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Nativos Digitais

09 Abril 2018 13:54:00

Sulisia Westphal


(Foto: Sulisia Westphal)

Marc Prensky, especialista em educação, inventor da expressão "nativos digitais", referindo-se a nova geração, a uma nova cultura, àqueles que nasceram na era da Internet, a partir de 1980, e de "imigrantes digitais" os que tiveram que se adaptar a ela. Segundo Marc, já não existem "os tais imigrantes" nas salas de aula nos EEUU. São todos nativos... 

Quem formamos colaborativamente?

Percebemos ainda que lentamente, as Escolas se adequando a essa diversidade que se encontrada no contexto escolar em resposta a evolução e desenvolvimento das tecnologias e a funcionalidade do celular, tablet, da câmera digital, dentre outros, transformando as relações e a comunicação propriamente dita. Prensky (2001), ao descrever as habilidades dos nativos digitais, evidenciou, principalmente, a capacidade desses de realizarem múltiplas tarefas, ao mesmo tempo, e que não se amedrontam diante dos desafios expostos pela tecnologia. Mas em nosso entorno, o que vemos diariamente? Até os bebês utilizando a internet com seus joguinhos para "dar um tempo" aos familiares, nos mais variados ambientes...

Como uma Escola, uma sala de aula oferece estratégias atraentes que correspondam à diversidade ali existente?

As crianças estão cada vez mais dispersas, sem foco, com dificuldades de aprendizagem básicas como juntar sílabas, ler, escrever, com déficit de atenção, com hiperatividade... Com problemas de relacionamentos... Mas o dedo está sempre em movimento sobre as telas... Quando as famílias são chamadas para expandir o olhar sobre o seu filho (a), o estudante que não para, que não se apropria dos conhecimentos, que não sabe interagir com seus colegas, que não apresentam as atividades propostas pelos seus professores, que desrespeitam, agridem verbalmente... E tantos outros aspectos desencadeiam sobre o sujeito. Encontramos vários pais, cuja rotina é o dia todo envolvidos com seu trabalho, e quando chegam em casa, têm todas as movimentações domésticas para dar conta, o que inclui seus filhos... Assim, passa despercebida, que é mais fácil realizar ou deixar acontecer tudo que o filho solicita, do que se impor, do que tentar dialogar sobre o que é certo e errado. O que é dever, o que é direito..., a distribuição de funções, de pequenas responsabilidades. E ainda, têm os recados e as atividades da Escola para acompanhar, para assinar... Muitas vezes recados que refletem em toda "a articulação familiar"... Sem tempo para educar... Na agenda dos pais, nem sempre morando no mesmo endereço, também está a intolerância para qualquer item a mais em sua agenda pessoal... Sem espaço para mais um desgaste emocional... A conseqüência: Mais um tempo conectado para o filho...

Mas conectado em quê, com quem?

 À medida que vai crescendo o filho (a) crescem os problemas, a falta de tempo para ver, abraçar, ser afetuoso com o pequeno ser, que não tem culpa do mundo em que nascemos. A maioria trabalhando para dar uma vida melhor para os seus. Uma vida diferente do que teve... Diante deste recorte da geração "nativos digitais", algumas dicas:

Aprendi recentemente com uma amiga, que quando o filho já consegue passar um turno em casa com autonomia, funciona muito bem organizar uma rotina com horários estabelecidos juntamente com a criança. Rotina com tempo determinado para os seus direitos e obrigações pré-estabelecidas. E, em tempo também pré-agendado, enviar fotos do combinado pelo whats: Controle e confiança à distância. Um e outro flagrante em casa, com certeza também farão muito bem. Agendou em parceria? Cumpriu? O que prometeu, precisa ser cumprido. Por isso a mensagem central para "nossa nova geração" é: TODA SÁBIA VIGILÂNCIA É PERTINENTE. IMPRESCINDÍVEL.


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