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IGUALDADES

07 Julho 2018 11:21:00


Li, assim meio na corrida, que na Finlândia é proibido por lei cobrar pelo ensino. Então lá o filho de um varredor de rua senta-se ao lado do filho de um deputado na sala de aula. O nível de ensino é de igual estrutura e aplicação para todos independente da sua classe econômica. 

Já imaginaram aqui na pátria amada Brasil o filho de um senador frequentando as mesmas aulas e ministradas pelos mesmos professores? Seria uma humilhação para os filhinhos de papais e para os próprios. Será que por lá a saúde é assim também?

Os "Lulas" da vida e seus asseclas, propagadores da igualdade socialista, "preocupados" com os pobres, seriam atendidos pelo SUS ao invés do hospital de primeiro mundo Sírio Libanês onde se socorrem? Por certo que não.

Continuariam iludindo uma nação de trouxas com utopias sem história. E cadeias são iguais para todos naquele país? Ou alguns tem até televisão para assistir a Copa do Mundo como aqui? E filas, será que lá também tem? Daquelas em que somos organizados com bovina resignação para sermos atendidos por alguém mau humorado, ou por um funcionário público que acha estar nos fazendo um favor? Ou suportar a tortura da espera nos bancos, sacrificando o nosso trabalho, porque temos que pagar os impostos no dia.

SOMOS UM POVO DIFÍCIL DE SER DEFINIDO

Mas as filas até que melhoraram. Agora são com painéis eletrônicos e com senhas. Fica-se ali como escoteiros estressados olhando para o painel e conferindo o número da nossa vez a cada bipe. Por reflexo olha-se também o relógio a todo o momento. 

Em tais horas me divirto observando a turma que gosta de levar vantagem em tudo. Sempre tem uns idosos sadios, mas vadios, que se valem da idade para gozarem de preferência, ou que pegam duas senhas e usufruem daquela primeira que for chamada.

Idoso e aposentado têm pressa para ser atendido para quê? Ficar mais tempo sem fazer nada? Essa vantagem, juro, é mais uma jabuticaba brasileira. Este país está mesmo cheio de gente desprovida de qualquer espírito comunitário. Aliás, somos um povo difícil de ser definido. Não existe um padrão. Tenho curiosidade de saber se lá na Finlândia as coisas públicas são privativas dos servidores públicos, como aqui. Coisas públicas que não são do público.

Dá para entender? A democracia que lá vigora terá excessos de direitos e quase nenhuma obrigação como é o caso deste país que o Cabral descobriu? Enquanto pensamos nessas coisas vamos levando a vida nessa bizarra classificação de classes, número do cpf, cartões de créditos, senhas de todo tipo e para tudo, taxas e multas das mais absurdas, alimentando medos, síndromes, e imaginando igualdade de direitos. Foi para isso tudo que inventamos o mundo.

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