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Fake News

18 Novembro 2018 09:15:00


(Foto: Divulgação)


Se o Vasco tivesse feito mais gols do que o Grêmio teria ganho o jogo, mas como não fez, perdeu. Assim teria dito a Dilma Rousseff com seu inusitado poder de dedução. Porém, mesmo perdendo o jogo, para compensar a infelicidade do seu goleiro, o Vasco ganhou três pontos ao invés de perdê-los. Bom, se na primeira linha acima existe a possibilidade de a Dilma ter dito tal disparate, na segunda é evidente que estamos diante de uma fake news.

Agora esse vocábulo copiado dos americanos, como sempre, virou moda. Nossa macaquice tupiniquim acha mais bonito repetir o estrangeirismo. Porém, o problema é que as redes sociais perderam sua credibilidade por causa disso. Ainda que nas notícias que ali nos sejam repassadas tenham possibilidade de serem verdadeiras, já não acreditamos de primeira mão. Tudo virou notícia falsa, ou pelos menos a serem conferidas.

 Para defender-se das revelações nada republicanas sobre sua vida íntima, e também comercial, o presidente Donald Trump difundiu e notabilizou a expressão. Mas, penso que as "fake news" vêm de muito longe na nossa história. Aqui, na terra descoberta por Cabral, que já estou pensando tratar-se também de uma "fake news", pois historiadores existem que dizem ter sido o espanhol Balboa quem primeiro por aqui esteve. Cabral (o Pedro), chegou depois. Foi "fake" também, segundo os americanos do norte, a notícia de que Santos Dumont inventou o avião. Mas, por patriotismo nos recusamos a aceitar que tenha sido os irmãos Wright.

 Aquela história de que Pedro I, nosso Imperador de tempos longevos, sacou da espada na margem do Rio Ipiranga, deu um brado de independência, sabe-se hoje que era "fake". Ele andava sofrendo torturas fazia já alguns dias, de um tremendo tenesmo. Então, no momento em que saía de uma capoeira, onde fora desapertar-se, ao receber os despachos de Lisboa, irritado, com certeza deve ter declarado nossa independência usando um palavreado menos publicável como é do gosto dos portugueses até hoje. Mas, "fake" ou não, entre os Libertadores das Américas (tem o campeonato de futebol com esse nome), Pedro I é o único brasileiro ali incluído. E isto não é "fake".

Ainda, a Lei Áurea que libertou nossos escravos, quando já não havia nenhum outro país com escravidão, não foi bondade da Princesa Isabel, mas obrigada a fazê-lo na marra, por imposição dos ingleses que punham à pique nossos navios negreiros. Tratouse de outro "fake" da história, mas que o patriotismo pinta com belas cores. As "fakes" sempre foram exploradas no mundo, em especial pelos políticos. A melhor prova disso é que a maior "fake" deste país, conhecida por Lula da Silva, ainda é venerado por uma multidão que teima em acreditar nas suas mentiras.


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