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Retorno da Alegria

04 Junho 2018 13:32:00

Sulisia Westphal


(Foto: Divulgação) 

Passados alguns dias pós-crise dos abastecimentos em todo o país em função da paralisação dos caminhoneiros, mesmo com o retorno do combustível e dos alimentos nas prateleiras, paira uma sensação diferente entre os brasileiros. 

Uma espécie de sombra que se estende para todas as pessoas, independente da idade, da classe social, da profissão, da região em que mora, do setor em que atua. Para algumas pessoas, como sempre, repercutiu em proporções diferentes. Mas ninguém saiu ileso. Muitas férias coletivas inesperadas!

Os aspectos negativos continuam ainda sobressaindo... Os prejuízos incalculáveis em vários agronegócios, a falta de alimentos para os animais, os movimentos nos portos, a redução dos transportes coletivos, os impeditivos na locomoção pela falta do combustível, as aulas canceladas, os inúmeros atendimentos sem acessibilidade, as cirurgias eletivas transferidas... A falta de medicamentos, de alimentos... A falta do gás de cozinha cujo reabastecimento, tal qual a gasolina e derivados ainda não estão normalizados... Os imensuráveis litros de leite perdidos. Os prejuízos das grandes e pequenas empresas...

MAS O QUE APRENDEMOS COM TANTOS TRANSTORNOS FINANCEIROS, FÍSICOS E EMOCIONAIS?

Depois do medo, da insegurança, da angústia, da impotência, começaram a emergir os atos inesquecíveis de solidariedade frente a um País que parava lentamente. A coragem e união de uma categoria, a solidariedade frente às idas e vindas oferecendo caronas dentro dos condomínios, para os locais de trabalho, os vizinhos se conhecendo através de horários afins nos deslocamentos, entre outros... A conscientização da importância em economizar o gás nos banhos e nas cozinhas. O bom senso nas linhas de ônibus fazendo cortes nos horários de pouco movimento. O poder de negociação para a organização dos comboios.

E HOJE?

Não podemos pensar que acabou. Os reflexos se estenderão por muito tempo. Para alguns pode representar o fim de sua atividade. Mas como bem nos motivou o governador: "Vamos nos sensibilizar dando preferência ao consumo de produtos catarinenses prestigiando os nossos produtores tão afetados. Igualmente, procurando valorizar os pequenos feirantes que com muito prejuízo e esforços oferecem seus produtos nas feiras próximas de nossas residências".

Boicotar sim, os preços abusivos. Permanecer alerta, pois nossas pequenas atitudes podem gerar grandes mudanças. Ao invés de estar sempre a criticar "o movimento", use sua "lanterna imaginária" para continuar encontrando alegrias tão comemoradas tais como àquelas na chegada dos caminhões abastecendo os postos de combustíveis!


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