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O futuro que eu vivencio, pratico e o que eu desejo

20 Julho 2018 09:05:00

Franciele Gasparini


(FOTO: KALYANE ALVES)

Como você se imagina daqui há 20, 30, 40 anos ou mais? Pensar na velhice nem sempre é uma prioridade na vida das pessoas. Boa parte (incluo minha pessoa nesse time) está mais preocupada com o agora, as metas são as mais variadas e vão de anseios profissionais, pessoais aos sentimentais, mas a realidade é que a idade chega, e assim como diz o ditado, não vem sozinha.

Se pudéssemos escolher qual seria nosso estado físico e mental aos 80 anos, certamente seria o mais lúcido possível, ativos, cheios de saúde e mobilidade. No entanto, com uma rotina cada vez mais sedentária e uma alimentação contaminada pelos industrializados fica complicado criar expectativas.

A idade é só um número, mas a qualidade de vida é um estado de permanência desejado por todos. Ainda que nos esforcemos em busca de saúde e vitalidade não temos nenhuma garantia de que chegaremos plenos na velhice ou que seremos bem cuidados por nossos jovens do futuro, e apesar de vivermos nesse movimento constante do "agora", tudo será um reflexo bastante nítido do que fizermos hoje.

A idade é só um número, mas a qualidade de vida

é um estado de permanência desejado por todos


Por isso, a importância de valorizarmos as pessoas idosas e seus desejos mais simples. Ser um bom ouvinte, dar atenção e cuidado é o mínimo que podemos fazer pelas pessoas que estão completando seu ciclo de vida. Nós seremos os idosos do futuro e em quais condições gostaremos de ser recebidos?

Esta semana, enquanto preparava matéria para a edição desta sexta, deparei-me com uma frase bacana que diz que os idosos são crianças grandes que não perdem a inocência e ainda ganham experiência, e, assim como crianças necessitam de cuidados especiais.

Nesse caminho que trilhamos até a velhice deixamos marcas importantes por onde passamos, nesse sentido, também precisamos nos colocar no lugar dos outros e refletir se as atitudes que tomamos em nosso dia a dia farão com que as pessoas próximas sintam apreço pela nossa companhia. Receber cuidados e mínimas condições de dignidade é um direito de todos. No entanto, precisamos nos questionar se nós somos ou seremos pessoas queridas e que farão com que nossos cuidadores também se sintam bem ao estender a mão. Ninguém quer chegar na velhice e sentir-se sozinho, abandonado ou ser privado de cuidados básicos como atenção, higiene e alimentação. Por isso, sejamos o esteio das pessoas idosas de nossas famílias e conversemos sobre essa estima em nossas casas, o diálogo fortalece as ações e promove uma corrente do bem dentro de nossas casas.


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