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18 Setembro 2018 11:54:00
Autor: Franciele Gasparini

Em um momento em que a Segurança Pública Nacional ganha destaque em nível mundial, enquanto muitos opinam sobre as condições que levaram o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro ser vítima de atentado, em via pública, quando caminhava entre seus eleitores, é preciso pensar em humanidade.

E quando se fala em humanidade não podemos deixar de voltar os olhos para o serviço prestado por nossos policiais civis, militares, peritos, bombeiros e socorristas, que deixam seus lares e familiares para defender a integridade de outras famílias.

Apesar de todas as dificuldades, com cortes de gastos, plantões intermináveis, rotinas exaustivas e falta de efetivo, esses profissionais mantêm-se firmes, responsáveis e atenciosos, pois lidam com situações mais obscuras da nossa sociedade, ou seja, problemas que ninguém quer resolver, mas eles precisam ir a fundo, investigar, driblar as mentiras e honrar o compromisso com a verdade.

São esses profissionais que enfrentam todas as adversidades de tempo e espaço em busca de uma solução rápida para ações criminosas e, ainda assim, trabalham o dobro em busca da prevenção dessas ações.


"Parabéns á todos que têm a paixão por desempenhar essas

funções tão fundamentas para nossa cidade"


Meu dia a dia de jornalista permite acompanhar um pequeno recorte dessa rotina. Quando um policial, delegado, perito ou bombeiro deixa a sede de sua guarnição, leva consigo muito mais que apenas força, seriedade, ética e profissionalismo. Ele precisa ter uma carga emocional extra para lidar com a adrenalina e as cenas chocantes que a humanidade produz através da violência.

Exemplo da conduta humana e dedicada dos nossos profissionais da Segurança Pública ocorreu na última semana, quando uma força tarefa entre Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, através do cão Hunter e bombeiros especializados, localizou um cadáver dentro de dois barris de óleo, no interior de Ponte Alta do Norte, submerso no Rio Marombas. Certamente, a família passou dias e noites de angústia em busca de respostas que foram alcançadas com um intenso trabalho de investigação que ninguém vê, pois acontece nos bastidores, mas que merece desta- que na sociedade.

Nossa região sofre com a falta de efetivo para o desempenho desses serviços, os profissionais desdobram-se e desgastam-se a fim de não deixar a situação desandar, fazem mais e melhor sempre. Eleições chegando, e rogamos que os novos eleitos possam olhar com mais carinho para a Segurança Publica da nossa região. Acredito que a sociedade tem um dever importante em reconhecer quão fundamentais são esses profissionais, que façamos nossa parte para mante-los motivados a garantir nossa segurança, e que também possamos colaborar com seu trabalho. Parabéns a todos que tem a coragem e a paixão por desempenhar essas funções tão fundamentais para nossa sociedade.


11 Setembro 2018 11:20:00
Autor: Por Tatiana Ramos


(Foto: Divulgação)/


Cortes feitos a?s escondidas que traduzem, em sile?ncio, um grito de desespero por atenc?a?o, apoio e compreensa?o. As marcas que nossos jovens te?m feito em seus corpos sa?o apenas reflexos da dor que esta? em suas almas e que, pelas mais variadas razo?es, na?o estamos enxergando. E? preciso, mesmo, que crianc?as e adolescentes mutilem- se ou matem-se para que prestemos um pouco de atenc?a?o neles? O que esta?o querendo nos dizer com essas atitudes de auto agressa?o e que, do alto de nossa maturidade, na?o conseguimos entender?

Este Setembro Amarelo que esta? comec?ando vem reforc?ar a necessidade de olhar ao nosso redor e observar quem esta? ao nosso lado. Os sinais de que algue?m esta? em um poc?o ta?o fundo que ja? na?o acredita ser possi?vel sair esta?o bem a? nossa frente, mas precisamos abrir os olhos para ve?-los. Dar a nossas crianc?as e jovens uma liberdade sem limites, querer preservar sua privacidade como algo sagrado e achar que, para sermos modernos e liberais, temos de deixar de ser pais para nos tornarmos amigos de nossos filhos te?m tido resultados nada positivos na pra?tica.

Estarmos pro?ximos e demonstrarmos preocupac?a?o, ao contra?rio do que muitos pregam, na?o e? sufoca?-los; o que estamos dizendo com isso e? que nos importamos com eles e estamos bem ali, para quando precisarem. E e? isso que eles te?m esperado - muitas vezes em va?o - de no?s. Nos consulto?rios de Psquiatria, e? comum a conclusa?o de que o que esta? causando tantos


"Temos sido econo?micos demais

em amor e generosos demais em consumo"


problemas aos jovens e? a falta de dia?logo, de companheirismo em fami?lia, de pais de verdade. Ao dar a eles tanta liberdade, a mensagem que esta? se passando e? de que esta?o por sua conta, sozinhos na?o so? em seus quartos, mas em suas vidas.

Essa sensac?a?o de desamparo tem levado a nu?meros ta?o tra?gicos quanto crescentes. Psiquiatras ja? contabilizaram que, de 1980 a 2014, houve um aumento de 27,2% nos suici?dios entre pessoas de 15 a 28 anos. Aqui mesmo, em nossa pe- quena regia?o, temos va?rios casos de adolescentes e jovens que tentaram e ate? mesmo chegaram ao suici?dio.

Em uma fase ta?o conturbada de suas vidas, quando os sentimentos vivem em rebelia?o e e? ta?o fa?cil sentir-se inadequado, e? pre- ciso que eles saibam que te?m algue?m em quem confiar e que sera? seu suporte para tudo o que precisarem. Mas, em tempos ta?o acelerados e comandados pelo relo?gio, temos sido econo?micos demais em amor e generosos demais em consumo. O vazio da presenc?a tem sido preenchido por presentes e nossa companhia tem sido substitui?da pela companhia do amigo tecnolo?gico, que aproxima quem esta? longe, mas afasta quem esta? perto.

E e? preciso estar perto para perceber as horas que passam tranca- dos no quarto, para notar que na?o trazem amigos em casa, que es- ta?o comendo de mais ou de me- nos, para observar que as mangas compridas sa?o usadas independente da temperatura. Para especialistas, os sinais sa?o bastante o?bvio se, para os pais, para quem convive no dia a dia com essas pessoas, deveriam ser mais ainda.

"Ao dar a eles tanta liberdade, a mensagem

que esta? se passando e? de que esta?o por sua conta, sozinhos na?o so? em seus quartos, mas em suas vidas"


Mas por que alguns pais descobrem, apenas no consulto?rio psiquia?trico, que seus filhos deitam a?s 10 horas da noite mas dormem a?s 4 da manha?; que se cortam com facas de cozinha e giletes ha? anos, sem que tenham percebido; que tomam comprimidos tidos como comuns como intuito de matar-se? E? preciso que a fragilidade de nossas crianças seja levada mais a se?rio, porque ignora?-la ou ridiculariza?-la tem levado a desfechos tra?gicos.

A estimativa preocupante e? que, ate? 2020, o i?ndice anual de suici?dios chegue a 50%. E na?o estamos falando de uma previsa?o distante, mas algo para apenas dois anos a? frente. Somente isso ja? deveria ser motivo para que deixemos de lado preconceitos e acomodac?o?es e passemos a conversar e aprender mais sobre o que leva tantas pessoas a abrirem ma?o de suas vidas... Mas infelizmente na?o e?. Com a nobre e problema?tica missa?o de alertar para o suici?dio e as formas de evita?-lo, a campanha Setembro Amarelo vem sendo realizada, ano apo?s ano, mas ainda parece insuficiente para que se entenda o apelo

de quem, ja? sem forc?as e sem discernimento, decide que acabar com a pro?pria vida e? a u?nica soluc?a?o para seus problemas. Mas que problemas? Se eles fossem externados, trabalhados em conjunto, com apoio e carinho, na?o se- ria possi?vel resolve?-los sem um fim tra?gico? Cabe a quem consegue manter sua estabilidade emocional prestar atenc?a?o aos gritos silenciosos de socorro que podem chegar de todos os lados... e agir, para que a indiferenc?a na?o se transforme em la?grimas de luto.



04 Setembro 2018 17:27:00
Autor: Renata Westphal


(Foto: Franciele Gasparini)/



Todo mundo gosta de organização. A boa administração de um armário, um computador, uma instituição ou de um país faz a diferença para o fluxo das rotinas. Programar imprevistos, preparar-se para um bom atendimento ou treinar uma apresentação são práticas que sempre resultam em boas recompensas para os responsáveis e também aos envolvidos.

A festa da Florada da Cerejeira Sakura Matsuri é um bom exemplo para refletirmos sobre planejamento. O evento, que aconteceu neste último domingo, sempre foi marcado por filas quilométricas para quem prestigiava a festa e queria degustar um legítimo sushi, yakisoba ou tempurá preparados pela Colônia. Em 2018, a Sakura foi diferente. O parque florido recebeu turistas de todo o Estado, como sempre, mas não foi marcado pela filas enormes de todos os anos. Tudo fluiu muito mais rápido. Quem compareceu reparou e aprovou.


"OS JAPONESES, QUE MORAM AQUI, DO NOSSO LADO, NOS DEIXARAM MAIS UM BOM ENSINAMENTO: PLANEJE-SE!"


Os japoneses, que moram aqui, do nosso lado, nos deixaram mais um bom ensinamento: planeje-se! A Sakura é uma festa que inicia às 9 horas da manhã e tem programação até as 16h30'. São oito horas de evento, dezenas de colaboradores para organizar e milhares de visitantes para atender. É um dia de evento e os preparativos para a festa começaram há dois meses. Neste ano, a Associação Cultural Brasil-Japão abriu o parque para que outras pessoas também servissem ao público. Teve mais opção e menos filas. Todo o planejamento, com certeza, foi recompensado com o domingo gelado de céu azul, tão elogiado por todos que participaram da festa.

O sorriso no rosto de todos que prestigiaram a Sakura Matsuri traduzia a sensação que a festa proporciona em todas suas edições: paz. A delicadeza das cerejeiras, a perfeição e sincronia das apresentações, a agilidade da equipe em preparar o prato de yakisoba e a calmaria no parque, mais uma vez, deixaram um gostinho de quero mais.

Quem foi à Sakura Matsuri deste ano, com certeza, não perde a do ano que vem. Quem ainda não conhece o evento não pode mais perder a oportunidade. Se posso deixar um conselho de amiga, digo: planeje-se para a Sakura Matsuri 2019.


28 Agosto 2018 09:58:00
Autor: Rubiane Lima

Ficamos impotentes diante de tamanho desrespeito com nossa própria história

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(Foto: Divulgação)

A imagem de uma face inchada e com marcas roxas, tomou os noticiários estaduais durante esta semana. O que pensávamos estar distante, ser "coisa de cidade grande", aconteceu bem aqui, na nossa Curitibanos, quando no exercício de sua função, um professor de Matemática foi agredido por aluno dentro da escola.

Eu não conheço pessoalmente o professor Johnny Tessari da Cunha, mas hoje, #somostodosjohnny, pois de uma forma ou de outra, todos fomos agredidos e ficamos impotentes diante de tamanho desrespeito com nossa própria história que, geralmente, começa nos bancos escolares.

É comum que mães e avós nos contem que eram de uma época onde o sonho das pessoas era estudar para se tornar professor e quando isso acontecia, a família toda ficava orgulhosa pela profissão alcançada pelo filho ou neto. Os tempos estão mudando e com eles, há uma crescente desvalorização daqueles que são um dos responsáveis pela base educacional de todas as pessoas.

O rosto machucado de Johnny é apenas mais um entre muitos. A solução para este quadro não está, necessariamente, apenas na Educação, também passando pela Segurança Pública, Saúde e Cultura e poucas situações deixam mais clara a necessidade da intersetorialidade de políticas públicas para suprir estas necessidades de mudança.

No meio onde fui criada, levantar a voz para um adulto era algo inadmissível e se tratando de um professor, ele tinha que ser tratado como autoridade máxima dentro e fora da escola. Foram os meus professores que me ajudaram a escolher a profissão que exerço há mais de dez anos. Jamais esquecerei minha amada professora de Português Neiva Wiggers, que hoje é uma estrelinha no céu. Ela chamava a todos de "brasileirinhos" e viu em mim, uma facilidade para escrita que nem eu sabia que tinha. Tudo que sei de interpretação, amor por literatura, escrita, leitura de jornais e convivência com outros meios, aprendi boa parte com ela, com quem eu passava os intervalos inteiros conversando e tendo perguntas respondidas. Para mim, é assim que o professor deve ser lembrado, pois nos ajudam na preparação para vida adulta e ficam marcados para todo o sempre em nossa história.


17 Agosto 2018 11:00:00
Autor: Kalyane Alves

NNa minha época, as coisas eram diferentes'. Essa famosa frase

soa aos nossos ouvidos, praticamente, todos os dias. Quem nunca

ouviu isso dos pais quando queria fazer algo e eles não deixavam?

Ou quando surgia uma história macabra de alguém da sua

idade? Sabe o que é o pior de tudo, ou não, sei lá, que eu, uma mera

pessoinha de 20 anos, já estou falando isso.

Apesar de ser de uma geração recente, analiso muitas mudanças

da minha época de escola e infância. Pode ser que uma das

causas seja a mudança diária de tecnologia. Porém, em partes,

talvez, os pais ficaram mais liberáveis. Esses dias, conversava com

a minha avó sobre as dificuldades, comportamentos e consequências

dos jovens da era dela. Desde aquela época, já existiam

meninas de 14/15/16 anos grávidas. Agora, visualmente falando

e sem julgamentos, parece que esse número aumentou.

As consequências da falta de ouvir os pais não se dão só no resultado

de uma gravidez precoce e indesejada, mas de uma vida

interrompida muito antes do que deveria. Como o caso do adolescente

esfaqueado na saída de uma danceteria, alguns dias atrás,

em nossa 'pequena' cidade. Quando esse tipo de situação acontece,

as pessoas se indignam, jogam palavras absurdas na web,

porque pessoalmente, digamos que a coragem falte. Eu me pergunto:

'Onde estavam os pais dessas crianças?'.

É claro que na minha época escolar, não tão distante, queríamos

ir a festas, uns até mentiam para os pais para irem. A lei existe

para casas noturnas não receberem menores de 16 anos, não

venderem bebidas alcoólicas e etc, só que como sempre aprendi

em casa, se meus pais dizem não, é não, se meus pais deixam eu

ir, o bom comportamento prevalece. Não é ter medo dos pais, mas

sim respeito pelo que já vivenciaram.

Jovens, querem ir numa festa? Vão, mas por favor tenham decência,

se portem como alguém da sua idade. Estou cansada de

ver adolescentes contanto 'Nossa, bebi todas', e daí? Isso é ser legal

para você? Acredite, isso é horroroso. Podem me chamar de

quadrada, antiquada, só que de uma coisa eu sei, nunca precisei

passar a vergonha de ser carregado por alguém. E agora, uma profissional

formada, com apenas 20 anos, digo, isso sim vale a pena

buscar. Seja alguém que as pessoas admirem e queiram por perto,

pense no futuro, viva o agora, mas de forma consciente.


04 Agosto 2018 09:56:00
Autor: Tatiana Ramos


"Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher". O ditado é bem conhecido e, durante muito tempo, foi levado ao pé da letra no Brasil. As coisas começaram a mudar com a criação da Lei Maria da Penha, que completa 12 anos nesta terça-feira (7) e trouxe, para muitas mulheres, um alento e uma oportunidade de encerrar um ciclo de violências em casa.

No entanto, mesmo após mais de uma década da Lei Maria da Penha, o principal inimigo continua sendo o silêncio.

Primeiro, o silêncio de quem sofre. Apesar das punições previstas em lei para agressores, muitas mulheres ainda convivem com uma rotina de violência impune. Sem forças ou orientação para livrar-se das surras, ameaças e constrangimentos, muitas vítimas calam-se, conformadas com sua realidade. Depois, o silêncio de quem observa. Muitas vezes com olhar de crítica e preconceito, familiares, amigos, vizinhos fingem não perceber o que acontece e, reforçando o ditado popular, "não metem a colher", deixando as vítimas à própria sorte, perdidas em um relacionamento abusivo do qual já se tornaram reféns.

Vítimas são sempre vítimas e questionar por que as mulheres aceitam essa condição, não denunciam ou não reagem em nada vai ajudar. Cada uma, com certeza, tem seus motivos para submeter-se a uma vida com a qual ninguém sonhou. Algumas, por dependência financeira; outras, pela falta de suporte; muitas, pelo receio do julgamento. Em uma sociedade que costuma confundir vítimas e vilões e que constantemente inverte esses papéis, revelar sua situação pode ser constrangedor a ponto de imobilizar as vítimas.

As delegacias especializadas em crimes contra as mulheres estão à disposição, com profissionais capacitados para auxiliar vítimas de violência. Mas é preciso que as denúncias cheguem até eles.

Quando as mulheres agredidas são caladas pela mordaça do medo, da vergonha e do conformismo, alguém precisa falar por elas.

Por que tanta revolta quando vemos um episódio de violência na TV se fechamos os olhos para o que acontece perto de nós?



27 Julho 2018 09:06:00


As semanas têm sido atípicas em Curitibanos, com movimentação de ônibus e vans de cidades que eu nunca tinha ouvido falar e adolescentes e adultos uniformizados transitando pela cidade. Sem falar das bandeiras penduradas nos pórticos e dos curitibanenses fazendo tudo para bem receber os visitantes. Esse é o clima de Joguinhos Abertos, que nos deu a oportunidade de conhecer modalidades que não são comuns na região, que nos surpreenderam por tamanho profissionalismo. 

Entrevistei um responsável por delegação que disse que os Joguinhos formam a base de desenvolvimento necessária para formar cidadãos de bem, responsáveis e que sabem viver focados e em comunidade. Ele me explicou que, nessa idade, dos 15 aos 18 anos, há a maior formação intelectual e esportiva de uma pessoa, quando o atleta percebe o que realmente quer fazer da vida, sendo de fundamental importância competição deste porte.


(FOTO: RUBIANE LIMA)

Também conversei com um professor de Educação Física do município, que estava emocionado com a organização e a movimentação do atletismo, sua grande paixão enquanto atuava na área. Conheci técnicos que participaram dos Joguinhos quando eram adolescentes e até uma atleta internacional da delegação de Rio do Sul, que elogiou a estrutura curitibanense, e fiquei surpresa com aqueles atletas de 15 anos que são muito maiores que os meus 1,75m.

"GRAÇAS AO ESPORTE, CONHECEMOS UM MUNDO  DIFERENTE" 

Chegar ao estádio Ortigão e ver aquela galera toda se aquecendo para competir foi sensacional. Conversar com pessoas de cidades e vidas diferentes das nossas nos dá a chance de ver o mundo através de outra perspectiva e, se tratando de esporte, é muito nítido o amor que todos os envolvidos tratam o tema.

São pessoas que se dedicam, fazem das modalidades suas vidas e não medem esforços para que mais pessoas tenham oportunidade de se desenvolver.

Graças ao esporte, conhecemos um mundo diferente e não podemos deixar de agradecer a todos que se esforçaram para que os Joguinhos viessem para Curitibanos e nós pudéssemos mostrar a potencialidade existente aqui. Muito obrigada!


20 Julho 2018 09:05:00
Autor: Franciele Gasparini


(FOTO: KALYANE ALVES)

Como você se imagina daqui há 20, 30, 40 anos ou mais? Pensar na velhice nem sempre é uma prioridade na vida das pessoas. Boa parte (incluo minha pessoa nesse time) está mais preocupada com o agora, as metas são as mais variadas e vão de anseios profissionais, pessoais aos sentimentais, mas a realidade é que a idade chega, e assim como diz o ditado, não vem sozinha.

Se pudéssemos escolher qual seria nosso estado físico e mental aos 80 anos, certamente seria o mais lúcido possível, ativos, cheios de saúde e mobilidade. No entanto, com uma rotina cada vez mais sedentária e uma alimentação contaminada pelos industrializados fica complicado criar expectativas.

A idade é só um número, mas a qualidade de vida é um estado de permanência desejado por todos. Ainda que nos esforcemos em busca de saúde e vitalidade não temos nenhuma garantia de que chegaremos plenos na velhice ou que seremos bem cuidados por nossos jovens do futuro, e apesar de vivermos nesse movimento constante do "agora", tudo será um reflexo bastante nítido do que fizermos hoje.

A idade é só um número, mas a qualidade de vida

é um estado de permanência desejado por todos


Por isso, a importância de valorizarmos as pessoas idosas e seus desejos mais simples. Ser um bom ouvinte, dar atenção e cuidado é o mínimo que podemos fazer pelas pessoas que estão completando seu ciclo de vida. Nós seremos os idosos do futuro e em quais condições gostaremos de ser recebidos?

Esta semana, enquanto preparava matéria para a edição desta sexta, deparei-me com uma frase bacana que diz que os idosos são crianças grandes que não perdem a inocência e ainda ganham experiência, e, assim como crianças necessitam de cuidados especiais.

Nesse caminho que trilhamos até a velhice deixamos marcas importantes por onde passamos, nesse sentido, também precisamos nos colocar no lugar dos outros e refletir se as atitudes que tomamos em nosso dia a dia farão com que as pessoas próximas sintam apreço pela nossa companhia. Receber cuidados e mínimas condições de dignidade é um direito de todos. No entanto, precisamos nos questionar se nós somos ou seremos pessoas queridas e que farão com que nossos cuidadores também se sintam bem ao estender a mão. Ninguém quer chegar na velhice e sentir-se sozinho, abandonado ou ser privado de cuidados básicos como atenção, higiene e alimentação. Por isso, sejamos o esteio das pessoas idosas de nossas famílias e conversemos sobre essa estima em nossas casas, o diálogo fortalece as ações e promove uma corrente do bem dentro de nossas casas.



07 Julho 2018 10:08:00
Autor: Rubiane Lima


Há uns dois anos assumi a editoria de Esporte e quando isso aconteceu, confesso que não sabia nem diferenciar zagueiro, pivô, ala ou quantos jogadores estavam em quadra no futsal, por exemplo. Hoje, posso até não entender perfeitamente sobre as regras, mas aprendi muito mais que isso, aprendi sobre a paixão do curitibanense pelo esporte local. Independente da modalidade, as torcidas comparecem, participam e incentivam seus atletas. Na primeira cobertura de jogo que fiz da ADC Curitibanos Berlanda Futsal, no Ginásio Onofrão, percebi que teria que sair da minha zona de conforto com as editorias que já estava acostumada, aprender o que era esse mundo esportivo e até hoje me surpreendo cada vez que entro no Onofrão e vejo aquele mar de gente incentivando os nossos atletas. 

Este ano, desde o dia 14 de abril, estamos acompanhando o Campeonato Municipal de Futsal Indústria e Comércio, que nos deu a honra de entregar o Troféu Jornal "A Semana" - 35 anos, e a cada semana de jogos, uma surpresa diferente.

Entre homenagens a entes queridos que partiram, demonstrações de amizade, famílias reunidas e espírito de equipe, aprendi que o esporte está acima de qualquer problema ou desentendimento em outros assuntos, pois naquele momento, sentado na arquibancada, todo mundo é igual e está buscando a vitória de sua equipe.


NAQUELE MOMENTO, SENTADO NA ARQUIBANCADA, TODO MUNDO É IGUAL


Na abertura da competição, o secretário de Esportes e Lazer Vinicius Andrade disse que as maiores amizades que ele fez na vida e que o acompanham até hoje, foram feitas naquele ginásio e depois de tantas semanas de competição, entendi o motivo. É naquele espaço onde as famílias se encontram, os amigos dão risada uns dos outros e de crianças a idosos, todos se unem para torcer. 

Neste domingo (8), no Onofrão, seis equipes levantam a taça de campeão em suas categorias e desde já, podemos comemorar a vitória do esporte feito por amor, da união de toda uma região, das amizades, do respeito e de mais uma cobertura de sucesso do nosso time, aquele que atua atrás das páginas do impresso e diariamente atrás dos computadores e atualizações de site e redes sociais. E que venham mais campeonatos!




29 Junho 2018 09:49:00
Autor: Kalyane Alves

A luz que aquece a alma é só para quem resplandece amor

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(Foto: Divulgação) 

Meus artigos sempre são o desabafo de uma pessoa observadora e cansada de injustiças. Para que conquistar reinos em cima das costas alheias? Para que pegar aquilo que não é seu? Para que achar que uns devem ralar mais que os outros? Para que fazer coisas erradas sabendo que as consequências um dia chegam? Sempre penso no resultado das minhas ações, estou longe de ser uma pessoa inteiramente boa, tenho minhas falhas, mas aquela saudosa letra de música do Legião Urbana, está como uma pulga atrás de minha orelha: "Que país é esse?".

Nem tapando os olhos dá para esconder as injustiças da fome, miséria e descaso. Fora a morte da alma, muitas pessoas tem morrido internamente por não conseguirem atingir as grandes metas propostas pela sociedade, e quem as poderá salvar? É agoniante ver tantos seres a minha volta com corações tão sombrios. De um a um, a escuridão toma conta.

Para que tanto dinheiro em um bolso só? Há tantas pessoas nas ruas mendigando, claro que vão me dizer: "ah foi escolha dele (a) estar assim", mas até que ponto as suas escolhas não interferiram na vida medíocre de muitos? Chegamos ao ponto de não segurarmos nem nossas vidas com as próprias mãos.

Tenho visto muitas pessoas cansadas, abatidas e tristes por aí. Com olhares cabisbaixos, sorrisos amarelos, somente cumprindo a rotina de quem trabalha muito e demora para alcançar seus objetivos. Vejo que o mundo precisa reencontrar sua essência, a paixão pela vida, pela natureza, pelo próximo.

Se continuar assim é o mesmo que doar as piores roupas, já furadas e sem condições de uso, em campanhas do agasalho, não faz sentido. Seja a inquietude perante as injustiças ao seu lado, seja a fé que anima o próximo, seja a esperança que o mundo precisa, seja simplesmente alguém com dignidade e compaixão. Deixe de ser aquele ranzinza, sem graça, que acha que pode fazer tudo sozinho. Não esqueça, tão somente um segundo, a luz que aquece a alma é só para quem resplandece amor.



22 Junho 2018 14:12:00

O mínimo que devemos aos outros seres humanos, aos animais e a todas as formas de vida do universo é respeito

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(Foto: Kalyane Alves) 

Para quem vive em Curitibanos a violência costuma ser um assunto pouco usual nas rodas de conversa. Até pouco tempo sentíamos numa bolha, protegidos de agressões, talvez praticando aquele hábito bastante comum e muito negativo de "comigo não acontece". 

Cidade pacata era o que mais ouvíamos por aí e até propagávamos para quem vinha de fora, mas assim como quem vive numa bolha chega o momento de acordar, e nós, curitibanenses, explodimos a nossa bolha faz um tempo.

Somente este ano, na região de Curitibanos, presenciamos homicídios, tentativas, latrocínios, roubo seguido de morte ou outros tipos de violência que engrossam a fila de inquéritos policiais na 24ª Delegacia de Polícia de Curitbanos, chamando a atenção das autoridades policiais para um índice bastante negativo.

De um lado, a Polícia Militar de Curitibanos motivando a população para tornar-se multiplicadora da segurança de suas comunidades, através do Programa Rede Vizinhos, sistema que visa melhorar a sensação de segurança da população e inibir a ação de pessoas mal-intencionadas.

Na localidade do Potreiro dos França e Campo da Roça, próximo à UFSC, o pedido pela implantação do Rede Vizinhos surgiu após a morte do aposentado Heraclides do Prado, 84 anos, vítima de latrocínio. Foi espancado por criminosos em sua propriedade.

De outro, duas jovens sofrem agressões verbais e físicas na saída de uma casa noturna de Curitibanos no último fim de semana. O motivo? Homofobia. Um levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), que tem como base informações divulgadas em veículos de comunicação do país, registrou que somente no ano passado 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais foram mortos em crimes motivados por homofobia.

Fatos como os registrados em Curitibanos e em todo o país nos colocam a pensar em como o ser humano está doente.

Viver em comunidades intolerantes, irracionais e preconceituosas parece não se encaixar no mundo no qual eu vivo, mas principalmente no ideal de sociedade que eu desejo à minha pessoa, enquanto cidadã, e para meus semelhantes.

O mínimo que devemos aos outros seres humanos, aos animais e a todas as formas de vida do universo é respeito, e como a própria palavra diz no dicionário: agir com dignidade, ter consideração, assemelhar-se. Assim como a segurança está entre os itens de maior importância para um cidadão que também prioriza saúde e educação, respeitar o próximo é o básico de uma convivência em sociedade, respeitar suas escolhas, seus sonhos, sua identidade, as raízes, humanizar-se.



15 Junho 2018 09:53:00
Autor: Tatiana Ramos


(Foto: Eduardo Santos)


O clima de festa está presente na Redação do "A Semana" desde o último fim de semana, quando o jornal curitibanense foi triplamente premiado no 19º Prêmio Adjori/SC de Jornalismo, em Florianópolis. Com Penas de Ouro no Jornalismo Impresso, de Prata na Publicidade e de Bronze no Jornalismo Online, além de troféus de melhores anúncio e campanha criados pela equipe do jornal, melhor coluna, melhor fotografia e melhor reportagem, o "A Semana" confirmou sua posição de destaque no jornalismo estadual e tornou-se o mais premiado desta edição do concurso, que reuniu 34 jornais de todas as regiões do Estado.

No entanto, mais do que figurar entre os melhores de Santa Catarina, receber essa premiação representa o reconhecimento de um trabalho sério, profissional, cuidadoso tanto no aspecto técnico quanto ético. Quem acompanha de perto a forma de fazer o "A Semana" sabe que aqui não tem brincadeira. Sabemos - e muito bem - a responsabilidade que temos nas mãos e levamos isso muito a sério.

Não somos aventureiros na comunicação.

Todos os profissionais que aqui trabalham, cada um em sua área, tiveram formação, estudaram para fazer o que fazem, dedicaram-se a aprender, atualizar-se, buscar conhecimento para transferir ao leitor. Fazemos um jornalismo de verdade, reconhecido, também, por colegas de profissão. Por isso, as premiações recebidas ano a ano são tão comemoradas; elas resumem um ano inteiro de trabalho árduo e refletem o comprometimento que temos com nossas funções. Críticas existem e sempre vão existir, temos consciência disso, mas ninguém pode questionar a seriedade com a qual tratamos cada notícia.

E essa seriedade está presente em cada setor do "A Semana". Os prêmios que conquistamos são comemorados em conjunto, porque o jornal é feito em conjunto. Apesar de termos um produto diferenciado a oferecer, temos, a nosso modo, uma linha de produção eficiente e com funções bem definidas. Ninguém invade o espaço de ninguém, cada um conhece suas atribuições, mas todos estão sempre prontos a colaborar para um trabalho final de qualidade.

Não se faz jornalismo sozinho e querer arriscar-se nisso é um verdadeiro suicídio profissional.

O mercado, em nosso setor, é cruel com individualistas, porque jornalismo é união de esforços, de pensamentos, de opiniões. O que garante prêmios é o conjunto da obra e o caminho para alcançá-los é o conjunto da equipe. Como uma seleção em Copa do Mundo, o "A Semana" está unido em torno de um objetivo e, em conjunto, nos preparamos para conquistá-lo. O trabalho continua...



08 Junho 2018 08:30:00
Autor: Rubiane Lima


Quando entrei na faculdade de Jornalismo, em 2004, não tinha a mínima ideia do que estava fazendo, mas tinha o sonho (comum entre jornalistas) de mudar o mundo através das minhas palavras, por acreditar no poder da comunicação. Até hoje não entendo como a menina envergonhada, criada em Correia Pinto e que não conseguia levantar a voz na frente dos outros, foi parar numa faculdade de comunicação. 

Na faculdade, transitei em rádio, TV, Internet, fotografia, mas a redação foi sempre a paixão maior. Em 2007 conquistei meu primeiro crachá de repórter e de lá para cá, foi o dia a dia que me ensinou o que era fazer comunicação de verdade. Sempre trabalhando em cidades de interior, aprendi que ser repórter em cidades pequenas, pode integrar o ranking de profissões mais difíceis de ser executadas.

No interior, o jornalismo é feito entre pessoas conhecidas e é um grande agente de transformação na sociedade em que atua. Buscando romper com os espaços hegemônicos de comunicação, o jornalismo de interior emerge dando voz e vez a tudo que é local e esquecido pela imprensa convencional de grandes centros.

"Fazer jornalismo no interior

é dar voz a quem não teria essa oportunidade "

Fazer parte do dia a dia da comunidade, nos deixa em contato direto com tudo que é positivo e negativo no jornalismo, sujeitos a críticas diretas, próximas e ofensivas, mas que somente aumentam o propósito de profissionalismo e responsabilidade com o leitor. Mais que informar, o jornal de interior escreve a história dos municípios menores e conta as histórias que outras mídias descartam. Fazer jornalismo no interior é dar voz a quem não teria essa oportunidade, é sentir, é defender, é se envolver, fazer parte.

Minha jornalista preferida Eliane Brum me ensinou que ser repórter é um dos grandes caminhos para entrar na vida (principalmente na alheia) com os dois pés e com estilo. "Esse olhar que olha para ver, que se recusa a ser enganado pela banalidade e que desconfia do óbvio é o primeiro instrumento de trabalho do repórter. Vivemos com muito som e pouca fúria. Olhar é um ato de silêncio". Que nunca nos falte este olhar especial ao interior e que possamos continuar vivendo essa comunicação cada vez mais intensamente.



01 Junho 2018 15:30:00
Autor: Franciele Gasparini

'A maior prioridade não tem nada a ver com o material, e sim com gente'


(Foto: Kalyane Alves)/


Impossível fugir do tema. A mobilização dos caminhoneiros chegou com ares de que não duraria tanto, afinal, já tivemos demonstrações de paralisações e demais demonstrações de revolta com precariedades econômicas e carga tributária nos últimos anos, mas nada com o peso desta.

Organizados, alinhados e com uma só voz, o brado dos caminhoneiros tem o grito e o desabafo de cada brasileiro que paga impostos nesse país, que convive com a massa da carga tributária cada vez mais alta e massacrante. Afinal onde está o buraco negro que consome os nossos impostos?

Bem longe de pensar de pensar somente na essencialidade dos combustíveis, a maior prioridade não tem nada a ver com o material, e sim com gente. São pessoas que levam insumos essenciais, materiais de subsistência, dos mais básicas aos mais complexos para as prateleiras, áreas de carga e descarga, diariamente, vencendo a cada quilômetro diversas barreiras.

"A maior prioridade não tem nada a ver com o material, e sim com gente"

Difícil quem não tem um pai, tio, amigo ou conhecido que vive da profissão de caminhoneiro. Entre uma viagem ou outra, estão a saudade da família e a responsabilidade de quem está atrás do volante. Tem aqueles que carregam as lembranças dos homens e mulheres que perderam a vida na condução de seus caminhões.

Agora vemos um país de rodovias paradas, produtos se esgotando, uma rotina totalmente nova e que precisa nos colocar a pensar na importância da classe para a economia brasileira. Fato este que já está mais que claro entre a maioria, só não parece estar tão evidente aos governantes que travam verdadeiro cabo de guerra nessa batalha. Fica o questionamento, quem vai ceder?

A greve da classe também nos trouxe outros questionamentos em relação à informação. Na tevê, a guerra pelo posicionamento midiático; no WhatsApp, as fake News e os memes se misturam a conteúdos de valor confundindo a cabeça dos interlocutores, que também não se mostram muito preocupados com o que procede ou não. Os mais desmiolados manifestam um desejo de liberdade muito confuso tendo em vista os acontecimentos da Ditadura, colocando à prova o seu próprio direito de reivindicar a sua liberdade.

Nós, como profissionais da comunicação, nos questionamentos sobre os rumos da notícia, pois convivemos diariamente nesse joguinho tendencioso do verdadeiro ou falso e colocar no papel ou na web a veracidade dos acontecimentos é um exercício prazeroso, árduo e devidamente reconhecido pelos manifestantes que recebem nossa equipe de reportagem com muito respeito, facilitando o trabalho de levar a informação clara e objetiva à frente.



25 Maio 2018 09:07:00
Autor: Kalyane Alves

De mãos dadas as coisas são enfrentadas com mais força

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(Foto: Kalyane Alves) /


Eles andam só, muitas vezes comem mal, tão pouco veem a família e mesmo assim fazem parte das casas de todos os brasileiros. Alguns dizem que são pessoas solitárias, mas em sua cabine, creio eu, que as músicas se tornam suas melhores companhias. Não é fácil viajar quilômetros e quilômetros, diariamente, ainda mais quando o horário é cronometrado.  

Fazendo a cobertura dos protestos dos caminhoneiros, refleti o quanto eles são importantes para nossos dias. Todos os produtos que precisamos, em casa, no trabalho ou em qualquer lugar, veio de alguém que passou horas carregando a carga e depois mais horas transportando. A margarina, o leite, a carne, o lápis, o caderno, a caneta, a gasolina, uma mísera bala, tudo, tudo mesmo passou pela carga de um motorista.

Quando pequena, tive a oportunidade de participar de alguns dias de um caminhoneiro da minha família e, para quem pensa que essa rotina é mole, não é brincadeira, não. Eles precisam depender de paradas para irem ao banheiro, lugares para tomarem banho. Tá certo que alguns cozinham em seus próprios caminhões, mas mesmo assim é um tal de vai e volta sem fim.

São poucos os que agradecem e reconhecem a valia dessa profissão. Já parou para pensar quantos deles perderam aquele almoço maneiro em família, o nascimento de um filho ou o aniversário da mãe? Sem contar na saudade. Deve apertar o coração de muitos na estrada. Ainda bem que com a tecnologia é possível fazer videoconferências ou mandar aquele áudio para as pessoas de casa. Está mais do que na hora de o brasileiro se unir, de mãos dadas as coisas são enfrentadas com mais força.

Posso dizer, com toda a certeza, apoio totalmente os atos feitos pelos motoristas. É preciso dar cara a tapa para que as coisas funcionem. A pacificidade e a organização da mobilização devem ser exemplos para muitos movimentos que gostam de exigir, mas ao menos tem educação. Admiro a todos que fizeram parte disso, em especial, ao moço dos olhos verdes, que tanto me orgulho, meu caminhoneiro favorito, meu irmão Danilo Alves.



18 Maio 2018 11:08:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Quando se fala em profissionalismo, automaticamente vem à cabeça estar qualificado para uma determinada função. E essa qualificação, quase sempre, é pensada no sentido de ter formação superior, cursos, experiência, dominar idiomas... Mas ser mais que profissional, ser um bom profissional, exige outras qualificações que não têm nada a ver com currículos extensos e desempenhos acadêmicos. 

Ao longo de minha vida profissional, aprendi a desconfiar de currículos. Já esbarrei com muitos profissionais que, na teoria, seriam fantásticos para o cargo ao qual se candidatavam. Na prática... Bem, não foi bem o que se esperava.

E o problema, muitas vezes, não é nem a qualidade técnica. O serviço é bem executado, tem produtividade, rende bem... Mas ser profissional vai além da técnica.Cada vez mais, o bom relacionamento com clientes, equipe de trabalho e chefias tem sido levado em conta na avaliação de profissionais.Por mais diplomas e certificados que alguém tenha, é preciso ver-se, na empresa onde trabalha, como uma engrenagem que faz a máquina funcionar e não como uma peça independente. Ter a capacidade de argumentar e defender pontos de vista, mas também saber negociar, decidir em conjunto e, quando necessário, aceitar a decisão da maioria, faz toda diferença para uma vida longa dentro de uma mesma empresa.


"É preciso ver-se, na empresa onde trabalha, como uma engrenagem"


Além disso, a relação de dia a dia também importa - e muito. Naturalmente, em um ambiente onde se passa cerca de oito horas por dia, desentendimentos e diferenças vão surgir e, nem sempre, a cabeça está fria o suficiente para resolver da melhor forma. O importante é que as pessoas saibam que, assim como elas, os colegas podem ter acordado com o pé esquerdo e que não estão lá muito receptivos num determinado dia. Casos esporádicos de mau humor e respostas impulsivas são fáceis de contornar; no entanto, o descontentamento constante com tudo e com todos, a forma áspera de tratar os colegas e o desrespeito com pequenas regras de convivência vão minando o ambiente e as relações - e invariavelmente refletem no resultado final do trabalho.

Na correria diária para cumprir compromissos, prazos, superar rendimentos, finalizar projetos, nem sempre é possível parar para ouvir o outro ou dar a ele a atenção que esperava em um determinado momento, o que não se pode é deixar de lado o respeito, a cordialidade e a gentileza, qualidades apreciadas não só no ambiente profissional, mas por todos com quem conviemos.


11 Maio 2018 10:27:00
Autor: Rubiane Lima

Fazemos do nosso dia a dia o que aprendemos ser perfeito

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Ela gosta de cabelo curto, eu do estilo Pocahontas. Ela gosta do branco, eu só uso preto. Ela adora brilho e cores, eu da discrição das cores neutras. Ela gosta de churrasco, eu me amarro num sushi. Ela curte um casamento, eu moro sozinha há quase oito anos. Ela gosta de telejornal, eu sou louca por um impresso. Ela dança baile, eu curto um rock. Ela não perde um jogo de vôlei e eu fico semanas só vendo séries. Ela fuma, eu tenho asma. Ela gosta de praia, eu prefiro o cheiro do mato. Ela toma chimarrão, eu sou movida a café. Ela tentou me colocar no balé, invernada artística, grupos de jovens, mas eu preferia meu quarto e meus livros. E por fim, mas não menos diferente, ela é loira e eu morena. 

Desde que me entendo por gente, essas diferenças foram marcando nossa convivência e foi aí que aprendemos que a vida não é feita de iguais. Não foi um início desejado. As condições financeiras não eram favoráveis, mas a vida foi se ajeitando. Seis anos depois, um acidente automotivo levou embora um pai e com ele, todos os planos e as certezas de futuro, mas ela não desistiu. Pelo contrário, recomeçou do zero, perdeu o medo de dirigir, encarou as contas, reformou a casa e se empenhou em dar aos filhos todas as oportunidades que não teve.

Erramos muito e nossa convivência no dia a dia nunca foi um mar de rosas, pois até entendermos que eram exatamente as diferenças que nos uniam, caminhamos por longos e tortuosos caminhos. Mas não somos seres perfeitos e esse é o maior barato da vida!

Hoje ela tem o dobro e mais um pouquinho da minha idade, não moramos mais na mesma cidade há mais de dez anos e mesmo não tendo a vida de comerciais de margarina ou dos textos de homenagens em redes sociais, fazemos do nosso dia a dia o que aprendemos ser perfeito.

Nem sempre ela concorda com minhas escolhas, nem eu com as dela, mas criamos nosso próprio tratado de respeito e hoje, agradeço aos céus todos os dias, pela mãe que eu recebi, cheia de qualidades, energia, defeitos, disposição, sonhos e tudo que alguém normal é capaz de ter. Te amo e agradeço, mãe, e tenho o maior orgulho de chegar em Correia Pinto e não ser mais a Rubiane, mas sim, a filha da Dona Marlene!


04 Maio 2018 11:07:00
Autor: Kalyane Alves

Para viver em um mundo melhor, é preciso andar junto com a consideração, a cortesia e a gentileza

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(Foto: Divulgação) 

Há pessoas e pessoas, barulhos e barulhos. Tem gente que gosta do som dos pássaros e outros que detestam. Alguns ouvem rock e ao contrário destes, muitos gostam de uma música clássica. É por isso que a vida é recheada de surpresas, pois nem tudo que gostamos o outro irá gostar também. 

Se tratando de perturbação ao sossego, a vizinhança é campeã em conseguir irritar aquele vizinho que gosta de silêncio. Tenho me deparado com muitos barulhos externos, como cachorros que latem a noite inteira e não dão paz, ou carros com som alto que passam na rua. As pessoas já sabem, mas é importante lembrar, a poluição sonora é crime e pode causar algumas dores de cabeça, não só para quem está incomodado e sim para aquele que pratica.

Todos têm o direito de fazer o que bem entendem, a casa é sua, o carro é seu, mas bom senso é ótimo e todo mundo gosta. É preciso ter consciência de que para viver em um mundo melhor, é preciso andar junto com a consideração, a cortesia e a gentileza. Isso, com toda certeza, diminuiria consideravelmente os casos de violência e mortalidade.

Ainda falando sobre bom senso, nesses últimos dias ficou mais rigorosa a lei para motoristas embriagados que se envolverem em acidentes com vítimas. Lembro, que, no dia seguinte que entrou em vigor, vi uma notícia de acidente envolvendo embriaguez. Olha há quanto tempo existem campanhas para quem bebe não dirigir, e os inteligentes não aprendem nunca. É aquele famoso achismo "isso não vai acontecer comigo", sinto em lhe dizer, o perigo mora bem mais perto do que imagina.

Em conversa com algumas pessoas, pude ver o quão essencial é o diálogo na vida do ser humano. Penso, que, essa é a única forma de se manterem vivos e com a cabeça erguida, em meio a tantos desastres causados por nós mesmos. Depois de todo esse falatório, só quero deixar explícito minha opinião, converse antes de agir, exponha o que sente, respire mil vezes se necessário e o principal, não faça nada daquilo que não gostaria que fizessem para você.



27 Abril 2018 09:00:00
Autor: Franciele Gasparini

Refletem e questionam qual será o destino da agricultura brasileira se não houver quem plante


(Foto: Franciele Gasparini)

Na roça não tem hora, não tem confraternização em família, não tem horário certo para acordar ou para dormir. A rotina se resume a levantar cedo e dormir tarde, olhar para o tempo e fazer qualquer reza que possa espantar chuva indesejada na colheita ou chamar ela quando a estiagem parece querer se instalar. 

Fui criada nessa realidade. Meus pais, tios, tias e avós viviam sempre nesse compasso. O agricultor não é escravo do relógio como todo trabalhador da cidade, mas fica de mãos amarradas por inúmeros outros fatores, o clima é um deles, mas o fator econômico é o mais cruel.

Se a lavoura vai bem, as condições climáticas foram favoráveis, choveu certinho, deu Sol na medida certa, o desenvolvimento das plantas foi perfeito, não houve muita ocorrência de doenças ou pragas que pudesse causar algum desequilíbrio na produção, pode ser que todo aquele esforço, todos os domingos abdicados em prol da plantação, tenham surtido o melhor efeito, e o sucesso da safra esteja garantido, mas se a economia não ajudar é fracasso certeiro.

Curitibanos pode vivenciar um pouco desse sufoco na última quarta-feira (25), quando produtores de alho de Curitibanos, Frei Rogério e Brunópolis tiraram os tratores da lavoura na tentativa de sensibilizar autoridades e as instituições bancárias para a flexibilização dos financiamentos, mas não apenas isso, por traz de trabalho e dedicação de cada agricultor está uma família inteira.

Ao indagar um dos produtores sobre o objetivo da manifestação, um deles me falou sobre o futuro. Dizia ele que seus filhos serão os futuros agricultores da nossa região, mas em que condições? Não precisa se esforçar muito para perceber que a juventude tem deixado o cabo da enxada no meio da roça e traçado um caminho sem volta para os centros urbanos.

A preocupação de quem tem alimentos frescos à mesa todo dia certamente não é com o futuro da agricultura, mas vale ou não uma reflexão? Os manifestantes da última quarta não puseram suas máquinas no asfalto simplesmente por mais prazo ou por um olhar mais atento do governo sobre a importação que tem assolado a competitividade do alho nacional, sobretudo o do Sul.

Os agricultores também olharam para o futuro, refletem e questionam qual será o destino da agricultura brasileira se não houver quem plante, quem colha ou produza na altura de um consumo cada vez mais crescente. Procuraram também resgatar uma pitada de valorização e reconhecimento, pois trabalhar de Sol a Sol não é para qualquer um.



20 Abril 2018 09:02:00
Autor: Tatiana Ramos

'Em um acidente de trânsito, as vítimas não são apenas os mortos e feridos'


(Foto: Divulgação)

Uma nova legislação de trânsito entrou em vigor nesta quinta-feira (19), prometendo penas mais severas para motoristas embriagados que se envolverem em acidentes com vítimas. Pela nova lei, motoristas nessa situação não terão mais direito à fiança e podem ficar presos de cinco a oito anos. 

Para autoridades policiais, a mudança é vista com bons olhos, uma vez que o medo da prisão pode fazer com que o motorista que estava acostumado a dirigir depois de tomar uns drinks com os amigos pense duas vezes. Mesmo que seja pelo medo e não pela conscientização, essa bem mais difícil de alcançar, tornar as multas mais pesadas e as leis, mais rigorosas é um passo importante para coibir acidentes tão frequentes quando a pessoa atrás do volante já está com os reflexos alterados pelo álcool.

No entanto, essa alteração não é autossuficiente e não pode ser vista como a "salvadora da pátria". A questão trânsito merece e precisa de uma reflexão constante, diária e permanente, que só pode vir através de uma mudança de postura e consciência. O problema é coletivo, mas as mudanças têm de ser individuais, com cada um tomando para si a responsabilidade que lhe cabe como parte do trânsito de sua cidade.

Na tentativa de coibir ações de imprudência no trânsito, como a embriaguez ao volante, já se tentou de tudo: de educação a multas pesadas. No entanto, parece um problema sem solução. Por mais campanhas que se promovam e por mais altas que sejam as cobranças por infrações, os números seguem em vertiginosa curva ascendente. Controlar os motoristas nas estradas tem sido quase como enxugar gelo.

Resta, às autoridades responsáveis pelo setor, a dor de cabeça de encontrar uma fórmula eficiente, algo novo que realmente funcione, mas a "criatividade" para elaborar métodos também está esgotando-se frente à recusa dos condutores de seguirem normas, leis, orientações, seja qual for o nome dado. Então, o que fazer?

Alguns acreditam que punições mais severas, aí incluída a prisão, podem ser um caminho, mas, de qualquer forma, ao se chegar a isso, o mal já estará feito. A irresponsabilidade nas estradas, mais do que uma questão de segurança, é uma questão de vida ou morte - literalmente. Assim, mesmo punindo os infratores, sempre ficará o prejuízo emocional de quem perde um familiar ou torna-se incapacitado por sequelas permanentes. Porque, em um acidente de trânsito, as vítimas não são apenas os mortos e feridos. Seus reflexos atingem um número incontável de familiares e amigos, que, muitas vezes, também veem suas vidas alteradas para sempre diante de perdas e sequelas.



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