ASemana 36 anos.png
ASemana 36 anos.png
  
CH.png

23 Março 2019 10:45:00
Autor: Carlos Homem


(Foto: Divulgação) /

Diga-me uma coisa? Se você, meu raro leitor, tivesse que escolher alguém para ocupar uma vaga de emprego, quem escolheria? Um rapaz bem barbeado, com o cabelo cortado de forma tradicional, vestindo-se com roupas sóbrias e clássicas, calçando sapatos limpos, ou outro barbudo, mostrando rodovias ziguezagueando o cocuruto da cabeça, com uns brinquinhos infames na orelhas, usando tênis e boné encardidos? Optaria por uma moça com as mãos bem asseadas, unhas normais, braços limpos e trajes comedidos, ou outra com unhas desenhadas em cores variadas, braços rabiscados com tatuagens ridículas, argola no nariz? Daria preferência para uma moça ou rapaz que falasse de forma mais ou menos correta ou alguém assassinando o verbo de forma grosseira e rudimentar, repetindo gírias ou até palavrões? Mas, e se a vaga de emprego fosse para faxineira, esses detalhes importam? Importam sim!

Quem não cuida de si próprio, menos ainda cuidará daquilo que é dos outros. Entre uma Carteira Profissional de Trabalho apresentada e bem zelada de um, com poucos registros, e os ali existentes com períodos longos, ou uma carteira toda puída, rota, amarfanhada, com incontáveis registros de contratos com poucos meses em cada um, ou mesmo nem a apresentação da carteira com a velha desculpa de que a extraviou? Aos olhos do empregador, quero acreditar nisso, a aparência de quem se veste afrontando a sociedade, mostrando sua tendência contestadora, querendo enfrentar as estruturas vigentes, não seria prudente contratar um candidato desses.

Quem precisa de emprego deve tomar alguns cuidados básicos ao apresentar-se ao empregador com tal pleito. Pouco, muito pouco adianta elaborar um "curriculum vitae" cheio de habilidades e competências, quando o visual do candidato depõe contra ele. O velho ditado de que "a primeira impressão é sempre a que fica", continua valendo. Quem se submete a uma entrevista de emprego, antes de tudo deve ser educado na chegada, já com a recepcionista da empresa.

Um pretendente não pode se apresentar fumando, nem mesmo cheirando cigarro ou álcool. Celular desligado, isso é básico. Agora, pelo amor do Monge João Maria! Quem precisa de emprego deve mostrar a cara, pessoalmente! Mandar a mãe, pai, mulher ou marido, pedir trabalho nem chega a ser um absurdo. É um desrespeito! Um atestado de incompetência e covardia.  



17 Março 2019 08:30:00


(Foto: Reinado Canato)


O fim da obrigatoriedade compulsória de pagar o imposto sindical foi uma medida mais do que oportuna. Era uma vergonha fazer com que o trabalhador brasileiro tivesse que dar o valor equivalente a um dia do seu salário por ano, para sindicatos que não tinham nenhuma serventia. Era um festival desses monstrengos. Incontáveis dirigentes sindicais se encostavam naquelas fortunas tungadas para viverem nababescamente e sem trabalhar. Aliás, os sindicatos não ajudavam, mas atrapalhavam as atividades empresariais impossibilitando a criação de mais empregos.

No Brasil, os sindicatos, quase todos, estão infestados de pelegos e faziam como ainda fazem aquele discursinho socialista de instigar conflitos entre patrões e empregados. Aquela coisa nojenta do "nós e eles".

Mais grave ainda! Esqueceram que deviam tomar uma posição isenta na política, já que, em tese, representam todos os segmentos da produção e da organização no mercado de trabalho. Uma infinidade de dirigentes sindicais, com o dinheiro que não lhes pertencia, faziam campanhas eleitorais caríssimas e se guindavam aos altos cargos públicos.

Mas, neste país, sempre que as coisas se complicam para esta ou aquela atividade, busca-se o famoso jeitinho brasileiro. Então, os sindicatos encontraram uma forma de fugir daquele dispositivo da reforma trabalhista que acabou com a obrigação de pagar o imposto sindical, pois ela estabelece que para isto seja necessária a prévia autorização do empregado permitindo que descontem a excrescência parasitária do seu salário. Fizeram os sindicatos então, o quê? Convocaram em algumas atividades e em grandes empresas assembleias gerais onde só os caciques compareciam, e lá, escandalosamente, decidiam que as contribuições sindicais poderiam ser descontadas nas folhas de pagamentos salariais. Em seguida, ingressavam com medidas cautelares nos tribunais superiores do trabalho e conseguiam decisões que obrigavam tais descontos.

Mas, quando o rato é muito esperto, a ratoeira deve ser aperfeiçoada. O Presidente Bolsonaro, para fechar as portas dessa tunga do dinheiro dos trabalhadores, baixou uma medida provisória estabelecendo que não possa haver tais descontos diretos, embora permita ser cobrado o imposto sindical através de boletos. Quá, quá, quá! Sabem quantas vezes o empregado vai ao banco com um boleto para pagar aquilo que não deve? Nunca!!! Acabou-se a mamata desses carrapatos sociais! Imaginem só! São 17 mil sindicatos que botavam a mão em 3,6 bilhões por ano. Ufa! Até que enfim mais uma medida salutar para o operário brasileiro.



10 Março 2019 10:30:00


Teve uma época em que eu consultava o horóscopo quase todo dia. Claro, essa fragilidade humana consorciada com a insegurança que trazemos no gene sempre quer saber o que nos reserva o futuro. Uma coisa parecida com a reza. Estamos sempre querendo o troco. Rezamos para que nos ajudem, raramente para que a ajuda seja aos outros. A oração é um ato egoísta por natureza. Uma espécie de investimento nos fundos da crença objetivando recompensa ou lucro. 

Uma coisa sempre me deixava encucado. Se meu signo é virgem, por ter nascido em setembro, que significa (sete) do sétimo mês, por quê no calendário é nove? Então as previsões do meu signo sempre estiveram erradas, por lógico. 

Aliás, o primeiro calendário tinha dez meses e começava em março, em homenagem ao deus da guerra Marte. Depois, para acertarem o tempo da natureza, acrescentaram mais dois meses, janeiro e fevereiro, que findavam o ano. O imperador romano Júlio César foi quem transferiu janeiro para ser o primeiro mês do ano. E aumentou dois dias, fazendo-o então com 31. Batizou janeiro com o nome de um deus romano Janus que simbolizava abrir as portas. A divindade tinha duas faces e olhava tanto para frente quanto para trás. Quando menino, eu desconfiava que minha mãe tivesse também olhos na nuca. Ela manjava tudo! 

Janeiro já surgiu no calendário desconfiando dos humanos. Foi o papa Gregório que adotou como oficial o nosso atual calendário, gostando da ideia de que o ano um(1) deveria ser o ano do nascimento de Cristo. A confusão fica maior ainda quando outubro de oito virou dez, novembro de nove passou a ser onze e dezembro de dez se transformou em doze. Até mesmo o quinto mês denominava-se "quintilis", mas foi rebatizado para julho quando passou a ser o sétimo em homenagem a Júlio César. 

O horóscopo tem previsões com base em que calendário afinal? Na verdade as previsões dos horóscopos são todas fajutadas. Pura empulhação! É que cada um de nós tem suas particularidades, manias e comportamento típicos. Somos individuais e únicos. Gostamos de adaptar, mentalmente e por conveniência, as coisas boas que dizem os horóscopos ao cotidiano das nossas vidas. As ruins de imediato descartamos e achamos bobagens. É muito tolo e inseguro o tal bicho humano! 


03 Março 2019 09:33:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Não tenho cabeça pra entender esse gosto pelas drogas. Sou um remanescente dos chamados "caretas". Assumo isso sem qualquer problema. Antiquado, fora de moda, sucatão, digam lá o que disserem. Se um dos requisitos para ser espertinho e sabido é consumir um desses bagulhos que proliferam por aí, fico na minha. Muito mais agora que estão usando a bunda para transportar essas porcarias.

A cavidade anal virou cofrinho ou cofrão dos traficantes. Ali são escondidas "bonecas" e "trouxinhas" com cocaína ou maconha. Se as tais drogas já são por natureza uma coisa nojenta, ficam ainda mais fedidas quando transportadas nesse local nada convencional. Arre!

Já sou meio desconfiado com as galinhas! Penso até que elas sejam traficantes de ovos! Me dá uma certa ojeriza consumir um alimento que esteve enfiado na bunda de alguém! Mas o ovo é confeccionado por ali mesmo. E a galinha não é tão imunda quanto às pessoas, com certeza. Já as drogas são introduzidas numa improvisada cloaca humana, nada higiênica.  

"Ganhar dinheiro fácil sempre submeteu a raça humana a fazer coisas irracionais"

Esse esconderijo anatômico não é novidade ao longo dos tempos. Os prisioneiros judeus, nos campos de concentração nazistas, já ocultavam no reto alguns objetos de ouro para subornar os guardas alemães. Henri Charrière, famoso escritor francês, no seu livro "Papillon", relata que ficou treze anos com uma cápsula de metal onde guardava dinheiro, enfiada no orifício corrugado para escondê-lo dos parceiros e dos policiais, nas prisões por ande passou. São coisas difíceis de entender. Mas, compreender significa testemunhar a dificuldade de distinguir a fantasia da realidade. É bizarro constatar esse comportamento nos humanos.

Ganhar dinheiro fácil sempre submeteu a raça humana a fazer coisas irracionais. Tem sido frequente a prisão ou apreensão de mulheres que usam, como se fossem cangurus, a genitália para levar drogas, celulares e até armas aos seus parceiros encarcerados. Ou para o tráfico direto.

Algumas roubam das lojas até peças intimas do vestuário escondendo-as ali. Façam-me um favor, loucas criaturas! Isso aí não foi projetado para depósito! Não é um porta-malas para 100 litros! Nem mochila! Há outras utilidades muito mais recreativas e prazerosas do que ficarem por aí bancando marsupiais.


24 Fevereiro 2019 09:20:00

Eleger um poste são coisas raras neste país


(Foto: Divulgação)/

Cedo, muito cedo para falar sobre a sucessão do nosso prefeito. Em política, porém, talvez não seja assim tão cedo. Quem chega na frente bebe água limpa, diz o ditado. Com amparo nesse brocardo, quem sabe, já se vê, aqui ali, alguns movimentos de olho na sucessão municipal. São bem tênues ainda. Mas, já existem. Só que desta vez, ao contrário de todas as outras, os movimentos pré-eleitorais não acenam com nomes fortes. De forma muito tímida escuta-se falar em nomes de alguns jovens, verdes ainda na política. Uns entusiasmados com essa onda mudancista despertada pelo fenômeno Bolsonaro. Outros, escorados em mandatos de vereadores. Entre estes alguns até doidivanos. Mas, nenhum nome de peso. Nenhum com carisma.

Claro que as raposas velhas se mantêm caladas. Sabem que essas coisas exigem cautela. Bem verdade que seja lá o nome que for, se eventualmente estribado na junção das duas forças eleitorais que sempre ditaram os rumos do município, é muito difícil uma "novidade" lograr vitória. O Prefeito Dudão, pela excelente administração que fez e está fazendo, será um cabo eleitoral considerável. Mas, eleger um poste são coisas raras neste país. E até mesmo temerário. Não creio que jogue seu prestígio nisso. Até porque isso já foi causa de desastres como aconteceu com Fleury, Dilma e Haddad.

Vivemos em tempos que o eleitor não vota só pela simpatia ou vínculo partidário. O perfil do candidato, a competência administrativa, o histórico da sua vida, entre outros aspectos são analisados. Desses nomes muito jovens que se ouve falar não se identifica neles nenhum destes requisitos. Administrar um município como o nosso requer um currículo mais sedimentado. Quem nunca administrou sequer um boteco de banana não tem credenciais para gestor de uma comunidade. O desafio é enorme. Elementar! Pode acontecer, pelo açodamento que a eleição de um deputado doméstico tenha causado, que alguns neófitos se intitulem candidatos a prefeito, supondo, erroneamente, que tenham regimentos necessários para ir à guerra. Ledo engano! Eleições municipais têm características e nuances próprias.

Buscando socorro na culinária é oportuno afirmar que o uso só da metade da receita pode inverter o resultado. Para se entender esses meandros da politica caseira é preciso ir devagar. Se ficarmos mal conectados podemos errar feio. Como dizia Thales Ramalho, habilidoso político pernambucano, em política, quem disser que sabe das coisas, ou está mal informado, ou está mentindo!       



17 Fevereiro 2019 09:00:00


(Arte: Divulgação) /


Uma pessoa como eu faz perguntas sem importância. A maioria estúpidas. É que as bobagens são ditas graciosamente. Tira também algumas conclusões que se não são óbvias, parecem mais compreensíveis. Daí, como exemplo, nessa reforma da legislação trabalhista, a esposa do cara passou a ser considerada celetista e a amante terceirizada. Certo? Não fica mais fácil de entender?

E o golpe que pialou a Dilma, foi ou não foi golpe? Sei lá, mas que foi uma solução supimpa foi! Se foi golpe ou não, ficou mais tranquilo do que estava. Melhorou, não melhorou?

Outro exemplo: ao invés dos cientistas ficarem gastando fortunas para viajar no espaço, por que não resolvem meu problema de calvície? É mais urgente, embora não necessário. Ou porque não inventam um meio de gelar a cerveja em segundos? Por que as pessoas puxam conversa no elevador se não vai dar tempo de concluir? Alguém consegue entender por que aqueles que se incomodam com os cachorros de rua querem que os outros resolvam o problema? Não seria mais lógico e econômico fazer um canil nos fundos da casa de cada um desses "politicamente corretos"? Existe, por acaso, alguma lei que garanta estacionamento privativo para autoridades? Mas se as ruas são públicas, como podem ser privadas? Que espécie de "empoderamento" é esse? Mau exemplo! Resquícios dos tempos do império, com certeza.

O mundo caminha apressado para uma superpopulação, certo? Então a homossexualidade será a solução, não acham? Sim, porque homem com homem não nasce filho, nem mulher com mulher, por óbvio. Conclusão: o mundo vai acabar!

Mais um exemplo: se um amigo meu planta maconha e fuma, o que é que eu tenho com isso? Segundo meu instituto particular de pesquisas, 95% dos problemas deste mundo não existiriam se as pessoas compreendessem que se meter na vida dos outros não melhora a nossa vida! Aliás, por que toda pessoa fuxiquenta sempre diz que não suporta fuxico?

Por que todo papai fresco acha que contar traquinagens do seu filhinho é bonito? Quer mostrar que seu enxertinho é muito mais inteligente que os outros? A pieguice é um saco! Não gostaram dessa minha implicância? Paciência, eu também não gostava de radite com chips de alho e tive que aprender a gostar!


03 Fevereiro 2019 07:30:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

"Imagine um país em que não haja limitações à terceirização do trabalho - nem de atividades meio, nem de atividades fim. Imagine que, nele, homens e mulheres só possam se aposentar após os 67 anos de idade e que, depois de aposentados, recebam em média menos da metade do que ganhavam enquanto trabalhavam. Meia entrada para idosos não existe lá. 

Imagine que nesse país não existam 30 dias de férias remuneradas. Imagine que os empregados têm de negociar com os patrões quanto tempo terão de férias e se elas são remuneradas ou não. Adicional de férias não existe por lá. Imagine que 13º salário também não existe.

Imagine que mulheres grávidas só tenham direito a 12 semanas de licença maternidade e que durante o período de ausência elas não são remuneradas. Imagine que os patrões possam negociar com os empregados se eles vão trabalhar em finais de semanas ou feriados nacionais. Adicional noturno, por horas extras, trabalho em finais de semana ou feriados não existem. Imagine que não existem faculdades gratuitas, nem meia entrada para estudantes em cinemas, shows, teatro ou outros espetáculos.

Imagine um país onde ninguém tem estabilidade no emprego, nem os funcionários públicos. Imagine um país onde não existe FGTS, muito menos adicional de 40% em caso de demissão sem justa causa. Imagine que nele os trabalhadores não tenham um limite no número de horas que podem trabalhar. Seus patrões e eles podem combinar o que quiserem.

"Imagine um país onde ninguém tem estabilidade no emprego"

Imagine que o salário mínimo por lá fique 11 anos sem nenhum reajuste. Imagine que não exista carteira de trabalho, nem Justiça Trabalhista. 

Quem iria querer trabalhar e morar em um país assim? Quase todo mundo. Esse país existe. Ele se chama EUA e seu presidente está se esforçando para impedir a entrada de milhões e milhões de trabalhadores de outras nações que a cada ano querem ir trabalhar lá.

Com regras assim, como tanta gente arrisca a vida e tantos outros se mudariam para lá nesse exato segundo se pudessem? Talvez, porque por essas e outras razões, os preços e a inflação são muito menores do que aqui, a taxa de desemprego é um terço da nossa e as pessoas ganham, em média 7 vezes mais do que aqui? Talvez?".

O texto do economista Ricardo Amorim é irretocável. Faltou, quem sabe, mencionar o gigantismo da Justiça do Trabalho no Brasil. São 1.500 Varas, 24 Tribunais Regionais e um Tribunal Superior com 27 Ministros, tendo gasto no ano de 2017 o valor 18,2 bilhões de reais do dinheiro público. Deste astronômico valor, 94% foram gastos com salários. Ora, se já temos uma Justiça Federal, não há como justificar esse oneroso e pesado aparato especializado. Um bis in idem no Poder Judiciário.


25 Janeiro 2019 17:04:00

Vou comprar um pra mim! Não me venham com esses discursos?da esquerda do politicamente correto. A esquerda armou os bandidos, isso estava certo? Vou guardar meu trabucão num lugar estratégico dentro de casa. Até que seja liberado também o porte. Nem que tenha de andar meio torto por aí com o peso daquela ferramenta. Se entrar bandido lá, eu mando bala! Gosto quando os policiais dizem: Antes que chore minha mãe, que chore a mãe dele! 

Volta e meia, quando aqui escrevo, me dou por exemplo, embora não seja aconselhável. Mas, já fui assaltado duas vezes. Na primeira, o marginal me humilhou ao extremo. Me fez deitar no chão, roubou meu relógio. Não levou grana porque eu não tinha. Que vontade de matar o FDP naquela hora. Mas ele tinha arma e eu não! Na segunda, sem um mínimo de cautela, dois elementos arrombaram o portão da garagem e entraram enganados nela supondo, presumo, ser a entrada da casa. Eram apenas nove horas da noite. Só podia ser um assalto, pois dois deles ficaram dentro do carro, lá fora, dando cobertura. Advertido pela minha mulher da presença daqueles vagabundos, peguei meu trezoitão que na época eu tinha, e pela fresta da janela atirei. Pena que sou um banana no manuseio de arma. Errei por uma diferencinha de mais ou menos quatro metros. Mas os morféticos saíram jogando terra nos cascos. 

Ora, por qual razão não posso ter uma arma em casa? Os moralistas hipócritas, todos falsos, argumentam que uma ar- ma de fogo em casa pode causar acidentes, por em risco a vidas das crianças e blá-blá-blá. E as facas? Vamos proibir o uso das facas nas residências? Cortar churrasco com talheres inox? E os veículos? Há muito mais mortes causadas por automóveis do que por arma de fogo. 

Arma nenhuma mata. Quem mata é quem a manuseia, assim também com as facas e os auto- móveis. Nos Estados Unidos, existem mais de 350 milhões de armas. Se a arma é um perigo, os Estados Unidos seria o pior país do planeta para as pessoas viverem. Mas tá assim de brasileiros com discurso moralista de desarmamento louco pra ir morar lá. 

Depois tem outra: onde fica o direito republicano da legítima defesa? Uma arma de fogo dentro de casa deixa a família mais tranquila, mais segura. Ou não? Criminosos invadem domicílios, lojas, matam pessoas com crueldade e o cidadão não pode defender-se? 

Essa conversa fiada não me convence. Chumbo neles! Ora, temos um Estatuto do Desarmamento vigorando há mais de 15 anos e a taxa de homicídios ultrapassa 60 mil por ano. Os politicamente corretos gostam muito de estatísticas. Fiquem com esta, então! 


20 Janeiro 2019 10:00:00
Autor: Carlos Homem

$artigoImagemTitulo


(Foto: Divulgação) /

Então, uma mulher procurou emprego numa pequena empresa. Como aquela firma estava mesmo necessitando urgente de auxiliares de produção, admitiu a postulante. No entanto, alegando que havia extraviado sua Carteira de Trabalho e outros documentos, prometeu a mulher que os apresentaria no prazo de dez a quinze dias. A boa fé da empregadora assim aceitou.  

Só que a operária, depois de trabalhar apenas cinco dias, não apareceu mais no emprego. Ao invés disso, dizendo mentirosamente ter sido demitida porque estava grávida, sem qualquer outro procedimento ingressou com uma ação na Justiça do Trabalho. Pediu, entre outros direitos, o aviso prévio, o salário proporcional e a estabilidade da gestante no emprego pelo período de 5 meses, ou, alternativamente, o pagamento do salário relativo a tal período.

A empresa foi condenada a pagar os valores respectivos postulados pela malandra. Por quê? Porque a lei exige que a empregada seja registrada no ato da sua admissão. Também porque estando grávida, existe uma tal responsabilidade objetiva que garante o direito estabilitário da gestante. Mas a Constituição Brasileira não diz no seu artigo 10, II, letra "b", que a estabilidade de cinco meses é garantida "... desde a confirmação da gravidez? Bobagem. Constituição não vale nada. O que vale são as famigeradas "Súmulas" dos Tribunais sob justificativas hermenêuticas.

Neste país, o Executivo e o Judiciário legislam mais do que o Legislativo. Destarte, o formalismo da Justiça do Trabalho é muito cruel e tem mão única. Não se questiona o golpe da barriga como foi no caso acima relatado. Ao empregador é que cabe a culpa por não ter tido a cautela de registrar a empregada antes de ela começar a trabalhar. A má fé da obreira predomina sobre a boa-fé da empregadora! Devia também ter sido exigido neste caso o atestado admissional. Só que, a verificação da gravidez, ignorada pela dita cuja, não poderia e não pode ser objeto de exigência da empresa para tal atestado, sob pena de responsabilidade por dano moral. Quer dizer: se correr o bicho pega, se parar o bicho come! É justo isso?

Estando grávida de uma semana, que nem mesmo ela sabia, foi indenizada em 13 meses (9 da gestação, mais 5 da estabilidade, 1 do aviso prévio e 1 de férias, 1 do 13º, mais os encargos previdenciários). Tomando-se o salário mínimo como referência, custou para a pequena empresa mais de R$ 23.000,00. Mas, se já estava grávida antes de começar a trabalhar é direito dela a estabilidade? Tendo sido contratada, sim. Há justiça nisto? O Presidente Bolsonaro anda acenando com a possibilidade de extinguir a Justiça do Trabalho. Tomara! Justiça paternalista e de mão única não é justiça! Convenhamos!



13 Janeiro 2019 09:45:00


(Lilian Quaino/G1)


O cargo de procurador da Justiça do Trabalho foi uma invenção de Getúlio Vargas quando entrou na onda do populismo latino-americano com uma coisa chamada trabalhismo. Com esse trabalhismo tupiniquim proliferou o sindicalismo.

Uma figura que transitava nesse meio, com influência total, referenciada como patrono até os dias atuais, era Plínio Affonso de Farias Mello, pai do nosso Ministro do Supremo Tribunal Marco Aurélio, conhecido pelas suas lambanças jurídicas. Tinha tanto prestígio o Sr. Plínio que mesmo no regime militar, João Figueiredo manteve aberta a vaga para o cargo de procurador no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro até que Marco Aurélio completasse 35 anos em 1981. Assim, atendida a exigência legal, sem qualquer concurso público, nosso Ministro assumiu aquele cobiçado cargo.

Nessa trilha, ainda com o prestígio do pai, foi guindado ao Tribunal Superior do Trabalho em Brasília. Depois, sob a tutela de Fernando Collor de Mello, seu primo, em 1990 foi 'promovido' para Ministro do Supremo Tribunal Federal. Assim, entre compadrio, parentesco, corporativismos, oportunismos e pistolões, temos o nosso ministro que gosta de soltar bandido. Como este sabia e sabe o caminho fácil, logrou nomear sua filha Letícia para o cargo de Desembargadora da 3ª Região no Rio de Janeiro, agora com a chancela de Dilma Rousseff, pouco importando essa história de nepotismo.

Nesses meandros conhecidos pelos espertos, o Ministro Dias Toffoli, atual presidente do STF, por ter sido advogado do PT, de José Dirceu, da União sob Lula, também ascendeu a tal suprema posição, mesmo sem concurso para juiz e após ter sido reprovado em dois. Já o Ministro Lewandowski chegou lá graças as suas ligações de compadrio e amizade com o casal Maria Letícia e Lula.

Mas, afinal de contas, faço estes relatos por quê? Por achar que está errado? Pode. Mas, na verdade, o que tenho mesmo é inveja. Sou muito burrinho e não conseguiria ser aprovado num concurso de juiz. Só que assim na moleza, de galho em galho, com padrinhos poderosos, eu aceitaria ser Ministro sem me fazer de rogado. Me contentaria até mesmo com uma função de Desembargador, ou na pior, de Procurador de uma instituição pública federal qualquer. Mas dessa forma! Sem concurso, sem teste nenhum da minha capacidade. Apenas na base do compadrio e da amizade. Fácil assim. Será que alguém recusaria?



06 Janeiro 2019 08:44:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

"A justiça carcomida é o pior câncer de uma sociedade. Em 1971, ganhei uma bolsa para estudar nos EUA. Foi um seminário sobre desenvolvimento econômico na Harvard University. Em um encontro com um professor, eu propus uma simples pergunta a ele. Qual o principal fator (citando apenas um), para explicar a diferença do desenvolvimento americano e o brasileiro, ao longo dos 500 anos de descobrimento de ambos os países? Então o mestre sentenciou sem titubear: a justiça! Explicou ele em poucas palavras: a sociedade só existe e se desenvolve fundamentada em suas leis e sua igualitária execução. A lei é o solo onde se edifica uma nação e sua cidadania. Se pétrea, permitirá o soerguimento de grandes nações. Se pantanosa, nada de grande poderá ser construído. 

Passados quase 50 anos deste aprendizado, a explicação continua cristalina e sólida como um diamante. Sem lei e justiça, não haverá uma grande nação. Do pântano florescerão os "direitos adquiridos", a impunidade para os poderosos. Daí se multiplicarão as ervas daninhas da corrupção, que por sua vez sugarão a seiva vital que deveria alimentar todas as folhas que compõem a sociedade. Este abismo gerará violência e tensão social. Neste ambiente de pura selvageria, os mais fortes esmagarão os mais fracos. O resultado final: o pântano se tornará praticamente inabitável. As riquezas fugirão sob as barbas gosmentas da justiça paquiderme, para outras nações.

"Nestes dias atuais, não há brasileiro que não sinta vergonha da sua Suprema Corte"

Os mais capazes renunciarão a cidadania em busca de terras onde a justiça garanta o mínimo desejado: que a lei seja igual para todos. Este é o fato presente e a verdade inegável do pântano chamado Brasil! Minha geração foi se esgotando na idiota discussão entre esquerda e direita. E ainda continua imbecializada na disputa entre 'nós e eles', criada pelo inculto Lula e o séquito lulista. Não enxergaram um palmo na frente do nariz da essência da democracia. Foram comprados com pixulecos, carros, sítios e apartamentos. Não sei quantos jovens lerão este texto e terão capacidade de interpretar e aprofundar a discussão. Aos meus 70 anos, faço o que está ao meu pequeno alcance"(John Kirchhofer).

O texto acima que me foi enviado e que transcrevo espelha uma realidade secular. Nestes dias atuais, não há brasileiro que não sinta vergonha da sua Suprema Corte.

O Supremo Tribunal há muitos anos abandonou por completo a sua função de autocontenção e guardião constitucional. Noticiam, a cada passo, as barganhas que faz com o Executivo e com o Legislativo, sobre causas das mais variadas.

O mau exemplo, então, vem até aos juízes de primeiro grau. Daí não ser nada estranho saber-se de decisões cunhadas ao sabor de simpatias pessoais, de convencimentos emprenhados pelos ouvidos, de sentenças lavradas ao arrepio das leis e absurdamente em frontal contradição com outras decisões do mesmo julgador. Que segurança pode ter o cidadão comum? Nenhuma!


30 Dezembro 2018 13:24:00

Na segunda metade do século dezenove o vice-rei do Egito deu como presente para o Imperador brasileiro duas múmias. Era uma contribuição cultural. Quando aqui chegaram, ficaram elas barradas na alfândega durante dias. Isso por- que nos formulários de registro de entrada de mercadoria não havia a opção "múmia". A solução foi aplicar o já famoso 'jeitinho brasileiro'?e registraram nos arquivos da receita como "carne seca". Resolvido! 

A burocracia talvez não seja um problema exclusivo deste país. Se herdamos dos portugueses essa cultura ibérica cartorial, nossos vizinhos todos da América Latina colonizados pelos espanhóis, possuem também entraves iguais ou piores na administração pública e até mesmo na empresarial. 

Agora, em dias atuais, tivemos a promulgação de uma lei que dispensa o reconhecimento em cartório das assinaturas apostas em papéis, apresentação de certidões de nascimento e autenticação de cópias xerox. Mas isso só, ainda é muito pouco. Necessário mais do que tudo é desburocratizar as cabeças bloqueadas e educá-las para que busquem soluções e não problemas no dia a dia.

Dou pequenos exemplos: para receber meus salários quando estive professor meteórico, a empregadora exigiu que abrisse junto a um banco local uma conta específica. Pois bem. Entre os documentos todos que me foram exigidos faltou um comprovante da minha residência, ou seja, um talão de luz, ou do consumo de água, da conta telefônica e o escambau.

Argumentei que eu era correntista do banco há mais de vinte anos e que inclusive movimentava minha conta ali com regularidade. Que todo ano o banco atualizava o meu cadastro. Era evidente que possuíam meu endereço de residência. Não adiantou. Estava no manual das exigências da instituição e pronto! Devia ter, e tem, uma cópia nos arquivos deles, mas é mais fácil fazer o burro trotear! 

Embora contrariado, fui buscar um talão de luz em casa. Encotrei um extrato remetido pelo próprio banco poucos dias antes. Cheio de razão levei o dito extrato e o apresentei para o bancário. Pela minha expressão facial de arrancar carnegão no vivo ele não teve como recusar. Quer dizer: os bitolados não pensam mais, apenas repetem como se fossem máquinas, o comando recebido. 

Uma senhora, pretendendo ser beneficiada com a isenção do IPTU, porque só tem a sua casinha de moradia e se aposentou por invalidez, logo que recebeu o comprovante da aposentadoria foi até ao setor de tributação da Prefeitura. O funcionário que a atendeu exigiu um "extrato" bancário da sua conta para provar o recebimento de pensão previdenciária. Mas ela não tinha extrato, ainda. Tinha mais do que isso. A prova documental da sua aposentadoria. Não teve jeito. O funcionário, com a preguiça mental que o domina, não aceitou. 

Se a instrução diz "extrato" nenhum documento pode substituí-lo, ainda que seja mais probante. O contribuinte que se lixe, que se bata, que corra de um lado para outro. Se a ordem é "extrato" bancário, é "extrato" e pronto! A burocracia domina a administração pública e privada mais pela falta de iniciativa do atendente, da sua incapacidade de discernir, da sua modorra congênita, da sua má vontade de resolver. Talvez uma espécie de prazer mórbido com a dificuldade dos outros! 


23 Dezembro 2018 15:01:00
Autor: Carlos Homem

Estamos nos dias da loucura e histeria coletiva

$artigoImagemTitulo


(Foto: Divulgação)/

Estamos chegando no final de mais um ano. Igual a todos os outros. Agora são aqueles dias em que a gente come mais do que deve, bebe sem nenhuma moderação, gasta mais do que previa para ter uma "noite feliz".   

Ficamos alegres e comemoramos mais 365 dias passados na nossa vida. Uma época de revermos pessoas que foram embora e que já não lembrávamos, mas que nesta época aparecem para visitar seus parentes. Vamos ouvir "feliz natal e próspero ano novo" uma montanha de vezes, mesmo por alguns dias após o ano terminar. Faz parte da nossa cultura. Repete-se esse mantra por delicadeza, sem nenhuma convicção. No dia seguinte já nem lembramos.

Esses últimos dias que antecedem o Natal são os mais chatos e estressantes do ano. Os finais de anos são todos iguais. Tudo tem a mesma liturgia, tudo é repetido bem igualzinho como sempre. Agora é a época de comprar presentes. Que saco! Será que alguém consegue acertar o presente que se vê obrigado a dar? E daí o dilema: Se compro um presente caro me dói no bolso, se compro um bem barato me chamam de mão de vaca. E pode haver coisa mais chata do que dar presente sem ter vontade? Essa conversa de que qualquer coisa serve e o que vale é a intenção não engana ninguém! E os planos para o ano seguinte que nunca cumprimos? Ano novo, vida nova, carro zero, reformas na casa, plásticas, viagens, etc. O ano passado não deu, no ano retrasado também não deu, mas agora vai dar. A mesma ilusão de sempre! Metas e metas não cumpridas! Nesse galope, estamos nos dias da loucura e histeria coletiva.

Também das simpatias da virada de ano. Mas olhem meu conselho: Quem fizer simpatia ou caridade esperando retorno, capriche. Por lógico, quem jogar no mar uma garrafa de cidra vagabunda pedindo vantagens para Iemanjá, com certeza vai receber o troco na mesma proporção. A divindade orixá não é trouxa! Pelo menos um Champagne de 100 reais! Fazer caridade pensando no retorno não é caridade, é investimento. O castigo pega e dá revertério!

Quase ia esquecendo da ceia natalina ou do reveillon. Aquela que tem comida boa e farta de toda espécie pra gente se empanzinar. Aquele ritual em que se reúnem parentes vindos de todo canto. Aquela tortura social onde sempre tem no mínimo um chato, sabido, falando alto, tomando conta do ambiente e contando vantagem que não acaba mais. E contando piadas que não têm graça! Não existe jantar de família nos finais de ano sem um chato de galocha! E tem sempre, também, aquele parente que você não gosta, mas tem que aguentar. Mas é assim! Afinal de contas, antes que me esqueça, no feriado de Natal comemora-se o quê mesmo?



16 Dezembro 2018 09:35:00

$artigoImagemTitulo





Sou contra! Pronto, falei! Podem berrar o quanto quiserem.Penso que o exame exigido pela

Ordem dos Advogados do Brasil para habilitar o profissional é uma prova soberba da ineficiência das faculdades de Direito. Assim como todo o ensino no Brasil,com ênfase no superior.

Esse espírito de corpo onde a maioria dos advogados estão engajados,achando que o exame da ordem é uma providência saneadora,espelha o medo da concorrência.Uma espécie de reserva de mercado. Instinto animal de sobrevivência! Além de um sublimado egoísmo. Impedir, ou criar obstáculo para que outros trabalhem é, queiramos ou não,um sentimento mesquinho.

Não penso que seja justo, depois de cinco anos cursando uma faculdade, com custos financeiros e sacrifícios de toda ordem, exigir do bacharel que faça ainda mais uma prova para poder exercer sua atividade. Ora, a faculdade que lhe ministrou aulas, com seus professores pós-graduados,doutorados, mestrados e outras frescuras mais, ensinou o quê?

Quem seleciona o profissional,em todas as atividades, é o mercado.Elementar! A prova de capacitação se faz pelos serviços prestados no dia a dia. Pedreiros, carpinteiros,pintores, eletricistas, engenheiros,decoradores, entre outros, fazem o nome e são procurados em razão apenas da fama de bons profissionais.

Não me contestem alegando que a prova da ordem está estabelecida na lei e que esta deve ser cumprida. Sei perfeitamente o que diz o final do inciso XIII, art. 5 da CF e que o art.8, caput, da Lei 8.906/94 com suporte nela, assim impõe. Mas trata-se de uma "lei injusta", se é que posso me apropriar desta expressão usada por Oscar Wilde em seu famoso poema.

Nas faculdades de Direito o que menos ensinam é a prática de redação ou elaboração de peças processuais.Enchem a cabeça dos acadêmicos de teorias, subjetivismos do Direito, filosofias, e o diabo à quatro.Algumas disciplinas inclusive com títulos exóticos que não servem para absolutamente nada.

Não ensinam, porém, sequer a confeccionar um recibo. O novo bacharel recebe o diploma com aquela sensação íntima de que não aprendeu nada. Daí tem que estudar como um louco para aprender o que não lhe ensinaram, e ainda pagar para fazer a tal prova da ordem.

E são feitas aos montes durante o ano, com evidente objetivo arrecadador.

Um bacharel desses poderia,ainda que pareça absurdo, pedira restituição dos valores pagos a título de mensalidades, devidamente corrigidos, já que teria sido vítima de um estelionato. Sim, porque foi enganado durante cinco anos,não lhe capacitaram e agora exigem ainda que seja submetido e aprovado num exame sobre aquilo que não aprendeu. Poderia, quem sabe, e abusando do absurdo, pleitear o dano também contra o Governo Federal por permitir o funcionamento de faculdades sem a devida qualificação. A tese é louca?Pode ser. Mas loucura mesmo são essas faculdades que não reprovam ninguém, cobram o olho da cara,não ensinam e nem capacitam.Mercantilizam diplomas. Isso não é verdade? Então qual a razão para a existência do exame da Ordem?



09 Dezembro 2018 08:30:00


Acabou o mês de novembro. Ufa!!! Tem horas que me julgo muito esperto. Pois consegui não dar o cano no mês de novembro. Tá certo sim! Não permiti essa invasão marota e, portanto, dei o cano não dando o cano, pedindo desculpas pelo trocadilho. Que diabo! O homem já está aterrissando no planeta Marte, e ainda existe por aqui um exame desse tipo? 

Dizem que tem outro, mas que não funciona. Será? Acredito que inventaram isso só pra humilhar. Esse defloramento mórbido, consensual, não pode persistir. Vou conversar com um deputado da nova república bolsonariana para que apresente um projeto de lei extinguindo o azul do novembro. Tem outras cores mais amenas. Menos doloridas e vexatórias! Mesmo porque, naquele momento de suplício ninguém vê azul nenhum, mas apenas a coisa preta! E com estrelas! Aí, então, me queixei para um amigo sobre esse exame prostático e preventivo.

Largue mão, cara! Disse-me ele, acrescentando: Isso é normal, você que é muito chato e paranoico! Sou mesmo. Assumo. Sou retrógrado, preconceituoso e ignorante. Só de pensar no dedão do médico aperto o esfíncter de tal forma que não passa nem pensamento. Essa tal de próstata não podia ser em outro lugar? Perto das amigdalas, por exemplo! Se fosse ali o toque não baixaria o astral de homem nenhum.

"A gente poderia morrer engasgado, não envergonhado"

A gente poderia morrer engasgado, não envergonhado. Se a gente parar para pensar vai concluir que esse atentado ao pudor é mais uma estratégia da esquerda para desestabilizar o machismo. O homem que cortava a grama lá em casa perguntou-se, aproveitando uma confidência masculina sobre o assunto, se esse dedaço na retaguarda servia mesmo para alguma coisa.

Fiquei me questionando se valia a pena perder alguns minutos discutindo com um senhor de 62 anos, evangélico, puritano, com menor espaço na cabeça do que este que ocupo nesta crônica. Mas, é cruel admitir: também sou quadrado igual a ele! Se a gente começar a discutir com todo jardineiro conservador, professor canhoteiro, futriqueiros da esquina da Salomão Almeida, simpatizantes do MBL, filósofos de botequim, petistas enlutados, talvez nos sobre muito pouco tempo para viver a vida. Melhor deixar quieto e torcer para que a vaselina alivie um pouco o nosso tormento.

A verdade é que marquei, desmarquei e marquei de novo uma porção de vezes o tal exame. Daí gazeteei! Fiquei imaginando o médico me esperando com aquele indicador em riste e com aquela cara de Sade ou de Torquemada. Ou dos dois juntos! Ele que use aquele dedo para tirar a remela dos olhos ao invés de trilhar na minha flora intestinal e acabar com a minha autoestima. Escapei do novembro, agora quero mais é curtir férias em dezembro.


OCO DO MUNDO
01 Dezembro 2018 21:01:00

Os irracionais, embora devam merecer maior tolerância e compaixão dos humanos, devem também ter suas limitações nessa proteção. Tudo tem limites. Ora, se o direito de cada cidadão acaba onde começa o do outro, para os irracionais a regra tem que ser pelo menos próxima disso. Ou a irracionalidade é sinônimo de ilimitada tolerância? Um ruralista meu conhecido, há tempos não muito distantes, matou um leão baio. 

O bicho estava viciado em matar as ovelhas dele. Fazia ali, naquele sitio, visitas periódicas e imprevisíveis matando várias ovelhas para saciar a fome e também os seus instintos, como é natural. Cometeu o homem a quem me refiro a imprudência de tirar o coro da fera e estaqueá-lo para depois guardá-lo como troféu. Arquivou a prova do crime, o tolo. 

Daí ferrou-se! Mas, será mesmo que houve crime ambiental? E as ovelhas mortas, quem, em tese, devia ser responsável pelo ressarcimento? E como fazer para o leão não aparecer mais, vitimando outros animais domésticos? Estou fazendo todo este contorno para chegar no javali. Virou praga esse bicho. E então? O agricultor pode ou não matar esse porco selvagem? O javali, animal exótico que veio sabe-se lá por quais caminhos, é um predador completo. 

Estraga e destrói lavouras, degrada a terra, mata animais domésticos e é perigoso para as pessoas, além de transmitir, segundo se supõe, a febre aftosa e outras doenças. Vindos da Ásia e da Europa, o javali não tem predador natural no nosso ecossistema. Daí prolifera com muita facilidade não havendo como controlar seu aumento populacional. 

Como andam sempre em varas, arrasam lavouras de milho, mandioca, entre outras tantas e variadas. Porque só nós os humanos é que temos deveres diante das leis, temos que nos submeter a mais esta, arquitetada em gabinetes por quem não sofre o problema. Portanto, desequilibrada. Então, para quem tem necessidade de abater tais animais, deve antes trilhar o calvário burocrático que neste país é o caminho obrigatório para qualquer coisa que se pretenda fazer. 

Por ser atribuição da Polícia Ambiental a permissão para a caça do ja- vali, quem quiser eliminá-lo deve antes fazer um cadastro pessoal (com antecedentes mínimos de um santo), pois do contrário não consegue, cadastrar a propriedade rural (mais uma vez) e fazer um registro de porte de arma (este sim é uma loteria). Para tanto, entre uma montanha de documentos e taxas de toda natureza, o cidadão descobre que é melhor concubinar-se com o javali. 

Custa mais barato! Ou, como sempre acontece em situações assemelhadas, o proprietário busca solução nas margens da lei, agindo de forma ortodoxa e anônima com o uso de veneno, armadilhas, etc. Fazer o quê? As leis, na maioria, a exemplo desta, não possibilitam o seu cumprimento. 


25 Novembro 2018 08:50:00
Autor: Carlos Homem

Talvez no tropeço dos outros compenso os meus

Acredito que este meu compromisso semanal de escrever uma crônica, aqui neste espaço, está me deixando cada vez mais rabugento. Implico com as palavras, com os modismos, com as gírias, com tudo. Estou sempre vigiando como falam e como escrevem. Como se eu não errasse a todo o momento! Mais um cacoete, entre os tantos que tenho. 

Talvez no tropeço dos outros compenso os meus. Nestes dias, como exemplo, descobriram o substantivo "expertise". Nunca tinha ouvido isso antes. Primeiro numa propaganda de empresa dedicada aos fundos de investimentos, depois um repórter daqui outro entrevistado dali. Pronto! A moda está pegando e agora usar "expertise" é muito mais chique do que falar especialista ou experiente. O humano é um macaco melhorado. Ou piorado. Adora imitar.

 Aliás, o substantivo feminino "imitação" agora virou "memes". Dia desses brinquei com uma colega no WhatsApp sobre esse termo. "Zoei", se é que posso usar o idioma dela. É que sou bronco e refratário à essa linguagem truncada das redes sociais. Ela reflete o tamanho da minha alienação. Acrescentar inovações, incorporar novas ideias, novas técnicas, adicionar informações, são expressões que ficaram a latere com o uso dominante e recorrente do "agregar valores". E os vinhos? Ninguém diz que este ou aquele vinho é mais suave, menos seco, mais aveludado, mais leve, etc. A frescura, para se bancar o entendido, é dizer mais "encorpado" ou menos "encorpado". 

Existe também uma hierarquia entre as palavras. Desfalque é muito mais elegante do que roubo, não é? Que o indivíduo tal praticou apropriação indébita fica menos agressivo do que chamá-lo de ladrão. Ou não? Fazer xixi é socialmente aceitável, mas mijar é uma expressão cascuda e agressiva dependendo do ambiente. Cocô é um eufemismo que soa menos fedido do que o seu sinônimo. Há mesmo alguns vocábulos infames que dificultam a pronúncia correta: defasagem, estupro, superstição, perscrutar, que enrolam a língua, entre tantos. 

O tratamento que nos dedicam também têm sua importância subordinada aos sinônimos utilizados. Na minha fugaz existência, fico com o peito estufado quando as moças do telemarketing me chamam de cavalheiro, pois no dia a dia sou apenas um cara grosseiro. Falei logo no início que estou cada vez mais "rabugento". É mais popular dizer assim, porque "irascível", que confesso que sou o adjetivo é menos confortável.


18 Novembro 2018 09:15:00


(Foto: Divulgação)


Se o Vasco tivesse feito mais gols do que o Grêmio teria ganho o jogo, mas como não fez, perdeu. Assim teria dito a Dilma Rousseff com seu inusitado poder de dedução. Porém, mesmo perdendo o jogo, para compensar a infelicidade do seu goleiro, o Vasco ganhou três pontos ao invés de perdê-los. Bom, se na primeira linha acima existe a possibilidade de a Dilma ter dito tal disparate, na segunda é evidente que estamos diante de uma fake news.

Agora esse vocábulo copiado dos americanos, como sempre, virou moda. Nossa macaquice tupiniquim acha mais bonito repetir o estrangeirismo. Porém, o problema é que as redes sociais perderam sua credibilidade por causa disso. Ainda que nas notícias que ali nos sejam repassadas tenham possibilidade de serem verdadeiras, já não acreditamos de primeira mão. Tudo virou notícia falsa, ou pelos menos a serem conferidas.

 Para defender-se das revelações nada republicanas sobre sua vida íntima, e também comercial, o presidente Donald Trump difundiu e notabilizou a expressão. Mas, penso que as "fake news" vêm de muito longe na nossa história. Aqui, na terra descoberta por Cabral, que já estou pensando tratar-se também de uma "fake news", pois historiadores existem que dizem ter sido o espanhol Balboa quem primeiro por aqui esteve. Cabral (o Pedro), chegou depois. Foi "fake" também, segundo os americanos do norte, a notícia de que Santos Dumont inventou o avião. Mas, por patriotismo nos recusamos a aceitar que tenha sido os irmãos Wright.

 Aquela história de que Pedro I, nosso Imperador de tempos longevos, sacou da espada na margem do Rio Ipiranga, deu um brado de independência, sabe-se hoje que era "fake". Ele andava sofrendo torturas fazia já alguns dias, de um tremendo tenesmo. Então, no momento em que saía de uma capoeira, onde fora desapertar-se, ao receber os despachos de Lisboa, irritado, com certeza deve ter declarado nossa independência usando um palavreado menos publicável como é do gosto dos portugueses até hoje. Mas, "fake" ou não, entre os Libertadores das Américas (tem o campeonato de futebol com esse nome), Pedro I é o único brasileiro ali incluído. E isto não é "fake".

Ainda, a Lei Áurea que libertou nossos escravos, quando já não havia nenhum outro país com escravidão, não foi bondade da Princesa Isabel, mas obrigada a fazê-lo na marra, por imposição dos ingleses que punham à pique nossos navios negreiros. Tratouse de outro "fake" da história, mas que o patriotismo pinta com belas cores. As "fakes" sempre foram exploradas no mundo, em especial pelos políticos. A melhor prova disso é que a maior "fake" deste país, conhecida por Lula da Silva, ainda é venerado por uma multidão que teima em acreditar nas suas mentiras.



12 Novembro 2018 09:01:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Acho, ou melhor, penso, porque nunca acho nada! Então penso que essas palestras motivacionais oferecidas pelas empresas para seus funcionários cansados, sempre com o nome de "atualização", são engraçadas. Ou, digamos, perversas. Os empregados são motivados, após assistirem tais palestras, para trabalharem mais ainda. 

Os palestrantes, via de regra, são bons de bico, pedagógicos, simpáticos, bem humorados, cheios de recursos verbais e convincentes. Ensinam como o participante obtenha maior reconhecimento do empregador sendo mais produtivo no trabalho. Eles mesmos, no entanto, se reveladas suas identidades, nada mais fazem do que andar por aí "motivando" os outros. Sucessos pessoais, deles mesmos, é muito pouco.

Me fazem lembrar das videntes. Preveem o futuro, aconselham e fazem sortilégios para o sucesso da vida dos consulentes, sorte nos negócios, no amor, etc. Elas mesmas, com unanimidade, são todas pobretonas e vivem com migalhas. Para si mesmas as previsões não funcionam. Claro, na prática a teoria é sempre outra.

É fácil, muito fácil palpitar e sugerir soluções para a vida dos outros! O problema é administrar a nossa! Elementar. Não há lógica no comportamento das pessoas e o transitório é a constante. A cabeça humana é enigmática e tem sua individualidade.

"É FÁCIL, MUITO FÁCIL PALPITAR E SUGERIR SOLUÇÕES PARA A VIDA DOS OUTROS!

Voltemos aos palestrantes motivacionais. O que eles têm em comum é o argumento de que todo sucesso alcançado pelas pessoas é sempre o resultado de uma força de vontade e disposição excepcionais.

Lindo, sob o aspecto teórico! Quando essas palestras, seminários, encontros, e sabe lá que denominações lhes sejam dadas são pagas, o dinheiro é sempre jogado fora. Os participantes saem dali cheios de ideias e com as baterias carregadas. Não leva sequer uma semana e já esquecem tudo. Igual aos regimes alimentares com o objetivo de emagrecer.

Duram dois ou três dias, depois se permite, negando a própria rendição, que o organismo recupere com sobras tudo aquilo que lhe foi negado. Assim é, porque uma porção de mecanismos do nosso corpo continua oculta e indecifrável. Essas doses de otimismo, de estímulos, de autoestima, que os profissionais da motivação incutem naqueles que os ouvem, porque são todas abstratas, e, portanto frágeis, logo se rendem ante a realidade do dia a dia. As dificuldades são imprevisíveis e aparecem aos montes. Assim como os livros de autoajudas, de frases e mensagens feitas na Internet, achamos muito bonitas e até verdadeiras quando as lemos. São, porém, inócuas. Evaporam-se. Na prática não as seguimos.


OCO DO MUNDO
03 Novembro 2018 21:01:00

Universitário que não seja da esquerda é careta. Retrógrado. É chique ser do contra. Agredir as estruturas dá um quê de inteligência, de independência, de que tem personalidade. Nestes dias agitados pelas eleições, os universitários adotaram o discurso antifascismo. Mal se dão conta que assim como o comunismo, o fascismo há muito entrou em colapso. 

Tá fora! Mas os acadêmicos invadem as universidades com seminários e palestras sobre o fascismo. Até quebra-quebra promovem na defesa "dos direitos" para realizarem tais eventos. Boicotam as aulas com desculpas de que estão sendo ameaçados pelos "fascistas". Estudar é o que menos fazem. Pode? Acreditam nisso? Muito bem. Aposto uma viagem de ida para a Venezuela como 95 em cada 100 universitário não sabem o que é o fascismo, onde nasceu, quem foi seu criador, que doutrina defende. Vou bem mais longe. 

Aposto mais uma viagem só de ida para a Uganda como 99 em cada 100 universitários não são capazes de escrever dez linhas sobre o fascismo. Dez linhas é muito? Tá bom, tá bom, deixo por cinco! Quando se é jovem o discurso socialista soa romântico e filosófico. E jovem, nesses assuntos, como sempre, viaja na maionese! É porque acha bonito ser qualquer coisa, mesmo que não saiba do que se trata. Babacas é o que são! Vivemos em dias que há muita gente defendendo besteiras e se sentindo orgulhosas por isso. 

São os imbecis com complexo de sabidos. Aliás, estudos realizados com dezenas de milhares de pessoas, em vários países, constataram de forma assustadora que a inteligência humana começou a cair. Há uma regressão lenta, mas preocupante. Penso que tal conclusão já havia constatado na minha última experiência como professor. Meus alunos, com raras, raríssimas exceções, eram capazes de responder uma questão dissertativa quando a fundamentação tivesse que ser em no mínimo dez linhas. 

E vejam que eram estudantes no curso de Direito onde o uso da fundamentação é primordial. Lembro de uma moça que me entregava as provas mensais com as questões dissertativas em branco, alegando que sabia as respostas, mas não conseguia explicar. Há, é visível isso, um declínio na capacidade de raciocinar. Qualquer dúvida é mais fácil consultar a Internet pelo celular. Tomou o celular deles ficam deficientes físicos e mentais. A preguiça mental está atrofiando a capacidade de pensar. 

Os universitários gostam de contrariar, de propagar modismos, doutrinas exóticas, sem saberem do que se tratam. Daí, quando vejo acadêmicos fazendo discursos contra a perseguição, ou ameaças do fascismo, gostaria, se possível fosse, de colocá-los todos num local apropriado e sabatiná-los, com obrigação de escreverem em dez linhas, o que é tal doutrina. São uns tolos, na verdade. Assim, como na fábula de Monteiro Lobato, o tolo nunca é mais tolo do que quando se mete a sábio. 


Jornal "A Semana" | Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida | 89520-000 | Curitibanos | (49) 3245-1711