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O SEXO BANALIZADO

21 Janeiro 2018 10:03:00


(Foto: Ilustração/Divulgação)

Tem gente defendendo relacionamento aberto, tem um monte de gente patrocinando a causa ou direitos de garotos e garotas de programa, gays, trans, homossexuais, mães solteiras, polivalentes, hermafroditas, entendidos, assexuados, homoafetivos, indefinidos e indecisos em geral. Mas afinal de contas, o que é que temos com isso? O que fazem ou deixam de fazer essa gente com seus corpos não é problema nosso. Ou é? Que mania é essa de ficarmos incomodados com a maneira de ser e das preferências dos outros?  

Se os humanos moderninhos destes dias se sentem felizes com sua sexualidade, praticando-a na horizontal ou vertical, na tradicional ou multifacetada, é opção privativa. Agora, que tá virado numa zona esse "andaço", tá! Para cada dez mensagens recebidas nas redes sociais, nove são de sacanagem. Mas, temos que calar a boca! Qualquer inconformismo com os exageros praticados podemos ser enquadrados como caretas, homofóbicos, discriminadores.

"ESTAMOS, NA VERDADE, PERDIDOS E INDIFERENTES"

O "direito das minorias" é um tribunal em pleno vigor e corremos o risco dele nos queimar numa fogueira! Liberou geral, como dizem. Os mais idosos, conservadores, se escandalizam: "Uma pouca vergonha", resmungam. Que tempos em que vivemos? Homem tem medo de dizer que é macho e mulher tá com vergonha de ser feminina. Os filhos, quem sabe, em razão do pai ser muitas vezes autoritário e mãe submissa, resolvem afrontar tudo e a todos, com atos comportamentais que fogem do natural. Escandalizam! Querem ser diferentes, livres. Mas, queiramos ou não, nos sentimos agredidos. Causa desconforto para a moral que nos foi incubada pelas religiões, e estas, seculares, superadas, mercenárias, prescritas e caolhas, estão sempre ameaçando os costumes com essa bobagem do castigo eterno.  

Estamos, na verdade, perdidos e indiferentes. "Cada um faça o que quiser!". É um lema que solapa as bases de qualquer tentativa de se por o trem da intimidade nos trilhos. Como efeito prático desse lema, as questões familiares estão cada vez mais solicitando a proteção do juiz ou mesmo do médico, porque os pais, vencidos, já não possuem nenhuma autoridade dentro de casa. Para onde estamos indo? A sexualidade divorciada da afetividade, a confusão entre sexo e gênero, a recusa do dado parental, o império da subjetividade, o domínio da publicidade pornográfica na mídia, a promiscuidade nas relações sexuais, a precocidade das crianças em imitar os adultos. Tudo conduz para a banalização do sexo!


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