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A violência nossa de cada dia

23 Novembro 2017 23:08:00

Os números servem para alertar, mas, principalmente, nos fazer refletir


(Produção: Kalyane Alves e Rubiane Lima)

Índices alarmantes vieram à tona, esta semana, através de uma pesquisa realizada pela professora Sônia Hess, da UFSC de Curitibanos, que traçou um diagnóstico de mortes violentas ocorridas entre 2011 e 2015, em todo o Estado. O que nos chama atenção e leva a algumas reflexões aqui são as altas taxas de suicídio e mortes por acidentes de trânsito observadas em nossa região.

De acordo com o estudo, que se baseou em números oficiais do Ministério da Saúde, na microrregião de Curitibanos, o índice de suicídios ultrapassou o dobro da média nacional e, pelos padrões internacionais, está na classificação de "muito alto". Um número de alerta e do qual, muitas vezes, não nos damos conta.

Por um conduta moral, os jornais - pelo menos os preocupados com a ética - deixaram, há muito tempo, de noticiar suicídios... Com exceção para casos específicos, como aconteceu com o ex-reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que se atirou do alto de um shopping, em Florianópolis, em outubro deste ano. Sua própria figura pública e as condições de sua morte explicam porque o ato transformou-se em notícia com repercussão internacional. Então, sem a espetacularização das mortes por suicídio, esses números acabam ficando mesmo afastados de nossa realidade, o que nos faz arregalar os olhos quando damos de cara com eles.

E a dúvida que surge é sempre a mesma: por quê? Por que temos tantas pessoas desistindo de sua própria vida e, principalmente, por que índices tão altos em nossa região? As cidades pequenas, na teoria, não são onde temos mais qualidade de vida? Difícil encontrar respostas, uma vez que os sentimentos mais secretos que se passam no coração humano raras vezes são compartilhados.

Já não tão difíceis assim de entender são as mortes no trânsito. Assunto recorrente no jornalismo, as causas são bem conhecidas: excesso de velocidade, imprudência, a perigosa combinação álcool e direção... Tudo isso foi o suficiente para colocar a região em destaque negativo também nesse quesito: a taxa média de mortes em acidentes, na região, ficou em 74,79, mais que o dobro da brasileira, de 36,13. Isso só entre os homens. Para o sexo feminino, a taxa média, em nossa microrregião foi de 20,54, quase três vezes a nacional, que foi de 7,68. No caso das mulheres, a maior parte viajava como caroneira nos acidentes que custaram suas vidas.

Os números servem para alertar, mas, principalmente, nos fazer refletir. A pressa, as cobranças, o stress diário e a incapacidade de respirar fundo estão causando mais do que a venda de medicamentos e gastrites nervosas; estão tirando vidas. Que tal parar e repensar as coisas?


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