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Curso de Noivos

16 Abril 2018 13:57:00

Sulisia Westphal


(Foto: Sulisia Westphal) /


Recentemente acompanhei um Curso de Noivos diferenciado. Na chegada, a identificação com um crachá moderno, criativo (scrapbook), uma mini obra de arte. Para um sábado inteiro, a acolhida com café da manhã, o jeito incrível em que os casais foram recepcionados, quebrou qualquer resistência diante de um imenso grupo de pessoas desconhecidas (trinta casais aproximadamente). Teve até uma peça teatral abordando os relacionamentos. As palestras em várias áreas, quase todas motivadoras pela qualidade apresentada. No encerramento, uma inesquecível festa romântica, surpresa, à luz de velas, com um saboroso coquetel. A culminância também preparada nos mínimos detalhes pelo atuante Grupo Jovem da Igreja.

Obrigatoriedade

Confesso que aprovo a ideia da obrigatoriedade do curso para realizar a cerimônia na Igreja. Afinal, casamento para a maioria deixou de ser algo "eternizado/para sempre": Passou a ser algo passageiro/descartável, ou apenas uma ostentação perante a sociedade. Ir à Igreja saiu da agenda de muitas famílias. Na verdade, vem reduzindo cada vez mais os casais que optam pela cerimônia. Simplesmente passam a morar juntos... Priorizam canalizar seus investimentos em outras aquisições. Diante dos primeiros desafios, cada um segue seu caminho e prossegue em suas buscas.

Agende com antecipação

Presenciar casais que demonstram o desejo e o amor em intensidade após um longo tempo de namoro gera a confiança de que estão entre àqueles com possibilidades de durar muito, ou, talvez, até dure para sempre! Ou... Optar em fazer uma cerimônia religiosa nos dias atuais requer vários detalhes como o curso de noivos em carga horária ampliada, o que requer bastante atenção, pois nem sempre está disponibilizado. Os proclames obrigatórios na Igreja do bairro em que residem, necessitam de no mínimo três semanas, igualmente nos cartórios, o que exige alerta e agendamento antecipado. A data da Igreja para a realização do evento, às vezes, pela preferência dos noivos ou disponibilidade da sua cidade, requer às vezes, até um ano de antecedência para o agendamento. Outro enfoque está para a cerimônia do civil, no mesmo ato do religioso, o que não é permitido em algumas paróquias.

Justificativas

Já parou para refletir quais os motivos envolvidos na obrigatoriedade do curso?

Pode oferecer dicas facilitadoras para um relacionamento harmonioso, estável e, consequentemente feliz como sugestões e práticas para qualificar os diálogos sobre temas importantes para o conhecimento mútuo. A antecedência do curso é pelas informações e elementos de discernimento da comunicação do casal nas várias áreas, as quais permitem uma avaliação e constatação para verificar se estão realmente preparados.

Aspectos abordados: As finanças do casal: planejamento, organização; Filhos, métodos de planificação; Papéis ou funções, corresponsabilidades que um espera do outro em relação às tarefas da casa; e da educação dos filhos; Elaboração de projetos ou objetivos comuns como casal e como família; Formas como se relacionarão com as famílias de cada um; Costumes, tradições culturais que terão em comum; Como pretendem articular suas atuações profissionais; Comunicação para lidar com as dificuldades de entendimento; Aborda ainda elementos sobre a grandeza e sentido da vida sexual dentro do casamento; O casamento como um sacramento; o rito do matrimônio, e a celebração do casamento. Ao concluir, recebem um certificado que é válido por determinado período, o que está entre os requisitos exigidos. Apresentam ainda a importância de integrar-se, como casal, a um grupo de atividade dentro da paróquia. Isso lhes permitirá continuar se nutrindo para manter viva sua fé e seus votos como casal.

Com certeza um dia dinâmico, vivenciado de maneira a propiciar um aprofundamento reflexivo sobre a vida a dois.

Bônus

Cada participante além do crachá personalizado trouxe OS TREZE CONSELHOS DO PAPA FRANCISCO PARA UM BOM CASAMENTO:

O Papa Francisco usou o "hino da caridade" de São Paulo, em sua primeira Carta aos Coríntios, a fim de dar alguns conselhos sobre como sustentar um bom casamento durante os anos baseado no amor verdadeiro.

"Vale a pena deter-se a esclarecer o significado das expressões deste texto, tendo em vista uma aplicação à existência concreta de cada família", explicou.

1. Paciência: Esta escreveu Francisco, "não é deixar que nos maltratem permanentemente, nem tolerar agressões físicas, ou permitir que nos tratem como objetos", mas "o amor tem sempre um sentido de profunda compaixão que leva a aceitar o outro como parte deste mundo, também quando atua de um modo diferente ao qual eu desejaria".

"O problema surge quando exigimos que as relações sejam idílicas, ou que as pessoas sejam perfeitas, ou quando nos colocamos no centro e esperamos que se cumpra unicamente a nossa vontade. Então tudo nos impacienta, tudo nos leva a reagir com agressividade", advertiu.

2. Atitude de serviço: O Papa destacou que em sua carta, São Paulo "quer insistir que o amor não é apenas um sentimento, mas deve ser entendido no sentido que o verbo 'amar' tem em hebraico: 'fazer o bem'".

"Como dizia Santo Inácio de Loyola, 'o amor deve ser colocado mais nas obras do que nas palavras'. Assim poderá mostrar toda a sua fecundidade, permitindo-nos experimentar a felicidade de dar, a nobreza e grandeza de doar-se superabundantemente, sem calcular nem reclamar pagamento, mas apenas pelo prazer de dar e servir".

3. Curando a inveja: "No amor não há lugar para sentir desgosto pelo bem de outro", sublinhou o Papa. Ao mesmo tempo, explicou que "a inveja é uma tristeza pelo bem alheio, demonstrando que não nos interessa a felicidade dos outros, porque estamos concentrados exclusivamente no nosso bem-estar".

O Santo Padre indicou que "o verdadeiro amor aprecia os sucessos alheios, não os sente como uma ameaça, libertando-se do sabor amargo da inveja. Aceita que cada um tenha dons distintos e caminhos diferentes na vida".

4. Sem ser arrogante nem se orgulhar: Francisco destacou que "quem ama não só evita falar muito de si mesmo, mas, porque está centrado nos outros, sabe manter-se no seu lugar sem pretender estar no centro".

"Alguns julgam-se grandes, porque sabem mais do que os outros, dedicando-se a impor-lhes exigências e a controlá-los; quando, na realidade, o que nos faz grandes é o amor que compreende, cuida, integra, está atento aos fracos", disse.

5. Amabilidade: "Amar é também tornar-se amável", precisou o Papa. E isto significa que "o amor não age rudemente, não atua de forma inconveniente, não se mostra duro no trato.

Os seus modos, as suas palavras, os seus gestos são agradáveis; não são ásperos, nem rígidos. Detesta fazer sofrer os outros".

6. Desprendimento: Ao contrário da frase popular que diz que "para amar os outros, é preciso primeiro amar-se a si mesmo", o Papa recordou que neste hino à caridade, São Paulo "afirma que o amor 'não procura o seu próprio interesse', ou 'não procura o que é seu'".

"Deve-se evitar de dar prioridade ao amor a si mesmo, como se fosse mais nobre do que o dom de si aos outros".

7. Sem violência interior: O Papa encorajou na Amoris Laetitia a evitar "uma irritação recôndita que nos põe à defesa perante os outros, como se fossem inimigos molestos a evitar".

"O Evangelho convida a olhar primeiro a trave na própria vista", acrescentou, para logo exortar: "Se tivermos de lutar contra um mal, façamo-lo; mas sempre digamos 'não' à violência interior".

8. Perdão: Francisco recomendou não deixar lugar "ao ressentimento que se aninha no coração", mas sim trabalhar em "um perdão fundado em uma atitude positiva que procura compreender a fraqueza alheia e encontrar desculpas para a outra pessoa".

O Papa assegurou que a comunhão familiar "só pode ser conservada e aperfeiçoada com grande espírito de sacrifício. Exige, de fato, de todos e de cada um, pronta e generosa disponibilidade à compreensão, à tolerância, ao perdão, à reconciliação".

9. Alegrar-se com os outros: "Quando uma pessoa que ama pode fazer algo de bom pelo outro, ou quando vê que a vida está a correr bem ao outro, vive isso com alegria e, assim, dá glória a Deus", indicou o Santo Padre.

"A família deve ser sempre o lugar onde uma pessoa que consegue algo de bom na vida, sabe que ali se vão congratular com ela".

10. Tudo desculpa: Isto, explicou o Papa, "implica limitar o juízo, conter a inclinação para se emitir uma condenação dura e implacável: 'Não condeneis e não sereis condenados' (Lc 6, 37)".

"113. Os esposos, que se amam e se pertencem, falam bem um do outro, procuram mostrar mais o lado bom do cônjuge do que as suas fraquezas e erros. Em todo o caso, guardam silêncio para não danificar a sua imagem. Mas não é apenas um gesto externo, brota de uma atitude interior".

11. Confia: "Não se trata apenas de não suspeitar que o outro esteja mentindo ou enganando", explicou o Santo Padre.

"Não é necessário controlar o outro, seguir minuciosamente os seus passos, para evitar que fuja dos meus braços. O amor confia, deixa em liberdade, renuncia a controlar tudo, a possuir, a dominar", disse.

12. Espera: Esta palavra indicou o Papa, "indica a esperança de quem sabe que o outro pode mudar".

"Não significa que, nesta vida, tudo vai mudar; implica aceitar que nem tudo aconteça como se deseja, mas talvez Deus escreva direito por linhas tortas e saiba tirar algum bem dos males que não se conseguem vencer nesta terra", assinalou.

13. Tudo suporta: O Santo Padre assinalou que isto "não consiste apenas em tolerar algumas coisas molestas, mas é algo de mais amplo: uma resistência dinâmica e constante, capaz de superar qualquer desafio".

"O amor não se deixa dominar pelo ressentimento, o desprezo das pessoas, o desejo de se lamentar ou vingar de alguma coisa. O ideal cristão, nomeadamente na família, é amor que apesar de tudo não desiste".


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