conservada até hoje.



18 Março 2018 10:55:00


Joaquim Ortiz da Cruz 


1ª Feira de Produtos de Curitibanos 1974, Hoje Expocentro


Aquilino Perin e Catharina Perin no Bar na Alzerino Rosa no Bairro São José


Família Granemann - Dalzeni, Rubia, Francisco, Leonora, Eluziane, Giovane, Claudio, Jocelene, Rosenilda, Dalzima 1975


Torneio interno do Colégio Casimiro de Abreu no campo Alçapão da Baixada 1962. Esquerda: Clóvis Finochetti, Adair Kochmann (Rato branco), Ari Pellizzaro, Vasco Volpi, Crema (Sapo), Perci Ganz, Dr. Hélio Amaral (Diretor do Colégio), agachados: Silvestre Kosloski (Boleco), Hélio Jacobs, Valdir Homem, Walmor Prandi, Osni Ribeiro (Pimentão) e Alcides Pellizzaro.



10 Março 2018 16:58:00

Dinarte Pereira Brasil


Dinarte Pereira Brasil nasceu em Curitibanos, em 27 de janeiro de 1911, filho de Emília Maria da Silva e Paulino Pereira da Silva, Capitão da Guarda Nacional, e teve sete irmãos: Clotilde, Aurora, Pedro, Julieta, Carolina, Joca e Rosinha.

Os governadores de Santa Catarina e do Paraná souberam, por meio do Coronel Fabrício Vieira das Neves, que Paulino era um fervoroso simpatizante declarado da monarquia e ordenaram aos fiscais e à guarda estadual que confiscassem sua pequena Fábrica de Bebidas Gasosas, podendo usar da violência se necessário. Buscou refúgio com a família na casa de parentes em Canoinhas. Abdicou a patente de Capitão obtida em 1906 e assumiu a liderança de um dos Redutos da Irmandade de São Sebastião no conflito do Contestado. Em setembro de 1914 (conhecido como Setembro Negro), o Comandante Elias de Moraes ordenou que Paulino, Chico Ventura, Castelhano, Benedito Chato e Irmãos Sampaio atacassem e incendiassem a Superintendência, armazém do Coronel Albuquerque, Jornal O Trabalho, casas de comércio e residência de simpatizantes republicanos na vila de Curitibanos, em represália à morte de Praxedes Gomes Damasceno, fazendeiro e comerciante do Taquaruçu.

O jovem Dinarte acalentava o sonho de conhecer novos horizontes e fugiu para Florianópolis em busca de seu padrinho, Dr. Américo, que havia exercido o cargo de Juiz de Direito desta comarca. Américo telegrafou aos pais informando o ocorrido e também a intensão de internar Dinarte na Escola da Marinha. Na disciplina militar, abriu a possibilidade de estudar, criando asas ao seu objetivo em formar-se no curso de Jornalismo. Trabalhou por vários anos em jornais do Paraná e, com muito orgulho, teve a direção do "Jornal de Curitibanos", de propriedade de Heraclides Vieira Borges (1955/1958), verdadeiro mestre na linguagem correta e atraente.

Profundo conhecedor da região do conflito, descrevia com riqueza de detalhes. Auxiliou outros curitibanenses a montar nossa rica história, principalmente o Museu Antônio Granemann de Souza. Ajudou o professor paulista Douglas Teixeira Monteiro nas pesquisas para a elaboração do livro "Os Errantes do Novo Século", publicado em 1974, deixando assim a sua despretensiosa parcela de contribuição à sua amada terra.

Dinarte Pereira Brasil partiu para o mundo espiritual em 24 de maio de 1984. Deve ser lembrado por todo o nosso povo, pois, nos bares da cidade, por vezes ele lá comparecia com o seu bom humorismo, seu conhecimento e amigos que cativou em sua vida terrena.


1982

Adriana Almeida e Adriane Cristófoli - Baile de Debutantes no Pinheiro Tênis Clube



1973

Alba Marilia Tortato, Nádia Burtet, Nadir Perdoncini, Neiva Becker - Centenário de Curitibanos



Migué Seco, Egon Heinz Reichert, Alírio Mass, Wilmar Schultz, Valdomiro Cambrussi, Delmiro Mass, Ernestinho e amigos - Confraternização de final de ano na Oficina da Comercial Sbravatti 


04 Março 2018 10:42:00


(Foto: Acervo pessoal)


Nessa edição, presto minha homenagem a esse humilde batalhador. Pelo nome de Clementino Francisco dos Santos, poucos o conhecem; é sim, mais conhecido, carinhosamente, como "Nego Clemente". Nasceu em 14 de novembro de 1933, em Curitibanos, filho de Nicolau Américo dos Santos e Eugênia Francisca de Jesus, e teve outros dois irmãos: Carmelindo Francisco dos Santos e Doralicia Francisca dos Santos. Sem muitos recursos financeiros, Clemente e Carmelindo ajudaram o pai em diversos serviços na cidade, conciliando com seus estudos no Colégio Santa Teresinha, onde completou a 8ª série (Ensino Fundamental).

Clemente casou-se, primeiramente, com Idalina Leite, tendo os filhos Ataíde Francisco dos Santos e Emanuel Leite; e anos depois, com Santina Antunes da Cruz, tendo os filhos Eliane Antunes dos Santos e Luiz Carlos dos Santos.

Completando a maioridade, conseguiu, em 1 de dezembro de 1951, emprego de amarrador na Fábrica de Caixas que fazia parte da Serraria Curitibanense Ltda., na Rua Benjamim Constant (Serraria Gava). Foi promovido em 1952 a carregador, fazendo o serviço de gradear madeira em geral, carregamento de caminhões e colocação de lona.

Infelizmente, perdeu um olho em acidente de trabalho em 1964. O valor recebido do INPS foi mínimo e, para completar a renda e dar condições dignas à família, obrigou-se a exercer outras atividades, como engraxate, na Barbearia Borges, e vendedor de bilhete das Lotéricas Borges e Bernardoni, na Avenida Salomão Carneiro de Almeida. Retornou ao serviço em 1969, mas foi demitido em 1972, com a venda da Serraria para a Empresa Joschp S/A, que tinha interesse somente nos pinheirais. Comprou uma casa nas proximidades da Rua Frei Gaspar, vendendo anos depois por necessidade financeira.

Participante ativo na Sociedade Recreativa 6 de Janeiro, foi vice-presidente por um mandato.

A abertura da Lotérica de Raulino Moraes, na Rua João Manoel Carlos, autorizada pela Caixa Econômica Federal, acabou fechando as demais lotéricas. Continuou vendendo bilhetes e fazendo jogo de bicho. Em1974, arrumou emprego de porteiro no Dormitório Avenida, aliando com atividades paralelas. A proprietária Hilda Duarte Sbravatti auxiliou na aposentadoria por invalidez em 1975.

Novamente, para completar a renda, trabalhou como chapa (carga e descarga de caminhões) no ponto nas proximidades do Posto Esso, na Avenida Rotary. Por indicação de amigo, arrumou serviço como vigilante e serviços gerais, em 1980, na empresa Binder Projetos e Construções Ltda., onde ficou até 1994, e como caseiro, na chácara de Ernani Osni Rossa (Migué Seco), na entrada da estrada da Lagoinha (1994/1995). Voltou a residir no pequeno barraco e trabalhar na construção do edifício na Rua Marcos Gonçalves de Farias, mas a obra estava em ritmo lento e ora paralisada. Um grupo de empresários assumiu a construção: Berlanda, Gaboardi, Tortato, Sbravatti, Popinhaki e Gubernatti, finalizando a obra em 2006.

Clemente recebeu como pagamento pelo tempo de serviço, uma casa na Rua Manoel Francisco de Almeida, onde morou até o seu falecimento, em 25 de janeiro de 2013. Deixou lição de superação, perseverança, o espontâneo sorriso amigo e preocupado em dar o melhor à família.



25 Fevereiro 2018 00:00:00
Autor: Sebastião Alves



Ulysses nasceu em 24 de julho de 1918, em Itatiba (SP), filho de emigrantes italianos, de uma família de 17 irmãos. Os pais vieram para o Brasil, trabalham no plantio e colheita de café. Teve uma vida simples e de poucos recursos, no entanto, ainda jovem, empregou-se na Indústria de Fósforo Guarani, onde adquiriu conhecimento no ramo fosforeiro, em especial na área da mecânica. Recém-casado com Olga Órdine Gaboardi, mudou-se para São Paulo (SP), em 1942, e assumiu a administração comercial de Fósforo do Grupo Votorantin. Da união, tiveram os filhos Elenice, Edson, Guido e Ulysses Gaboardi Filho.  

Investiu particular em frota de táxis, empresa de palitos de dentes, padaria e tornearia de madeira. Ele e Cesar Gubernatte compraram, em 1957, uma fábrica de fósforo desativada em Herval D´Oeste (SC), recuperaram as máquinas, equipamentos artesanais e fundaram a Indústria de Fósforo Líder Ltda. Ulysses vendeu seus negócios em São Paulo e, no final de 1958, trouxe a família para Joaçaba.

A necessidade de matéria-prima (pinheiro) fez migrar, em 1961, para Curitibanos. Construiu, em sociedade, a Indústria de Fósforo Líder Ltda, na Rua Frei Gaspar (Sociedade Paraná, Comércio e Importadora Ltda/Indústrias Alves Reis S/A e S/A Luminar), utilizando máquinas modernas e tecnologia de grandes empresas do ramo. Investiu nas empresas Auto Líder S/A, revenda autorizada Volkswagen; Indústria de Calçados Líder, pós Calçados Gaboardi; Fábrica de Palitos Curitibanense Ltda.; fábrica de blocos de concreto; malharia; loja de roupas e calçados. Permaneceu na sociedade da Líder até 1968, então, vendeu sua parte aos outros sócios.

O prefeito Wilmar Ortigari recusou doar um terreno para montar o novo empreendimento. O pecuarista Florisbal Bragança de Moraes (Bá Moraes) acreditou na ideia e cedeu, em 1968, área nas margens da BR-116, no distrito de São Cristóvão do Sul, tendo como sócios Ulysses Gaboardi, Alcides Gaboardi, Ulysses Gaboardi Filho, Adilson Gaboardi, Olga Órdine Gaboardi, Darci Luiz Ferandin e Júlio Bott.

A fábrica foi montada em cima de uma pedreira. Sofreram no primeiro ano, pois residiam em Curitibanos, locomoviam-se de ônibus às 5 da manhã, retornando altas horas da noite. Muitas vezes, pernoitaram em cima de papelão na construção, exaustos pelo trabalho intenso e com o objetivo de acelerar o ritmo da obra. Ulysses comprou fios usados em São Paulo para fazer a fiação elétrica da fábrica. Júlio e Luiz, sem experiência em soldagem e por não usarem material de proteção, sofreram ferimentos e queimaduras no corpo. O segundo ano continuou com sacrifício de horário, pois tinham de cortar os pinheiros que seriam utilizados no expediente do dia. S/A Fósforo Gaboardi começou a colher os frutos da persistência, planejamento e logística e desenvolveu rapidamente.

Wilmar Ortigari venceu as eleições de 1977 e, com isso, concentrou os investimentos em São Cristóvão do Sul. Retornou a investir nos governos Armando Costa (1983/1989) e Ulysses Gaboardi Filho (1989/1993). Nasceu o anseio de emancipar São Cristóvão do Sul de Curitibanos, encabeçado por Ulysses e a população são-cristovense, acontecendo o fato histórico em 30 de março de 1992.

S/A Fósforo Gaboardi transformou em Grupo Gaboardi: Fósforo Gaboardi, Estilo, Gaboardi Park Hotel, Gaboardi Empreendimentos Imobiliários, Associação Esportiva Recreativa Gaboardi, Gaboardi Energia Limpa Ltda e Agropastoril Gaboardi.

Ulysses Gaboardi faleceu em 25 de agosto de 2000, deixando legado de humilde guerreiro, solidário, amigo e fiel à família. São homenageados com seu nome, o Terminal Urbano e a avenida da UFSC.



18 Fevereiro 2018 08:25:00

Agilberto Tortato

 Agilberto Tortato nasceu no distrito de Quatro Irmãos, município de Erexim (RS), no dia 11 de julho de 1929. Filho de Ângelo Tortato e Amélia Mozatto Tortato (ambos de origem italiana), teve outros cinco irmãos: Arnaldo, Aristides, Júlio (popular Barbicha), Armando e Araci.



 A família era proprietário do Hotel e Cinema em Quatro Irmãos, que por razões desconhecidas acabou incendiando. Casou-se com Eva Tortato (filha de Aciles Ghen Rodrigues e Ernestina de Mello Rodrigues) em maio de 1953. Do matrimônio, nascem os filhos Leandro, Jarbas, Sandra, Gilberto, Elizete, Vitor e Adriano.

 A economia de Curitibanos encontrava-se focada na exploração de pinheiro (Capital do Pinho), imbuia, canela e cedro, na confecção de móveis e para exportação, chegando a possuir mais de cem serrarias na cidade, fazendas e distritos, além da fábrica de pasta mecânica e papelão, crina vegetal, agricultura e pecuária. Desanimados com a ocorrência do sinistro, Agilberto e família resolvem conferir se as informações eram verdadeiras e desembarcaram na Estação Rodoviária situada no Palace Hotel em novembro de 1953.

 Auxiliado por amigos, comprou casa na Rua Luiz Dacol e fundou a oficina autorizada Willys, na Avenida Salomão Carneiro Almeida (recentemente nomeada). Montou uma pequena olaria no terreno, fabricando tijolos na construção da edificação com dois pavimentos. Finalizada a obra, abriu bar, restaurante e bazar no térreo e hospedaria no superior.

   Proveniente por questões políticas, espaço para estacionar os ônibus e localização, a Empresa Reunidas Ltda, que explorava o transporte de passageiros intermunicipal, a Rodoviária Municipal do Palace Hotel migrou para o Bar Tortato. Provisoriamente, as vendas de passagens eram feitas no Bar; depois, na sala que antes abrigava o bazar. A garagem foi adaptada para a continuação das atividades do bazar. Anos após, retornou a venda de passagens no bar, onde ficou até a inauguração da Rodoviária Municipal Doromeu Bossardi (atual Terminal Urbano Ulysses Gaboardi) em 1973. Ao lado (hoje estacionamento e Sorveteria Italiana), era alugado a pequenos parques de diversões que ficavam semanas ou meses.

 Com a saída da Rodoviária, vendeu o Bar à família Martarello, alugando as salas. Atualmente, funciona Bar do Ramiro, Cabelereiro Visual, Loja Cris Modas e moradia no andar superior.

Agilberto possuía personalidade humildade, cativou muitos amigos e também exerceu a função de pipoqueiro e taxista. Gostava de pescar, jogar dominó no Bar do Otacílio, frequentador assíduo nos bailes no Clube 7 de Setembro, Pinheiro Tênis Clube, Lions Club Centenário e CTG. Agilberto Tortato faleceu no dia 18 de março de 1983, deixando saudade aos familiares e muitas memórias aos amigos.



11 Fevereiro 2018 21:40:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Em 3 de julho de 1907, fica decretada a lei nº 41, como seguinte teor: O cidadão Coronel Francisco Ferreira de Albuquerque, Superintendente Municipal de Curitibanos, faço saber a todos os habitantes deste município que o Conselho municipal decretou, eu sanciono a seguinte lei: 

Art. 1º - Fica o Superintendente Municipal autorizado em auxiliar com a quantia de 500$000 (réis) ao Jornal O Trabalho (Órgão do Partido Republicano Catarinense), que em breve se publicará nessa vila.

Art. 2º - A importância que trata o artigo antecedente será descontada em trabalhos publicados, relatórios, talões, leis avulsas e toda outra espécie de publicação, cujos preços não poderão exceder que atualmente paga aos jornais da região serrana.

Art. 3º - O Superintendente tomará as necessárias providências, com o objetivo de acautelar os interesses municipais, em relação ao mencionado auxilio.

Art. 4º - Revogam-se as disposições contrárias. Mando, portanto a todas as autoridades que tomem conhecimento na execução desta lei, que a cumpram e façam cumprir, tão inteiramente o que nela contém.

Curitibanos 3 julho de 1907 - Francisco Ferreira de Albuquerque - Cornélio de Haro Varela.

Em seguida o Coronel Albuquerque reúne os interessados, e fundam uma sociedade particular, planejando a aquisição e exploração de uma tipografia e jornal. O contrato foi assinado pelos cidadãos: Francisco Ferreira de Albuquerque com 1.500$000 (réis) - Tenente Coronel Henrique Paes de Almeida com 100$000 (réis) - Capitão João Alves Sampaio com 100$000 (réis) - Tenente Coronel Faustino José da Costa com 200$000 (réis) - Tenente Coronel José Rauen com 100$000 (réis) - Capitão João da cruz Maia com 50$000 (réis) - Capitão Leogildio Vicente de Mello com 50$000 (réis) - Major Salvador Calomeno com 50$000 (réis) - Tenente Domingos de Oliveira Lemos com 150$000 (réis). Perfazendo o capital social de 2.800$000 (réis).

Houve dificuldade na aquisição e transporte da máquina impressora. A viagem com destino a Desterro (Florianópolis - SC) levava aproximadamente de 20/30 dias a cavalo, isso quando não surgiam problemas com os índios que moravam nas margens das estradas. O Coronel Albuquerque encarrega Maximino Pires de Lima em buscar a máquina e assessórios, que aluga uma carroça de Domingos Bernardo no transporte da preciosa carga de Desterro até Aquidaban - SC (Apiúna), que era transitável.

De Aquibadan pra Curitibanos a impressora viaja em ombros de homens que foram a pé, conduzindo animais com cargueiros levando alimentos e barracas. Os 50 homens colocam a máquina em padiolas ou banguês, erguem nos ombros em fila dupla de 16, revezando no percurso, enquanto as peças pequenas são colocadas em cargueiros.

Próximo da vila outra turma foi ajuda-los no transporte. Antônio Mafra da Rocha, João Maria de Oliveira e mais dois operários, que distribuíam e auxiliavam João França de Morais na impressão. (Informativo Renovação n° 5 de 08 de maio de 1976 - Correspondência de Coracy Pires de Almeida)

O Jornal funciona em uma casa na Rua Coronel Vidal Ramos até setembro de 1914, quando ocorre o ataque dos caboclos revoltosos, incendiando a sede do jornal na Guerra do Contestado. Apesar de danificados por possuir mais de 100 anos, ainda se encontra um exemplar do jornal e a impressora, que estão expostos no Museu Antônio Granemann de Souza.

Veja mais na coluna desta semana, disponível na edição impressa em todas as bancas ou através de assinatura pelo telefone (49) 3245-1711.


04 Fevereiro 2018 13:51:00

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(Foto: Acervo pessoal)


João Popinhak nasceu na Ucrânia, em 1886, filho de Alexandre Popiwniak e Anna Tataren. Com a forte propaganda, crise social, política e rural, os pais emigraram para o Brasil em 1894. Desembarcaram no Porto do Rio de Janeiro e aguardaram na quarentena. O descaso dos agentes da alfândega, não atendendo às necessidades de higiene e com precária alimentação, iniciou uma epidemia de tifo que acabou dizimando grande parte dos emigrantes. 

Finda a quarentena, a família Popinhak seguiu para a Colônia Antônio Olinto, na margem do Rio Negro (PR). Dedicaram-se à agricultura e extração de erva-mate. João era o filho mais velho e, no decorrer dos anos, a família torna-se numerosa, exigindo muito esforço e dificuldade para manutenção.

A comitiva de Francisco Teixeira de Carvalho (Chico Ruivo) sempre pernoitava na propriedade dos Popinhak, com tropas de muares e gado, tendo como destino a Feira de Sorocaba (SP). Em uma dessas tropeadas, entre os anos de 1896/1898, Chico Ruivo, vendo a situação crítica que passavam, acertou com Alexandre e adotou o menino João como membro da família, trazendo-o para Curitibanos. Nessa parte, existe outra versão, não confirmada oficialmente, de que João foi vendido, fato comum naquela época.

Aprendeu as lidas campeiras na fazenda dos Carvalhos. Mais tarde, foi encarregado de conduzir tropas de cargueiros com destino ao litoral catarinense, onde vendia as mercadorias, trocava e comprava produtos para consumo da família e para abastecer os armazéns da região. Além de confeccionar cestos, bruacas e cangalhas, auxiliou João Batista Pozzo na montagem da serraria de Chico Ruivo, no Campo da Roça, ampliando o seu conhecimento.

Começou a construir ranchos, galpões e casas, tornando-se, com o tempo, um excelente carpinteiro e marceneiro (Casa dos Otigari/Magalhães e antiga Prefeitura, hoje o Museu).

Casou-se, no dia 8 de junho de 1913, com Laura Quadros de Andrade, filha de Salustiano Pinto de Andrade e Querubina Quadros de Andrade, vindo a transferir residência para a localidade de Marombas, onde instalou armazém e hotel, cuidando ainda da balsa, por ele construída, que dava passagem sobre o Rio Marombas.

João tornou-se célebre pelas famosas mentiras que tão graciosamente sabia pregar, como a grande traíra que pescou, onde encontrou o revólver do Coronel Nereu Ramos. Com fundo de verdade (aumentada e ilustrada), a história dos violentos índios do Morro do Taió e índios canibais da Serra dos Pires.

Antes do ataque e incêndio de Curitibanos pelos caboclos, na Guerra do Contestado, em 1914, vendeu o gado e os cavalos, fugindo com a família para Aquibadã (Apiúna), onde ficou por vários anos. Quando retornou, não encontrou vestígios da casa, potreiro, cercas e muitas outras estruturas bem arquitetadas.

O casal não teve nenhum filho, mas adotou 13 filhos alheios, criando-os com carinho e dando uma vida melhor. Esses filhos vieram a amparar o casal na velhice. Laura faleceu em 1962, no Marombas. O fato deixou João desconsolado e resolveu voltar para a cidade e morar com uma das filhas adotivas. João Popinhak adoeceu e ficou acamado por mais de um ano, falecendo em 27 de janeiro de1971, entretanto, ainda vive nas memórias dos curitibanenses que o conheceram.



JORNAL "A SEMANA"
Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida
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