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Debate

18 Agosto 2018 08:30:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Tomei uma decisão heroica no dia nove (quinta-feira) deste mês de agosto. Duelei contra o sono, mas assisti o debate dos candidatos à presidência da república na tevê Bandeirantes, madrugada a dentro. Um ato de inegável heroísmo ver aquilo. Nada de novo! Um festival de mais do mesmo.

Álvaro Dias, com a aparência facial sucateada limitou-se a pegar uma carona na fama do juiz Sérgio Moro, dizendo três ou quatro vezes, temerariamente, que vai convidá-lo para seu ministro da justiça. Ciro Gomes, achou outro filão eleitoral, se é que isso vai dar resultado, disse com sua facilidade no verbo, que vai tirar 63 milhões de inadimplentes do SPC. Como? Não explicou. Penso até que cometeu um crime eleitoral em rede nacional ao oferecer tal vantagem aos eleitores.

Jair Bolsonaro, descaracterizado, ficou naquela conversa de capar quimicamente os estupradores e de permitir uma espingarda para quem quiser defender-se por conta própria. Geraldo Alckmin, com aquela cara de "picolé-de-chuchu" me fazia lembrar os tempos de ginásio quando íamos fazer provas. Tudo decoradinho! Esnobou dados. Pra fugir das explicações sobre os conchavos políticos que firmou com uma gangue de caciques viciados e corruptos, só repetia que devemos fazer uma reforma política.

"TEREMOS MAIS UM GOVERNO IMPROVISADOR. NÃO PODE DAR CERTO!"

Marina Silva, usando um modesto colarzinho indígena e aquela voz que em nada lhe ajuda, repetiu pela enésima vez que vai cuidar da transposição do rio São Francisco e consultar sob plebiscitos as soluções para os problemas mais tormentosos como é o caso do aborto. Usou aquele mesmo discursinho rançoso do PT da "administração participativa" que deu no que deu. Cabo Daciolo (de onde veio aquilo?) no melhor estilo das campanhas para vereador dos fundões do país, falando bobagens, bramindo com a bíblia, invocou em vão o nome de Deus a todo instante.

Pena que Deus não tenha pedido o seu direito de resposta. Folclórico! Ridículo! Guilherme Boulos só batia nos outros. Contra tudo e contra todos! Atrevido, como já tem fartamente demonstrado, espumava uma raivinha particular. Uma metralhadora giratória de impropérios. Não acrescentou nada! Finalmente, Henrique Meirelles comprovou que política não é mesmo a sua lavoura. Mal articulado, com problema na dicção e gesticulação robotizada, ficou naquela de dizer que por ter sido banqueiro credencia-se para o mais alto cargo.

Todos abusaram do pronome pessoal na primeira pessoa do plural para disfarçar a falta de modéstia: "Nós" vamos fazer, "nós" vamos mudar, "nós" isso e "nós aquilo. Promessas abundantes, fáceis e inexequíveis, como sempre. Resumo do debate: Uma desgraceira! Não valeu o sono perdido. Estamos com os burros n'água! O Brasil vai eleger, de novo, um presidente sem projeto, sem proposta de governo. Teremos mais um governo improvisador. Não pode dar certo!

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