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OCO DO MUNDO

Que fascismo?

03 Novembro 2018 21:01:00

Universitário que não seja da esquerda é careta. Retrógrado. É chique ser do contra. Agredir as estruturas dá um quê de inteligência, de independência, de que tem personalidade. Nestes dias agitados pelas eleições, os universitários adotaram o discurso antifascismo. Mal se dão conta que assim como o comunismo, o fascismo há muito entrou em colapso. 

Tá fora! Mas os acadêmicos invadem as universidades com seminários e palestras sobre o fascismo. Até quebra-quebra promovem na defesa "dos direitos" para realizarem tais eventos. Boicotam as aulas com desculpas de que estão sendo ameaçados pelos "fascistas". Estudar é o que menos fazem. Pode? Acreditam nisso? Muito bem. Aposto uma viagem de ida para a Venezuela como 95 em cada 100 universitário não sabem o que é o fascismo, onde nasceu, quem foi seu criador, que doutrina defende. Vou bem mais longe. 

Aposto mais uma viagem só de ida para a Uganda como 99 em cada 100 universitários não são capazes de escrever dez linhas sobre o fascismo. Dez linhas é muito? Tá bom, tá bom, deixo por cinco! Quando se é jovem o discurso socialista soa romântico e filosófico. E jovem, nesses assuntos, como sempre, viaja na maionese! É porque acha bonito ser qualquer coisa, mesmo que não saiba do que se trata. Babacas é o que são! Vivemos em dias que há muita gente defendendo besteiras e se sentindo orgulhosas por isso. 

São os imbecis com complexo de sabidos. Aliás, estudos realizados com dezenas de milhares de pessoas, em vários países, constataram de forma assustadora que a inteligência humana começou a cair. Há uma regressão lenta, mas preocupante. Penso que tal conclusão já havia constatado na minha última experiência como professor. Meus alunos, com raras, raríssimas exceções, eram capazes de responder uma questão dissertativa quando a fundamentação tivesse que ser em no mínimo dez linhas. 

E vejam que eram estudantes no curso de Direito onde o uso da fundamentação é primordial. Lembro de uma moça que me entregava as provas mensais com as questões dissertativas em branco, alegando que sabia as respostas, mas não conseguia explicar. Há, é visível isso, um declínio na capacidade de raciocinar. Qualquer dúvida é mais fácil consultar a Internet pelo celular. Tomou o celular deles ficam deficientes físicos e mentais. A preguiça mental está atrofiando a capacidade de pensar. 

Os universitários gostam de contrariar, de propagar modismos, doutrinas exóticas, sem saberem do que se tratam. Daí, quando vejo acadêmicos fazendo discursos contra a perseguição, ou ameaças do fascismo, gostaria, se possível fosse, de colocá-los todos num local apropriado e sabatiná-los, com obrigação de escreverem em dez linhas, o que é tal doutrina. São uns tolos, na verdade. Assim, como na fábula de Monteiro Lobato, o tolo nunca é mais tolo do que quando se mete a sábio. 

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