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Greve.

09 Junho 2018 08:00:00



Reuniam-se os trabalhadores desempregados, e os que viviam inconformados com seus baixos salários, numa praça denominada "Grève", em Paris, localizada na margem do Rio Sena que corta aquela capital Francesa. Foi daí que surgiu o nome "Greve" para as manifestações de protesto daqueles que se sentem vítimas de ganhos irrisórios ou injustos. Essas lutas de classes, buscando melhorias na remuneração dos seus ganhos laborais, acabou virando leis e até mesmo uma garantia constitucional na maioria dos países, inclusive o nosso. Pois bem! Tivemos há poucos dias uma greve geral dos caminhoneiros cuja principal reivindicação era reduzir o preço do combustível óleo diesel e assegurar uma periodicidade razoável nos seus aumentos, além do tabelamento do frete. Foi um êxito! A população brasileira, cansada que está de tanta exploração e desmandos governamentais, apoiou o movimento. Fui também na carreata dando meu micro apoio.

O governo federal capitulou! De joelhos, atendeu até mesmo pela sua fraqueza nos dias atuais, aos pleitos dos grevistas. Ótimo! Até aí tudo bem! Mas, por razões não de todo compreendidas, alguns líderes, com ênfase maior num tal de "Chorão", talvez enciumado porque não fizeram questão da sua assinatura no acordo, e ele queria também ser mais um herói do armistício, conclamou seus companheiros para continuar com a greve. A partir daí começaram a pipocar vandalismos e excessos daqui e dali. Terceiros aproveitadores e estranhos se infiltraram no meio daqueles motoristas profissionais com objetivos políticos evidentes. Nas redes sociais pipocavam notícias das mais variadas. Em algumas dessas mensagens registrava-se o inconformismo e até mesmo uma certa revolta de alguns dos insurretos com o povo brasileiro, chamando-o de covarde, porque não foi para as ruas pleitear também a redução do preço da gasolina. Vamos com calma! Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Uma paralisação demasiadamente prolongada e total do país, depois de já terem conseguido o que buscavam, interessaria para quem? E, parando toda a atividade produtora da nação, por evidente, os mais pobres e carentes são os que sempre sofrem mais. Em tudo deve haver um ponto de equilíbrio. Até mesmo nas organizações terroristas são escolhidos para líder os mais moderados, cautelosos, coerentes. Os que não sejam tresloucados, doidivanos. Não se pode matar a vaca porque discordamos do preço do leite! Vi também, numa dessas mensagens, embora não tenha conseguido saber onde era, um ruralista irado despejar tambores de leite no asfalto e gritando: Eu tenho gente em casa precisando de hemodiálise! Este país não tem só caminhoneiros! Tem gente de toda espécie que precisa trabalhar! Os rebeldes que se achavam de pé, ali nas redondezas, nem se mexeram. O homem estava com o diabo no couro! Então, embora justa e oportuna a greve dos caminhoneiros, é preciso muita cautela, se outras houverem, para não fazer de vítimas segmentos sociais e produtivos diversos.


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