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Jornalismo feito com amor

08 Junho 2018 08:30:00

Rubiane Lima


Quando entrei na faculdade de Jornalismo, em 2004, não tinha a mínima ideia do que estava fazendo, mas tinha o sonho (comum entre jornalistas) de mudar o mundo através das minhas palavras, por acreditar no poder da comunicação. Até hoje não entendo como a menina envergonhada, criada em Correia Pinto e que não conseguia levantar a voz na frente dos outros, foi parar numa faculdade de comunicação. 

Na faculdade, transitei em rádio, TV, Internet, fotografia, mas a redação foi sempre a paixão maior. Em 2007 conquistei meu primeiro crachá de repórter e de lá para cá, foi o dia a dia que me ensinou o que era fazer comunicação de verdade. Sempre trabalhando em cidades de interior, aprendi que ser repórter em cidades pequenas, pode integrar o ranking de profissões mais difíceis de ser executadas.

No interior, o jornalismo é feito entre pessoas conhecidas e é um grande agente de transformação na sociedade em que atua. Buscando romper com os espaços hegemônicos de comunicação, o jornalismo de interior emerge dando voz e vez a tudo que é local e esquecido pela imprensa convencional de grandes centros.

"Fazer jornalismo no interior

é dar voz a quem não teria essa oportunidade "

Fazer parte do dia a dia da comunidade, nos deixa em contato direto com tudo que é positivo e negativo no jornalismo, sujeitos a críticas diretas, próximas e ofensivas, mas que somente aumentam o propósito de profissionalismo e responsabilidade com o leitor. Mais que informar, o jornal de interior escreve a história dos municípios menores e conta as histórias que outras mídias descartam. Fazer jornalismo no interior é dar voz a quem não teria essa oportunidade, é sentir, é defender, é se envolver, fazer parte.

Minha jornalista preferida Eliane Brum me ensinou que ser repórter é um dos grandes caminhos para entrar na vida (principalmente na alheia) com os dois pés e com estilo. "Esse olhar que olha para ver, que se recusa a ser enganado pela banalidade e que desconfia do óbvio é o primeiro instrumento de trabalho do repórter. Vivemos com muito som e pouca fúria. Olhar é um ato de silêncio". Que nunca nos falte este olhar especial ao interior e que possamos continuar vivendo essa comunicação cada vez mais intensamente.


JORNAL "A SEMANA"
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