Curitibanos,
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25 Maio 2018 09:07:00
Autor: Kalyane Alves

De mãos dadas as coisas são enfrentadas com mais força

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(Foto: Kalyane Alves) /


Eles andam só, muitas vezes comem mal, tão pouco veem a família e mesmo assim fazem parte das casas de todos os brasileiros. Alguns dizem que são pessoas solitárias, mas em sua cabine, creio eu, que as músicas se tornam suas melhores companhias. Não é fácil viajar quilômetros e quilômetros, diariamente, ainda mais quando o horário é cronometrado.  

Fazendo a cobertura dos protestos dos caminhoneiros, refleti o quanto eles são importantes para nossos dias. Todos os produtos que precisamos, em casa, no trabalho ou em qualquer lugar, veio de alguém que passou horas carregando a carga e depois mais horas transportando. A margarina, o leite, a carne, o lápis, o caderno, a caneta, a gasolina, uma mísera bala, tudo, tudo mesmo passou pela carga de um motorista.

Quando pequena, tive a oportunidade de participar de alguns dias de um caminhoneiro da minha família e, para quem pensa que essa rotina é mole, não é brincadeira, não. Eles precisam depender de paradas para irem ao banheiro, lugares para tomarem banho. Tá certo que alguns cozinham em seus próprios caminhões, mas mesmo assim é um tal de vai e volta sem fim.

São poucos os que agradecem e reconhecem a valia dessa profissão. Já parou para pensar quantos deles perderam aquele almoço maneiro em família, o nascimento de um filho ou o aniversário da mãe? Sem contar na saudade. Deve apertar o coração de muitos na estrada. Ainda bem que com a tecnologia é possível fazer videoconferências ou mandar aquele áudio para as pessoas de casa. Está mais do que na hora de o brasileiro se unir, de mãos dadas as coisas são enfrentadas com mais força.

Posso dizer, com toda a certeza, apoio totalmente os atos feitos pelos motoristas. É preciso dar cara a tapa para que as coisas funcionem. A pacificidade e a organização da mobilização devem ser exemplos para muitos movimentos que gostam de exigir, mas ao menos tem educação. Admiro a todos que fizeram parte disso, em especial, ao moço dos olhos verdes, que tanto me orgulho, meu caminhoneiro favorito, meu irmão Danilo Alves.



18 Maio 2018 11:08:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Quando se fala em profissionalismo, automaticamente vem à cabeça estar qualificado para uma determinada função. E essa qualificação, quase sempre, é pensada no sentido de ter formação superior, cursos, experiência, dominar idiomas... Mas ser mais que profissional, ser um bom profissional, exige outras qualificações que não têm nada a ver com currículos extensos e desempenhos acadêmicos. 

Ao longo de minha vida profissional, aprendi a desconfiar de currículos. Já esbarrei com muitos profissionais que, na teoria, seriam fantásticos para o cargo ao qual se candidatavam. Na prática... Bem, não foi bem o que se esperava.

E o problema, muitas vezes, não é nem a qualidade técnica. O serviço é bem executado, tem produtividade, rende bem... Mas ser profissional vai além da técnica.Cada vez mais, o bom relacionamento com clientes, equipe de trabalho e chefias tem sido levado em conta na avaliação de profissionais.Por mais diplomas e certificados que alguém tenha, é preciso ver-se, na empresa onde trabalha, como uma engrenagem que faz a máquina funcionar e não como uma peça independente. Ter a capacidade de argumentar e defender pontos de vista, mas também saber negociar, decidir em conjunto e, quando necessário, aceitar a decisão da maioria, faz toda diferença para uma vida longa dentro de uma mesma empresa.


"É preciso ver-se, na empresa onde trabalha, como uma engrenagem"


Além disso, a relação de dia a dia também importa - e muito. Naturalmente, em um ambiente onde se passa cerca de oito horas por dia, desentendimentos e diferenças vão surgir e, nem sempre, a cabeça está fria o suficiente para resolver da melhor forma. O importante é que as pessoas saibam que, assim como elas, os colegas podem ter acordado com o pé esquerdo e que não estão lá muito receptivos num determinado dia. Casos esporádicos de mau humor e respostas impulsivas são fáceis de contornar; no entanto, o descontentamento constante com tudo e com todos, a forma áspera de tratar os colegas e o desrespeito com pequenas regras de convivência vão minando o ambiente e as relações - e invariavelmente refletem no resultado final do trabalho.

Na correria diária para cumprir compromissos, prazos, superar rendimentos, finalizar projetos, nem sempre é possível parar para ouvir o outro ou dar a ele a atenção que esperava em um determinado momento, o que não se pode é deixar de lado o respeito, a cordialidade e a gentileza, qualidades apreciadas não só no ambiente profissional, mas por todos com quem conviemos.


11 Maio 2018 10:27:00
Autor: Rubiane Lima

Fazemos do nosso dia a dia o que aprendemos ser perfeito

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Ela gosta de cabelo curto, eu do estilo Pocahontas. Ela gosta do branco, eu só uso preto. Ela adora brilho e cores, eu da discrição das cores neutras. Ela gosta de churrasco, eu me amarro num sushi. Ela curte um casamento, eu moro sozinha há quase oito anos. Ela gosta de telejornal, eu sou louca por um impresso. Ela dança baile, eu curto um rock. Ela não perde um jogo de vôlei e eu fico semanas só vendo séries. Ela fuma, eu tenho asma. Ela gosta de praia, eu prefiro o cheiro do mato. Ela toma chimarrão, eu sou movida a café. Ela tentou me colocar no balé, invernada artística, grupos de jovens, mas eu preferia meu quarto e meus livros. E por fim, mas não menos diferente, ela é loira e eu morena. 

Desde que me entendo por gente, essas diferenças foram marcando nossa convivência e foi aí que aprendemos que a vida não é feita de iguais. Não foi um início desejado. As condições financeiras não eram favoráveis, mas a vida foi se ajeitando. Seis anos depois, um acidente automotivo levou embora um pai e com ele, todos os planos e as certezas de futuro, mas ela não desistiu. Pelo contrário, recomeçou do zero, perdeu o medo de dirigir, encarou as contas, reformou a casa e se empenhou em dar aos filhos todas as oportunidades que não teve.

Erramos muito e nossa convivência no dia a dia nunca foi um mar de rosas, pois até entendermos que eram exatamente as diferenças que nos uniam, caminhamos por longos e tortuosos caminhos. Mas não somos seres perfeitos e esse é o maior barato da vida!

Hoje ela tem o dobro e mais um pouquinho da minha idade, não moramos mais na mesma cidade há mais de dez anos e mesmo não tendo a vida de comerciais de margarina ou dos textos de homenagens em redes sociais, fazemos do nosso dia a dia o que aprendemos ser perfeito.

Nem sempre ela concorda com minhas escolhas, nem eu com as dela, mas criamos nosso próprio tratado de respeito e hoje, agradeço aos céus todos os dias, pela mãe que eu recebi, cheia de qualidades, energia, defeitos, disposição, sonhos e tudo que alguém normal é capaz de ter. Te amo e agradeço, mãe, e tenho o maior orgulho de chegar em Correia Pinto e não ser mais a Rubiane, mas sim, a filha da Dona Marlene!


04 Maio 2018 11:07:00
Autor: Kalyane Alves

Para viver em um mundo melhor, é preciso andar junto com a consideração, a cortesia e a gentileza

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(Foto: Divulgação) 

Há pessoas e pessoas, barulhos e barulhos. Tem gente que gosta do som dos pássaros e outros que detestam. Alguns ouvem rock e ao contrário destes, muitos gostam de uma música clássica. É por isso que a vida é recheada de surpresas, pois nem tudo que gostamos o outro irá gostar também. 

Se tratando de perturbação ao sossego, a vizinhança é campeã em conseguir irritar aquele vizinho que gosta de silêncio. Tenho me deparado com muitos barulhos externos, como cachorros que latem a noite inteira e não dão paz, ou carros com som alto que passam na rua. As pessoas já sabem, mas é importante lembrar, a poluição sonora é crime e pode causar algumas dores de cabeça, não só para quem está incomodado e sim para aquele que pratica.

Todos têm o direito de fazer o que bem entendem, a casa é sua, o carro é seu, mas bom senso é ótimo e todo mundo gosta. É preciso ter consciência de que para viver em um mundo melhor, é preciso andar junto com a consideração, a cortesia e a gentileza. Isso, com toda certeza, diminuiria consideravelmente os casos de violência e mortalidade.

Ainda falando sobre bom senso, nesses últimos dias ficou mais rigorosa a lei para motoristas embriagados que se envolverem em acidentes com vítimas. Lembro, que, no dia seguinte que entrou em vigor, vi uma notícia de acidente envolvendo embriaguez. Olha há quanto tempo existem campanhas para quem bebe não dirigir, e os inteligentes não aprendem nunca. É aquele famoso achismo "isso não vai acontecer comigo", sinto em lhe dizer, o perigo mora bem mais perto do que imagina.

Em conversa com algumas pessoas, pude ver o quão essencial é o diálogo na vida do ser humano. Penso, que, essa é a única forma de se manterem vivos e com a cabeça erguida, em meio a tantos desastres causados por nós mesmos. Depois de todo esse falatório, só quero deixar explícito minha opinião, converse antes de agir, exponha o que sente, respire mil vezes se necessário e o principal, não faça nada daquilo que não gostaria que fizessem para você.



27 Abril 2018 09:00:00
Autor: Franciele Gasparini

Refletem e questionam qual será o destino da agricultura brasileira se não houver quem plante


(Foto: Franciele Gasparini)

Na roça não tem hora, não tem confraternização em família, não tem horário certo para acordar ou para dormir. A rotina se resume a levantar cedo e dormir tarde, olhar para o tempo e fazer qualquer reza que possa espantar chuva indesejada na colheita ou chamar ela quando a estiagem parece querer se instalar. 

Fui criada nessa realidade. Meus pais, tios, tias e avós viviam sempre nesse compasso. O agricultor não é escravo do relógio como todo trabalhador da cidade, mas fica de mãos amarradas por inúmeros outros fatores, o clima é um deles, mas o fator econômico é o mais cruel.

Se a lavoura vai bem, as condições climáticas foram favoráveis, choveu certinho, deu Sol na medida certa, o desenvolvimento das plantas foi perfeito, não houve muita ocorrência de doenças ou pragas que pudesse causar algum desequilíbrio na produção, pode ser que todo aquele esforço, todos os domingos abdicados em prol da plantação, tenham surtido o melhor efeito, e o sucesso da safra esteja garantido, mas se a economia não ajudar é fracasso certeiro.

Curitibanos pode vivenciar um pouco desse sufoco na última quarta-feira (25), quando produtores de alho de Curitibanos, Frei Rogério e Brunópolis tiraram os tratores da lavoura na tentativa de sensibilizar autoridades e as instituições bancárias para a flexibilização dos financiamentos, mas não apenas isso, por traz de trabalho e dedicação de cada agricultor está uma família inteira.

Ao indagar um dos produtores sobre o objetivo da manifestação, um deles me falou sobre o futuro. Dizia ele que seus filhos serão os futuros agricultores da nossa região, mas em que condições? Não precisa se esforçar muito para perceber que a juventude tem deixado o cabo da enxada no meio da roça e traçado um caminho sem volta para os centros urbanos.

A preocupação de quem tem alimentos frescos à mesa todo dia certamente não é com o futuro da agricultura, mas vale ou não uma reflexão? Os manifestantes da última quarta não puseram suas máquinas no asfalto simplesmente por mais prazo ou por um olhar mais atento do governo sobre a importação que tem assolado a competitividade do alho nacional, sobretudo o do Sul.

Os agricultores também olharam para o futuro, refletem e questionam qual será o destino da agricultura brasileira se não houver quem plante, quem colha ou produza na altura de um consumo cada vez mais crescente. Procuraram também resgatar uma pitada de valorização e reconhecimento, pois trabalhar de Sol a Sol não é para qualquer um.



20 Abril 2018 09:02:00
Autor: Tatiana Ramos

'Em um acidente de trânsito, as vítimas não são apenas os mortos e feridos'


(Foto: Divulgação)

Uma nova legislação de trânsito entrou em vigor nesta quinta-feira (19), prometendo penas mais severas para motoristas embriagados que se envolverem em acidentes com vítimas. Pela nova lei, motoristas nessa situação não terão mais direito à fiança e podem ficar presos de cinco a oito anos. 

Para autoridades policiais, a mudança é vista com bons olhos, uma vez que o medo da prisão pode fazer com que o motorista que estava acostumado a dirigir depois de tomar uns drinks com os amigos pense duas vezes. Mesmo que seja pelo medo e não pela conscientização, essa bem mais difícil de alcançar, tornar as multas mais pesadas e as leis, mais rigorosas é um passo importante para coibir acidentes tão frequentes quando a pessoa atrás do volante já está com os reflexos alterados pelo álcool.

No entanto, essa alteração não é autossuficiente e não pode ser vista como a "salvadora da pátria". A questão trânsito merece e precisa de uma reflexão constante, diária e permanente, que só pode vir através de uma mudança de postura e consciência. O problema é coletivo, mas as mudanças têm de ser individuais, com cada um tomando para si a responsabilidade que lhe cabe como parte do trânsito de sua cidade.

Na tentativa de coibir ações de imprudência no trânsito, como a embriaguez ao volante, já se tentou de tudo: de educação a multas pesadas. No entanto, parece um problema sem solução. Por mais campanhas que se promovam e por mais altas que sejam as cobranças por infrações, os números seguem em vertiginosa curva ascendente. Controlar os motoristas nas estradas tem sido quase como enxugar gelo.

Resta, às autoridades responsáveis pelo setor, a dor de cabeça de encontrar uma fórmula eficiente, algo novo que realmente funcione, mas a "criatividade" para elaborar métodos também está esgotando-se frente à recusa dos condutores de seguirem normas, leis, orientações, seja qual for o nome dado. Então, o que fazer?

Alguns acreditam que punições mais severas, aí incluída a prisão, podem ser um caminho, mas, de qualquer forma, ao se chegar a isso, o mal já estará feito. A irresponsabilidade nas estradas, mais do que uma questão de segurança, é uma questão de vida ou morte - literalmente. Assim, mesmo punindo os infratores, sempre ficará o prejuízo emocional de quem perde um familiar ou torna-se incapacitado por sequelas permanentes. Porque, em um acidente de trânsito, as vítimas não são apenas os mortos e feridos. Seus reflexos atingem um número incontável de familiares e amigos, que, muitas vezes, também veem suas vidas alteradas para sempre diante de perdas e sequelas.



13 Abril 2018 00:00:00
Autor: Rubiane Lima

Não precisa ver a jornalista como homem

Acompanhar os atletas, ficar no meio da torcida, entrar nos vestiários, acompanhar reuniões técnicas, fazer entrevistas e entender a linguagem do esporte, foi um desafio que assumi há alguns campeonatos. Esta semana encerrei a cobertura de mais um campeonato de futebol de campo, dessa vez de um regional que envolveu os melhores atletas das cidades vizinhas e mais uma vez, foi sucesso!

Enquanto no cenário nacional, vemos jornalistas mulheres sofrendo assédio e falta até da mais básica educação por parte de atletas, torcidas e organizadores, aqui só vemos essa parceria se tornar cada vez mais sucesso. Também temos nosso time e ele é formado somente por jornalistas mulheres e quando entramos em campo, munidas de nossas máquinas, gravadores e bloquinhos, realizamos nosso trabalho com a tranquilidade e profissionalismo que deveria acontecer em todo país.

Chega dessa história de que mulher não entende de esporte e não pode escrever sobre o assunto. Não podemos mais deixar que exista a máxima de que lugar de mulher não é em campo, mas sim, na cozinha. Até porque, se for assim estou perdida, pois na cozinha sou um verdadeiro fiasco.

Nunca me imaginei sendo responsável por uma editoria de esporte. Nunca fui de torcer por algum time, entender sobre futebol, futsal, vôlei... Meu negócio era mais literatura, cinema, música, mas como algumas responsabilidades não podemos escolher, encarei o desafio. Graças ao apoio do esporte curitibanense, agora posso dizer que cobri futebol, futsal, vôlei, judô, karatê, participei até de julgamento de competição e já soltei até alguns palavrões do lado da torcida.

Não precisa tratar como se fosse um homem. Não precisa ver a jornalista como homem. Não precisa forçar intimidade. Não precisa duvidar das habilidades profissionais. Só precisa ter respeito, pois está conversando com uma pessoa como qualquer outra. Enquanto isso, nosso time segue com seu trabalho normal e agradecido pelo desenvolvimento do esporte local e sábado, nos vemos no início de mais um campeonato!



07 Abril 2018 12:15:00
Autor: Kalyane Alves


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Nesse lugar, todos fazem o que querem. Posso ser uma pessoa nova ou até mesmo duas ao mesmo tempo. Parece mágica, não é mesmo? Aqui, não temos regras, ninguém manda ou desmanda. Tenho livre arbítrio de soltar minhas ideias para quem quer que seja e, é claro, sem me importar com o que os outros vão pensar. 

Lendo o primeiro parágrafo, você começa a se questionar: "Do que essa menina está falando?". Quero que reflita: qual é a coisa que mais toma seu tempo todos os dias? É nesse ponto que vamos chegar. Esse lugar tem luz, mas tem escuridão. Tem portas e janelas, mesmo que não palpáveis. Tem conhecimento, mas também tem a falta dele entre a maior parte de seus usuários.

Parece brincadeira, mas esse lugar se tornou tudo para muitos. Sem conversas olho a olho, a coragem aparece e em horas inoportunas. Para que a paz reine novamente, há alguns bastas necessários para o recinto. Sabe me dizer qual é? Não? Então lhe digo:

Um basta na ignorância. É disso que o mundo digital precisa. Não sei se a Internet deu poder ou o que, mas parece que as pessoas perdem o medo quando estão atrás das telinhas. O planeta foi contaminado pela vaidade, soberba e, principalmente pela burrice. Nem dá para distinguir se a vontade é de rir ou chorar, em ver tantos absurdos em uma plataforma só.

É revoltante. Uns dizem saber mais que os outros, não respeitam, não têm compaixão e se acham donos da verdade. Já parou para pensar que somos um nada aqui? Enquanto fica criticando o serviço, voluntariado e dedicação dos outros, quem está perdendo tempo é você mesmo.

Primeiro aprendizado que tive ao usar a Internet: na rede: sou só mais um. Então, aproveite e pratique o bem enquanto há tempo. A diferença para o mundo, seja real ou digital, depende somente e exclusivamente de você.



29 Março 2018 14:51:00
Autor: Tatiana Ramos


A fé deve ser demonstrada nas ações do dia a dia (Foto: Divulgação)

Coelhos e chocolates em exposição nos lembram, a todo momento, que a Páscoa está chegando. A data movimenta comércios e igrejas, que apostam na tradicional celebração cristã para chamar a atenção do público tanto para as compras quanto para a fé.

Ao lado do chocolate, o peixe é presença garantida na mesa, mantendo uma tradição que passa de geração a geração através dos séculos. Penitência, dizem os católicos. Mesmo? Não parece...

Apesar de ter sido criada em família católica, sempre olhei com desconfiança a tal "penitência" da Sexta-feira Santa. Carne, nesse dia, nem pensar... Mas calma! Você pode trocar o bife costumeiro por uma bacalhoada ou um belo salmão grelhado. Que sacrifício, né?

Assim como em outros setores, na religião, a generalização também não funciona. Para quem não gosta de pescados, trocar o churrasco por um peixinho pode ser uma verdadeira penitência; já para quem é fã de frutos do mar, a troca não altera muita coisa.

Posso estar errada, mas, para mim, uma penitência de verdade, que faça sentido, deve incluir algum esforço. E isso não se resume à alimentação. Sim, deixar de comer ou beber algo que gosta pode ser uma penitência, mas é possível ir além nesse período que nos convida à reflexão.

Que tal, ao invés de abdicar à carne vermelha (ou junto a isso, se assim preferir), abdicar ao egoísmo para ajudar alguém, abdicar à mentira, aos olhares e comentários maldosos, ao preconceito e a tudo o que, como cristãos, já devíamos ter afastado de nós?

Nunca é tarde para deixar de lado os maus hábitos e substitui-los por atitudes mais positivas e que reflitam, realmente, em nossa evolução como seres humanos, e a Páscoa, talvez, seja o momento oportuno para começar essa transformação. Sim, a data é festiva e é nesse clima que deve ser celebrada. Mas não apenas com banquetes, presentes e viagens no feriadão. Mais do que chocolates, a hora é de saborear os encontros em família e de ressuscitar, em nós, a fé que ultrapassa as igrejas e se mostra no dia a dia... independentemente de religiões.



23 Março 2018 14:08:00
Autor: Franciele Gasparini

Se você é o que acredita, como poderá desacreditar a si mesmo?


(Foto: Divulgação)/


As pessoas estão doentes e estão adoecendo as outras. Você reparou na carência? As pessoas se sentem tão sozinhas que estão tentando aprisionar amigos, familiares e amores em pequenas jaulas intituladas "amor". Confesso que sinto muita dificuldade em entender alguns comportamentos mundanos.

Obviamente que também preciso aprender, evoluir, melhorar essa versão todos os dias, mas esbarrei, e continuo dando de cara com essa dificuldade em entender o motivo pelo qual as pessoas aprisionam as outras. Talvez seja uma forma de proteção, mas ainda assim não cabe no meu dicionário.

Comum ouvir frases como: Quem ama cuida. Cuida sim, mas não ao ponto de traçar os passos do filho no GPS, até porque, isso é muito Black Mirror. Quem ama dá importância. Com toda certeza, mas não se torna obsessivo ao ponto de querer traçar um roteiro para que o outro viva conforme seus passos.

O ser humano é único, coberto de defeitos e qualidades, mas com o propósito de experimentar a vivência terrena da melhor maneira possível, sempre pensando no próximo. E aí iniciam as ramificações que dificultam a convivência em sociedade, principalmente quando os valores de empatia se destorcem no meio do caminho.

Se colocar no lugar do outro é, também, respeitar seus limites, crenças, gostos e uma infinidade de pormenores que cada serzinho iluminado por Deus traz consigo ao nascer. Se você é o que acredita, como poderá desacreditar a si mesmo?

Observo de longe e de perto diversas situações obsessoras. Pessoas tentado dominar a vida dos outros, filhos tentando controlar os pais, e vice e versa, casamentos baseados em desconfianças, relações de amizade que se tornam verdadeiras obrigações, criando círculos viciosos e doentios que contaminam a boa convivência entre todos.

As pessoas estão doentes de vaidade e orgulho, e estão adoecendo seus pares, seus lares, seus dias. Ninguém é obrigado a nada. Quer dizer, ninguém está preso a nada e isso não quer dizer que não exista amor, mas sim, que existe um jeito saudável e prazeroso de se viver, que é amar a si e ao próximo sem as algemas da obsessão.

Sem escravizar um sentimento bonito como a amizade, o coleguismo ou o casamento. Nem sempre é fácil se libertar de certos vícios ou daqueles hábitos que já estão impressos nas nossas retinas uma vida inteira, mas aprender e viver com mais leveza é uma prática saborosa e que deve ser sorvida lentamente, como se faz com um café fresquinho.



16 Março 2018 07:00:00
Autor: Rubiane Lima

Sexo é bom e se você não gosta, está fazendo isso errado

"No meu tempo não era assim". "Hoje em dia as meninas não se dão mais ao respeito". "Nessa idade eu brincava de boneca, hoje as meninas estão cuidando de filhos". Quem nunca ouviu algo parecido que atire a primeira pedra. Na semana passada entrevistei uma adolescente de 15 anos, grávida do primeiro filho, e no alto dos meus 30 anos, confesso que fiquei pensativa quando ouvi coisas como "meu marido" ou "meu filho", mas também fiquei impressionada com a maturidade que ela falou sobre o futuro, sobre escolhas, família, responsabilidades e principalmente, sobre sexo. Não como um tabu, mas como o algo natural que ele é. 

Fui criada por uma sociedade que me fazia ter medo de sexo. Tinha medo de fazer perguntas, medo de conhecer o próprio corpo e perder a virgindade foi quase um ato criminoso. Até eu entender que era algo natural, que o objetivo era ter prazer e ser feliz, foram tempos de tormento pessoal. Então, para que as pessoas não passem mais por isso, vamos falar sobre sexo, sim!

Os adolescentes estão transando. Não dá para tapar os olhos para isso, mas podemos conversar sobre o assunto, como a secretaria de Saúde de Curitibanos está fazendo nas escolas. Não se trata de incentivar o sexo na adolescência, mas incentivar a prevenção de doenças, de uma gravidez indesejada, de se sentir livre para esclarecimento de dúvidas. Ter medo de transar não ajudou em nada na minha formação sexual, pelo contrário, foram momentos difíceis entre tantas regras do que é certo ou errado. Sexo é bom e se você não gosta, está fazendo isso errado! Se tem consentimento, aproveitem, se divirtam, mas não esqueçam do preservativo, ele não serve somente para diminuir o risco de gravidez, mas pode salvar a tua vida, te impedindo de ficar doente.

No dicionário, aprendi que hipocrisia é o ato de fingir crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade, não possui. Não sejamos mais hipócritas e como pessoas adultas que somos, não vamos tapar os olhos para o tema, mas sim, tratar como algo natural e que vai acontecer uma hora ou outra na vida de todos.



16 Março 2018 07:00:00
Autor: Rubiane Lima

Sexo é bom e se você não gosta, está fazendo isso errado

"No meu tempo não era assim". "Hoje em dia as meninas não se dão mais ao respeito". "Nessa idade eu brincava de boneca, hoje as meninas estão cuidando de filhos". Quem nunca ouviu algo parecido que atire a primeira pedra. Na semana passada entrevistei uma adolescente de 15 anos, grávida do primeiro filho, e no alto dos meus 30 anos, confesso que fiquei pensativa quando ouvi coisas como "meu marido" ou "meu filho", mas também fiquei impressionada com a maturidade que ela falou sobre o futuro, sobre escolhas, família, responsabilidades e principalmente, sobre sexo. Não como um tabu, mas como o algo natural que ele é. 

Fui criada por uma sociedade que me fazia ter medo de sexo. Tinha medo de fazer perguntas, medo de conhecer o próprio corpo e perder a virgindade foi quase um ato criminoso. Até eu entender que era algo natural, que o objetivo era ter prazer e ser feliz, foram tempos de tormento pessoal. Então, para que as pessoas não passem mais por isso, vamos falar sobre sexo, sim!

Os adolescentes estão transando. Não dá para tapar os olhos para isso, mas podemos conversar sobre o assunto, como a secretaria de Saúde de Curitibanos está fazendo nas escolas. Não se trata de incentivar o sexo na adolescência, mas incentivar a prevenção de doenças, de uma gravidez indesejada, de se sentir livre para esclarecimento de dúvidas. Ter medo de transar não ajudou em nada na minha formação sexual, pelo contrário, foram momentos difíceis entre tantas regras do que é certo ou errado. Sexo é bom e se você não gosta, está fazendo isso errado! Se tem consentimento, aproveitem, se divirtam, mas não esqueçam do preservativo, ele não serve somente para diminuir o risco de gravidez, mas pode salvar a tua vida, te impedindo de ficar doente.

No dicionário, aprendi que hipocrisia é o ato de fingir crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade, não possui. Não sejamos mais hipócritas e como pessoas adultas que somos, não vamos tapar os olhos para o tema, mas sim, tratar como algo natural e que vai acontecer uma hora ou outra na vida de todos.



09 Março 2018 10:54:00
Autor: Kalyane Alves

Tudo isso é reflexo do que fizemos ontem


(Foto: Divulgação)

Gravidez na adolescência, doenças graves em crianças e jovens... Você já percebeu que algumas coisas estão indo rápido demais? Parece que o mundo virou do avesso, mas na verdade fomos nós que nos precipitamos em algumas coisas e nos atrasamos em outras. O ser humano se julga tão inteligente por comandar a Terra, porém, esquece de suas artimanhas e cai nas próprias armadilhas.

Viemos de um tempo em que as pessoas diziam que as horas não passavam, parecia que o dia não acabava nunca. E, agora, o relógio, pobre coitado, não consegue nem administrar a si mesmo para distribuir os ponteiros a todo mundo. O pai não tem tempo para o filho, a mãe tem que trabalhar o dia inteiro para sustentar a casa, o filho fica na internet 24 horas... Tudo isso é reflexo do que fizemos ontem. É um caos total sair nas ruas e observar as pessoas, parecem robôs programados em acordar, trabalhar, comer, dormir. Um ciclo incessante, que destrói a alma e envenena o coração.

Mas voltando ao pobre relógio, nos espantamos diariamente com os noticiários. Coisas que nem no íntimo da nossa mente imaginávamos, acontece, e, bem na nossa frente. Acho um absurdo milhares de pessoas morrerem por luxo de outros que querem um pedaço de terra. Acorda mundo, nada é seu, apenas seu conhecimento. Que, pelo visto, está muito bem escondido.

Dá até medo de pensar no que o futuro nos reserva ou reserva para nossos filhos. Foram tantos avanços, mas nas pessoas, que é bom, só a ganancia evoluiu. Talvez, a chave da resposta que precisamos para confortar quando o desespero aparece, esteja bem em nosso nariz. Enquanto não a encontramos, ao menos, vamos tratar melhor uns aos outros.

Esses dias vi um vídeo, do Marcos Piangers, que falava exatamente isso: "A morte não é uma tragédia, tragédia é quando a gente não viveu". Ao ouvir isso, meu coração disparou e pensei "será que estou aproveitando tudo?". Nosso maior legado, nesse mundo, é mostrar o quão bom foi ter passado por aqui.



23 Fevereiro 2018 00:05:00
Autor: Tatiana Ramos

Olhando de longe, parece que o rio tornou-se a faixa de gaza brasileira


(Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)


Inevitável. Foi assim que o jurista e militante dos direitos humanos José Gregori definiu a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, iniciada na última semana. Apenas lembrando que intervenção federal e intervenção militar são coisas diferentes, acredito que não há muito como discordar que algo emergencial e de impacto precisava ser feito para, pelo menos, tentar colocar um pouco de ordem na terra sem lei na qual se tornou a Cidade Maravilhosa.

É claro que, para os oposicionistas, o "governo golpista" de Michel Temer tem outras motivações com a intervenção, mas mesmo os mais críticos precisam admitir que alguém deve tomar as rédeas quando o próprio governador declara, publicamente, que não tem mais controle sobre a segurança pública do Estado que o elegeu para comandá-lo. E, para o governo federal, esse "alguém" deveria ser um general do Exército.

Como será a atuação, os sucessos ou fracassos da ação, não há como prever, já que esta é a primeira vez no país, desde a Constituição de 1988, que é decretada uma intervenção federal. O que sabe é que, obviamente, o Exército não resolverá, até 31 de dezembro, prazo da intervenção, o problema da violência no Rio de Janeiro. Ali, o problema já está arraigado e a cultura da criminalidade tomou todos os espaços - de bailes funk nas favelas a comandos de corporações policiais.

Olhando de longe, parece que o Rio tornou-se a Faixa de Gaza brasileira, onde matar e morrer fazem parte do dia a dia e já não causam a revolta e a comoção que deveriam. A violência banalizada e impune está enraizada e, nesse caso, há duas opções: jogar a toalha e aceitar que não há mais o que fazer ou tentar algo diferente, que ainda não foi tentado, para buscar algum progresso em direção a uma solução. Se funcionar, ótimo; se não funcionar, será preciso outra coisa. Mas o quê? Desarmamento, educação, campanhas, projetos sociais... Parece que nada surte muito efeito e que nenhuma política pública é capaz de organizar o caos que tomou um de nossos principais - senão o principal - cartões postais.

O que se espera é que a presença do Exército e sua postura diferenciada em relação a uma polícia corrupta estabelecida no Rio sejam suficientes para intimidar e reprimir criminosos que, hoje, agem com a certeza da impunidade e da vista grossa de muitos policiais que se tornaram mais bandidos do que aqueles que deveriam combater. Depois, é a hora de tomar os espaços novamente e tentar reverter o estrago feito até então. Um trabalho árduo e lento, mas, assim como a intervenção, inevitável.



16 Fevereiro 2018 00:00:00
Autor: Rubiane Lima

Prefiro ser uma indecisa, que uma cristã disfarçada

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(Foto: Divulgação)/


Quarta-feira iniciou mais um período de Quaresma, aqueles 40 dias da igreja católica que aprendi desde criança que não se deve comer carne, nem dançar (porque cria rabo), e se privar de diversas coisas. Cheguei a conhecer uma família que não podia varrer a casa durante esses dias. Os homens não podem fazer a barba, mulheres não se depilam e mais uma infinidade de absurdos. Ah, e passar fome - por querer, é quase um ato de bravura. 

Falando com experiências baseadas na minha vida, tudo já é tão difícil, que não vejo o mínimo sentido em me privar de coisas que me agradam, para "me purificar". Outra coisa que não vejo sentido nenhum, é a pessoa deixar de comer carne vermelha e comer bacalhau ou outros peixes. Qual a diferença de deixar de comer um animal para comer outro?

Longe de fazer julgamento a qualquer tipo de crença (isso eu guardo para outra coluna), mas não tem sentido algum a pessoa não se alimentar com o que gosta e permanecer cometendo os pecados restantes. E comer o que gosta também não deve ser pecado, já que gula é outra coisa. Ou seja, está tudo errado!

Estamos vivendo um emaranhado de hipocrisia e esquecendo reais valores. É como se vivêssemos a hipocrisia em três etapas: Carnaval, Quaresma e Páscoa. Está aí uma sequência que fala por si. O carnaval serve justamente como um último suspiro de alegria antes da privação da Quaresma. Como se durante os dias de festa fosse permitido cometer todos os pecados, já que ficaria 40 dias sem cometer pecado algum. Mesmo eu sendo da área de humanas, essa contagem de pecados me parece estranha.

Se até o próprio Papa Francisco alerta sobre o perigo de "maquiar-se" de santo, vivendo 40 dias de hipocrisia, quem sou eu para não questionar? Diante desse quadro, prefiro ser uma indecisa, que uma cristã disfarçada.

Entendo a Quaresma como período de conversão, sendo assim, que pelos menos nesses 40 dias, possamos parar e refletir sobre nossos próprios atos e esquecer essa bobagem de fiscalizar quem está comendo carne, dançando, limpando a casa, deixando os pelos crescerem ou afins. Cuide da sua vida, da sua crença, da sua religião e do que você está fazendo e pare de julgar a ação do próximo, deixe que ele mesmo cuide dos seus pecados.



09 Fevereiro 2018 09:20:00
Autor: Kalyane Alves

De repente, o inesperado acontece e você não está nenhum pouco preparado

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(Foto: Divulgação)/


De repente as coisas mudam. Aquele senhor que lhe dava bom dia, todos os dias, na mesma esquina, no mesmo lugar, não está mais lá. O café já não é a bebida favorita do seu cardápio. O mundo não está mais ao seu alcance, o vendaval chega e passa sem deixar rastro algum das coisas que estavam ali.  

De repente o sono passa a noite e o tico e teco não param de trabalhar. Certo dia, li um texto sobre a pressão que é feita a cada pessoa para escolher, respirar, decidir, ir embora, ficar, viajar ou nada fazer. De repente, o que acontece rapidamente lhe dá novas opções, o que ora aborrece, ora se vê uma luz no fim do túnel.

Tenho dó é das letras que são parte do meu refúgio. Meu grande psicólogo é o bom lápis e papel. Assim, transcrevo e transformo todos os sentimentos dentro de uma folha em branco. Que quem sabe, mais tarde, decido guarda-las em meu coração, ou apenas queimá-las, para delas, nada deixar em mim.

Onde é seu refúgio? Quem é sua cidadela? Você está preparado para as adversidades do tempo? Não digo o tempo cronológico, daquele que sabemos exatamente o que fazer, onde ir, ou em qual horário. Falo do tempo Kairós, o popularmente conhecido como "tempo de Deus". Até quando seu coração vai bater? Ou, até quando você vai ficar fazendo aquilo que não gosta para satisfazer aos outros?

Tudo tem uma dose. Não podemos chegar ao ponto de ofender o outro por quem decidimos ser, mas em contrapartida não devemos deixar de ser aquilo que somos por alguém não gostar disso. Tá vendo como é difícil? É um bando de regras que impõem em nossa mente, e acham que devemos cumprir, sem hesitar.

De repente tudo fica escuro/claro, pense como quiser, e o tempo cronológico acabou. Foi como um passe de mágica e você nem sabe como isso aconteceu. Aquele saudoso "bom dia", aos amigos não é mais possível, suas comidas favoritas talvez não existam no lugar em que você está, mas sua insistência em querer mandar no mundo ainda está arquivada no mais íntimo de sua alma.

De repente essa é minha personalidade hoje, mas amanhã não. De repente, escolho essa profissão e semana que vem não. De repente, o seu tempo não é o mesmo que o meu. De repente, não existe idade certa para cada fase da vida determinada pela sociedade. De repente, o inesperado acontece e você não está nenhum pouco preparado.



02 Fevereiro 2018 09:39:00
Autor: Franciele Gasparini


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Voltamos ao velho tabu: o trânsito. Para quem dirige há sempre a incerteza do que vem pela frente, aquela ansiedade comum de estar atrás do volante para quem começou a dirigir a pouco e os sintomas comuns do motorista com mais tempo de estrada. 

Acostumado com o dia a dia na condução de um automóvel, para muitos condutores são sentimentos frequentes a demora, a incerteza, a falta de sinalização, a falta de estrutura, falhas mecânicas... as motivações para os acidentes são inúmeras, mas a verdade é que em boa parte dos acidentes os segundos de distração deixam estragos materiais e na alma.

Apesar de veicular matéria com balanço mostrando queda nas mortes em rodovias na região de Curitibanos, no Estado os números continuam subindo e preocupando quem precisa utilizar esse canal de transporte com frequência. Seja a trabalho, passeio ou por alguma obrigação, há sempre a incerteza do que está logo ali, há alguns quilômetros de distância.

Nesse sentido, alguns cuidados podem minimizar essas fatalidades desse gênero e um deles é a segurança. Basta transitar pelas nossas rodovias que observamos a falta de estruturas delas. Percorrer a BR-470, por exemplo, tem sido verdadeira prova de vida afirmam os motoristas.


Percorrer a BR-470, por exemplo, tem sido verdadeira prova de vida afirmam os motoristas .


Na última semana, uma família curitibanense precisou despedir-se do jovem Jefferson Ferreira, que havia ido a Blumenau em busca de trabalho e perdeu a vida em uma rodovia daquele município. Colidiu de moto e não resistiu.

Não bastasse isso, o carro fúnebre que transportava o corpo de Jefferson, seu pai e o condutor também sofreu acidente, felizmente ninguém se feriu, mas horas depois, quando o proprietário da empresa funerária estava no local do acidente acionando seguro e controlando a situação quando um outro automóvel colidiu contra seu carro. Mais tarde souberam que antes disso tudo, um caminhão havia colidido contra uma rotatória e deixado estilhaços na pista. Infelizmente quem está na estrada está sujeito a riscos como estes, uma roleta russa sem hora para acabar.

Reforça-se o quesito atenção, olhos bem abertos, concentração e respeito aos limites de velocidade. Muitas vezes o problema também é o outro. De que adianta seguir todas as regras de trânsito se o veículo contrário desrespeita. Fica o alerta para quem precisa pegar as estradas, atenção redobrada paciência e pé no freio, não no acelerador.


26 Janeiro 2018 00:03:00
Autor: Tatiana Ramos

'Não há prova que seja apresentada que convença aqueles que não querem enxergar o óbvio'

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(Charge: Syssa Scheffer) /


"Não importa quão alto você esteja, a lei está acima de você". A frase do desembargador Leandro Paulsen, um dos responsáveis pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2ª instância, na tarde da última quarta-feira (24), serviu como alívio para a população brasileira, cansada de ver os grandes criminosos de colarinho branco safarem-se impunemente de seus crimes, e de alerta para aqueles que, julgando-se intocáveis pela posição que ocupam, sentem-se seguros para realizar suas falcatruas. 

Mais do que uma frase de efeito, no entanto, a lição que o desembargador quis passar foi reforçada pela decisão unânime do TRF-4 de manter a decisão do juiz Sérgio Moro e, além disso, aplicar a Lula uma pena ainda mais severa, de 12 anos e um mês de prisão. Com a decisão, a Justiça acalma a opinião pública e segue o processo de reversão do senso comum sobre a famosa "cegueira" quando se trata de criminosos importantes - processo iniciado com a Operação lava Jato e personalizado pelo juiz federal Sérgio Moro.

Mas, obviamente, nem todos estão satisfeitos com o resultado. Petistas foram às ruas, durante o julgamento de Lula, manifestar seu apoio ao ex-presidente e protestar contra o que consideram acusações infundadas e sem provas. Provas que, por mais contestadas que sejam pela defesa de Lula, foram consideradas suficientes para os desembargadores que analisaram as denúncias.

E é aí que está o impasse: enquanto a Justiça imputa a Lula crimes graves e tenta colocá-lo na prisão por isso, uma parcela da população defende-o cegamente e coloca-o no topo das pesquisas extraoficiais para as eleições de outubro. Não há prova que seja apresentada que convença aqueles que não querem enxergar o óbvio: Lula corrompeu-se no processo e levou com ele um grande número de nomes ilustres do PT (alguns já encarcerados pela Lava Jato), deixando um partido que já foi referência de luta social no país em meio a um escândalo de proporções internacionais.

Agora, aguarda-se que a Justiça mantenha a arrancada que tem dado rumo à retomada de credibilidade e os ministros do TSE coloquem por terra a chance de um condenado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro chegar à Presidência do país. Extraoficialmente, o TSE já sinalizou que essa deve ser sua posição e espera-se que seja mantida.

No entanto, independente da prisão de Lula ou mesmo de seu possível retorno ao comando do país, seu nome e o do PT estão manchados. A tradicional estrela vermelha está em decadência e, com ela, tudo o que já representou um dia.



19 Janeiro 2018 10:16:00

O Brasil está em uma encruzilhada decisiva para o seu futuro

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(Foto: Divulgação) 

Quem me conhece, sabe que eu jamais desejaria a morte de alguém, mas que o título te chamou a atenção, quero crer que chamou! Seja amor ou ódio por essa figura, nas rodas de conversa e, principalmente, nas redes sociais, o assunto principal gira em torno do dia 24 de janeiro. Alegria para uns, medo para outros, a expectativa para o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio "Lula" da Silva, sobre o caso do apartamento triplex, está em todos os cantos do país. Se ele for condenado vira mártir, se ele não for, a Justiça desse país cairá no senso comum de que não funciona. 

Falar sobre política é entrar em tema espinhoso, criar inimizades, gerar antipatia e ter pensamento próprio, não tem sido uma boa saída em algumas rodas de conversa, mas, nesse caso, quero acreditar que ter suas próprias convicções seja importante. É inegável que o Lula é uma das principais personalidades políticas do Brasil e já registrou seu nome profundamente na história do país, mas, talvez, para variar um pouco, seja importante que ele seja condenado por alguma coisa para reativarmos o pouco que resta de confiança na política nacional.

Em suma, o Brasil está em uma encruzilhada decisiva para o seu futuro, principalmente num ano como esse, de novas escolhas. Independente de Lula ou Bolsonaro, nomes mais falados, a única certeza que já podemos ter é que este ano, o país vai "pegar fogo" e no meio desse redemoinho todo, estamos nós, que apesar de considerar o termo chulo demais, vamos servir como massa de manobra para quem não está nem aí para os problemas da grande massa e corre mais atrás de seu benefício que, de fato, de suas funções.

Entre ameaças, xingamentos, redundâncias e senso comum, a verdade é que se perdeu o respeito de ambos os lados no país. De um lado políticos visados que não precisam mais esconder os ajustes e compras de votos políticos, enquanto do outro, estamos nós, assalariados que precisam que, no mínimo, a Saúde e a Educação estejam em funcionamento para conseguir sobreviver.

Não adianta ficar bravo comigo por eu defender uma condenação, nem com seu vizinho, com seu amigo ou com sua família. Tenha seu próprio pensamento, pesquise, estude e vote com a confiança de que está fazendo a coisa certa. Faça o que quiser, mas não deixe de respeitar a opinião contrária e não seja você, o combustível para aumentar ainda mais, essa fogueira de irritabilidade e conclusões.



12 Janeiro 2018 08:45:00

Ficou fácil comer, mas não tão fácil assim produzir

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(Foto: Franciele Gasparini) 


Estamos perdendo velhos modelos de vivência que deveriam ser sempre novos, sempre postos em prática, relembrados a cada refeição. Prova disso é o projeto de viticultura realizado em todas as comunidades do interior de Curitibanos. 

Uma prática antiga, mas que tem ganhado novo sentido nas mãos de agricultores tem levado também um pouco de motivação e esperança para o homem do campo. A produção de uvas, do suco da fruta e do vinho pode se tornar uma das alternativas de renda futura para muitas famílias curitibanenses.

Lembro do período de férias na casa dos meus avós paternos, janeiro e fevereiro eram os meses de colheita das uvas, o cheirinho da fruta nos inebriava até os parreirais, local estritamente proibido para as crianças.

Felizmente a família é grande e pelo menos dez trombadinhas, entre cinco e dez anos, esgueiravam-se pela lavoura de posse de uma vasilha à procura das uvas docinhas que o vô Bepe cultiva em sua propriedade. O delito era simples e sempre resultava numa bronca daquelas! E na última semana pude reviver alguns desses momentos da infância enquanto acompanhava a equipe técnica do projeto de viticultura da Prefeitura de Curitibanos e da Epagri, para a produção de uma matéria sobre o tema.

Observando a dedicação das famílias na manutenção dos parreirais e da equipe técnica, que acompanha de perto o desenvolvimento das videiras observei o quanto ainda precisamos valorizar a mão de obra agrícola.

Numa sociedade sem tempo, a comida embalada que era artigo de luxo virou rotina, perdeu a graça comprar carne, pão, bolo, tudo fatiado, pronto, instantâneo. Certamente nem eu, nem você, paramos para pensar de onde vem o alimento que está lá, com sorte, três vezes por dia, ou sempre ao alcance da mão, nos armários e prateleiras, ao telefone, pois hoje é só ligar e pedir, não é? Ficou fácil comer, mas não tão fácil assim produzir.

Sujeitos ao clima, as condições financeiras, às pragas, à sorte, o agricultor prepara o solo, planta e passa meses cuidando, no mínimo uma hora por dia, verdadeiro vigilante da lavoura e o resultado é sempre incerto, mas esperado com extrema expectativa. Essa mesma expectativa enche os olhos, a boca e estômago de quem vai até o supermercado à procura dos frutos saborosos, mas dificilmente o consumidor para pensar em todo o trabalho, suor e dedicação que o alimento recebeu antes de chegar até a mesa. Valorizemos mais a agricultura de subsistência.



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