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Modernismo

04 Março 2018 10:40:00


(Foto: Divulgação)


Tá bom, me curvo! Não farei mais aquele discurso de que antigamente as coisas eram melhores. Chega de saudosismos!

Não argumentarei mais, de jeito nenhum, que a simples visão de umas pernas cruzadas sob um vestido discreto despertava muito mais desejo que as ver expostas e nuas nestes dias. Nem direi que esses decotes generosos mostrando os seios como laranjas de amostra me deixa sem saber para que lado olhar. Morro de medo que me chamem de tarado, assanhado, indiscreto, secador, essas coisas! Não vou mais achar um absurdo que as meninas destes tempos é que estão bolinando os guris. Só me resta ficar conjeturando! Tenham cuidados! Advertem hoje as mães apreensivas aos filhos imberbes. Estou me convencendo que são coisas normais. A iniciativa deve mesmo ser delas.

Não, não me escandalizarei quando uma menina estiver beijando outra na boca de forma apaixonada. Vou olhar para o outro lado e fingir que não vejo. Afinal, isso é, ou deve ser natural! Quanto a um homem beijando outro já é mais difícil. Derruba toda uma tradição masculina. Agride a minha quadrada, tosca e sucateada formação. Mas não quero ser rotulado de homofóbico. Vou engolir seco! A frescura virou epidemia. Os gays que deviam ser discretos estão afrontando. Quem fica com vergonha é quem não é do ramo.

Ninguém respeita mais ninguém. Estamos com medo de tudo. De falar, de rir, de discordar, de escrever.

Vivemos num elevado grau de insensatez. A questão central é só uma: podemos exigir que o mundo nos compreenda? Acredito até que ser incompreendido tem também suas vantagens.

A maior parte das pessoas têm consciência da sua própria parvice. Daí para serem moderninhas consideram 'muito massa' aquilo que não conseguem compreender. Por isso vou ficar calado daqui para a frente. Que sodomizem os costumes, que ridicularizem o recato, que escancarem e banalizem o sexo, vou achar tudo legal. Aquele discursinho cafona de que 'no meu tempo' era melhor, que havia mais romantismo, não farei mais.

Daqui pra frente homem casar com homem e mulher com mulher não me causará nenhuma espécie. Cada um é dono da sua vida, da sua individualidade, da sua sexualidade, do seu desencanto pela vida. Vou abraçar essas afirmativas e esses chavões hipócritas que estão no domínio do público. Essa baboseira do politicamente correto.

Cultura e inteligência que permaneçam engavetadas e abram espaço para o botox a o silicone.

A aparência é o que importa. Ela é fundamental para disfarçar a burrice de uma geração sem perspectiva. E estúpida!

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