Curitibanos,
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Sindicatos

24 Junho 2018 10:56:14


Os sindicatos brasileiros que representam a classe trabalhadora estão berrando. E brigando também. Estão sem dinheiro.Daí é aquela velha história: "Em casa que falta o pão, todo mundo briga e ninguém tem razão". Agora, com a nova reforma trabalhista que não obriga mais contribuir para os sindicatos, querem, porque querem, que seja instituída uma nova forma de contribuição compulsória.

São mesmo uns engraçadinhos! Acham que os sindicatos, que cuidam mais de política partidária do que dos interesses da categoria laboriosa devem ser sustentados com dinheiro do assalariado. Ora, obrigar o trabalhador a contribuir para sindicatos que não prestam contas a ninguém, financiam greves ilícitas e protestos na maioria indevidos, assumem cores político partidárias, é muita cara de pau.

Arvoram-se em defensores dos operários, mas não se pejam de exigir contribuição "na marra" para sustentar suas mordomias. Pior ainda é quando, sob o pretexto de proteger o empregado, tornam muitas atividades produtivas impraticáveis. Em Curitibanos, à guisa de exemplo, os supermercados não tiveram mais condições de abrir nos domingos porque tinham que pagar absurdamente 100% de acréscimo sobre tais horas trabalhadas.

Uma quantidade imensa de trabalhadores que contavam com aquelas horas extras, acrescidas de 50%, que seria o racional e legal, perderam seus ganhos. Perdeu também a população a comodidade de ir aos mercados nos domingos. É para essas coisas que os sindicatos precisam de dinheiro? Para atrapalhar e inviabilizar o empregador? Ora, se tais sindicatos tivessem a utilidade que trombeteiam, por evidente os trabalhadores filiar-se-iam e contribuiriam espontaneamente. Por quê, então, devem contribuir compulsoriamente? A voracidade dos sindicatos nunca teve limites.

O paradoxo, no entanto, é que empunham bandeiras defensivas de liberdades e direitos dos trabalhadores, mas quando se trata de avançar no dinheiro de quem vive sob salário, acham que a contribuição deve ser obrigatória. A democracia é muito bonita na casa dos outros, mas na minha quem manda sou eu! Gosto muito desta frase por ela espelhar a verdade. Margaret Thatcher, a líder inglesa, só conseguiu impulsionar a economia do seu país quando colocou um freio nos sindicatos.

Eram lá, desagregadores como aqui. Que beleza essa modificação na lei que instituiu o caráter facultativo das contribuições sindicais. Aliás, a liberdade de associação sindical está prevista na constituição brasileira. Daí perguntar-se:Para os sindicatos a constituição não valia? Mesmo porque, sempre achei uma injustiça o trabalhador ter que dar, forçado, parte do seu salário para que os dirigentes sindicais tivessem uma boa vida. E que vidão!

Agora o desconto na folha de pagamento do trabalhador, em favor de sindicato, só será permitido com a autorização expressa dele. E não há como superar essa anuência, nem como suprimir esse direito do empregado. De vez em quando surge uma lei boa e justa. Aleluia! 


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