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Irmãos

15 Janeiro 2018 08:43:00

Sulisia Westphal


(Foto: Daniela Kuodrek) /


Recentemente na minissérie "Entre Irmãs", fomos interpelados a perceber com qual das irmãs nos identificamos, pelas diferenças que apresentam. E que, mesmo diante dos desafios que a vida oferece. O entrelaçamento, o sentimento de amor entre elas é superado pelos duros enfrentamentos resistindo à distância e ao tempo. Uma acata a vida "sofrência", decepcionante sem mudanças. A outra parte em busca de uma vida diferente. Depois o reencontro. Os vínculos construídos inabaláveis. 

Já o desfecho da novela Pega Pega conseguiu sensibilizar os telespectadores com a incrível revelação de que o protagonista Eric, dono do Carioca Palace é irmão de Júlio, um dos assaltantes do próprio irmão, que entrou na quadrilha porque suas tias perderiam a moradia da qual fazia parte. Só mais tarde a mãe apareceu. O autor apresenta o irmão "assaltante" e funcionário do próprio hotel, com total desinteresse pela fortuna do irmão, principalmente porque ambos foram surpreendidos "coincidência", segredo absoluto da mãe. No julgamento do roubo cumpre a pena leve pela ausência de antecedentes criminais. Na saída o irmão o aguarda para trabalhar com ele no Hotel que também passa a ser seu. O perdão é possível. No entanto um relacionamento é ou deveria ser uma via de mão dupla.

Ao mesmo tempo, recebo em vários grupos uma mensagem que ressalta a importância do relacionamento entre irmãos, nem sempre de sangue. Às vezes como amigos passam a ser mais do que irmãos. O importante é investir tempo, lembrar, conviver com "os nossos", pois à medida que envelhecermos, eles serão peças cada vez mais importantes em nossa vida.

Curiosidade: relacionamento entre irmãos estão sempre presentes em nossa história: Nossos irmãos, nossos tios, os irmãos de nossos pais, seus filhos/nossos primos o relacionamento entre nossos filhos, e tão rápido, o relacionamento entre nossos netos/ irmãos ou primos.

O que podemos fazer hoje para investir nestas relações?

Planejar e fazer coisas com eles, como por exemplo, uma viagem, uma pescaria, momentos que oportunizem conversas, contextualizações e conhecer-se um pouco mais em circunstâncias diversas... Transmitir nossos valores e crenças através de nossas atitudes e ações. Passar finais de semana na praia ou no sítio, ou... envolvendo jogatinas, gastronomia com especialidades reveladas de cada um. Organizar criativos eventos envolvendo-os. O importante é considerar que as famílias aumentam e se diluem com rapidez. Filhos crescem, casam, alçam seus próprios voos. Casamentos já não são tão duráveis... Assim, precisamos acreditar que os IRMÃOS estão aí. Não importa o tempo e os quilômetros.

Os Filhos Únicos, hoje em um número cada vez maior, com certeza encontram pessoas irmãs. A sabedoria está em saber articular as diferenças agregando valores nos relacionamentos. Recordo uma preocupação constante quando fui a motorista de meu filho criança e seus três amigos filhos únicos. Quanta responsabilidade transportava com muito prazer para fins de semana na praia. Quanta confiança depositadas, quantos quilômetros por muitos anos. Hoje a amizade permanece...


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