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OPINIÃO
12 Março 2019 10:13:00
Autor: Kalyane Alves


Problema ou não, não há como deixar passar. Há algumas semanas viemos batendo constantemente no assunto "animais nas ruas de Curitibanos". Parece brincadeira que uma cidade chegue ao ponto de ter que tomar medidas imediatas porque os "racionais seres humanos" não cuidam de seus bichos de estimação. Sabemos o quão indefesos eles são e, também, aprendemos, desde sempre, que, para se ter algo em sua posse, é necessário dedicar tempo e cuidado. 

Acredito, aliás, acreditava que eram poucas as pessoas que os pais não ensinavam a ter comprometimento quando assume algo. Lembro-me muito bem que minha família sempre teve amor pelos animais, porém, ao atingir certa idade e pegar um cão, por exemplo, minha mãe deixou claro quais seriam minhas responsabilidades caso realmente quisesse tê-lo em casa. Agora, olhando as ruas de Curitibanos, chega a dar medo. Você nunca sabe se será mordido ou não, então, quando vê uma "gangue" de cachorros, é melhor atravessar a rua. 

(Foto: Kalyane Alves) /

O que me gera esperança na mudança é o fato de um grupo de pessoas que, mesmo com seus afazeres, decidiram dedicar seu tempo em tentar amenizar o problema. A cidade conta agora com a Rede Curitibanense de Proteção Animal (Recupera), que trabalhará efetivamente para conscientizar a população sobre os direitos e deveres enquanto tutores de animais. 

Voltando ao quesito educação, essa mensagem é para vocês, pais. Aproveitem que as aulas reiniciaram há pouco tempo e façam com que seus filhos entrem num ritmo de cuidado com esses seres indefesos. Deixem como herança o que melhor podem ter, a educação. 

Engraçado como foi preciso ver gente de outras cidades tentando solucionar algo que é daqui, tão nosso. Então, meus queridos, ao invés de abandonar ou maltratar, nem tenha animal algum. Espero que, daqui para frente, com essas ações que vêm acontecendo, a conscientização aconteça. Nem que seja preciso mexer no bolso dos cidadãos (o que será muito necessário). 


OPINIÃO
06 Março 2019 11:02:00
Autor: Tatiana Ramos


A polêmica sobre a execução do Hino Nacional em escolas estava em todas as rodas de conversa e redes sociais durante esta semana. Uns defendiam, outros criticavam e, no meio da confusão, o "governo iô-iô" fez o que tem feito com bastante frequência nesses quase dois meses de mandato: recuou Ao longo de minha vida escolar, cantei muito hino e, honestamente, não vejo nada de mais em perfilar os estudantes em frente à bandeira e fazer uma homenagem a seu país. A execução do Hino está prevista na Constituição e, até onde meu conhecimento de leiga acompanha, não há nenhum impedimento - legal ou moral - para que essa homenagem seja realizada nas escolas. 

Por outro lado, repetir meia dúzia de versos cantados sem compreender seu significado tem alguma relevância? Fui uma criança até bem inteligente, mas, aos 7, 8 anos, não tinha a menor ideia do que era um "impávido colosso", um "lábaro que ostentas estrelado" ou um "florão da América". Cantava e achava bonito... Mas não entendia absolutamente nada sobre a história daquela letra que eu repetia. 

(Foto: Divulgação) /

Exatamente por isso, acredito que, antes de colocar os alunos em frente à bandeira para cantar o que quer que seja, é preciso conscientizá-los sobre esse gesto. Para os mais novos, é preciso, literalmente, traduzir os versos de nosso Hino de vocabulário e construção tão complicados. Seja obrigatório ou voluntário, o Hino repetido de forma vazia não acrescentará em nada na formação de crianças e jovens. 

Além disso, não consigo ser otimista a ponto de achar que o retorno do Hino Nacional às escolas estará contribuindo para uma geração mais patriota e cidadã. Na era da informação, as cabeças funcionam de forma muito diferente, há outra dinâmica de raciocínio. Cantar o Hino não vai minimizar o que essa geração conectada vê nos noticiários e nas ruas todos os dias: corrupção, desigualdades, violência de todos os tipos... É impossível amar um país no qual não acreditamos. Antes de qualquer coisa, é preciso resgatar a esperança e fazer com que os brasileiros acreditem em uma verdadeira mudança para melhor. Obviamente, isso não será conquistado da noite para o dia, mas começar a trabalhar nas prioridades poderia ser um bom começo. O Hino pode esperar. 


OPINIÃO
26 Fevereiro 2019 09:55:00


Bem-vindos ao futuro. Finalmente, parece que a tecnologia deve passar pela porta das escolas e entrar na rotina dos alunos, contribuindo na formação dos estudantes e, principalmente, colaborando na evolução do futuro da nossa cidade. 

Em tempos em que se pede mais atenção à educação e mais investimentos na área em nível nacional, podemos sentir ainda mais orgulho em ver Curitibanos sendo pioneira em um projeto tão inovador. 

A nova forma de interação entre alunos, professores e pais, a possibilidade de acessar o mundo dentro da sala de aula e a chance de as crianças serem educadas com auxílio de telas, que já fazem parte do dia a dia delas em casa, só engrandecem o processo de formação. 

Há cinco anos, eu estava no Ensino Médio e o celular ainda era visto como um inimigo das escolas. A possibilidade de acessar qualquer informação só era vista, pela maioria dos professores, como negativa, como um desvio de atenção... Finalmente, a tela cresceu e, hoje, a tecnologia que substitui o quadro negro funciona com as mesmas possibilidades que já tínhamos na palma de nossas mãos. 

Trabalhar com educação e modernidade só facilita o diálogo dentro dos centros de educação. Moldar os métodos de ensino conforme as características das novas gerações é o caminho do sucesso. As nossas crianças que, aos 3 anos, já acessam o YouTube, têm suas preferências na Netflix e acompanham pais conectados nos celulares e lendo livros no Kindle não são as que vão parar para prestar atenção em uma aula linear, onde o professor fala e alunos absorvem. 

Vivemos o momento da interação e da descoberta das novas funções da tecnologia. Vivemos a era em que os mais velhos ensinam sobre os conteúdos tradicionais e o mais novos nos surpreendem, a cada dia, com novas possibilidades da tecnologia. Parabéns aos visionários que modernizaram a educação em Curitibanos, que quebraram preconceitos e moldaram um projeto de acordo com as demandas das novas gerações. 

(Foto: Tatiana Ramos)/





19 Fevereiro 2019 14:59:00
Autor: Rubiane Lima


Fazer parte de uma editoria de esporte é algo que nos revela outro horizonte de histórias de vida, dedicação, dores, superação e amor pelo que se faz. Somente esta semana, tive a imensa satisfação de aprofundar meu conhecimento em lutas, com entrevista com atleta de kickboxing, jiu-jitsu e muay thai, todos curitibanenses que estão, literalmente, lutando pelo seu espaço nos tatames. 

Rotina que inicia ao raiar do Sol com o primeiro treinamento e é encerrada somente tarde da noite, depois do último treino do dia. Essa tem sido a realidade de adolescentes e adultos que fazem dos tatames, uma nova forma de vida. Entre lágrimas de felicidade e dores, os atletas trabalham sua parte técnica, física e psicológica, levando o respeito, responsabilidade e filosofia da luta para o seu dia a dia.

Iniciando e encerrando com uma reverência, a luta ensina a ser grato pelo aprendizado diário, com comprometimento de utilizar o ensinamento para o bem, se fortalecendo para os desafios da vida. Muito mais que esporte, seja na modalidade que for, é da vida das pessoas que estamos falando, seus sonhos, objetivos, foco e razão de viver. Aprendi, com meus entrevistados, que ser atleta é enfrentar todas as dores possíveis, físicas ou psicológicas, e não ter medo de enfrentar o mais árduo desafio para ver seu sonho de vitória realizado. 

Atletas, vocês são nosso orgulho nas vitórias e nosso ensinamento nas derrotas, com a certeza de que a guerra nunca está perdida, basta seguir com dedicação e foco, que os objetivos se tornam mais acessíveis. Do tatame para vida, a luta faz parte de todos que, mesmo diante das maiores dificuldades, precisam seguir e lutar por uma solução para amenizar os problemas de seus dias. Que, assim como nossos atletas, possamos seguir em frente e nos tornar mais fortalecidos a cada tombo, pois, acima das vitórias, eles ensinam a levantar e seguir em frente. 


(Foto: Divulgação) 



12 Fevereiro 2019 11:11:00


Há buracos que jamais serão preenchidos em nossas vidas. Lacunas que, por vez ou outra, voltam a nos assombrar. Aquele último abraço, último sorriso, último afago, estão ali, bem vivos e quentes em nossa memória, enquanto os dias transcorrem e seguem, como se tudo não passasse de um engano. É estranho pensar que o mundo continua a girar quando alguém não está mais aqui. Você olha para os lados, vê os outros rindo, correndo, se apertando em embalagens superficiais da sociedade e aquela pessoa não está mais ali. De certo modo, não mais. 

É incrível como a dor da perda te faz modificar alguns sentidos. Há sempre aquele script de que deve passar cada fase e sentir cada coisa. Mas devemos nos sentir assim mesmo? Parece tão errado continuar, mesmo que a passos lentos, sua rotina de vida. Não sei para você, mas não há uma receita de como l dar fielmente com o fato de não poder mais vivenciar momentos ou contar coisas para alguém que, fisicamente, sonoramente, não poderá mais te responder. 

Já cansei de usar esse espaço para falar de injustiças, mas, desde o dia 14 de janeiro, vivemos uma injustiça diária, que não será passageira ou esquecida. Não há nem como expressar o sentimento de quando alguém que é tão nosso não pode mais ser por uma irresponsabilidade alheia. Alguém que sorria, cantarolava, incentivava e lhe trazia esperança já não tem mais voz e nem teve a chance de se defender. Quantas gerações ainda passarão por esse mundo e não aprenderão a ternura que é o amor e o cuidado com o próximo?

Posso dizer que, com todas as experiências juntas, aprendi e levarei eternamente os ensinamentos de minha mentora profissional e, por vezes, espiritual Franciele Gasparini. Não quero deixar que o mundo esqueça a pessoa fantástica que ela foi na vida de tantos. Não quero que um fato tão banal encerre seu legado ou dimi- nua a legião de amigos de alma que essa moça formou. Vivemos em constate aprendizado, mas jamais aprenderei a preencher o vazio que ficou sem te ter aqui. Eternamente gravada em mim. Eternamente, meu ser de luz. 


25 Dezembro 2018 08:17:00


Natal é época de comemorações, reuniões e alegrias. Essa é a fachada que a sociedade estampou para generalizar a data, como se todas as pessoas tivessem o mesmo sentimento em relação ao dia. Nessa época, além de tudo isso, costumam frisar a importância da solidariedade. Realmente, concordo com a necessidade de fazer o bem. Porém, não é só nesses dias que o mundo necessita de ajuda. Todos os dias do ano alguém precisa de um presente. 

Como é clichê ouvir nesta época: "O Natal não se resume aos presentes"; digo ao contrário: ele resume-se a isso. Porque o pre- sente não se intitula somente ao material. Presente é se fazer pre- sente. Presente é um abraço, um afago, um toque. Presente são passeios, risos e planos. Presente é viver inteiramente o momento ao lado de quem ama. 

Não canso de dizer que a maior alegria de uma criança, por exemplo, é a atenção. Então, como presente, ouça e converse com as pessoas. Todos gostam de se sentir importantes para alguém. Deixe um pouco os "stories" de lado e se conecte ao mundo real. As coisas passam, não deixe para dar valor quando o tempo acabar. 

Acredito que o dia 25 de dezembro seja a oportunidade de rever algumas coisas, pois para nós, católicos, Jesus é o centro desse dia. E, a partir de seus exemplos, devemos pesar o que estamos fazendo, ou não, de bom aos nossos semelhantes. É como se essa data fosse um start, pois o ano começa no Natal, com o nascimento de novos planos. 

Já em clima de ano novo, também, para 2019, não quero desejar a você coisas como "realize seus objetivos", isso já é natural demonstrar ao outro. Quero que saia de sua rotina, vá além do que tem ao seu redor, conheça realidades, agradeça pelo que possui, deixe de reclamar de coisas que não fazem o menor sentido, volte à essência, se valorize e o principal, ame sem medidas. Ame seus amigos, seus inimigos, seus familiares, ame a vida e faça-se novo todos os dias. 


EM PAUTA
04 Dezembro 2018 10:32:00
Autor: Rubiane Lima


A Copa do Mundo de Futebol, uma das competições esportivas mais esperadas do mundo, veio para o Brasil, mas passou num momento em que o país estava tão imerso num imbróglio político, econômico e moral que, hoje, parece que nem lembramos como tudo aconteceu. Já os campeonatos municipais têm nos enchido de emoções diferentes e, sem dúvidas, vão ficar na nossa memória por muito tempo. 

Gosto de ser bairrista e defendo o jornalismo de interior como o mais importante para as comunidades, pois é ele quem dá voz aos que não seriam ouvidos nas grandes mídias, e fazer parte dessa contação de histórias reais preenche os meus dias e me faz uma pessoa melhor. E assim foi com a Copa Curitibanos de Futebol de Campo, que me deu mais alegria ainda por entregar o Troféu Jornal "A Semana" 35 anos, levando o nome do veículo de comunicação mais comprometido em deixar registrada a história de Curitibanos e região em seus arquivos. 

A Copa foi, para o nosso time, composto, agora, por quatro repórteres, quatro mulheres imersas nesse mundo tão dito masculino, um grande desafio, mas "missão dada é missão cumprida"! Desde agosto, nosso time entrou em campo todos os fins de semana, sem falhar nenhum, estávamos lá em campo para cobrir cada lance, discussão, pênaltis, arbitragem e tudo que compôs esse verdadeiro show do esporte promovi- do pela Secretaria de Esportes e Lazer (Smelc). 

(Foto: Arquivo A Semana) 

Os bastidores nem todo mundo viu, mas nosso time pode vivenciar cada reunião, cada decisão difícil e cada solução bus- cada pela organização, para que tudo fosse realizado da melhor maneira possível. Nessa cobertura, vi muito adulto chorar de emoção, de tristeza e até de raiva; conheci outro lado de pessoas que eu só via transitando pela cidade; presenciei cenas inesquecíveis como as surpresas preparadas pelos técnicos para suas equipes nos vestiários; o espírito de família dentro dos times; e, principalmente, o amor dedicado por todos ao esporte amador local e foi esse amor que nos desafiou a fazer o melhor. 

A Copa acabou e confesso que já estou com saudade dessa emoção de conferir os resultados todos os fins de semana, conversar com os técnicos, estar próxima da organização e fazer parte desse momento histórico para o município. Se tem um legado que fica dessa competição, é de que o esporte local está fortalecido. Nos vemos no estádio em fevereiro na abertura da Copa Regional dos Campeões. Até lá, valeu, Smelc! 


EM PAUTA
27 Novembro 2018 10:32:00
Autor: Kalyane Alves


Neste fim de semana, aconteceu a final da Copa Curitibanos de Futebol de Campo Troféu Jornal "A Semana" 35 anos, no Estádio Municipal Wilmar Ortigari (Ortigão). Posso dizer que imergi de maneira diferenciada no esporte esse ano. Foram muitas coisas novas que enfrentamos, como as tabelas de classificação, para um melhor acompanhamento de quem é fissurado no esporte. Desde quando um jornal curitibanense chegaria a proporcionar algo assim a seus leitores? 

Chegando ao final de mais um campeonato, só tenho a agradecer a toda a equipe organizadora. Geralmente, os bastidores não são mostrados, mas quero expor o quanto a equipe da Secretaria de Esportes é dedicada, responsável e atenciosa. Não é tão simples assim comandar 42 times com personalidades diferentes e, no fim, ter a sensação de missão cumprida, ainda por cima, com sucesso. 

(Foto: Kalyane Alves)/

Não posso deixar de mencionar que, além dos times oficiais, um, em especial, também entrou em campo. Essa equipe foi a que mais me orgulhou. A equipe Jornal "A Semana". Foram meses de dedicação, conversas e estudos sobre como abordar da melhor forma a Copa. Estivemos em campo, praticamente, em todos os jogos. Fizesse chuva ou fizesse Sol, lá estávamos nós. Essa equipe sim vale ouro, literalmente. 

Você sabe quanto vale uma bola? Acredito que há inúmeros valores, isso depende de vários quesitos, como a marca. E, esse ano, passei a observar de maneira diferenciada esse valor. Muito além do dinheiro, esse objeto vale, cria e transforma sentimentos. É emocionante ver o quanto a torcida fica animada ao ver o gol de seu time. O motivo de eu continuar vibrando pela realização de eventos esportivos é ver que há famílias envolvidas nisso tudo. 

Hoje, sei o quão importante é esse tipo de atividade para proporcionar lazer e união entre as famílias, autoridades e a imprensa. Confesso que essa cobertura foi um desafio e tanto, se tratando da minha mera experiência na área esportiva. Porém, hoje digo, me senti realizada em ver a bola rolando outra vez no Ortigão. 


Em pauta
16 Novembro 2018 10:21:00
Autor: Renata Westphal


O relógio adiantou em uma hora, mas parece que todo mundo já está vivendo com as horas adiantadas há mais tempo. Não concorda? Veja bem, as melhores propagandas hoje apelam justamente pelo serviço rápido que uma empresa pode servir. "Compre sua passagem em um clique", "Consertamos seu celular em uma hora", "Revelamos suas fotos em 10 minutos"... Temos tanta pressa assim para tudo? 

Acho que sim. O homem fez da tecnologia um amigo fiel da pressa. Se antes meus avós demoravam meses para receber a carta um do outro, hoje converso com meu namorado instantaneamente, e ainda escrevo do jeito mais ágil possível: vc, pq, qlqr, tbm.... É claro, eu tenho pressa! Conseguimos acelerar tudo, deixamos mais práticas a comunicação, as tarefas de casa, o carregador do celular, a Internet... Tornamos absolutamente tudo mais rápido. 


(Foto: Renata Westphal)/

Mas será que temos caminhado tão rápido quanto tu- do o que aceleramos? Conseguimos agilizar nosso pensamento tanto quanto apressamos tudo a nossa volta? Pressa para chegar ao Ensino Médio, pressa para ingressar na faculdade, pressa para participar do mercado de trabalho... E depois? Pressa para mais o quê? 

Onde nossa pressa quer chegar? Vivemos o tempo todo tão acelerados que às vezes esquecemos que estamos ali, agora, vivendo o presente. Claro, já estamos pensando nos compromissos de amanhã, nos planos do ano que vem, nas contas do próximo mês. A sensação é que está todo mundo com a cabeça tão cheia que ficamos com olhares vazios, simplesmente porque nossos pensamentos têm nos deixados cegos para o nosso dia a dia. 

Compreensível. Trabalhamos há anos para deixar tu- do mais rápido e ainda estamos nessa caminhada incansável de acelerar tudo. Só esquecemos de apressar para o relaxar, para curtir os momentos, as pessoas especiais. O relógio adiantou em uma hora e talvez tenhamos ganhado um tempo a mais de dia claro para, justamente, percebermos que temos tempo o suficiente para viver tudo aquilo que quisermos. Sem pressa. 



EM PAUTA
30 Outubro 2018 12:10:00
Autor: Kalyane Alves


(Foto: Divulgação) /

E lá vamos nós, mais uma vez, decidir, no próximo domingo, o futuro da nossa nação. Quando chega essa época, todos são politicamente corretos. Todos se tornam as melhores pessoas da face da terra. Acho engraçado quando falam "Se não der certo, daqui quatro anos, votamos novamente". Você tem noção do que acontece em quatro anos? Talvez não. Aliás, em um segundo, o mundo pode explodir e você aí achando que quatro anos não são nada. 

Não falo somente do político, mas as pessoas perdem a razão. Atacam umas às outras como se a escolha de cada um dependesse somente de uma opção. Já ouviu falar de que gosto, religião, time e política não se discutem? São escolhas pessoais. Qualquer ser humano tem direito de optar por aquilo que deseja. Concordo que reflexões são necessárias, mas obrigar alguém a mudar porque você não quer, me desculpe, mas está passando dos limites. 

E agora trazendo para nossa realidade, você cobra tanto do Executivo e do Legislativo, porém, não faz o mínimo que deveria. Em nossa cidade, por exemplo, vândalos não cessam as destruições em lugares públicos, que, como o próprio nome já diz, é de todos, então, o cuidado também deve ser geral. Aí você se volta e diz: 'Não fui eu quem fiz isso, não preciso me preocupar'. Precisa sim. Se viu algo? Denuncie. Pronuncie-se. Mexa-se. É por gente que parou no tempo que o Brasil está assim, econômica e socialmente abalado. 

Ser politicamente correto não é só seguir as normas e pronto. É ajudar o outro a fazer isso também. Vai além de ser espelho, mas sim de ensinar e andar lado a lado cobrando e, se necessário, fazendo repetir o que saiu mal feito. A vida é assim, não só a política, se você não tem alguém ao seu lado, é mais fácil errar. 

Que futuro você quer deixar para os seus filhos? Essa pergunta assola todas as gerações. Porém, se não tivermos o presente, lá na frente, ninguém poderá contar história alguma. Pense no que estamos vivendo, no que podemos fazer agora. É bom planejar lá na frente, mas, se o erro está aqui, no momento, coloque-se a pensar e ser a mudança. 



EM PAUTA
22 Outubro 2018 18:39:00
Autor: Por Franciele Gasparini


(Imagem: Divulgação) 

"O que torna as mulheres fortes é que temos coragem de ser vulneráveis, conseguimos sentir a profundidade das nossas emoções e sabemos que chegaremos até o outro lado. Você está na 'Jornada dos Heróis' de Joseph Campbell, e sim, existem pequenos obstáculos, mas você vai superar". A frase foi extraída de uma das cenas da série Supergirl, episódio 22 da segunda temporada, em que a personagem Cat Grant, jornalista e proprietária de um dos impérios da mídia em National City, desafia a repórter Kara Danvers a encarar suas fraquezas e superar desafios para alcançar suas metas. 

Acredito que boa parte das mulheres se sente como Kara Danvers nesse episódio, nutrindo os sentimentos mais mundanos de insegurança, resignação e tristeza, mas, aos mesmo tempo alimentando a força interior do poder feminino de lutar por aquilo que quer. Mulheres tem dessas coisas...independentemente do que aconteça mantemos viva a chama da Garota de Aço real que vive em cada uma de nós. Às vezes tímida, retraída, mas, guerreira e pronta sempre que o 'dever' chamar! 

Nesse Outubro Rosa percebi diversas montagens e memes fazendo alusão ao exame de toque das mamas. Nas imagens, as heroínas mais famosas dos quadrinhos também praticavam a prevenção. O interessante é perceber que essas ações voltadas à prevenção são relativamente recentes e já fazem parte da rotina das pessoas. 

Nas redes sociais, a cor rosa toma conta dos perfis, divulgações sobre a importância de prevenir câncer de mama e colo de útero abarrotam as timelines. O resultado? Nem sempre é um aumento na procura pelos exames gratuitos, acessíveis e disponíveis nas unidades de Saúde curitibanenses. 

Nossas heroínas ainda estão escondidas atrás de seus disfarces humanos. No entanto, o maior vilão da vida de uma mulher é a falta de cuidado com a própria saúde. Acredite se quiser, uma parcela dessa resistência tem origem nas informações falsas e nos mitos sobre o câncer de mama disseminados na mesma Internet que ajuda a levar mais longe a mensagem de prevenção. 

Medo da radiação emitida pelos aparelhos de mamografia, medo de sentir dor, crença de que desodorantes e o próprio exame preventivo podem desencadear a doença. São tantas informações desencontradas que muitas mulheres despreparadas acabam acreditando nesses mitos e adiando um processo funda- mental à prevenção. Elas ignoram números reais como a taxa de 90% de chances de cura do câncer de mama quando descoberto logo no começo e que prevenir é a única forma de alcançar esse índice. Previna-se. 


EM PAUTA
15 Outubro 2018 17:57:00
Autor: Tatiana Ramos


"Os idiotas irão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade". A frase foi dita por Nelson Rodrigues há uns 50 anos, mas não poderia ser mais atual. Em tempos de uma eleição comandada pelo ódio - ou pelos "petralhas" ou pelos "fascistas" - e pela desinformação, fica fácil constatar como o ser humano tem cedido, sem nenhuma resistência, ao conforto da ignorância. O cenário mais propício para essa observação é a tela das redes sociais, mas em conversas do dia a dia, almoços de família, encontros casuais, também ela está lá: a opinião disfarçada de informação. 

Cada vez mais, o que se fala e o que se escreve têm se tornado vazio, superficial, muitas vezes até infantil. Há um bom tempo, estudei na faculdade de Jornalismo sobre controle de opinião pública e as ferramentas utilizadas para dizer às pessoas, de forma velada, o que elas devem pensar. E hoje, refletindo sobre o que leio e escuto, percebo como está fácil não só convencer as pessoas de argumentos absurdos como torná-las reprodutoras de um discurso quase inacreditável. É uma contradição que me traz preocupação e tristeza; ao mesmo tempo em que temos acesso a tanta informação, em que a evolução tecnológica é tão rápida, paramos de pensar, de questionar, de realmente refletir sobre o que chega até nós. Estamos nos tornando meros reprodutores do que nos passam como verdade, sem exercermos um dos maiores dons dados ao ser humano: a dúvida. Como é importante duvidar, desconfiar, investigar! Acho que foi exatamente essa "pulga atrás da orelha" que trago comigo desde que me lembro que me levou ao Jornalismo. 

Por quê? Como? Será assim mesmo? Essas e outras perguntas são capazes de nos mostrar como a dúvida e a curiosidade sadia podem nos levar ao conhecimento. Quem não desconfia e não questiona fica apenas na parte rasa de um mar de possibilidades que, como seres racionais, apenas nós temos. Para mergulhar fun?do no conhecimento e saber cada dia um pouco mais sobre o mundo, é preciso questionar sempre, exaustivamente, nunca ficar satisfeito com a primeira resposta e muito menos com a solução fácil para problemas complexos. 

Mas, claro, questionar é difícil. Principalmente porque, em muitos casos, precisamos questionar nossas próprias crenças e convicções. Como questionar que, talvez, o seu deus não seja o deus de todo mundo; que seu time do coração pode não ter o melhor elenco para ser campeão; que seu candidato não seja o mais preparado e com propostas mais viáveis? A diferença básica da importância desses questionamentos é que, tanto na religião quanto no esporte, os impactos são pessoais, individuais, atingem apenas as nossas vidas. Por outro lado, ao escolher um governante, é preciso pensar coletivamente, porque suas ações vão impactar na vida de todos. E, por essa razão, é que precisamos tanto questioná-lo. 

Quando falamos em política, estamos falando não só dos altos salários pagos a cargos eletivos, estamos falando de poder... e o poder é, talvez, uma das maiores tentações do ser humano. Então, antes de dar esse poder a alguém, é preciso questionar o que se pretende fazer com ele, de que forma será usado, como não se deixar do- minar por ele. De novo, questionar, analisar através de ações e não de discursos se aquela é mesmo a pessoa a quem confiaremos nossos destinos. 

Em nossa vida de adultos estressados e, muitas vezes, desiludidos, é preciso manter acesa a esperança em nossos corações. Mas não podemos deixar que a esperança nos torne incapazes de ver além do que queremos ver, nos leve a fazer recortes na realidade para nos satisfazer. Não podemos depositar nossas esperanças cegamente em alguém e aguardar que um milagre aconteça, como crianças que escrevem suas cartinhas ao Papai Noel e esperam, ansiosamente, pelo presente que acreditam ganhar no Natal. 

Nessas eleições que seguem para um 2º turno polarizado?e visceral, precisamos manter nossa capacidade de raciocínio lógico, estarmos alertas às armadilhas dos discursos fáceis e à comodidade de deixar que pensem por nós. Como pensadores que somos, não podemos abrir mão de pensar nem de questionar. Na escolha de um novo presidente, podemos ser de direita, de esquerda ou "isentões"... só não podemos ser idiotas. 






EM PAUTA
02 Outubro 2018 17:34:00
Autor: Rubiane Lima

Não tem mais jeito, é hora de assumir a responsabilidade de escolher quem vai nos representar nas principais decisões desse país. A responsabilidade é imensa e, apesar de ser apenas um voto, para você ter esse direito, muitas pessoas tiveram que se mobilizar, para que, hoje, você só precise ir até uma urna e depositar a sua escolha. 

Longe das minhas ideologias pessoais, e que ninguém é obrigado a concordar, mas eu tenho o direito que sejam respeitadas, não posso deixar de falar que é preciso estudar os candidatos antes de dar o voto. Pare um pouco e, antes de mais nada, defina o que você quer para o futuro do país onde mora. Depois disso definido, vá atrás de discursos que estejam afinados com a sua vontade. Ninguém precisa saber para quem foi o seu voto, mas ainda gosto de acreditar no discernimento na hora de fazer escolhas, pois disso dependem os próximos quatro anos do Brasil. 

ÀS VEZES, TENHO A IMPRESSÃO QUE A POLÍTICA NÃO PASSA DE UM JOGO DE EGOS 

Não vote em alguém por motivos torpes, por amizade, para manter um emprego ou por qualquer outra comodidade. Às vezes, tenho a impressão que a política não passa de um jogo de egos, onde um quer vencer o outro, seja candidato ou partido, apenas para alimentar sua autoestima e aumentar o seu poder, sem pensar muito nas responsabilidades que o cargo demanda. 

Quero acreditar que existem pessoas que não estão lá por salário, por status ou para mostrar para o mundo o quanto é pode- roso. Utopia? Talvez, mas prefiro acreditar que ainda existem boas pessoas no mundo e que vão nos representar decentemente. As redes sociais estão cobertas de ódio, hipocrisia, discriminação, rancor e a palavra da moda, "ranço", mas apesar de todo o ódio envolvido, a Internet nos possibilita conhecer os candidatos e fazer uma escolha mais consciente. 

Lembre-se: a natureza, a essência e o funcionamento da política têm que ser voltados para a busca do interesse e bem comum. E cabe a nós participar desse processo, para contribuir e construir uma política mais desejável, afinal, no sentindo mais amplo da palavra, somos todos políticos e não vamos conseguir fugir disso a vida inteira. 




18 Setembro 2018 11:54:00
Autor: Franciele Gasparini

Em um momento em que a Segurança Pública Nacional ganha destaque em nível mundial, enquanto muitos opinam sobre as condições que levaram o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro ser vítima de atentado, em via pública, quando caminhava entre seus eleitores, é preciso pensar em humanidade.

E quando se fala em humanidade não podemos deixar de voltar os olhos para o serviço prestado por nossos policiais civis, militares, peritos, bombeiros e socorristas, que deixam seus lares e familiares para defender a integridade de outras famílias.

Apesar de todas as dificuldades, com cortes de gastos, plantões intermináveis, rotinas exaustivas e falta de efetivo, esses profissionais mantêm-se firmes, responsáveis e atenciosos, pois lidam com situações mais obscuras da nossa sociedade, ou seja, problemas que ninguém quer resolver, mas eles precisam ir a fundo, investigar, driblar as mentiras e honrar o compromisso com a verdade.

São esses profissionais que enfrentam todas as adversidades de tempo e espaço em busca de uma solução rápida para ações criminosas e, ainda assim, trabalham o dobro em busca da prevenção dessas ações.


"Parabéns á todos que têm a paixão por desempenhar essas

funções tão fundamentas para nossa cidade"


Meu dia a dia de jornalista permite acompanhar um pequeno recorte dessa rotina. Quando um policial, delegado, perito ou bombeiro deixa a sede de sua guarnição, leva consigo muito mais que apenas força, seriedade, ética e profissionalismo. Ele precisa ter uma carga emocional extra para lidar com a adrenalina e as cenas chocantes que a humanidade produz através da violência.

Exemplo da conduta humana e dedicada dos nossos profissionais da Segurança Pública ocorreu na última semana, quando uma força tarefa entre Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, através do cão Hunter e bombeiros especializados, localizou um cadáver dentro de dois barris de óleo, no interior de Ponte Alta do Norte, submerso no Rio Marombas. Certamente, a família passou dias e noites de angústia em busca de respostas que foram alcançadas com um intenso trabalho de investigação que ninguém vê, pois acontece nos bastidores, mas que merece desta- que na sociedade.

Nossa região sofre com a falta de efetivo para o desempenho desses serviços, os profissionais desdobram-se e desgastam-se a fim de não deixar a situação desandar, fazem mais e melhor sempre. Eleições chegando, e rogamos que os novos eleitos possam olhar com mais carinho para a Segurança Publica da nossa região. Acredito que a sociedade tem um dever importante em reconhecer quão fundamentais são esses profissionais, que façamos nossa parte para mante-los motivados a garantir nossa segurança, e que também possamos colaborar com seu trabalho. Parabéns a todos que tem a coragem e a paixão por desempenhar essas funções tão fundamentais para nossa sociedade.


11 Setembro 2018 11:20:00
Autor: Por Tatiana Ramos


(Foto: Divulgação)/


Cortes feitos a?s escondidas que traduzem, em sile?ncio, um grito de desespero por atenc?a?o, apoio e compreensa?o. As marcas que nossos jovens te?m feito em seus corpos sa?o apenas reflexos da dor que esta? em suas almas e que, pelas mais variadas razo?es, na?o estamos enxergando. E? preciso, mesmo, que crianc?as e adolescentes mutilem- se ou matem-se para que prestemos um pouco de atenc?a?o neles? O que esta?o querendo nos dizer com essas atitudes de auto agressa?o e que, do alto de nossa maturidade, na?o conseguimos entender?

Este Setembro Amarelo que esta? comec?ando vem reforc?ar a necessidade de olhar ao nosso redor e observar quem esta? ao nosso lado. Os sinais de que algue?m esta? em um poc?o ta?o fundo que ja? na?o acredita ser possi?vel sair esta?o bem a? nossa frente, mas precisamos abrir os olhos para ve?-los. Dar a nossas crianc?as e jovens uma liberdade sem limites, querer preservar sua privacidade como algo sagrado e achar que, para sermos modernos e liberais, temos de deixar de ser pais para nos tornarmos amigos de nossos filhos te?m tido resultados nada positivos na pra?tica.

Estarmos pro?ximos e demonstrarmos preocupac?a?o, ao contra?rio do que muitos pregam, na?o e? sufoca?-los; o que estamos dizendo com isso e? que nos importamos com eles e estamos bem ali, para quando precisarem. E e? isso que eles te?m esperado - muitas vezes em va?o - de no?s. Nos consulto?rios de Psquiatria, e? comum a conclusa?o de que o que esta? causando tantos


"Temos sido econo?micos demais

em amor e generosos demais em consumo"


problemas aos jovens e? a falta de dia?logo, de companheirismo em fami?lia, de pais de verdade. Ao dar a eles tanta liberdade, a mensagem que esta? se passando e? de que esta?o por sua conta, sozinhos na?o so? em seus quartos, mas em suas vidas.

Essa sensac?a?o de desamparo tem levado a nu?meros ta?o tra?gicos quanto crescentes. Psiquiatras ja? contabilizaram que, de 1980 a 2014, houve um aumento de 27,2% nos suici?dios entre pessoas de 15 a 28 anos. Aqui mesmo, em nossa pe- quena regia?o, temos va?rios casos de adolescentes e jovens que tentaram e ate? mesmo chegaram ao suici?dio.

Em uma fase ta?o conturbada de suas vidas, quando os sentimentos vivem em rebelia?o e e? ta?o fa?cil sentir-se inadequado, e? pre- ciso que eles saibam que te?m algue?m em quem confiar e que sera? seu suporte para tudo o que precisarem. Mas, em tempos ta?o acelerados e comandados pelo relo?gio, temos sido econo?micos demais em amor e generosos demais em consumo. O vazio da presenc?a tem sido preenchido por presentes e nossa companhia tem sido substitui?da pela companhia do amigo tecnolo?gico, que aproxima quem esta? longe, mas afasta quem esta? perto.

E e? preciso estar perto para perceber as horas que passam tranca- dos no quarto, para notar que na?o trazem amigos em casa, que es- ta?o comendo de mais ou de me- nos, para observar que as mangas compridas sa?o usadas independente da temperatura. Para especialistas, os sinais sa?o bastante o?bvio se, para os pais, para quem convive no dia a dia com essas pessoas, deveriam ser mais ainda.

"Ao dar a eles tanta liberdade, a mensagem

que esta? se passando e? de que esta?o por sua conta, sozinhos na?o so? em seus quartos, mas em suas vidas"


Mas por que alguns pais descobrem, apenas no consulto?rio psiquia?trico, que seus filhos deitam a?s 10 horas da noite mas dormem a?s 4 da manha?; que se cortam com facas de cozinha e giletes ha? anos, sem que tenham percebido; que tomam comprimidos tidos como comuns como intuito de matar-se? E? preciso que a fragilidade de nossas crianças seja levada mais a se?rio, porque ignora?-la ou ridiculariza?-la tem levado a desfechos tra?gicos.

A estimativa preocupante e? que, ate? 2020, o i?ndice anual de suici?dios chegue a 50%. E na?o estamos falando de uma previsa?o distante, mas algo para apenas dois anos a? frente. Somente isso ja? deveria ser motivo para que deixemos de lado preconceitos e acomodac?o?es e passemos a conversar e aprender mais sobre o que leva tantas pessoas a abrirem ma?o de suas vidas... Mas infelizmente na?o e?. Com a nobre e problema?tica missa?o de alertar para o suici?dio e as formas de evita?-lo, a campanha Setembro Amarelo vem sendo realizada, ano apo?s ano, mas ainda parece insuficiente para que se entenda o apelo

de quem, ja? sem forc?as e sem discernimento, decide que acabar com a pro?pria vida e? a u?nica soluc?a?o para seus problemas. Mas que problemas? Se eles fossem externados, trabalhados em conjunto, com apoio e carinho, na?o se- ria possi?vel resolve?-los sem um fim tra?gico? Cabe a quem consegue manter sua estabilidade emocional prestar atenc?a?o aos gritos silenciosos de socorro que podem chegar de todos os lados... e agir, para que a indiferenc?a na?o se transforme em la?grimas de luto.



04 Setembro 2018 17:27:00
Autor: Renata Westphal


(Foto: Franciele Gasparini)/



Todo mundo gosta de organização. A boa administração de um armário, um computador, uma instituição ou de um país faz a diferença para o fluxo das rotinas. Programar imprevistos, preparar-se para um bom atendimento ou treinar uma apresentação são práticas que sempre resultam em boas recompensas para os responsáveis e também aos envolvidos.

A festa da Florada da Cerejeira Sakura Matsuri é um bom exemplo para refletirmos sobre planejamento. O evento, que aconteceu neste último domingo, sempre foi marcado por filas quilométricas para quem prestigiava a festa e queria degustar um legítimo sushi, yakisoba ou tempurá preparados pela Colônia. Em 2018, a Sakura foi diferente. O parque florido recebeu turistas de todo o Estado, como sempre, mas não foi marcado pela filas enormes de todos os anos. Tudo fluiu muito mais rápido. Quem compareceu reparou e aprovou.


"OS JAPONESES, QUE MORAM AQUI, DO NOSSO LADO, NOS DEIXARAM MAIS UM BOM ENSINAMENTO: PLANEJE-SE!"


Os japoneses, que moram aqui, do nosso lado, nos deixaram mais um bom ensinamento: planeje-se! A Sakura é uma festa que inicia às 9 horas da manhã e tem programação até as 16h30'. São oito horas de evento, dezenas de colaboradores para organizar e milhares de visitantes para atender. É um dia de evento e os preparativos para a festa começaram há dois meses. Neste ano, a Associação Cultural Brasil-Japão abriu o parque para que outras pessoas também servissem ao público. Teve mais opção e menos filas. Todo o planejamento, com certeza, foi recompensado com o domingo gelado de céu azul, tão elogiado por todos que participaram da festa.

O sorriso no rosto de todos que prestigiaram a Sakura Matsuri traduzia a sensação que a festa proporciona em todas suas edições: paz. A delicadeza das cerejeiras, a perfeição e sincronia das apresentações, a agilidade da equipe em preparar o prato de yakisoba e a calmaria no parque, mais uma vez, deixaram um gostinho de quero mais.

Quem foi à Sakura Matsuri deste ano, com certeza, não perde a do ano que vem. Quem ainda não conhece o evento não pode mais perder a oportunidade. Se posso deixar um conselho de amiga, digo: planeje-se para a Sakura Matsuri 2019.


28 Agosto 2018 09:58:00
Autor: Rubiane Lima

Ficamos impotentes diante de tamanho desrespeito com nossa própria história

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(Foto: Divulgação)

A imagem de uma face inchada e com marcas roxas, tomou os noticiários estaduais durante esta semana. O que pensávamos estar distante, ser "coisa de cidade grande", aconteceu bem aqui, na nossa Curitibanos, quando no exercício de sua função, um professor de Matemática foi agredido por aluno dentro da escola.

Eu não conheço pessoalmente o professor Johnny Tessari da Cunha, mas hoje, #somostodosjohnny, pois de uma forma ou de outra, todos fomos agredidos e ficamos impotentes diante de tamanho desrespeito com nossa própria história que, geralmente, começa nos bancos escolares.

É comum que mães e avós nos contem que eram de uma época onde o sonho das pessoas era estudar para se tornar professor e quando isso acontecia, a família toda ficava orgulhosa pela profissão alcançada pelo filho ou neto. Os tempos estão mudando e com eles, há uma crescente desvalorização daqueles que são um dos responsáveis pela base educacional de todas as pessoas.

O rosto machucado de Johnny é apenas mais um entre muitos. A solução para este quadro não está, necessariamente, apenas na Educação, também passando pela Segurança Pública, Saúde e Cultura e poucas situações deixam mais clara a necessidade da intersetorialidade de políticas públicas para suprir estas necessidades de mudança.

No meio onde fui criada, levantar a voz para um adulto era algo inadmissível e se tratando de um professor, ele tinha que ser tratado como autoridade máxima dentro e fora da escola. Foram os meus professores que me ajudaram a escolher a profissão que exerço há mais de dez anos. Jamais esquecerei minha amada professora de Português Neiva Wiggers, que hoje é uma estrelinha no céu. Ela chamava a todos de "brasileirinhos" e viu em mim, uma facilidade para escrita que nem eu sabia que tinha. Tudo que sei de interpretação, amor por literatura, escrita, leitura de jornais e convivência com outros meios, aprendi boa parte com ela, com quem eu passava os intervalos inteiros conversando e tendo perguntas respondidas. Para mim, é assim que o professor deve ser lembrado, pois nos ajudam na preparação para vida adulta e ficam marcados para todo o sempre em nossa história.


17 Agosto 2018 11:00:00
Autor: Kalyane Alves

NNa minha época, as coisas eram diferentes'. Essa famosa frase

soa aos nossos ouvidos, praticamente, todos os dias. Quem nunca

ouviu isso dos pais quando queria fazer algo e eles não deixavam?

Ou quando surgia uma história macabra de alguém da sua

idade? Sabe o que é o pior de tudo, ou não, sei lá, que eu, uma mera

pessoinha de 20 anos, já estou falando isso.

Apesar de ser de uma geração recente, analiso muitas mudanças

da minha época de escola e infância. Pode ser que uma das

causas seja a mudança diária de tecnologia. Porém, em partes,

talvez, os pais ficaram mais liberáveis. Esses dias, conversava com

a minha avó sobre as dificuldades, comportamentos e consequências

dos jovens da era dela. Desde aquela época, já existiam

meninas de 14/15/16 anos grávidas. Agora, visualmente falando

e sem julgamentos, parece que esse número aumentou.

As consequências da falta de ouvir os pais não se dão só no resultado

de uma gravidez precoce e indesejada, mas de uma vida

interrompida muito antes do que deveria. Como o caso do adolescente

esfaqueado na saída de uma danceteria, alguns dias atrás,

em nossa 'pequena' cidade. Quando esse tipo de situação acontece,

as pessoas se indignam, jogam palavras absurdas na web,

porque pessoalmente, digamos que a coragem falte. Eu me pergunto:

'Onde estavam os pais dessas crianças?'.

É claro que na minha época escolar, não tão distante, queríamos

ir a festas, uns até mentiam para os pais para irem. A lei existe

para casas noturnas não receberem menores de 16 anos, não

venderem bebidas alcoólicas e etc, só que como sempre aprendi

em casa, se meus pais dizem não, é não, se meus pais deixam eu

ir, o bom comportamento prevalece. Não é ter medo dos pais, mas

sim respeito pelo que já vivenciaram.

Jovens, querem ir numa festa? Vão, mas por favor tenham decência,

se portem como alguém da sua idade. Estou cansada de

ver adolescentes contanto 'Nossa, bebi todas', e daí? Isso é ser legal

para você? Acredite, isso é horroroso. Podem me chamar de

quadrada, antiquada, só que de uma coisa eu sei, nunca precisei

passar a vergonha de ser carregado por alguém. E agora, uma profissional

formada, com apenas 20 anos, digo, isso sim vale a pena

buscar. Seja alguém que as pessoas admirem e queiram por perto,

pense no futuro, viva o agora, mas de forma consciente.


04 Agosto 2018 09:56:00
Autor: Tatiana Ramos


"Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher". O ditado é bem conhecido e, durante muito tempo, foi levado ao pé da letra no Brasil. As coisas começaram a mudar com a criação da Lei Maria da Penha, que completa 12 anos nesta terça-feira (7) e trouxe, para muitas mulheres, um alento e uma oportunidade de encerrar um ciclo de violências em casa.

No entanto, mesmo após mais de uma década da Lei Maria da Penha, o principal inimigo continua sendo o silêncio.

Primeiro, o silêncio de quem sofre. Apesar das punições previstas em lei para agressores, muitas mulheres ainda convivem com uma rotina de violência impune. Sem forças ou orientação para livrar-se das surras, ameaças e constrangimentos, muitas vítimas calam-se, conformadas com sua realidade. Depois, o silêncio de quem observa. Muitas vezes com olhar de crítica e preconceito, familiares, amigos, vizinhos fingem não perceber o que acontece e, reforçando o ditado popular, "não metem a colher", deixando as vítimas à própria sorte, perdidas em um relacionamento abusivo do qual já se tornaram reféns.

Vítimas são sempre vítimas e questionar por que as mulheres aceitam essa condição, não denunciam ou não reagem em nada vai ajudar. Cada uma, com certeza, tem seus motivos para submeter-se a uma vida com a qual ninguém sonhou. Algumas, por dependência financeira; outras, pela falta de suporte; muitas, pelo receio do julgamento. Em uma sociedade que costuma confundir vítimas e vilões e que constantemente inverte esses papéis, revelar sua situação pode ser constrangedor a ponto de imobilizar as vítimas.

As delegacias especializadas em crimes contra as mulheres estão à disposição, com profissionais capacitados para auxiliar vítimas de violência. Mas é preciso que as denúncias cheguem até eles.

Quando as mulheres agredidas são caladas pela mordaça do medo, da vergonha e do conformismo, alguém precisa falar por elas.

Por que tanta revolta quando vemos um episódio de violência na TV se fechamos os olhos para o que acontece perto de nós?



27 Julho 2018 09:06:00


As semanas têm sido atípicas em Curitibanos, com movimentação de ônibus e vans de cidades que eu nunca tinha ouvido falar e adolescentes e adultos uniformizados transitando pela cidade. Sem falar das bandeiras penduradas nos pórticos e dos curitibanenses fazendo tudo para bem receber os visitantes. Esse é o clima de Joguinhos Abertos, que nos deu a oportunidade de conhecer modalidades que não são comuns na região, que nos surpreenderam por tamanho profissionalismo. 

Entrevistei um responsável por delegação que disse que os Joguinhos formam a base de desenvolvimento necessária para formar cidadãos de bem, responsáveis e que sabem viver focados e em comunidade. Ele me explicou que, nessa idade, dos 15 aos 18 anos, há a maior formação intelectual e esportiva de uma pessoa, quando o atleta percebe o que realmente quer fazer da vida, sendo de fundamental importância competição deste porte.


(FOTO: RUBIANE LIMA)

Também conversei com um professor de Educação Física do município, que estava emocionado com a organização e a movimentação do atletismo, sua grande paixão enquanto atuava na área. Conheci técnicos que participaram dos Joguinhos quando eram adolescentes e até uma atleta internacional da delegação de Rio do Sul, que elogiou a estrutura curitibanense, e fiquei surpresa com aqueles atletas de 15 anos que são muito maiores que os meus 1,75m.

"GRAÇAS AO ESPORTE, CONHECEMOS UM MUNDO  DIFERENTE" 

Chegar ao estádio Ortigão e ver aquela galera toda se aquecendo para competir foi sensacional. Conversar com pessoas de cidades e vidas diferentes das nossas nos dá a chance de ver o mundo através de outra perspectiva e, se tratando de esporte, é muito nítido o amor que todos os envolvidos tratam o tema.

São pessoas que se dedicam, fazem das modalidades suas vidas e não medem esforços para que mais pessoas tenham oportunidade de se desenvolver.

Graças ao esporte, conhecemos um mundo diferente e não podemos deixar de agradecer a todos que se esforçaram para que os Joguinhos viessem para Curitibanos e nós pudéssemos mostrar a potencialidade existente aqui. Muito obrigada!


Jornal "A Semana" | Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida | 89520-000 | Curitibanos | (49) 3245-1711