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12 Janeiro 2018 08:45:00

Ficou fácil comer, mas não tão fácil assim produzir

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(Foto: Franciele Gasparini) 


Estamos perdendo velhos modelos de vivência que deveriam ser sempre novos, sempre postos em prática, relembrados a cada refeição. Prova disso é o projeto de viticultura realizado em todas as comunidades do interior de Curitibanos. 

Uma prática antiga, mas que tem ganhado novo sentido nas mãos de agricultores tem levado também um pouco de motivação e esperança para o homem do campo. A produção de uvas, do suco da fruta e do vinho pode se tornar uma das alternativas de renda futura para muitas famílias curitibanenses.

Lembro do período de férias na casa dos meus avós paternos, janeiro e fevereiro eram os meses de colheita das uvas, o cheirinho da fruta nos inebriava até os parreirais, local estritamente proibido para as crianças.

Felizmente a família é grande e pelo menos dez trombadinhas, entre cinco e dez anos, esgueiravam-se pela lavoura de posse de uma vasilha à procura das uvas docinhas que o vô Bepe cultiva em sua propriedade. O delito era simples e sempre resultava numa bronca daquelas! E na última semana pude reviver alguns desses momentos da infância enquanto acompanhava a equipe técnica do projeto de viticultura da Prefeitura de Curitibanos e da Epagri, para a produção de uma matéria sobre o tema.

Observando a dedicação das famílias na manutenção dos parreirais e da equipe técnica, que acompanha de perto o desenvolvimento das videiras observei o quanto ainda precisamos valorizar a mão de obra agrícola.

Numa sociedade sem tempo, a comida embalada que era artigo de luxo virou rotina, perdeu a graça comprar carne, pão, bolo, tudo fatiado, pronto, instantâneo. Certamente nem eu, nem você, paramos para pensar de onde vem o alimento que está lá, com sorte, três vezes por dia, ou sempre ao alcance da mão, nos armários e prateleiras, ao telefone, pois hoje é só ligar e pedir, não é? Ficou fácil comer, mas não tão fácil assim produzir.

Sujeitos ao clima, as condições financeiras, às pragas, à sorte, o agricultor prepara o solo, planta e passa meses cuidando, no mínimo uma hora por dia, verdadeiro vigilante da lavoura e o resultado é sempre incerto, mas esperado com extrema expectativa. Essa mesma expectativa enche os olhos, a boca e estômago de quem vai até o supermercado à procura dos frutos saborosos, mas dificilmente o consumidor para pensar em todo o trabalho, suor e dedicação que o alimento recebeu antes de chegar até a mesa. Valorizemos mais a agricultura de subsistência.



05 Janeiro 2018 09:11:00
Autor: Kalyane Alves

Não é necessário ser pintado de ouro para reluzir paz

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(Foto: Divulgação)


As pessoas dizem para fecharmos nossos ciclos e começarmos tudo de novo a cada virada de ano. Mas isso é correto? Não que eu seja uma pessoa apegada, até entendo essas questões de metas, objetivos traçados e vários bla-bla-blas colocados em nossa cabeça diariamente. Porém, quem disse que devemos aceitar tudo isso? 

É importante haver mudanças, evoluirmos como pessoas, amigos e familiares, só que todo ano é a mesma história e alguém viu uma melhora se quer? 2018 será resumido em copa do mundo e eleições, na grande maioria, e para alguns nada mudará. Acredito no novo, mas em algo totalmente diferente. Longe dessas roubalheiras políticas, da falta de ética e educação do mundo todo.

Esse mês é dedicado ao cuidado com a saúde mental e não é nada fácil colocar a mente no lugar vendo tudo isso passar diante dos nossos olhos sem poder fazer nada. Todos são cheios de opiniões, do que é certo e errado, do que se deve ou não fazer, regras, conceitos e chega uma hora que cansa. Quando a mente cansa, é preciso pedir ajuda.

O tempo é um dos mais questionados problemas, alguns até dizem que precisavam de 36 horas em seu dia. Então, não ligue para a opinião alheia, apenas viva e sinta cada momento exclusivamente. A mente cansa, o corpo cansa, as palavras cansam, tudo cansa, mas não fique ou se deixe ficar doente por coisas tão pequenas.

Use o tempo para aproveitar, é clichê, eu sei, mas a vida é tão curta. Parafraseando Paulo Coelho, "As coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias, e só os sábios conseguem vê-las". Na simplicidade é que sentimos o novo surgir, não é necessário ser pintado de ouro para reluzir paz.

Neste ano, meu lema é estar ao lado daqueles que me fazem bem. Para seus dias serem repletos de coisas boas, basta você escolher os melhores caminhos, aqueles floridos sabe? Ser novo não é esquecer as coisas que passaram, e sim usá-las para agregar nos desafios que virão.


18 Dezembro 2017 17:49:00
Autor: Rubiane Lima

Ocorre que nem todo acidente é um acidente

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(Foto: Divulgação)

Isso é tudo que precisa para uma tragédia acontecer, mas têm algumas que podem ser evitadas algumas horas antes. Segundo pesquisa que se baseou em dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Ministério da Saúde (Datasus), somente este ano as operações da Lei Seca evitaram 40.700 mortes no trânsito em todo o país. Os dados foram divulgados esta semana e alertam para a importância de aumentar a conscientização e não ingerir bebidas alcoólicas antes de dirigir.

Final de ano, família e amigos reunidos, Verão, calor, férias. Para quem toma bebida alcoólica, esse conjunto é o momento perfeito para tomar aquela cerveja gelada, caipirinha ou qualquer outra bebida refrescante. O problema é que nem sempre a bebida é tomada em local que não precise dirigir depois e o que era uma celebração de felicidade, pode resultar em incômodo por longos meses, dívidas estratosféricas e principalmente, sequelas eternas ou vidas que não voltam mais.

Se quando falamos em trânsito já não há muito senso de responsabilidade, após ingerir álcool ele desaparece de vez e a facilidade de ter um veículo para locomoção, se transforma numa verdadeira praça de guerra. Normalmente já existe falta de paciência ao trafegar por ruas, avenidas e BRs, com velocidade incompatível, desrespeito às regras e falta de entendimento entre veículos e pedestres. Com uso de álcool o problema só tende a piorar.

Ocorre que nem todo acidente é um acidente e se o assunto for bebida e direção, ele pode e deve ser evitado, para que nenhuma família tenha que sofrer perdas evitáveis. 

Diante do número de pessoas que morrem todos os anos no Brasil, podemos vislumbrar duas alternativas: fazer nossa parte como cidadãos, transformando-nos em educadores de jovens e crianças, ou nos acostumarmos com as notícias de famílias sendo destruídas por causa do álcool. Dezembro chegou e talvez seja a hora ideal para pensarmos neste questionamento e definir uma posição por menos mortes no nosso trânsito.


07 Dezembro 2017 14:30:00

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Sou uma amante de histórias. As histórias nos fascinam, inspiram e, na maior parte das vezes, nos dão um novo impulso para mudar de rota ou plantar mais rosas em nossos caminhos. No Jornal "A Semana", temos uma página chamada "Sala de Visitas", em que contamos a vida de personagens da nossa cidade. 

Iniciamos essas reportagens no mês de maio e, desde então, em todas as semanas, conheci histórias, causos, alegrias, tristezas, encontros e desencontros de diversas pessoas. Isso me deixa por vezes pensativa, alegre e até mesmo nostálgica com as lembranças que cada um trouxe de suas trajetórias.

Penso eu que a melhor maneira de encarar o mundo é se autoconhecendo. Não apenas aquelas coisas básicas como a cor dos olhos, cabelo, pele, música favorita e dentre tantos gostos e apreços que criamos ao longo da vida. Mas sim, nos conhecer a cada fase passada.


Seja na dor ou no amor, como dizem, devemos sentir a fundo e não fugir do momento.


A jornada da vida é extensa e cansativa e, se pararmos para pensar, cada um tem sua própria visão de mundo, mas ninguém sabe o motivo real de virmos para esse planeta. A cada nova evolução tida pelo ser humano, parece que seus pés voltam a dez passos, se tratando de contato com o semelhante.

E aí lhe pergunto: você se conhece? Conhece tudo o que te move, traz vida, dá sentido, qual a essência, lema, estilo de vida, objetivo, meta, amores, sentimentos? E assim segue uma lista infinita, lista na qual a sociedade te cobra diariamente e você fica maluco sem saber para onde correr e o que fazer primeiro.

Mas e quem é você no fundo da alma? Sabe responder? Nossa vida é formada por tantas dúvidas sem respostas. E quando achamos que sabemos... Hum, não sabemos de nada. Tenho tudo guardado em uma caixinha de memórias, seja bom ou ruim, são elas que dão sentido ao meu verdadeiro eu. De uma coisa tenho certeza: quando nos conhecemos, conseguimos vivenciar todos os momentos com paz no coração.



01 Dezembro 2017 13:07:00

Precisamos ainda batalhar para ver o copo sempre meio cheio

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(Foto: Divulgação)

Quem nunca teve uma crise que atire a primeira pedra. De repente ficou difícil respirar, nada consegue prender nossa atenção, roendo as unhas fica difícil fazer qualquer coisa mesmo, os olhos estão fixos, mas o pensamento longe, divagando, explorando os problemas que parecem apenas acumular na escrivaninha da vida. 

Esse é um cenário comum de crise, tão comum que é raro encontrar alguém que não tenha passado por momentos tensos como este. O estresse, aliado aos compromissos que não terminam costuma nos transportar para uma atmosfera nada agradável e traz consequências sérias para a saúde.

Nos tornamos ansiosos e a ansiedade reflete diretamente na mente, e no corpo. O relógio cansou de bater 24 vezes; aquele dia que passou voando até as quatro e meia de terça-feira, agora se arrasta. É uma sequência, pois iniciamos o dia num ritmo tão frenético, que quando temos um intervalo de certa calmaria, algo parece não encaixar, não é?

Estamos tão habituados a fazer cinco tarefas ao mesmo tempo, que quando temos "tempo" para fazer apenas uma, nada prende nossa atenção, o relógio fica lá, parado na relatividade do tempo.

Infelizmente ou felizmente os compromissos estão ali, empilhando-se, um a um, grande parte sem solução, pois tudo, no mundo moderno, é para ontem, não existe amanhã, nem depois, tudo é para o dia anterior, pois este já está no fim e acabei de lembrar que esqueci de salvar aquele documento importantíssimo, mas também esqueci de um aniversário importante, de um amigo que sente saudade, de tomar um sorvete sem pressa.

É que o dia passou e a rotina não nos deixa viver para valer, olhar o céu, o rio ou o rosto do vizinho demoradamente. Ninguém tem tempo, mas tem uma ansiedade que não acaba. A solução vem em potinhos, as cápsulas, em noites intermináveis de insônia, quando o corpo já adormeceu nos lençóis, mas a cabeça não para. Existe aquela frase de que as noites foram feitas para pensar, para os ansiosos é assim, o cérebro não para, nem por um minuto.

Nesse exercício cruel de enfrentar o relógio precisamos ainda batalhar para ver o copo sempre meio cheio. No entanto, o maior problema é quando se tem tempo e não se tem ânimo, vontade ou desejo e a única ação possível é deitar, olhar para o teto e pensar em nada. Você já pensou em nada? O que aconteceu com o nosso tempo? Lembra quando passar uma tarde andando de bicicleta durava uma vida inteira? Quando o Natal levava exatamente quase um milênio para chegar? Quando fazer dez anos parecia algo distante? Eu lembro, mas agora estou sem tempo.



23 Novembro 2017 23:08:00

Os números servem para alertar, mas, principalmente, nos fazer refletir

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(Produção: Kalyane Alves e Rubiane Lima)

Índices alarmantes vieram à tona, esta semana, através de uma pesquisa realizada pela professora Sônia Hess, da UFSC de Curitibanos, que traçou um diagnóstico de mortes violentas ocorridas entre 2011 e 2015, em todo o Estado. O que nos chama atenção e leva a algumas reflexões aqui são as altas taxas de suicídio e mortes por acidentes de trânsito observadas em nossa região.

De acordo com o estudo, que se baseou em números oficiais do Ministério da Saúde, na microrregião de Curitibanos, o índice de suicídios ultrapassou o dobro da média nacional e, pelos padrões internacionais, está na classificação de "muito alto". Um número de alerta e do qual, muitas vezes, não nos damos conta.

Por um conduta moral, os jornais - pelo menos os preocupados com a ética - deixaram, há muito tempo, de noticiar suicídios... Com exceção para casos específicos, como aconteceu com o ex-reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que se atirou do alto de um shopping, em Florianópolis, em outubro deste ano. Sua própria figura pública e as condições de sua morte explicam porque o ato transformou-se em notícia com repercussão internacional. Então, sem a espetacularização das mortes por suicídio, esses números acabam ficando mesmo afastados de nossa realidade, o que nos faz arregalar os olhos quando damos de cara com eles.

E a dúvida que surge é sempre a mesma: por quê? Por que temos tantas pessoas desistindo de sua própria vida e, principalmente, por que índices tão altos em nossa região? As cidades pequenas, na teoria, não são onde temos mais qualidade de vida? Difícil encontrar respostas, uma vez que os sentimentos mais secretos que se passam no coração humano raras vezes são compartilhados.

Já não tão difíceis assim de entender são as mortes no trânsito. Assunto recorrente no jornalismo, as causas são bem conhecidas: excesso de velocidade, imprudência, a perigosa combinação álcool e direção... Tudo isso foi o suficiente para colocar a região em destaque negativo também nesse quesito: a taxa média de mortes em acidentes, na região, ficou em 74,79, mais que o dobro da brasileira, de 36,13. Isso só entre os homens. Para o sexo feminino, a taxa média, em nossa microrregião foi de 20,54, quase três vezes a nacional, que foi de 7,68. No caso das mulheres, a maior parte viajava como caroneira nos acidentes que custaram suas vidas.

Os números servem para alertar, mas, principalmente, nos fazer refletir. A pressa, as cobranças, o stress diário e a incapacidade de respirar fundo estão causando mais do que a venda de medicamentos e gastrites nervosas; estão tirando vidas. Que tal parar e repensar as coisas?



17 Novembro 2017 13:15:00

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Às vezes, me pego pensando como seria nosso dia a dia se o brasileiro usasse todo o tempo que gasta se metendo na vida e decisões alheias, fazendo algo produtivo pelo país. É gay que não pode ser gay, preto que não pode ser preto, mulher que é obrigada a ter filho, e por aí vai... Em meio a isso tudo, só consigo pensar "deixem as pessoas e façam algo útil"! 

No dia 20, é celebrado o Dia da Consciência Negra e isso me lembra do racismo nosso de cada dia. No mundo em que eu acredito, não seria nem preciso voltar a falar sobre isso, pois é descabido separar as pessoas por sua cor de pele, mas o dia a dia mostra que é sempre preciso voltar ao tema.

Não revire o olho para o racismo, não diga que ele não existe, não compare com vitimismo, muito menos se você for branco. A cor da pele das pessoas não tem graça, do mesmo jeito que meu olho estrábico também não, a gagueira do outro ou a forma como aquele caminha. Acredito ser particularmente cruel rir de alguém por conta de sua cor de pele ou fazer disso indicativo de algo negativo. É pela desqualificação do outro que a ideia de superioridade tenta se estabelecer. Como uma afirmação de supremacia pelo avesso.

Racismo não é brincadeira, é crime! Um negro, um indígena ou um mestiço podem ser alvo de preconceito por motivos diferentes, sendo o negro só por ser negro, como sendo uma raça inferior, de menor escolaridade. Absurdo e inquietante. Essa guerra velada precisa acabar e as pessoas devem se ver mais como pessoas e não como cores.

Sou adepta da empatia e me policio para não fazer aos outros o que não quero que façam comigo e odiaria sentir olhares estranhos para minha cor, tratamento diferenciado e ruim, ou ter que mudar meu cabelo porque ele não é aceito pela sociedade que se considera correta, padrão e normal.

Já passou da hora de a sociedade aceitar as diferenças entre as pessoas e trabalhar pela união, carinho e, acima de tudo, o respeito. O humor é uma coisa interessante e que deveria servir para aliviar o stress e toda a pressão que vivemos, não vamos fazer dele uma arma para atingir pessoas que só querem viver a própria vida. Não esqueça, racismo não tem graça!



10 Novembro 2017 10:23:00
Autor: Kalyane Alves

Sorrir é o melhor remédio

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(Foto: Kalyane Alves)

Durante a semana estive envolvida, juntamente com a minha colega Franciele Gasparini, em produzir um material sobre a cultura indígena. E com toda certeza, reportagens especiais, e principalmente ao tratar de cultura, é o que eu mais gosto no mundo jornalístico.

Foi um tempo tanto quanto intrigante para refletir. É importante conhecermos o dia a dia de pessoas com diferentes hábitos e costumes dos nossos. Na maioria das vezes acabamos criando conceitos errados das coisas. O dito "julgar" antes de conhecer, condena até mesmo o que de melhor a vida tem.

É tão bom sentir aquela brisa leve do vento, apesar de bagunçar nossos cabelos, afaga e leva nossos tristezas para longe. Ao chegarmos na tenda em que a família indígena Galdino está alocada, percebemos que nem mesmo o tempo é motivo para criar rotinas de desculpas para fazer coisas, como passear no parque ou tomar um sorvete.

No dia em que chegamos lá para fazer a matéria chovia muito, mas todos estavam dispostos e prontos para nos atender, até o chimarrão estava pronto. Mesmo que em uma tenda pequena, lá estávamos a conversar e compartilhar histórias. É inspirador saber que alguém se importa com as coisas simples, as crianças corriam de um lado para o outro e ao ouvir o chamado do pai obedeciam sem hesitar.

Gosto de observar e captar os detalhes, pois são neles que a sinceridade nos é revelada. O sorriso de dona Terezinha, mãe da família Galdino, me conquistou de uma forma. Porque ao olhar em seus olhos e receber aquele sorriso verdadeiro nos remete ao que de bom podemos fazer ao mundo, e é claro, sem esperar nada em troca.

A vida passa tão depressa e não espera amadurecermos para nos dar uma lição. Muitas vezes é preciso uma rasteira gigante para perceber que as coisas são simples e nós é quem complicamos. Sou daquelas pessoas que o coração acelera, a vontade de correr e gritar é mais forte do que eu quando estou empolgada. Mas, de qualquer forma, e em qualquer circunstância, para curar as amarguras do dia, sorrir é o melhor remédio.



03 Novembro 2017 10:12:00
Autor: Franciele Gasparini

a vida vai entrando no piloto automático, igual ao trânsito

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(Foto: Divulgação)

A sensação é de estar em meio ao caos 24 horas por dia, não é? Estamos e somos tão escravos do relógio que perdemos a noção do tempo, quase que literalmente. A manhã passa voando e a tarde some que a gente nem vê, escorre pelas mãos assim como diz a música.

Não raro nos deparamos com impressões como "Nossa, já são dezoito horas!", e nesse momento nos damos conta de que o tempo acabou, as tarefas se acumulam em pilhas gigantescas de afazeres vão se acumulando cada dia mais, formando montes de tarefas que nem sabemos se daremos conta, os planos vão ficando de lado, a rotina passa a ser só ele, o relógio, e a vida vai entrando no piloto automático, igual ao trânsito.

Nos últimos dias, a grande mídia noticiou que uma nova lei deve aplicar multa para pedestres e ciclistas que transitarem fora da área permitida. Polêmica e intrigante, a resolução deve gerar uma série de debates acerca das boas maneiras no trânsito e sobre direção defensiva, mas a verdade é que não estamos preparados para o trânsito, e isso inclui dizer que também estamos em constante aprendizado sobre ele.

Infelizmente o que menos se vê é a cordialidade ou a famosa e escassa paciência que deveria permear uma vida saudável no trânsito, tanto para pedestres, ciclistas ou motoristas. Enquanto as leis tentam nos colocar na linha, precisamos mais ainda mudar nosso estilo de vida e postura nas ruas.

Não vale ter pressa, os lugares ainda estarão lá quando chegarmos. É tão bacana quando alguém reduz a velocidade e espera para que o outro possa passar, e isso implica reforçar que tanto pedestres, quanto condutores, ou nossos amigos ciclistas, não são os donos da rua.

O trânsito é o organismo vivo, pulsante, flexível, vivo e muito dinâmico, para isso precisamos estar com os olhos bem apertos e com a percepção aguçada, concentrados, focados no que acontece ao redor. Reduza a velocidade, olhe para os dois lados, cuide-se, os acidentes de trânsito cobram caro, tanto no bolso, quanto no corpo e mais ainda na ressaca moral.



27 Outubro 2017 08:01:00
Autor: Tatiana Ramos

Não é 'coisa de criança' ofender, humilhar e ferir, física ou emocionalmente, outra pessoa

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(Foto: Divulgação)

"As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade". A frase do escritor Victor Hugo representa bem o poder que nossas palavras podem ter. Assim como servem para incentivar e consolar, também podem destruir e deixar marcas difíceis - às vezes, impossíveis - de serem apagadas.

Para quem duvida, basta recorrer à memória e, com certeza, resgatará muitas palavras que fizeram bem ou mal em um determinado momento, mesmo que tenham sido ditas há um longo tempo. Sim, as palavras ficam.

No trabalho de jornalista, o cuidado especial com as palavras faz parte da rotina. É preciso cautela e responsabilidade para deixar registrados atos e momentos que envolvem outras pessoas e, portanto, outras vidas. Mas não é só na profissão que precisamos dar atenção especial ao que dizemos. Na vida pessoal, entre nossos familiares, amigos e até inimigos, o cuidado com as palavras pode fazer a diferença entre discordar e ofender, por exemplo.

Os efeitos de uma palavra mal empregada podem ser avassaladores e, quando a pessoa atacada ainda está em formação de sua personalidade ou num momento de inseguranças e frustrações, o resultado pode ser ainda mais cruel. É o que sentem milhares de crianças e adolescentes vítimas de bullying. Para quem ataca, pode ser apenas uma brincadeira; para quem é atacado, é uma arma apontada, que às vezes pode ser mortal.

Sou de uma geração onde os desentendimentos dentro da escola eram resolvidos na hora, sem rancores ou efeitos colaterais. Muitas vezes, o "te pego lá fora" era a forma escolhida para resolver o impasse. Nada maduro, mas a forma que crianças e adolescentes encontravam para acertar as diferenças. Hoje, me surpreendo com as consequências de apelidos e provocações dentro e fora das escolas. Crianças e adolescentes podem ser cruéis em suas palavras e ações e precisam ser ensinados sobre respeito e tolerância com a diferença do outro. Não, não é "coisa de criança" ofender, humilhar e ferir, física ou emocionalmente, outra pessoa. Como mãe, trago como minha responsabilidade ajudar a formar uma pessoa de bem, que tenha em sua formação valores como respeito, cordialidade e gentileza. Mesmo que a maior parte dos casos de bullying ocorra dentro das escolas, acredito e defendo que os principais responsáveis por corrigir essas atitudes são os pais - os professores entram como parceiros nessa causa.

É preciso dar atenção, orientar e corrigir quando necessário. Se não for por questões de valores internos, mas por responsabilidade civil, uma vez que, hoje, o bullying já pode ser enquadrado como crime. Aliás, um crime tão sério que pode desencadear uma série de outros crimes ainda mais graves. E ninguém quer estar na mira - nem de armas, nem de palavras.



20 Outubro 2017 07:47:00
Autor: Rubiane Lima

Não entendo de onde desperta o prazer em ver detalhes de desgraças

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?(Foto: Divulgação) 

Mais uma das coisas que eu não consigo entender na vida, está a curiosidade das pessoas com relação ao que é mórbido, catastrófico e triste. Não gosto de generalizações, mas acredito que ser feliz é o objetivo da grande maioria das pessoas. Partindo desse princípio, não entendo de onde desperta o prazer em ver detalhes de desgraças. E quando digo detalhes, quero dizer fotos mesmo, mutilações, sangue, vidas perdidas.

Somente no meu último plantão cobri um homicídio e um acidente automobilístico que resultou em duas mortes. Foram três mortos na mesma semana e nos dois casos, o que vi foram celulares levantados e uma curiosidade absurda de ver os corpos estendidos no chão. Em um dos casos, me chamou atenção pessoas que, com criança no colo, esticavam o pescoço para ver o corpo estendido no chão, obrigando a criança a ver a mesma cena. Mas, por quê?

Minha profissão é transmitir informação e muito longe de sermos abutres, sempre que nos deparamos com essas situações, todos os anos que passamos nos bancos universitários entram em ação e usamos da sutileza e profissionalismo para cobrir o ocorrido, buscando ângulos corretos para as fotos, primando pelo respeito a todas as famílias e pessoas que terão acesso a essa informação.

Outra curiosidade da profissão, é que já fiz matérias de todas as editorias, mas as que tiveram destaque estadual e foram parar em outros veículos de comunicação foram as de desgraças, mortes, acidentes, homicídios, crimes bárbaros e tudo que possa envolver violência. Sou fielmente adepta da empatia e nesse caso, me coloco no lugar das famílias que estão passando por este momento difícil.

Nessa era onde todo mundo é "repórter", a curiosidade das pessoas em ver sangue, acaba sendo suprida por pessoas sem qualificação profissional, que sem entendimento algum de Jornalismo, se tornam populares por essa crise mórbida instaurada entre os leitores. Noticiar desgraças não é bom, tira o nosso sono, nosso sossego, gera inquietação, insônia, stress, mas são ossos do ofício e algo que fazemos com respeito e que tomamos mais cuidado que o habitual, na hora de transmitir. E assim seguimos.


13 Outubro 2017 00:09:00
Autor: Kalyane Alves

Tenho fé nas pessoas, as coisas vão melhorar

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(Foto: Divulgação)

Há algumas semanas atrás me questionava sobre o que é acidente e o que é erro. Se pararmos para pensar tudo gira em torno do erro, a maioria das coisas possuem um descaso por trás do fato. É como um livro que cai de uma estante, algo levou a sua movimentação. Alguém o pode ter deixado na ponta ou empurrado o móvel. Só sei que as consequências surgem, as pessoas se magoam, o pior acontece e a vida continua.

Já ouviu falar de traumas? Todo trauma surge por falta de empatia. Com uma simples brincadeira você ofende alguém e o deixa marcado com o selo da dor. A responsabilidade pelos próprios atos começam quando um 'A' que sai da boca de alguém atinge o outro. Então tome cuidado, as palavras tem poder e se não usá-las com sabedoria o mundo a sua volta pode cair a qualquer instante.

Mas ainda assim me questiono: erro ou acidente? É um acidente em uma tarde de domingo você sair de carro e o veículo pegar fogo? Ou é um erro seu não ter cuidado da manutenção do automóvel? Segundo o mundo, sempre há um culpado. As pessoas dizem "Kalyane, você é muito luz, você não entende a maldade do mundo, você prefere ver o lado bom das coisas", e quer saber? sou assim, e não vou mudar pela hipocrisia de quem acha que entende da vida. Não precisei de muitos anos pra compreender a alegria de meus pais ao me ouvirem falar que os amo, não precisei de muitos anos para acordar um pouco mais cedo pra tomar chimarrão com a minha vó. Não precisei de muito tempo para saber que em um estalo a vida acaba e preciso aproveitar os milésimos de um segundo.

Sabe o motivo de tanta alegria? A vida. Todos temos momentos de desapontamentos, porque lidamos com pessoas de personalidades diferentes das nossas. Mas se pra você o caminho mais fácil se martirizar ou fazer mal aos outros assim como fizeram com você, sinto muito, mas está caminhando para o seu fim. E não cito o fim como a morte, e sim a morte em vida, o que é pior.

Ter um deserto espiritual tão grande que não consegue nem sentir seu coração bater deve ser confuso. E olhando pro mundo ao meu redor, vejo, a olho nu, a falta de sensibilidade e a maldade explicita em muitos corações. Espero que um dia a vergonha tome conta e os erros parem de acontecer. Tenho fé nas pessoas, as coisas vão melhorar.

 


06 Outubro 2017 11:57:00
Autor: Franciele Gasparini

Chama todo mundo! Convida as amigas, as primas, a mãe, a avó, leva todas

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Sessenta anos! Isso mesmo. Seis décadas de vida e um descuido de dois anos foram o suficiente para que a curitibanense Edir Pereira fosse vitimada pelo câncer. A doença atacou a mama direita que precisou ser retirada por completo e os tratamentos prolongam-se até hoje, com visitas regulares ao médico e uma vida regrada, permeada pela prevenção.

Seis anos depois, Edir, dona de uma simpatia ímpar e da prosa fácil, comemora a vitória contra a doença que a atacou com severidade, levando uma mensagem de alerta às mulheres que podem evitar o câncer em suas diferentes formas, e alento àquelas que estão passando por tratamento e conforto às famílias que perderam suas mulheres para o ingrato câncer.

Esse é só um dos milhares exemplos que estão por aí, nas ruas, nas empresas, nas instituições, há sempre um bom referencial, uma palavra que reforça aquilo que a Campanha Outubro Rosa tanto prega: a prevenção.

Durante todo este mês, as mesmas mulheres que fazem parte das unidades de Saúde de Curitibanos e da Rede Feminina de Combate ao Câncer reforçam o discurso para alertar as curitibanenses de que não é apenas em outubro que a prevenção deve ser lembrada, mas que é sempre bom lembrar.

Mulher, pelo menos uma vez ao ano é preciso olhar para si. Infinitos são os casos de manas que descobrem problemas logo no comecinho, quando aquele mal está tentando botar as garras para fora, e é logo ceifado pelo olhar atento das equipes de saúde, mas principalmente pelo reflexo esperto de quem aproveita esse momento "Rosa" para realizar os exames preventivos mais básicos que uma mulher pode fazer.

No dia 21 todas os postos de Saúde estarão abertos, durante todo o dia, para a realização desses exames, agendamento de mamografias e aferição de pressão arterial. Chama todo mundo! Convida as amigas, as primas, a mãe, a avó, leva todas, são poucos minutos que podem garantir uma vida mais saudável, uma vivência intensa para cuidar da família, do trabalho e das milhões das atividades que nós, mulheres, estamos diariamente comprometidas, empenhadas a deixar tudo perfeito para o resto do mundo, quando na verdade precisamos mesmo é que tudo esteja perfeito primeiro em nós, e para nós, e só assim teremos disposição e braço forte para cuidar do que vem depois. De dentro para fora, cuide de si. Se toca!


29 Setembro 2017 09:00:00
Autor: Tatiana Ramos

Por que tanta dificuldade para aceitar a diferença do outro?

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Na última semana, a "cura gay" reacendeu a polêmica sobre o "tratamento psicológico" para homossexuais, causando uma grande repercussão no mundo LGBT. Esta semana, o STF - como se não tivesse nada mais importante a fazer - autoriza que o ensino de uma crença específica seja repassado por professores, dentro das escolas públicas, nas aulas de Ensino Religioso.

Mas peraí... O Estado não era laico? Sim, o Supremo também defende que ensinar às crianças, dentro das escolas, uma religião única não fere esse princípio... Só se for na teoria, porque, na prática, temos mais de 140 religiões declaradas no Brasil, mostrando uma diversidade religiosa que deveria ser respeitada.

Com essas duas autorizações do STF, o que consigo avaliar é que estamos dando as costas para o que deveria realmente fazer diferença dentro e fora das escolas. Tratar gays como doentes e colocar uma religião acima de outras parece, a mim, um tanto discriminatório e intolerante. Num mundo de tantas diversidades, por que tanta dificuldade para aceitar a diferença do outro?

Não sou contra o Ensino Religioso nas escolas - embora minha experiência com esse conteúdo tenha sido tão medíocre que nem lembro o que estudava sobre isso quando estava na escola - mas acredito que poderíamos aproveitar esse espaço para promover não uma crença específica que, com certeza, não atingirá todos os públicos da sala de aula, e, sim, uma reflexão sobre temas que poderiam contribuir para formar cidadãos de bem, como a ética e a tolerância.

Defendo que as questões realmente ligadas a religiões, seus dogmas e valores não deveriam passar pelos bancos escolares, por se tratar de uma questão muito particular. Com a possibilidade do ensino confessional em sala de aula, a tendência é um predomínio da religião católica, por ser a religião com maior número de fiéis no país, mas e como ficam as outras crenças? Como fica o aluno umbandista que não se identifica com o que está sendo repassado pelo professor católico - e vice-versa?

Claro, a lei não obriga o aluno a assistir a essas aulas e a decisão de participar das aulas de Ensino Religioso cabe aos pais, mas por que se desperdiçar uma oportunidade que poderia ser tão proveitosa? Será que não poderíamos, mesmo, ocupar esse espaço com discussões mais relevantes e condizentes com o momento pelo qual o mundo está passando? Ensinar as crianças a serem mais tolerantes e respeitarem quem é diferente me parecem bem mais importante do que ocupar esse tempo para falar de céu e inferno. Assim como no caso da "cura gay" conta-se com o bom senso e a ética dos psicólogos, no caso do Ensino Religioso, conta-se com o bom senso e a ética dos educadores.



22 Setembro 2017 08:54:36
Autor: Rubiane Lima

E se for mesmo, qual a diferença?

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Isso pode até não ser verdade, mas tenho certeza que te chamou a atenção e antes mesmo de iniciar a leitura dessa coluna, você já me encheu de pré-conceitos e passou pela sua cabeça coisas como "nossa, até ela", "capaz, gay?" ou "eu sabia!" ou até o clássico "isso, porque não achou o homem certo". Mas para que possamos iniciar essa conversa, vamos além da minha possível, ou não, sexualidade.

Para chamar sua atenção me declarei gay, mas e se for mesmo, qual a diferença? Sou uma profissional da comunicação que atua há nove anos em redações da Serra, já fui editora de dois jornais de interior, faço parte de uma equipe com dezenas de prêmios estaduais e tenho trabalhos reconhecidos. Além disso, minha família é de Correia Pinto e fui criada para ser uma pessoa do bem, e sou! Respeito os mais velhos, os mais novos, atuo no Movimento de Iluminação da Seicho-no-ie, faço faculdade e procuro viver a minha vida sem interferir na dos outros, me metendo somente quando posso ajudar em alguma coisa.

Diante disso, que diferença faria para a sua família se eu me relaciono sexualmente com homem ou mulher? Fui criada para amar e não para ter ódio. Não tenho a habilidade de diferenciar amor hetero ou homossexual, na minha concepção de vida, tudo é amor e é isso que me importa. Detalho isso, para entrar na questão da tal "cura gay" (reversão de orientação sexual). Eu queria mesmo viver num mundo onde isso nem precisasse ser debatido, pois ser gay não é patologia e isso é tão óbvio que não precisaria ser discutido, muito menos judicialmente, mas já que precisa, então lá vamos nós!

Eu poderia apelar para a empatia, mas a intolerância ao gay é tamanha que seria impossível, então tente se imaginar negro (talvez seja mais fácil de entender), e "profissionais" defenderem que você embranqueça, judicialmente. Conseguiu? Parece absurdo ou uma comparação impensada? Pois é assim que eu me sinto em relação a "cura gay". Há quem defenda as boas intenções, mas como reza a lenda, o inferno também está coberto de boas intenções.

Deixem as pessoas se amarem e se você não conseguir fazer isso, corra você para a terapia, pois quem precisa de reversão é você e essa sociedade intolerante e agressiva a que estamos submetidos. 


15 Setembro 2017 00:04:00
Autor: Kalyane Alves

'As coisas simples são a nossa marca de alguém melhor'

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Foto: Kalyane Alves

Uma das coisas que mais me fazem feliz é acordar e ver que tenho uma nova oportunidade de ser melhor. Encarar a vida com leveza e sorriso sincero é o que definem o meu dia a dia. Admiro toda e qualquer profissão que o ser humano realiza. Fico abismada quando riem de alguns cargos menores, sempre penso "alguém tem que fazer, precisamos disso".

Nessa semana presenciei um incêndio, era noite e a falta de iluminação não deixava distinguir de onde, como e em que parte ainda se tinha fogo. Fiquei admirada ao ver o Corpo de Bombeiros chegando, depois disso, tudo se iluminou com os equipamentos de luz e ali começaram a apagar as chamas. Muitas pessoas se aglomeraram ao redor e uma moça sorridente me olhou com um cachorro no colo e disse "ele estava no local".

Naquele momento pensei: como é legal essa união comunidade + profissionais, enquanto os bombeiros realizavam seu papel, uma moça que estava a observar os ajudou, mesmo que pensemos que seja um pequeno ato, ela ajudou. E vejo que todos poderiam ser assim, se você ver um idoso cheio de sacolas, por que não oferecer ajuda? A vida é tão corrida que esquecemos de que as coisas simples são a nossa marca de alguém melhor.

Certa vez uma amiga me disse "Conhecemos o caráter de uma pessoa quando ela ajuda alguém que não lhe dará nada em troca". Isso me marcou de uma forma profunda e apesar de ser relativo, qualquer tipo de ajuda é fazer o bem, independente do lugar ou da ação. As pessoas sempre tem o famoso ditado de que as coisas boas são esquecidas quando uma ruim acontece, será que isso não é uma desculpa para ser inerte? E daí se você errou, todos erram, mas isso não quer dizer que é alguém ruim. Não use essa frase como empecilho para não se tornar luz no caminho de um ser.

Dizem que quando as pessoas morrem elas se tornam estrelas, e é por essa estrela brilhante e distante que você quer ser lembrado? Seja a luz que o mundo precisa em meio as tempestades diárias.



08 Setembro 2017 09:18:00
Autor: Franciele Gasparini

Uma vez ouvi que antes de dar muito certo, vai dar tudo muito errado

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O pensamento tem um poder incrível sobre nós, tão pujante e avassalador que é possível sair de intenso estado de felicidade pura à tristeza absoluta em poucos minutos. Apesar da oscilação de humor dos dias bons e dos dias ruins, diariamente em nossas vidas, existe uma parcela da população que encontra muitas dificuldades em se desvencilhar das ideias negativas.

Essa dificuldade é presente, constante e dominadora. Aos poucos o mundo perde a cor, as relações já não são mais tão interessantes e a simples tarefa de levantar da cama, torna-se um desafio imenso. Não há mais vontade de viver, e é justamente esse sentimento que torna os estados de depressão ainda mais perigosos.

Não é normal não ter vontade de viver, ver a luz do Sol ou mesmo de socializar com as pessoas que amamos e temos afeto. Assim como também não é normal se calar diante de situações como esta. E é pensando nisso que a equipe da Ala Psiquiátrica do Hospital Hélio Anjos Ortiz, em Curitibanos, integra a Campanha Setembro Amarelo, atividade que tem por objetivo dialogar sobre o suicídio e que contará com palestra da psiquiatra curitibanense Juliana Giani: "Suicídio - um mal que pode ser evitado".

O tema ganha ares de tabu em qualquer roda de conversa e ainda tem pouca visibilidade, mas carece de atenção, mas principalmente diálogo. A conversa franca e o coração aberto podem desarmar situações de vulnerabilidade psicológica.

Quem de nós não gosta de ter com quem se abrir e desabafar suas angústias, seus medos e aflições? Será que estamos abertos a também dar ouvidos a quem está passando por situações difíceis? É esta provocação que o Setembro Amarelo também quer provocar na população. Em casa, busque aproximação de seus familiares, ouvir não nos custa nada, um ato simples que pode despertar ainda mais afeto nos lares e ajudar alguém que sofre em silêncio e que só vê saída na morte.

Desconfie se alguém que você conhece tem pensamentos negativos como o de querer dormir e nunca mais acordar, choro constante e isolamento total. Seja a ponte para tirar esse ser humano do fundo do poço. A escalada é desgastante, demorada, em certos momentos parece até impossível, mas não há males que durem para sempre e a grande recompensa é respirar um ar puro, livre de trevas. Uma vez ouvi que antes de dar muito certo, vai dar tudo muito errado. Paciência, a vida está só começando.



01 Setembro 2017 09:09:00
Autor: Tatiana Ramos

'Comparamos o tempo todo e não damos tempo às crianças'

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                       Foto: Divulgação 

Há algumas semanas, estou tendo a oportunidade e o privilégio de conhecer um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido na Apae de Curitibanos, na preparação de um caderno especial que circulará ainda este mês. Inegável a qualidade do atendimento dispensado por seus profissionais a nossas pessoas com deficiência, mas não é essa questão de desejo abordar hoje.

Conversando com profissionais, pais e alunos da Apae, percebo, em comum, a naturalidade com a qual tratam suas condições. E que não se entenda naturalidade como indiferença! Posso dizer que tenho aprendido muito com essas entrevistas. Aprendido não só a parte técnica, mas principalmente como experiência pessoal.

Nas entrevistas, familiares relatam o impacto de receber um diagnóstico de deficiência de um filho e a reviravolta em suas vidas a partir disso. E tudo começa com a serenidade para superar a ideia do filho "perfeito" e aceitar seu filho "real". Não é tarefa fácil, mas imprescindível. E tenho parado para pensar em todas as ansiedades que projetamos em nossas crianças... Tem que andar e falar até 1 ano porque o filho da prima foi assim; tem que estar alfabetizado aos 5, porque na casa da vizinha é assim; tem que estar andando de bicicleta sem rodinha aos 7, porque os colegas já estão; tem, tem, tem... Sim, há fatores que devem ser observados com olhar atento para não negligenciar seu bom desenvolvimento, mas com mais amor e menos pressão. Aos 18 anos, você dominava equações complexas, falava oito idiomas fluentemente, ganhava prêmios em todas as modalidades esportivas, cozinhava como um chef, manobrava uma patrola, dançava e pintava telas perfeitamente? Quem tem um mínimo de senso crítico, certamente responderá que não. Então, por que tantas cobranças com nossos filhos?

Comparamos o tempo todo e não damos tempo às crianças. Além disso, ao colocar para elas metas - que muitas vezes são nossas, não suas - tão rigorosas, deixamos de comemorar e valorizar suas pequenas conquistas diárias, desconsiderando que cada um tem suas particularidades, aspirações e prioridades. Por que desejamos colocar nossos filhos em uma forma de padronização, desrespeitando suas individualidades e personalidade? Crianças, como todos os seres humanos, são diferentes e não há nada de errado isso. Afinal, não é a gente mesmo que diz ao filho que ele "não é todo mundo"?

Dica: Assisti a esse vídeo há alguns anos e sempre recomendo aos pais tentados a "encaixar" seus filhos no padrão socialmente estabelecido. Vale a pena assitir!




25 Agosto 2017 08:49:32
Autor: Rubiane Lima

Se o governo não ajuda, juntos poderemos ser fortes

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Do dicionário: empatia é a capacidade psicológica para sentir o que sentiria outra pessoa. Mas nem sempre se colocar no lugar dos outros é algo fácil ou comum. Me parece muito óbvio ter apoio governamental para tratamentos médicos, já que impostos são pagos como garantia de atendimento, ou deveria ser. Mas como vivemos num país onde acordos políticos e financeiros são feitos a luz do dia ou diante de holofotes, o recurso para atendimentos prioritários acaba ficando escasso.

Em Curitibanos, temos os gêmeos Ygor e Arthur Lutz Pereira, que estão com 13 anos e convivem com uma doença neuromuscular rara, chamada Distrofia Muscular Duchenne e somente agora, podem comemorar a aprovação de ementa que dispõe sobre o tratamento de doenças neuromusculares com paralisia motora, aprovada pelo Senado. A partir de agora, portadores desse tipo de doença receberão, através do SUS, medicamentos e equipamentos essenciais para sua sobrevivência.

Levantar todos os dias, escovar os dentes, tomar banho, ir para a escola, se alimentar, tudo parece muito normal e fácil de fazer, mas existem pessoas que têm dificuldade para todas as tarefas consideradas básicas. Além de ter que passar por todas essas dificuldades, as famílias ainda precisam ter força para enfrentar os olhares de desdém e o preconceito enraizado na sociedade para tudo que sai do considerado normal.

A mãe dos gêmeos Priscila Lutz lamenta a aprovação tão tardia, acreditando que seus filhos ainda poderiam estar caminhando se o remédio tivesse vindo antes. A rotina não é simples e os tratamentos são muito caros, nada mais justo que o governo apoie quem passa por esse tipo de necessidade. No caso dos irmãos, a doença não tem cura, mas podem ter maior qualidade de vida e é para isso que a família tanto luta.

Se o governo não ajuda, juntos poderemos ser fortes para ajudar quem está em necessidade de tratamento. Vamos todos juntos, lutar para que todos tenham auxílio garantido e possam continuar com suas vidas e realizações, já que somente com pressão da sociedade, o governo tem feito alguma coisa pelo povo que o elegeu.



18 Agosto 2017 08:46:00
Autor: Kalyane Alves

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Foto: Kalyane Alves

Mais uma vez pude ter a certeza de que "Deus não está morto". Acredito na positividade da vida. Se nos prendermos a coisas negativas estaremos gastando, o precioso e pouquíssimo, tempo que temos para passar pela terra. No último fim de semana tive o prazer de participar do II Retiro de Inverno, realizado pelo Grupo de Oração Água Viva e o Ministério Jovem Kairós, e ver a maioria daqueles jovens louvando, rindo e se renovando foi pra lá de especial.

O poder da fé é inexplicável. Quando você conversa com alguém que tem fé, você sente, vê e vive através do olhar uma cura. Não somente curas físicas, mas curas espirituais. Pois não há nada pior do que alguém com a alma "suja". Ora suja de dor, ora suja de desamor.

A essência da vida, por vezes, é perdida. Penso que o ser humano é tão racional, mas tão racional, que se tratando de sentimentos ele perde toda a razão. Costumo dizer que ele é "Racioemocional", a partir do momento que seu emocional é ferido, ele se torna alguém frio e sem sonhos.

Essa experiência como jornalista te faz parar e refletir se o teu pessoal está realizado. Conhecemos e contamos histórias de pessoas e isso nos faz adquirir um pedaço de cada um. Um pedaço do sorriso de um idoso, a inquietude de uma criança e a correria do adulto para finalizar o bendito deadline. Durante essa semana mesmo, passei do reino animal ao reino de Einstein. E diga se de passagem que me encantei com cada fato conhecido.

Até mesmo os animais de estimação podem ter uma vida de "rei", como se diz. Os tratamentos alternativos para os pets são de grande auxilio, pois pensando como um todo, nós viemos para sermos felizes e nada mais justo proporcionar aos outros um pouco da felicidade. Os animais também sentem dor e são afetados emocionalmente, então na hora de ter um, tenha consciência do cuidado que ele necessita.

E as inovações não param por aí, já seu Luiz inventou uma maneira de produzir energia a partir do peso de automóveis. E nos perguntamos: como assim? É exatamente isso. E agora te digo: você pode tudo, basta querer, basta acreditar em você mesmo. Hey, acorda! Ele vive em mim...


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