Curitibanos,
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07 Julho 2018 10:08:00
Autor: Rubiane Lima


Há uns dois anos assumi a editoria de Esporte e quando isso aconteceu, confesso que não sabia nem diferenciar zagueiro, pivô, ala ou quantos jogadores estavam em quadra no futsal, por exemplo. Hoje, posso até não entender perfeitamente sobre as regras, mas aprendi muito mais que isso, aprendi sobre a paixão do curitibanense pelo esporte local. Independente da modalidade, as torcidas comparecem, participam e incentivam seus atletas. Na primeira cobertura de jogo que fiz da ADC Curitibanos Berlanda Futsal, no Ginásio Onofrão, percebi que teria que sair da minha zona de conforto com as editorias que já estava acostumada, aprender o que era esse mundo esportivo e até hoje me surpreendo cada vez que entro no Onofrão e vejo aquele mar de gente incentivando os nossos atletas. 

Este ano, desde o dia 14 de abril, estamos acompanhando o Campeonato Municipal de Futsal Indústria e Comércio, que nos deu a honra de entregar o Troféu Jornal "A Semana" - 35 anos, e a cada semana de jogos, uma surpresa diferente.

Entre homenagens a entes queridos que partiram, demonstrações de amizade, famílias reunidas e espírito de equipe, aprendi que o esporte está acima de qualquer problema ou desentendimento em outros assuntos, pois naquele momento, sentado na arquibancada, todo mundo é igual e está buscando a vitória de sua equipe.


NAQUELE MOMENTO, SENTADO NA ARQUIBANCADA, TODO MUNDO É IGUAL


Na abertura da competição, o secretário de Esportes e Lazer Vinicius Andrade disse que as maiores amizades que ele fez na vida e que o acompanham até hoje, foram feitas naquele ginásio e depois de tantas semanas de competição, entendi o motivo. É naquele espaço onde as famílias se encontram, os amigos dão risada uns dos outros e de crianças a idosos, todos se unem para torcer. 

Neste domingo (8), no Onofrão, seis equipes levantam a taça de campeão em suas categorias e desde já, podemos comemorar a vitória do esporte feito por amor, da união de toda uma região, das amizades, do respeito e de mais uma cobertura de sucesso do nosso time, aquele que atua atrás das páginas do impresso e diariamente atrás dos computadores e atualizações de site e redes sociais. E que venham mais campeonatos!




29 Junho 2018 09:49:00
Autor: Kalyane Alves

A luz que aquece a alma é só para quem resplandece amor

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(Foto: Divulgação) 

Meus artigos sempre são o desabafo de uma pessoa observadora e cansada de injustiças. Para que conquistar reinos em cima das costas alheias? Para que pegar aquilo que não é seu? Para que achar que uns devem ralar mais que os outros? Para que fazer coisas erradas sabendo que as consequências um dia chegam? Sempre penso no resultado das minhas ações, estou longe de ser uma pessoa inteiramente boa, tenho minhas falhas, mas aquela saudosa letra de música do Legião Urbana, está como uma pulga atrás de minha orelha: "Que país é esse?".

Nem tapando os olhos dá para esconder as injustiças da fome, miséria e descaso. Fora a morte da alma, muitas pessoas tem morrido internamente por não conseguirem atingir as grandes metas propostas pela sociedade, e quem as poderá salvar? É agoniante ver tantos seres a minha volta com corações tão sombrios. De um a um, a escuridão toma conta.

Para que tanto dinheiro em um bolso só? Há tantas pessoas nas ruas mendigando, claro que vão me dizer: "ah foi escolha dele (a) estar assim", mas até que ponto as suas escolhas não interferiram na vida medíocre de muitos? Chegamos ao ponto de não segurarmos nem nossas vidas com as próprias mãos.

Tenho visto muitas pessoas cansadas, abatidas e tristes por aí. Com olhares cabisbaixos, sorrisos amarelos, somente cumprindo a rotina de quem trabalha muito e demora para alcançar seus objetivos. Vejo que o mundo precisa reencontrar sua essência, a paixão pela vida, pela natureza, pelo próximo.

Se continuar assim é o mesmo que doar as piores roupas, já furadas e sem condições de uso, em campanhas do agasalho, não faz sentido. Seja a inquietude perante as injustiças ao seu lado, seja a fé que anima o próximo, seja a esperança que o mundo precisa, seja simplesmente alguém com dignidade e compaixão. Deixe de ser aquele ranzinza, sem graça, que acha que pode fazer tudo sozinho. Não esqueça, tão somente um segundo, a luz que aquece a alma é só para quem resplandece amor.



22 Junho 2018 14:12:00

O mínimo que devemos aos outros seres humanos, aos animais e a todas as formas de vida do universo é respeito

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(Foto: Kalyane Alves) 

Para quem vive em Curitibanos a violência costuma ser um assunto pouco usual nas rodas de conversa. Até pouco tempo sentíamos numa bolha, protegidos de agressões, talvez praticando aquele hábito bastante comum e muito negativo de "comigo não acontece". 

Cidade pacata era o que mais ouvíamos por aí e até propagávamos para quem vinha de fora, mas assim como quem vive numa bolha chega o momento de acordar, e nós, curitibanenses, explodimos a nossa bolha faz um tempo.

Somente este ano, na região de Curitibanos, presenciamos homicídios, tentativas, latrocínios, roubo seguido de morte ou outros tipos de violência que engrossam a fila de inquéritos policiais na 24ª Delegacia de Polícia de Curitbanos, chamando a atenção das autoridades policiais para um índice bastante negativo.

De um lado, a Polícia Militar de Curitibanos motivando a população para tornar-se multiplicadora da segurança de suas comunidades, através do Programa Rede Vizinhos, sistema que visa melhorar a sensação de segurança da população e inibir a ação de pessoas mal-intencionadas.

Na localidade do Potreiro dos França e Campo da Roça, próximo à UFSC, o pedido pela implantação do Rede Vizinhos surgiu após a morte do aposentado Heraclides do Prado, 84 anos, vítima de latrocínio. Foi espancado por criminosos em sua propriedade.

De outro, duas jovens sofrem agressões verbais e físicas na saída de uma casa noturna de Curitibanos no último fim de semana. O motivo? Homofobia. Um levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), que tem como base informações divulgadas em veículos de comunicação do país, registrou que somente no ano passado 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais foram mortos em crimes motivados por homofobia.

Fatos como os registrados em Curitibanos e em todo o país nos colocam a pensar em como o ser humano está doente.

Viver em comunidades intolerantes, irracionais e preconceituosas parece não se encaixar no mundo no qual eu vivo, mas principalmente no ideal de sociedade que eu desejo à minha pessoa, enquanto cidadã, e para meus semelhantes.

O mínimo que devemos aos outros seres humanos, aos animais e a todas as formas de vida do universo é respeito, e como a própria palavra diz no dicionário: agir com dignidade, ter consideração, assemelhar-se. Assim como a segurança está entre os itens de maior importância para um cidadão que também prioriza saúde e educação, respeitar o próximo é o básico de uma convivência em sociedade, respeitar suas escolhas, seus sonhos, sua identidade, as raízes, humanizar-se.



15 Junho 2018 09:53:00
Autor: Tatiana Ramos


(Foto: Eduardo Santos)


O clima de festa está presente na Redação do "A Semana" desde o último fim de semana, quando o jornal curitibanense foi triplamente premiado no 19º Prêmio Adjori/SC de Jornalismo, em Florianópolis. Com Penas de Ouro no Jornalismo Impresso, de Prata na Publicidade e de Bronze no Jornalismo Online, além de troféus de melhores anúncio e campanha criados pela equipe do jornal, melhor coluna, melhor fotografia e melhor reportagem, o "A Semana" confirmou sua posição de destaque no jornalismo estadual e tornou-se o mais premiado desta edição do concurso, que reuniu 34 jornais de todas as regiões do Estado.

No entanto, mais do que figurar entre os melhores de Santa Catarina, receber essa premiação representa o reconhecimento de um trabalho sério, profissional, cuidadoso tanto no aspecto técnico quanto ético. Quem acompanha de perto a forma de fazer o "A Semana" sabe que aqui não tem brincadeira. Sabemos - e muito bem - a responsabilidade que temos nas mãos e levamos isso muito a sério.

Não somos aventureiros na comunicação.

Todos os profissionais que aqui trabalham, cada um em sua área, tiveram formação, estudaram para fazer o que fazem, dedicaram-se a aprender, atualizar-se, buscar conhecimento para transferir ao leitor. Fazemos um jornalismo de verdade, reconhecido, também, por colegas de profissão. Por isso, as premiações recebidas ano a ano são tão comemoradas; elas resumem um ano inteiro de trabalho árduo e refletem o comprometimento que temos com nossas funções. Críticas existem e sempre vão existir, temos consciência disso, mas ninguém pode questionar a seriedade com a qual tratamos cada notícia.

E essa seriedade está presente em cada setor do "A Semana". Os prêmios que conquistamos são comemorados em conjunto, porque o jornal é feito em conjunto. Apesar de termos um produto diferenciado a oferecer, temos, a nosso modo, uma linha de produção eficiente e com funções bem definidas. Ninguém invade o espaço de ninguém, cada um conhece suas atribuições, mas todos estão sempre prontos a colaborar para um trabalho final de qualidade.

Não se faz jornalismo sozinho e querer arriscar-se nisso é um verdadeiro suicídio profissional.

O mercado, em nosso setor, é cruel com individualistas, porque jornalismo é união de esforços, de pensamentos, de opiniões. O que garante prêmios é o conjunto da obra e o caminho para alcançá-los é o conjunto da equipe. Como uma seleção em Copa do Mundo, o "A Semana" está unido em torno de um objetivo e, em conjunto, nos preparamos para conquistá-lo. O trabalho continua...



08 Junho 2018 08:30:00
Autor: Rubiane Lima


Quando entrei na faculdade de Jornalismo, em 2004, não tinha a mínima ideia do que estava fazendo, mas tinha o sonho (comum entre jornalistas) de mudar o mundo através das minhas palavras, por acreditar no poder da comunicação. Até hoje não entendo como a menina envergonhada, criada em Correia Pinto e que não conseguia levantar a voz na frente dos outros, foi parar numa faculdade de comunicação. 

Na faculdade, transitei em rádio, TV, Internet, fotografia, mas a redação foi sempre a paixão maior. Em 2007 conquistei meu primeiro crachá de repórter e de lá para cá, foi o dia a dia que me ensinou o que era fazer comunicação de verdade. Sempre trabalhando em cidades de interior, aprendi que ser repórter em cidades pequenas, pode integrar o ranking de profissões mais difíceis de ser executadas.

No interior, o jornalismo é feito entre pessoas conhecidas e é um grande agente de transformação na sociedade em que atua. Buscando romper com os espaços hegemônicos de comunicação, o jornalismo de interior emerge dando voz e vez a tudo que é local e esquecido pela imprensa convencional de grandes centros.

"Fazer jornalismo no interior

é dar voz a quem não teria essa oportunidade "

Fazer parte do dia a dia da comunidade, nos deixa em contato direto com tudo que é positivo e negativo no jornalismo, sujeitos a críticas diretas, próximas e ofensivas, mas que somente aumentam o propósito de profissionalismo e responsabilidade com o leitor. Mais que informar, o jornal de interior escreve a história dos municípios menores e conta as histórias que outras mídias descartam. Fazer jornalismo no interior é dar voz a quem não teria essa oportunidade, é sentir, é defender, é se envolver, fazer parte.

Minha jornalista preferida Eliane Brum me ensinou que ser repórter é um dos grandes caminhos para entrar na vida (principalmente na alheia) com os dois pés e com estilo. "Esse olhar que olha para ver, que se recusa a ser enganado pela banalidade e que desconfia do óbvio é o primeiro instrumento de trabalho do repórter. Vivemos com muito som e pouca fúria. Olhar é um ato de silêncio". Que nunca nos falte este olhar especial ao interior e que possamos continuar vivendo essa comunicação cada vez mais intensamente.



01 Junho 2018 15:30:00
Autor: Franciele Gasparini

'A maior prioridade não tem nada a ver com o material, e sim com gente'


(Foto: Kalyane Alves)/


Impossível fugir do tema. A mobilização dos caminhoneiros chegou com ares de que não duraria tanto, afinal, já tivemos demonstrações de paralisações e demais demonstrações de revolta com precariedades econômicas e carga tributária nos últimos anos, mas nada com o peso desta.

Organizados, alinhados e com uma só voz, o brado dos caminhoneiros tem o grito e o desabafo de cada brasileiro que paga impostos nesse país, que convive com a massa da carga tributária cada vez mais alta e massacrante. Afinal onde está o buraco negro que consome os nossos impostos?

Bem longe de pensar de pensar somente na essencialidade dos combustíveis, a maior prioridade não tem nada a ver com o material, e sim com gente. São pessoas que levam insumos essenciais, materiais de subsistência, dos mais básicas aos mais complexos para as prateleiras, áreas de carga e descarga, diariamente, vencendo a cada quilômetro diversas barreiras.

"A maior prioridade não tem nada a ver com o material, e sim com gente"

Difícil quem não tem um pai, tio, amigo ou conhecido que vive da profissão de caminhoneiro. Entre uma viagem ou outra, estão a saudade da família e a responsabilidade de quem está atrás do volante. Tem aqueles que carregam as lembranças dos homens e mulheres que perderam a vida na condução de seus caminhões.

Agora vemos um país de rodovias paradas, produtos se esgotando, uma rotina totalmente nova e que precisa nos colocar a pensar na importância da classe para a economia brasileira. Fato este que já está mais que claro entre a maioria, só não parece estar tão evidente aos governantes que travam verdadeiro cabo de guerra nessa batalha. Fica o questionamento, quem vai ceder?

A greve da classe também nos trouxe outros questionamentos em relação à informação. Na tevê, a guerra pelo posicionamento midiático; no WhatsApp, as fake News e os memes se misturam a conteúdos de valor confundindo a cabeça dos interlocutores, que também não se mostram muito preocupados com o que procede ou não. Os mais desmiolados manifestam um desejo de liberdade muito confuso tendo em vista os acontecimentos da Ditadura, colocando à prova o seu próprio direito de reivindicar a sua liberdade.

Nós, como profissionais da comunicação, nos questionamentos sobre os rumos da notícia, pois convivemos diariamente nesse joguinho tendencioso do verdadeiro ou falso e colocar no papel ou na web a veracidade dos acontecimentos é um exercício prazeroso, árduo e devidamente reconhecido pelos manifestantes que recebem nossa equipe de reportagem com muito respeito, facilitando o trabalho de levar a informação clara e objetiva à frente.



25 Maio 2018 09:07:00
Autor: Kalyane Alves

De mãos dadas as coisas são enfrentadas com mais força

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(Foto: Kalyane Alves) /


Eles andam só, muitas vezes comem mal, tão pouco veem a família e mesmo assim fazem parte das casas de todos os brasileiros. Alguns dizem que são pessoas solitárias, mas em sua cabine, creio eu, que as músicas se tornam suas melhores companhias. Não é fácil viajar quilômetros e quilômetros, diariamente, ainda mais quando o horário é cronometrado.  

Fazendo a cobertura dos protestos dos caminhoneiros, refleti o quanto eles são importantes para nossos dias. Todos os produtos que precisamos, em casa, no trabalho ou em qualquer lugar, veio de alguém que passou horas carregando a carga e depois mais horas transportando. A margarina, o leite, a carne, o lápis, o caderno, a caneta, a gasolina, uma mísera bala, tudo, tudo mesmo passou pela carga de um motorista.

Quando pequena, tive a oportunidade de participar de alguns dias de um caminhoneiro da minha família e, para quem pensa que essa rotina é mole, não é brincadeira, não. Eles precisam depender de paradas para irem ao banheiro, lugares para tomarem banho. Tá certo que alguns cozinham em seus próprios caminhões, mas mesmo assim é um tal de vai e volta sem fim.

São poucos os que agradecem e reconhecem a valia dessa profissão. Já parou para pensar quantos deles perderam aquele almoço maneiro em família, o nascimento de um filho ou o aniversário da mãe? Sem contar na saudade. Deve apertar o coração de muitos na estrada. Ainda bem que com a tecnologia é possível fazer videoconferências ou mandar aquele áudio para as pessoas de casa. Está mais do que na hora de o brasileiro se unir, de mãos dadas as coisas são enfrentadas com mais força.

Posso dizer, com toda a certeza, apoio totalmente os atos feitos pelos motoristas. É preciso dar cara a tapa para que as coisas funcionem. A pacificidade e a organização da mobilização devem ser exemplos para muitos movimentos que gostam de exigir, mas ao menos tem educação. Admiro a todos que fizeram parte disso, em especial, ao moço dos olhos verdes, que tanto me orgulho, meu caminhoneiro favorito, meu irmão Danilo Alves.



18 Maio 2018 11:08:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Quando se fala em profissionalismo, automaticamente vem à cabeça estar qualificado para uma determinada função. E essa qualificação, quase sempre, é pensada no sentido de ter formação superior, cursos, experiência, dominar idiomas... Mas ser mais que profissional, ser um bom profissional, exige outras qualificações que não têm nada a ver com currículos extensos e desempenhos acadêmicos. 

Ao longo de minha vida profissional, aprendi a desconfiar de currículos. Já esbarrei com muitos profissionais que, na teoria, seriam fantásticos para o cargo ao qual se candidatavam. Na prática... Bem, não foi bem o que se esperava.

E o problema, muitas vezes, não é nem a qualidade técnica. O serviço é bem executado, tem produtividade, rende bem... Mas ser profissional vai além da técnica.Cada vez mais, o bom relacionamento com clientes, equipe de trabalho e chefias tem sido levado em conta na avaliação de profissionais.Por mais diplomas e certificados que alguém tenha, é preciso ver-se, na empresa onde trabalha, como uma engrenagem que faz a máquina funcionar e não como uma peça independente. Ter a capacidade de argumentar e defender pontos de vista, mas também saber negociar, decidir em conjunto e, quando necessário, aceitar a decisão da maioria, faz toda diferença para uma vida longa dentro de uma mesma empresa.


"É preciso ver-se, na empresa onde trabalha, como uma engrenagem"


Além disso, a relação de dia a dia também importa - e muito. Naturalmente, em um ambiente onde se passa cerca de oito horas por dia, desentendimentos e diferenças vão surgir e, nem sempre, a cabeça está fria o suficiente para resolver da melhor forma. O importante é que as pessoas saibam que, assim como elas, os colegas podem ter acordado com o pé esquerdo e que não estão lá muito receptivos num determinado dia. Casos esporádicos de mau humor e respostas impulsivas são fáceis de contornar; no entanto, o descontentamento constante com tudo e com todos, a forma áspera de tratar os colegas e o desrespeito com pequenas regras de convivência vão minando o ambiente e as relações - e invariavelmente refletem no resultado final do trabalho.

Na correria diária para cumprir compromissos, prazos, superar rendimentos, finalizar projetos, nem sempre é possível parar para ouvir o outro ou dar a ele a atenção que esperava em um determinado momento, o que não se pode é deixar de lado o respeito, a cordialidade e a gentileza, qualidades apreciadas não só no ambiente profissional, mas por todos com quem conviemos.


11 Maio 2018 10:27:00
Autor: Rubiane Lima

Fazemos do nosso dia a dia o que aprendemos ser perfeito

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Ela gosta de cabelo curto, eu do estilo Pocahontas. Ela gosta do branco, eu só uso preto. Ela adora brilho e cores, eu da discrição das cores neutras. Ela gosta de churrasco, eu me amarro num sushi. Ela curte um casamento, eu moro sozinha há quase oito anos. Ela gosta de telejornal, eu sou louca por um impresso. Ela dança baile, eu curto um rock. Ela não perde um jogo de vôlei e eu fico semanas só vendo séries. Ela fuma, eu tenho asma. Ela gosta de praia, eu prefiro o cheiro do mato. Ela toma chimarrão, eu sou movida a café. Ela tentou me colocar no balé, invernada artística, grupos de jovens, mas eu preferia meu quarto e meus livros. E por fim, mas não menos diferente, ela é loira e eu morena. 

Desde que me entendo por gente, essas diferenças foram marcando nossa convivência e foi aí que aprendemos que a vida não é feita de iguais. Não foi um início desejado. As condições financeiras não eram favoráveis, mas a vida foi se ajeitando. Seis anos depois, um acidente automotivo levou embora um pai e com ele, todos os planos e as certezas de futuro, mas ela não desistiu. Pelo contrário, recomeçou do zero, perdeu o medo de dirigir, encarou as contas, reformou a casa e se empenhou em dar aos filhos todas as oportunidades que não teve.

Erramos muito e nossa convivência no dia a dia nunca foi um mar de rosas, pois até entendermos que eram exatamente as diferenças que nos uniam, caminhamos por longos e tortuosos caminhos. Mas não somos seres perfeitos e esse é o maior barato da vida!

Hoje ela tem o dobro e mais um pouquinho da minha idade, não moramos mais na mesma cidade há mais de dez anos e mesmo não tendo a vida de comerciais de margarina ou dos textos de homenagens em redes sociais, fazemos do nosso dia a dia o que aprendemos ser perfeito.

Nem sempre ela concorda com minhas escolhas, nem eu com as dela, mas criamos nosso próprio tratado de respeito e hoje, agradeço aos céus todos os dias, pela mãe que eu recebi, cheia de qualidades, energia, defeitos, disposição, sonhos e tudo que alguém normal é capaz de ter. Te amo e agradeço, mãe, e tenho o maior orgulho de chegar em Correia Pinto e não ser mais a Rubiane, mas sim, a filha da Dona Marlene!


04 Maio 2018 11:07:00
Autor: Kalyane Alves

Para viver em um mundo melhor, é preciso andar junto com a consideração, a cortesia e a gentileza

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(Foto: Divulgação) 

Há pessoas e pessoas, barulhos e barulhos. Tem gente que gosta do som dos pássaros e outros que detestam. Alguns ouvem rock e ao contrário destes, muitos gostam de uma música clássica. É por isso que a vida é recheada de surpresas, pois nem tudo que gostamos o outro irá gostar também. 

Se tratando de perturbação ao sossego, a vizinhança é campeã em conseguir irritar aquele vizinho que gosta de silêncio. Tenho me deparado com muitos barulhos externos, como cachorros que latem a noite inteira e não dão paz, ou carros com som alto que passam na rua. As pessoas já sabem, mas é importante lembrar, a poluição sonora é crime e pode causar algumas dores de cabeça, não só para quem está incomodado e sim para aquele que pratica.

Todos têm o direito de fazer o que bem entendem, a casa é sua, o carro é seu, mas bom senso é ótimo e todo mundo gosta. É preciso ter consciência de que para viver em um mundo melhor, é preciso andar junto com a consideração, a cortesia e a gentileza. Isso, com toda certeza, diminuiria consideravelmente os casos de violência e mortalidade.

Ainda falando sobre bom senso, nesses últimos dias ficou mais rigorosa a lei para motoristas embriagados que se envolverem em acidentes com vítimas. Lembro, que, no dia seguinte que entrou em vigor, vi uma notícia de acidente envolvendo embriaguez. Olha há quanto tempo existem campanhas para quem bebe não dirigir, e os inteligentes não aprendem nunca. É aquele famoso achismo "isso não vai acontecer comigo", sinto em lhe dizer, o perigo mora bem mais perto do que imagina.

Em conversa com algumas pessoas, pude ver o quão essencial é o diálogo na vida do ser humano. Penso, que, essa é a única forma de se manterem vivos e com a cabeça erguida, em meio a tantos desastres causados por nós mesmos. Depois de todo esse falatório, só quero deixar explícito minha opinião, converse antes de agir, exponha o que sente, respire mil vezes se necessário e o principal, não faça nada daquilo que não gostaria que fizessem para você.



27 Abril 2018 09:00:00
Autor: Franciele Gasparini

Refletem e questionam qual será o destino da agricultura brasileira se não houver quem plante


(Foto: Franciele Gasparini)

Na roça não tem hora, não tem confraternização em família, não tem horário certo para acordar ou para dormir. A rotina se resume a levantar cedo e dormir tarde, olhar para o tempo e fazer qualquer reza que possa espantar chuva indesejada na colheita ou chamar ela quando a estiagem parece querer se instalar. 

Fui criada nessa realidade. Meus pais, tios, tias e avós viviam sempre nesse compasso. O agricultor não é escravo do relógio como todo trabalhador da cidade, mas fica de mãos amarradas por inúmeros outros fatores, o clima é um deles, mas o fator econômico é o mais cruel.

Se a lavoura vai bem, as condições climáticas foram favoráveis, choveu certinho, deu Sol na medida certa, o desenvolvimento das plantas foi perfeito, não houve muita ocorrência de doenças ou pragas que pudesse causar algum desequilíbrio na produção, pode ser que todo aquele esforço, todos os domingos abdicados em prol da plantação, tenham surtido o melhor efeito, e o sucesso da safra esteja garantido, mas se a economia não ajudar é fracasso certeiro.

Curitibanos pode vivenciar um pouco desse sufoco na última quarta-feira (25), quando produtores de alho de Curitibanos, Frei Rogério e Brunópolis tiraram os tratores da lavoura na tentativa de sensibilizar autoridades e as instituições bancárias para a flexibilização dos financiamentos, mas não apenas isso, por traz de trabalho e dedicação de cada agricultor está uma família inteira.

Ao indagar um dos produtores sobre o objetivo da manifestação, um deles me falou sobre o futuro. Dizia ele que seus filhos serão os futuros agricultores da nossa região, mas em que condições? Não precisa se esforçar muito para perceber que a juventude tem deixado o cabo da enxada no meio da roça e traçado um caminho sem volta para os centros urbanos.

A preocupação de quem tem alimentos frescos à mesa todo dia certamente não é com o futuro da agricultura, mas vale ou não uma reflexão? Os manifestantes da última quarta não puseram suas máquinas no asfalto simplesmente por mais prazo ou por um olhar mais atento do governo sobre a importação que tem assolado a competitividade do alho nacional, sobretudo o do Sul.

Os agricultores também olharam para o futuro, refletem e questionam qual será o destino da agricultura brasileira se não houver quem plante, quem colha ou produza na altura de um consumo cada vez mais crescente. Procuraram também resgatar uma pitada de valorização e reconhecimento, pois trabalhar de Sol a Sol não é para qualquer um.



20 Abril 2018 09:02:00
Autor: Tatiana Ramos

'Em um acidente de trânsito, as vítimas não são apenas os mortos e feridos'


(Foto: Divulgação)

Uma nova legislação de trânsito entrou em vigor nesta quinta-feira (19), prometendo penas mais severas para motoristas embriagados que se envolverem em acidentes com vítimas. Pela nova lei, motoristas nessa situação não terão mais direito à fiança e podem ficar presos de cinco a oito anos. 

Para autoridades policiais, a mudança é vista com bons olhos, uma vez que o medo da prisão pode fazer com que o motorista que estava acostumado a dirigir depois de tomar uns drinks com os amigos pense duas vezes. Mesmo que seja pelo medo e não pela conscientização, essa bem mais difícil de alcançar, tornar as multas mais pesadas e as leis, mais rigorosas é um passo importante para coibir acidentes tão frequentes quando a pessoa atrás do volante já está com os reflexos alterados pelo álcool.

No entanto, essa alteração não é autossuficiente e não pode ser vista como a "salvadora da pátria". A questão trânsito merece e precisa de uma reflexão constante, diária e permanente, que só pode vir através de uma mudança de postura e consciência. O problema é coletivo, mas as mudanças têm de ser individuais, com cada um tomando para si a responsabilidade que lhe cabe como parte do trânsito de sua cidade.

Na tentativa de coibir ações de imprudência no trânsito, como a embriaguez ao volante, já se tentou de tudo: de educação a multas pesadas. No entanto, parece um problema sem solução. Por mais campanhas que se promovam e por mais altas que sejam as cobranças por infrações, os números seguem em vertiginosa curva ascendente. Controlar os motoristas nas estradas tem sido quase como enxugar gelo.

Resta, às autoridades responsáveis pelo setor, a dor de cabeça de encontrar uma fórmula eficiente, algo novo que realmente funcione, mas a "criatividade" para elaborar métodos também está esgotando-se frente à recusa dos condutores de seguirem normas, leis, orientações, seja qual for o nome dado. Então, o que fazer?

Alguns acreditam que punições mais severas, aí incluída a prisão, podem ser um caminho, mas, de qualquer forma, ao se chegar a isso, o mal já estará feito. A irresponsabilidade nas estradas, mais do que uma questão de segurança, é uma questão de vida ou morte - literalmente. Assim, mesmo punindo os infratores, sempre ficará o prejuízo emocional de quem perde um familiar ou torna-se incapacitado por sequelas permanentes. Porque, em um acidente de trânsito, as vítimas não são apenas os mortos e feridos. Seus reflexos atingem um número incontável de familiares e amigos, que, muitas vezes, também veem suas vidas alteradas para sempre diante de perdas e sequelas.



13 Abril 2018 00:00:00
Autor: Rubiane Lima

Não precisa ver a jornalista como homem

Acompanhar os atletas, ficar no meio da torcida, entrar nos vestiários, acompanhar reuniões técnicas, fazer entrevistas e entender a linguagem do esporte, foi um desafio que assumi há alguns campeonatos. Esta semana encerrei a cobertura de mais um campeonato de futebol de campo, dessa vez de um regional que envolveu os melhores atletas das cidades vizinhas e mais uma vez, foi sucesso!

Enquanto no cenário nacional, vemos jornalistas mulheres sofrendo assédio e falta até da mais básica educação por parte de atletas, torcidas e organizadores, aqui só vemos essa parceria se tornar cada vez mais sucesso. Também temos nosso time e ele é formado somente por jornalistas mulheres e quando entramos em campo, munidas de nossas máquinas, gravadores e bloquinhos, realizamos nosso trabalho com a tranquilidade e profissionalismo que deveria acontecer em todo país.

Chega dessa história de que mulher não entende de esporte e não pode escrever sobre o assunto. Não podemos mais deixar que exista a máxima de que lugar de mulher não é em campo, mas sim, na cozinha. Até porque, se for assim estou perdida, pois na cozinha sou um verdadeiro fiasco.

Nunca me imaginei sendo responsável por uma editoria de esporte. Nunca fui de torcer por algum time, entender sobre futebol, futsal, vôlei... Meu negócio era mais literatura, cinema, música, mas como algumas responsabilidades não podemos escolher, encarei o desafio. Graças ao apoio do esporte curitibanense, agora posso dizer que cobri futebol, futsal, vôlei, judô, karatê, participei até de julgamento de competição e já soltei até alguns palavrões do lado da torcida.

Não precisa tratar como se fosse um homem. Não precisa ver a jornalista como homem. Não precisa forçar intimidade. Não precisa duvidar das habilidades profissionais. Só precisa ter respeito, pois está conversando com uma pessoa como qualquer outra. Enquanto isso, nosso time segue com seu trabalho normal e agradecido pelo desenvolvimento do esporte local e sábado, nos vemos no início de mais um campeonato!



07 Abril 2018 12:15:00
Autor: Kalyane Alves


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Nesse lugar, todos fazem o que querem. Posso ser uma pessoa nova ou até mesmo duas ao mesmo tempo. Parece mágica, não é mesmo? Aqui, não temos regras, ninguém manda ou desmanda. Tenho livre arbítrio de soltar minhas ideias para quem quer que seja e, é claro, sem me importar com o que os outros vão pensar. 

Lendo o primeiro parágrafo, você começa a se questionar: "Do que essa menina está falando?". Quero que reflita: qual é a coisa que mais toma seu tempo todos os dias? É nesse ponto que vamos chegar. Esse lugar tem luz, mas tem escuridão. Tem portas e janelas, mesmo que não palpáveis. Tem conhecimento, mas também tem a falta dele entre a maior parte de seus usuários.

Parece brincadeira, mas esse lugar se tornou tudo para muitos. Sem conversas olho a olho, a coragem aparece e em horas inoportunas. Para que a paz reine novamente, há alguns bastas necessários para o recinto. Sabe me dizer qual é? Não? Então lhe digo:

Um basta na ignorância. É disso que o mundo digital precisa. Não sei se a Internet deu poder ou o que, mas parece que as pessoas perdem o medo quando estão atrás das telinhas. O planeta foi contaminado pela vaidade, soberba e, principalmente pela burrice. Nem dá para distinguir se a vontade é de rir ou chorar, em ver tantos absurdos em uma plataforma só.

É revoltante. Uns dizem saber mais que os outros, não respeitam, não têm compaixão e se acham donos da verdade. Já parou para pensar que somos um nada aqui? Enquanto fica criticando o serviço, voluntariado e dedicação dos outros, quem está perdendo tempo é você mesmo.

Primeiro aprendizado que tive ao usar a Internet: na rede: sou só mais um. Então, aproveite e pratique o bem enquanto há tempo. A diferença para o mundo, seja real ou digital, depende somente e exclusivamente de você.



29 Março 2018 14:51:00
Autor: Tatiana Ramos


A fé deve ser demonstrada nas ações do dia a dia (Foto: Divulgação)

Coelhos e chocolates em exposição nos lembram, a todo momento, que a Páscoa está chegando. A data movimenta comércios e igrejas, que apostam na tradicional celebração cristã para chamar a atenção do público tanto para as compras quanto para a fé.

Ao lado do chocolate, o peixe é presença garantida na mesa, mantendo uma tradição que passa de geração a geração através dos séculos. Penitência, dizem os católicos. Mesmo? Não parece...

Apesar de ter sido criada em família católica, sempre olhei com desconfiança a tal "penitência" da Sexta-feira Santa. Carne, nesse dia, nem pensar... Mas calma! Você pode trocar o bife costumeiro por uma bacalhoada ou um belo salmão grelhado. Que sacrifício, né?

Assim como em outros setores, na religião, a generalização também não funciona. Para quem não gosta de pescados, trocar o churrasco por um peixinho pode ser uma verdadeira penitência; já para quem é fã de frutos do mar, a troca não altera muita coisa.

Posso estar errada, mas, para mim, uma penitência de verdade, que faça sentido, deve incluir algum esforço. E isso não se resume à alimentação. Sim, deixar de comer ou beber algo que gosta pode ser uma penitência, mas é possível ir além nesse período que nos convida à reflexão.

Que tal, ao invés de abdicar à carne vermelha (ou junto a isso, se assim preferir), abdicar ao egoísmo para ajudar alguém, abdicar à mentira, aos olhares e comentários maldosos, ao preconceito e a tudo o que, como cristãos, já devíamos ter afastado de nós?

Nunca é tarde para deixar de lado os maus hábitos e substitui-los por atitudes mais positivas e que reflitam, realmente, em nossa evolução como seres humanos, e a Páscoa, talvez, seja o momento oportuno para começar essa transformação. Sim, a data é festiva e é nesse clima que deve ser celebrada. Mas não apenas com banquetes, presentes e viagens no feriadão. Mais do que chocolates, a hora é de saborear os encontros em família e de ressuscitar, em nós, a fé que ultrapassa as igrejas e se mostra no dia a dia... independentemente de religiões.



23 Março 2018 14:08:00
Autor: Franciele Gasparini

Se você é o que acredita, como poderá desacreditar a si mesmo?


(Foto: Divulgação)/


As pessoas estão doentes e estão adoecendo as outras. Você reparou na carência? As pessoas se sentem tão sozinhas que estão tentando aprisionar amigos, familiares e amores em pequenas jaulas intituladas "amor". Confesso que sinto muita dificuldade em entender alguns comportamentos mundanos.

Obviamente que também preciso aprender, evoluir, melhorar essa versão todos os dias, mas esbarrei, e continuo dando de cara com essa dificuldade em entender o motivo pelo qual as pessoas aprisionam as outras. Talvez seja uma forma de proteção, mas ainda assim não cabe no meu dicionário.

Comum ouvir frases como: Quem ama cuida. Cuida sim, mas não ao ponto de traçar os passos do filho no GPS, até porque, isso é muito Black Mirror. Quem ama dá importância. Com toda certeza, mas não se torna obsessivo ao ponto de querer traçar um roteiro para que o outro viva conforme seus passos.

O ser humano é único, coberto de defeitos e qualidades, mas com o propósito de experimentar a vivência terrena da melhor maneira possível, sempre pensando no próximo. E aí iniciam as ramificações que dificultam a convivência em sociedade, principalmente quando os valores de empatia se destorcem no meio do caminho.

Se colocar no lugar do outro é, também, respeitar seus limites, crenças, gostos e uma infinidade de pormenores que cada serzinho iluminado por Deus traz consigo ao nascer. Se você é o que acredita, como poderá desacreditar a si mesmo?

Observo de longe e de perto diversas situações obsessoras. Pessoas tentado dominar a vida dos outros, filhos tentando controlar os pais, e vice e versa, casamentos baseados em desconfianças, relações de amizade que se tornam verdadeiras obrigações, criando círculos viciosos e doentios que contaminam a boa convivência entre todos.

As pessoas estão doentes de vaidade e orgulho, e estão adoecendo seus pares, seus lares, seus dias. Ninguém é obrigado a nada. Quer dizer, ninguém está preso a nada e isso não quer dizer que não exista amor, mas sim, que existe um jeito saudável e prazeroso de se viver, que é amar a si e ao próximo sem as algemas da obsessão.

Sem escravizar um sentimento bonito como a amizade, o coleguismo ou o casamento. Nem sempre é fácil se libertar de certos vícios ou daqueles hábitos que já estão impressos nas nossas retinas uma vida inteira, mas aprender e viver com mais leveza é uma prática saborosa e que deve ser sorvida lentamente, como se faz com um café fresquinho.



16 Março 2018 07:00:00
Autor: Rubiane Lima

Sexo é bom e se você não gosta, está fazendo isso errado

"No meu tempo não era assim". "Hoje em dia as meninas não se dão mais ao respeito". "Nessa idade eu brincava de boneca, hoje as meninas estão cuidando de filhos". Quem nunca ouviu algo parecido que atire a primeira pedra. Na semana passada entrevistei uma adolescente de 15 anos, grávida do primeiro filho, e no alto dos meus 30 anos, confesso que fiquei pensativa quando ouvi coisas como "meu marido" ou "meu filho", mas também fiquei impressionada com a maturidade que ela falou sobre o futuro, sobre escolhas, família, responsabilidades e principalmente, sobre sexo. Não como um tabu, mas como o algo natural que ele é. 

Fui criada por uma sociedade que me fazia ter medo de sexo. Tinha medo de fazer perguntas, medo de conhecer o próprio corpo e perder a virgindade foi quase um ato criminoso. Até eu entender que era algo natural, que o objetivo era ter prazer e ser feliz, foram tempos de tormento pessoal. Então, para que as pessoas não passem mais por isso, vamos falar sobre sexo, sim!

Os adolescentes estão transando. Não dá para tapar os olhos para isso, mas podemos conversar sobre o assunto, como a secretaria de Saúde de Curitibanos está fazendo nas escolas. Não se trata de incentivar o sexo na adolescência, mas incentivar a prevenção de doenças, de uma gravidez indesejada, de se sentir livre para esclarecimento de dúvidas. Ter medo de transar não ajudou em nada na minha formação sexual, pelo contrário, foram momentos difíceis entre tantas regras do que é certo ou errado. Sexo é bom e se você não gosta, está fazendo isso errado! Se tem consentimento, aproveitem, se divirtam, mas não esqueçam do preservativo, ele não serve somente para diminuir o risco de gravidez, mas pode salvar a tua vida, te impedindo de ficar doente.

No dicionário, aprendi que hipocrisia é o ato de fingir crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade, não possui. Não sejamos mais hipócritas e como pessoas adultas que somos, não vamos tapar os olhos para o tema, mas sim, tratar como algo natural e que vai acontecer uma hora ou outra na vida de todos.



16 Março 2018 07:00:00
Autor: Rubiane Lima

Sexo é bom e se você não gosta, está fazendo isso errado

"No meu tempo não era assim". "Hoje em dia as meninas não se dão mais ao respeito". "Nessa idade eu brincava de boneca, hoje as meninas estão cuidando de filhos". Quem nunca ouviu algo parecido que atire a primeira pedra. Na semana passada entrevistei uma adolescente de 15 anos, grávida do primeiro filho, e no alto dos meus 30 anos, confesso que fiquei pensativa quando ouvi coisas como "meu marido" ou "meu filho", mas também fiquei impressionada com a maturidade que ela falou sobre o futuro, sobre escolhas, família, responsabilidades e principalmente, sobre sexo. Não como um tabu, mas como o algo natural que ele é. 

Fui criada por uma sociedade que me fazia ter medo de sexo. Tinha medo de fazer perguntas, medo de conhecer o próprio corpo e perder a virgindade foi quase um ato criminoso. Até eu entender que era algo natural, que o objetivo era ter prazer e ser feliz, foram tempos de tormento pessoal. Então, para que as pessoas não passem mais por isso, vamos falar sobre sexo, sim!

Os adolescentes estão transando. Não dá para tapar os olhos para isso, mas podemos conversar sobre o assunto, como a secretaria de Saúde de Curitibanos está fazendo nas escolas. Não se trata de incentivar o sexo na adolescência, mas incentivar a prevenção de doenças, de uma gravidez indesejada, de se sentir livre para esclarecimento de dúvidas. Ter medo de transar não ajudou em nada na minha formação sexual, pelo contrário, foram momentos difíceis entre tantas regras do que é certo ou errado. Sexo é bom e se você não gosta, está fazendo isso errado! Se tem consentimento, aproveitem, se divirtam, mas não esqueçam do preservativo, ele não serve somente para diminuir o risco de gravidez, mas pode salvar a tua vida, te impedindo de ficar doente.

No dicionário, aprendi que hipocrisia é o ato de fingir crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade, não possui. Não sejamos mais hipócritas e como pessoas adultas que somos, não vamos tapar os olhos para o tema, mas sim, tratar como algo natural e que vai acontecer uma hora ou outra na vida de todos.



09 Março 2018 10:54:00
Autor: Kalyane Alves

Tudo isso é reflexo do que fizemos ontem


(Foto: Divulgação)

Gravidez na adolescência, doenças graves em crianças e jovens... Você já percebeu que algumas coisas estão indo rápido demais? Parece que o mundo virou do avesso, mas na verdade fomos nós que nos precipitamos em algumas coisas e nos atrasamos em outras. O ser humano se julga tão inteligente por comandar a Terra, porém, esquece de suas artimanhas e cai nas próprias armadilhas.

Viemos de um tempo em que as pessoas diziam que as horas não passavam, parecia que o dia não acabava nunca. E, agora, o relógio, pobre coitado, não consegue nem administrar a si mesmo para distribuir os ponteiros a todo mundo. O pai não tem tempo para o filho, a mãe tem que trabalhar o dia inteiro para sustentar a casa, o filho fica na internet 24 horas... Tudo isso é reflexo do que fizemos ontem. É um caos total sair nas ruas e observar as pessoas, parecem robôs programados em acordar, trabalhar, comer, dormir. Um ciclo incessante, que destrói a alma e envenena o coração.

Mas voltando ao pobre relógio, nos espantamos diariamente com os noticiários. Coisas que nem no íntimo da nossa mente imaginávamos, acontece, e, bem na nossa frente. Acho um absurdo milhares de pessoas morrerem por luxo de outros que querem um pedaço de terra. Acorda mundo, nada é seu, apenas seu conhecimento. Que, pelo visto, está muito bem escondido.

Dá até medo de pensar no que o futuro nos reserva ou reserva para nossos filhos. Foram tantos avanços, mas nas pessoas, que é bom, só a ganancia evoluiu. Talvez, a chave da resposta que precisamos para confortar quando o desespero aparece, esteja bem em nosso nariz. Enquanto não a encontramos, ao menos, vamos tratar melhor uns aos outros.

Esses dias vi um vídeo, do Marcos Piangers, que falava exatamente isso: "A morte não é uma tragédia, tragédia é quando a gente não viveu". Ao ouvir isso, meu coração disparou e pensei "será que estou aproveitando tudo?". Nosso maior legado, nesse mundo, é mostrar o quão bom foi ter passado por aqui.



23 Fevereiro 2018 00:05:00
Autor: Tatiana Ramos

Olhando de longe, parece que o rio tornou-se a faixa de gaza brasileira


(Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil)


Inevitável. Foi assim que o jurista e militante dos direitos humanos José Gregori definiu a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, iniciada na última semana. Apenas lembrando que intervenção federal e intervenção militar são coisas diferentes, acredito que não há muito como discordar que algo emergencial e de impacto precisava ser feito para, pelo menos, tentar colocar um pouco de ordem na terra sem lei na qual se tornou a Cidade Maravilhosa.

É claro que, para os oposicionistas, o "governo golpista" de Michel Temer tem outras motivações com a intervenção, mas mesmo os mais críticos precisam admitir que alguém deve tomar as rédeas quando o próprio governador declara, publicamente, que não tem mais controle sobre a segurança pública do Estado que o elegeu para comandá-lo. E, para o governo federal, esse "alguém" deveria ser um general do Exército.

Como será a atuação, os sucessos ou fracassos da ação, não há como prever, já que esta é a primeira vez no país, desde a Constituição de 1988, que é decretada uma intervenção federal. O que sabe é que, obviamente, o Exército não resolverá, até 31 de dezembro, prazo da intervenção, o problema da violência no Rio de Janeiro. Ali, o problema já está arraigado e a cultura da criminalidade tomou todos os espaços - de bailes funk nas favelas a comandos de corporações policiais.

Olhando de longe, parece que o Rio tornou-se a Faixa de Gaza brasileira, onde matar e morrer fazem parte do dia a dia e já não causam a revolta e a comoção que deveriam. A violência banalizada e impune está enraizada e, nesse caso, há duas opções: jogar a toalha e aceitar que não há mais o que fazer ou tentar algo diferente, que ainda não foi tentado, para buscar algum progresso em direção a uma solução. Se funcionar, ótimo; se não funcionar, será preciso outra coisa. Mas o quê? Desarmamento, educação, campanhas, projetos sociais... Parece que nada surte muito efeito e que nenhuma política pública é capaz de organizar o caos que tomou um de nossos principais - senão o principal - cartões postais.

O que se espera é que a presença do Exército e sua postura diferenciada em relação a uma polícia corrupta estabelecida no Rio sejam suficientes para intimidar e reprimir criminosos que, hoje, agem com a certeza da impunidade e da vista grossa de muitos policiais que se tornaram mais bandidos do que aqueles que deveriam combater. Depois, é a hora de tomar os espaços novamente e tentar reverter o estrago feito até então. Um trabalho árduo e lento, mas, assim como a intervenção, inevitável.



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