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18 Novembro 2019 11:54:00

À medida que vai se aproximando o dia do aniversário, em especial das crianças, acredito ser comum para muitos uma sondagem junto aos pais para a assertividade na escolha do presente. 

Foi em uma destas experiências recentes, pedindo sugestão para menina de 11 anos, minha neta Yasmin, que ouvi pela primeira vez sobre Lettering:

 - Pode ser qualquer coisa relacionada à Lettering, pois está uma febre entre as amigas.

A resposta imediata cheia de interrogações não expressas foi: - Muito obrigada. Amei a dica. Vou ver o que encontro. Consultar o Google e ouvir a ala jovem da família foi esclarecedor. Existe muito sobre isso. Acredito sinceramente na infinidade de pessoas que assim como eu deparam com isso diariamente sem saber do que se trata.

A arte de desenhar as letras


Lettering é a arte de desenhar as letras. Usando a criatividade e a habilidade em afiná-las, engrossá-las, criar ondulações e detalhes variados, bem como optar pelos tamanhos, fontes e cores seguindo a estética e o gosto de cada um.

Letra bonita sempre foi algo importante em minha época de estudante. Tanto que ainda guardo carinhosamente o nome da minha amiga com a letra mais linda que já conheci: Leila Córdova. Uma perfeição. Também linda era a letra da minha primeira Professora, dona Valmira Roncáglio. Igualmente a da minha filha Janice, e, consequentemente, entendi a escolha de minha neta em se aprofundar chegando a fazer curso sobre esta nova arte do caminho das letras para obter um efeito espetacular.

Tipografia, caligrafia, lettering

Tipografia: a arte e a técnica de compor e imprimir com uso de tipos.

Caligrafia: arte visual, arte da letra bela. Arte de dar forma de maneira expressiva, harmoniosa, arte de escrever seguindo linhas e um padrão pré-estabelecido.

Lettering: arte de desenhar as letras, também poderia se dizer que é a caligrafia criativa.

Estrutura da letra 

É o caminho da letra. Ao subir, menos pressão na caneta, o que produz um afinar a letra. Subiu: Afinou. Ao descer, mais pressão, deitando a caneta o efeito é engrossamento da letra. Desceu: engrossou.

Folha de exercício

Pode iniciar utilizando papel vegetal sobre linhas pré-delineadas contendo as linhas ascendentes para letras b, h, l..., e descendentes para f, g...

Canetas especiais

Tipo brush pen existem muitos tipos. Umas com ponta pincel e outras com ponta nuvem. Pontas maiores, menores, pois quanto maior a letra, maior o tipo de pincel. Assim, existem algumas bem fininhas para letras pequenas. Outras com efeito metálico, ou do tipo marcador, excelente para preenchimentos. Umas flexíveis outras bem rígidas. Umas que permitem a mistura de tintas, umas com pontas em feltro, outras com cerdas de pincel. Sem contar que existem àquelas recarregáveis e outras que resistem ao envelhecimento. A pesquisa não tem fim.

Dicas

Escolha da frase que pretende desenhar; planejar o formato/composição; definir as palavras destaque, as mais importantes; fazer as linhas de construção; definir o estilo das letras; harmonia entre as fontes; espaçamento e refinamento do desenho; detalhes finais.

Fazer um rascunho é importante principalmente se estiver no rol dos iniciantes.

Atividade Relaxante

Minha gratidão maior está no sentido de ter encontrado mais uma atividade manual relaxante. E disponível gratuitamente de formas incontáveis. Divirta-se.

Ah! Pelo pouco que já observei Yasmin estreando suas novas canetas, leva muito jeito para a arte. Habilidade aprovada...



SULÍSIA W. ROMÁN
11 Novembro 2019 11:18:00


(Foto: Thiago Correa)/

Passando vários dias pelo mesmo bairro populoso horizontalmente, uma obra gigante chama a atenção: as enormes torres de uma igreja sendo levantadas.

Foi necessário o click fotográfico para compreender a dimensão:

Como interpretar o perfil desta comunidade sonhando tão alto e grande? O que pode em 2019 ter movido tal ação e ter aprovado um projeto deste porte? Quanto tempo levará para estar concluída considerando que inicialmente só estão levantadas as duas torres de três andares? O que move os fiéis a se articularem para arrecadar os fundos necessários? Afinal, está em obras com pessoas trabalhando...

Cada dia a reflexão ampliava: Grande e alta torre... Fé enorme, Comunidade religiosa ativa, motivada, fiéis engajados.

Grande envolvimento, grande resultado. Ficava pensando quantas festas seriam necessárias para angariar a verba ainda faltante. Que "grande" fé/força e esperança seriam capazes de motivá-los? Que líder estaria à frente?

Por outro lado, sendo um bairro predominantemente de classe média baixa, baixa, penso nas parcerias, nos empreendedores/empresários envolvidos e nos diferentes focos de interesse.

Mas, principalmente considero as possibilidades contributivas de uma comunidade de fé. Pessoas engajadas em uma comunidade religiosa tendem a serem mais confiáveis, pacíficas, mais unidas, solidárias engajadas, oferecendo atividades capazes de atingir às várias gerações.

Uma obra iniciada deste porte não pode ser de uma comunidade que pensa pequeno... Ou ser o pagamento de alguma promessa.

Pois hoje a maioria das Igrejas que tenho observado ou o público é pequeno e de pessoas idosas, com sintomas de "de extinção", ou é predominantemente feminino. Ou ainda, de casais com filhos pequenos. Porque as igrejas acompanhando os novos tempos oferecem programas alternativos e atraentes para as famílias. Conheço igrejas que oferecem atendimentos de saúde incluindo fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagogo, neuropsicopedagogo, como forma de cumprir seu papel social.

Considerando que "a fé não é estrada, mas pode ser a força que nos faz caminhar", a pergunta que fica:

_Será que as ALTAS torres quando tiverem seus adendos concluídos/IGREJA, terão seus bancos preenchidos pelos fiéis na dimensão deste SONHO?

Acredito: "Quando se rega um sonho com fé, Deus abençoa a colheita."



04 Novembro 2019 13:02:00


A expectativa sobre os temas abordados nos concursos como o ENEM, os exames de ingresso à Universidade, entre outros, vai além dos estudantes, dos professores, dos familiares, dos amigos e dos torcedores de maneira geral. Particularmente, estou entre os interessados, pois acredito que a banca organizadora das avaliações tem também o propósito de formação do evento em si.


O tema em foco adquire uma expansão imensurável.

Quem conhece e domina ou já pensou a respeito, além da autossuficiência sabe que existem vários critérios em jogo. Que os textos de apoio estão como norteadores para apresentar sua desenvoltura adquirida ao longo da Educação Básica, dos quais não se pode fugir. Também é o momento em que a letra ilegível, a fuga da proposta solicitada, a entrega da folha de redação em branco, até mesmo a língua estrangeira predominante, desenhos, além de outras formas propositais de anulação tem seu peso e sua medida. Quem acredita que conhece sobre o tema, é capaz de elaborar um rascunho e mudar quase tudo ao transcrever. Saber muito, às vezes facilita a fuga.

Quem não conhece buscará uma luz, uma inspiração nos textos de apoio. Com certeza sairá da "prova" querendo saber mais ou minimamente pensando sobre. O tema certamente continuará em foco em casa, nas escolas, nas rodas de conversa, na mídia. Igualmente continuará obtendo repercussões considerando a predominância da faixa etária. Sem contar em todas as possibilidades cogitadas e aprofundadas anterior ao exame.


Democratização/ Acesso/ Cinema

Se o acadêmico fosse você, qual viés seguiria considerando os inúmeros critérios avaliativos? Quando o tema 2019 foi compartilhado, eu, você, "eles", cada um teve suas ideias que desencadearam as demais: O recente corte nas verbas ligadas ao cinema versus cultura, contraponto à democratização no sentido de ampliação de acesso. Outro aspecto é a importância, o significado do cinema na vida de cada um. Neste caso, as diferenças culturais, a não democratização quanto ao acesso com certeza estará delineado no viés em jogo.

Pensei na quantidade de jovens que talvez nunca frequentaram um cinema, mas que tiveram ali a oportunidade de expressar ou não os seus desejos ou a indiferença cultural sobre o tema. Pensei em quantas cidades ainda não oferecem ou deixaram de oferecer as grandes telas.

As telinhas com certeza contribuíram para os manifestos escritos, uma vez que as informações, os filmes, o movimento recente dos cortes ligados ao Cinema podem ter ou não gerado a curiosidade da faixa etária.

E porque não citar a geração combo/pipoca/refrigerantes como aliado principal nas idas ao cinema. O filme em si, em segundo plano. Pensar no que envolveu a produção está fora de cogitação.

Cinema? Para quê? Projetos para cinemas públicos? Reinventar sessão de cinemas nas praças,nas associações de bairro? Expandir sua importância? Produzir seus curtas? Qual a intencionalidade em democratizá-lo ou não?


Recente

Enquanto um neto vai com o amigo ao cinema assistir Malévola, a Bruxa do Bem, a irmã menor choramingando tenta reivindicar que ela não foi. Ao que a Avó argumenta:

- Mas nós fizemos uma sessão de cinema em casa! Qual foi seu "desenho"preferido? - - La Bruxa! - um curta-metragem espanhol premiado e com muitos valores a serem apresentados. Conhece?

Acreditamos no valor do Cinema? Investimos tempo para valorizar o acesso ao cinema em nosso meio?



28 Outubro 2019 11:27:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

Faça sua parte! - Slogan encontrado em uma embalagem de papel. Dizia mais: Se quer mudar o mundo, mude primeiro você. Além do bom gosto na escolha das cores e da imagem, uma girafinha, estilizada, simpática e de óculos. Chamou minha atenção. Trouxe na bolsa e fotografei.

Pensei na quantidade de leitores que não se interessa quando o olhar ampliado se estende até as características pessoais. Mas, ao virar a embalagem deparei com uma velha e conhecida mensagem que sempre faz bem ao ser relembrada: Pequenas ações individuais são a maior força transformadora que se conhece.

Passa dia, passa mês

Todos nos conscientizando das "pedrinhas no sapato", às vezes se amaciando, se adaptando e se tornando invisíveis imperceptíveis. Por outro lado, à medida que crescem, tendem a pressionar nossos pés, o que pode refletir em nosso jeito de ser e de se relacionar. Muitas vezes carregamos em nós uma dor que circunstancialmente não podemos compartilhar. Assim, deixamos de sorrir e desperdiçamos a oportunidade de ser cordial, de receber e cumprimentar bem às pessoas. O que envolve até o esquecimento do obrigado, por favor, com licença...

Telhado de vidro

Como é fácil jogar pedras/palavras, críticas, tecer opiniões sobre os outros. Se nos habituarmos a agradecer pelo que somos e fazemos ao invés de julgar o outro, com certeza vamos viver mais e melhor. Atire a primeira pedra quem for perfeito... E por que continuar sendo inflexível exigindo-as de tudo e todos?

Tempo para ouvir

Cada vez mais raro é deitar-se ao relento sobre o gramado e observar as crianças brincando. Longe das telinhas, oferecer-se como alguém que tem muito para contar, mas principalmente tempo para ouvir: - Oi! Estou aqui... Vamos brincar de Stop sem caneta e sem papel par aumentar nossos conhecimentos? Passar tempo com os familiares não tem preço!

Atitudes

Gostei. Gosto. Não gostei... Vale sempre argumentar, principalmente com nossos pequenos os motivos de nossos diferentes gostos, diferentes emoções, diferentes olhares sobre as mesmas atitudes, sobre os mesmos objetos. Muitas vezes precisamos "repetir" porque não gostamos de determinadas atitudes inadequadas, de mau gosto, de falta de bom senso, desrespeitosas. Muitas crianças crescem sem que alguém diga porque sim e porque não. Quais atitudes desejamos, esperamos dos outros?

Expressar sentimentos

O que é isso? Não compreendo... Necessitamos intensificar a oferta de espaços em que os grandes e pequenos possam expressar suas emoções. Entre elas desde pequeno cultivar o agradecimento pela vida do outro na minha vida, por exemplo. Dê mais flores, mais obrigados, escreva cartões, envie mensagens. Multiplique as boas atitudes valorizando-as entre "seus queridos", entre seus relacionamentos de maneira geral.

Faça sua parte. Sinta-se bem e aguarde surpreendentes retornos.

(Foto: Sulisia Westphal) /




21 Outubro 2019 12:46:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

 A semana, o dia, podem sem dúvida apresentar fatos inusitados para todos. Por conta de um episódio assim, ironicamente, venho perguntando sobre a existência "de uma receita" para auxiliar uma sexagenária a apropriar-se de sua idade, tendo em vista o surgimento de atividades que, inevitavelmente precisam ser delegadas para pessoas mais jovens.

Difícil resposta

Pela primeira vez "despenquei de um lugar". Felizmente não tão alto.Calculei mal onde estava a cadeira de apoio. Sem considerar que, justo neste dia chuvoso estava com uma bota de salto. Ou seja, sem os costumeiros tênis anti impacto. Além disso, meus braços estavam no alto, finalizando um mural que fora construído coletivamente. Meus braços não tiveram tempo para chegar ao chão e proteger o meu corpo. Senti-me um verdadeiro pássaro gigante em seu voo rasante. Simplesmente caí sobre o joelho direito, em plena manhã, no corredor de uma Escola. Sorte que os estudantes e profissionais estavam em sala.

Primeira reação

Assustada e agradecida pelos anos de academia que me faziam supor certa garantia de algo pior. Fazia menos de uma hora que tive o alerta sobre a importância de ter alguém de apoio ao executar tarefas deste porte. Mas esta pessoa não estava disponível ali naquele momento. Duas pessoas vieram me socorrer. Otimista, agradeci e fui logo me justificando. Como fazemos geralmente em circunstâncias similares. Durante todo àquele dia a possibilidade de ter que imobilizar a perna ocupava minha atenção... Tudo estava estranho. E se tal hipótese viesse a se confirmar, eu não tinha a menor ideia de nada... Nem de como... Nem de quem... Nem do que me poderia acontecer.

Paralelamente o evento da Escola, SALT 2019, Semana de Arte e Literatura tinha sua abertura e acontecia em todos os ambientes. Minha parte era os registros fotográficos. Meu sorriso e alegria habituais desapareceram diante das expectativas.

Horas depois

Muito gelo, alma se aquietando... Uma simples constatação: Existe tempo para tudo. Tenho as ideias fluindo intensamente, compartilho, envolvo a muitos, corro atrás, executo. Porém, "declaradamente" chegou o momento de aprender a delegar o que já não me compete. Posso até continuar voando na imaginação, na articulação das incessantes ideias que jorram abundantes quando amamos o que fazemos.

A receita

Aprendi que saber delegar tarefas também faz parte das características de um bom profissional, independente da idade. Ser menos hedonista, praticando a espera, também precisa estar entre os requisitos para uma vida saudável e menos ansiosa. Saber aprender e aproveitar cada experiência mesmo quando estamos no segmento dos sexagenários é saber viver com prudência e sabedoria.

Acreditar que é possível contagiar o entorno com nossas ideias, nossos desejos, nossos sonhos, considerando que nossos "anos de experiência como pano de fundo" podem ser valorizados e fazer a diferença para continuarmos neste chão nem sempre fácil, mas prazeroso, que é a Educação.



14 Outubro 2019 10:52:00


(Foto: Sulisia Wetphal) /

Pela primeira vez estava diante de um quadro de saúde de minha mãe que exigia o até então desconhecido, Implante TAVI: Implante por cateter de bioprótese aórtica. (TAVI, do inglês transcatheter aortic valve implantation), considerado um dos avanços da medicina no tratamento dos problemas estruturais do coração. No caso, ela estava quase 70% calcificada. "No âmbito histórico da Cardiologia, este foi o primeiro estudo em que uma técnica percutânea e menos invasiva superou - em termos de benefícios clínicos - o tratamento cirúrgico."

Na verdade, era algo novo para a família. Foi também a primeira vez que tivemos contato com um hemodinamicista, indicado pelo cardiologista. O problema foi detectado em exame de rotina apresentando uma espécie de sopro no coração. Mediante exames mais apurados a calcificação foi identificada.

Foi um processo que levou alguns meses considerando que não está na lista da obrigatoriedade coberta pelo Plano de Saúde. Foi necessário um movimento judicial.

Chegou finalmente a data agendada para o Procedimento. Nada melhor do que uma caminhada à beira-mar, quando se tem o privilégio de estar perto dele, para ajeitar emocionalmente o coração de filha diante das expectativas. Céu e mar se fundem no infinito. Areia pacífica, água gelada.

De repente, uns enormes cactos

Eles refletem o quadro: Àquela vegetação sobrevivente da estiagem, com seus enormes galhos verdes repletos de espinhos - a expectativa. Mas, ao mesmo tempo uma abundância de flores por abrir - a esperança, a certeza de que tudo vai dar certo.

E deu: Somos gratas por todo o processo envolvido, pelas muitas pessoas amigas em oração. Deu tudo certo, já estamos em casa e a espera pelas flores continua: A vida.

Coincidentemente, a Semana do Dia do Professor

Os cactos prosseguem "falantes"

Também na Educação o contexto estiagem de valores, contravalores, de interesse, o desejo de querer aprender com significado, a cultura do espetáculo, e o abundante acesso a informação gera uma disputa cada vez maior de consciência. Os professores encontram-se em um quadro/contexto em que o processo de aprendizagem está conectado à recepção de mensagens desordenadas e fragmentadas, à fascinação de imagens, à emoção, à criatividade, ao conhecimento, às percepções múltiplas - os cactos.

Mas existe a expectativa das flores

Os cactos não são só espinhos. Florescem, enfeitam, ornam, alimentam. Nós como professores, que amamos nossa profissão, mesmo em meio às inúmeras disputas buscamos nos modelar de maneira diferente na forma de ser, de pensar, de agir, e sentir "nossos" alunos com relação às gerações anteriores.

Há de se considerar que diante da decodificação múltipla em que crescem e a sua prática/habilidade que são capazes de perceber e entender de forma simultânea há de se oferecer também a variedade de possibilidades que oportunizem que eles aprendam a se expressar, a verbalizar o que compreendem, o que conhecem. A forma que encontram para reagir às propostas trazidas pelos professores e assim, aprendam também a respeitar as diferenças, a acolher o outro, a qualificar seus relacionamentos, suas interações, sua comunicação também ao vivo, longe das telas.

Entre os espinhos a impaciência, a ansiedade, a atenção flutuante/hiperatividade, e a dificuldade em lidar com as frustrações, em saber ouvir, em reaprender ou simplesmente aprender a esperar. Pois na tecnologia crescem como hedonistas, as respostas são quase sempre imediatas. Não conseguem esperar a vez...

E assim, meus colegas Professores, vamos nos adaptando, buscando cada vez mais parcerias, compartilhando as trocas exitosas em busca de menos fracasso escolar e mais interesse e participação de todos os envolvidos "repropondo" em que aspectos e de que forma devemos ampliar as respostas às necessidades dos indivíduos e da sociedade.

PARABÉNS PELO NOSSO DIA!

Bônus

"Educar significa arrancar ou evocar aquilo que está latente; portanto, educação significa arrancar para fora as capacidades da pessoa para entender e viver, e não encher uma pessoa passiva de conhecimentos preconcebidos. (Stephen Najmanovick)



07 Outubro 2019 17:07:00
Autor: Por Sulisia Westphal


(Foto: Divulgação) /

Tempo cor de rosa... Tempo de viajar... Tempo para encarar e superar os desafios... Tempo para celebrar a vida, a união, as conquistas... Tempo de gratidão... Tempo de rever tudo que já aconteceu de bom... Tempo que voa... Que não cabe mais nas vinte e quatro horas. Tempo que faz a maioria das pessoas correrem incessantemente pelos diferentes compromissos... E assim, sem tempo para viver, para olhar, observar, apreciar, eleger, priorizar... Repentinamente, talvez surpreendido "sem tempo" porque a vida passou... E muito ficou, irreversivelmente, para trás.  

Celular

Quantas vezes nos flagramos tendo que enviar uma mensagem importante pelo Whatsapp, mas ao abrirmos o celular somos imediatamente dispersos, "enviados/transcendentes" para "outra dimensão/situação" sem concluirmos o que pretendíamos. Uma vez conectados, outra vez arremessados contra o tempo. São tantos grupos, tantos comprometimentos online, que chegamos a nos sentir "sufocados" também por este simples aparelho sempre perto de nós.

Colegiados

Nesta época, estar entre os profissionais em um grupo de pais, professores e estudantes ouvindo quem são quais as metas propostas e alcançadas em percentuais, quais ainda merecem destaque por não terem sido alcançadas possibilita muita reflexão:

Quem são esses

Quem é esta nova geração, filhos dos pais "sem tempo"? Quem é esta "sociedade dos órfãos?" Que resultados estamos acompanhando das crianças que apresentam deficiência na interação pelas horas excessivas nos celulares?

Com a proximidade do "dia das Crianças" fica a renovada torcida: Que entre os esperados presentes estejam muitos jogos de tabuleiros como motivadores para pais e filhos juntos treinarem o que é esperar a vez, o que é saber resistir à frustração de perder e de ganhar. O que é se conhecer mais e trocar ideias sobre estratégias utilizadas. Acima de tudo que possam prazerosamente encontrar tempo para sentar juntos e resgatar àqueles jogos que possibilitavam muitas horas de lazer em casa e com os amigos.

Que tal um piquenique? Uma árvore para escalar e se dependurar? Que tal um dia sem celular?

Você merece! APROVEITE ESTE TEMPO! CONSCIENTIZE-SE DE SUA RESPONSABILIDADE EM PROL DE SUA qualidade de vida. Saiba dizer "não" para quem tentar tirá-lo do foco.

Pare, planeje, agende. ENCONTRE TEMPO.



CONEXÃO
30 Setembro 2019 10:49:00
Autor: Por Sulisia Westphal


(Foto: Selma Chíquio Boppre) /

Quando recebi a primeira foto relacionada ao Outubro Rosa 2019, fiquei impactada diante da criatividade e bom gosto.

Sombrinhas... Muitas sombrinhas suspensas em um Shopping. Sombrinhas abertas, sem chuva, sem sol, porém com uma dimensão quase inalcançável. Sombrinhas em tons suaves de cor de rosa apresentando uma igualdade de possibilidades:

Todas nós mulheres estamos "suspensas" / à mercê de um câncer de Mama. Para tanto, alguém muito criativo escolheu as lindas sombrinhas abertas "gritando" sobre a importância da proteção:

Como podemos realmente nos proteger, nos cuidar diante de uma possibilidade tão comum e tão frequente em nossos dias?

Criatividade

Mas para o autor desta, que considero uma magnífica obra criativa, que teve seu projeto aprovado e executado, qual a verdadeira intencionalidade? O que está ali, ao mesmo tempo oculto, falando para toda a população que como eu, descerei e subirei durante o mês de outubro pelas escadas rolantes apreciando ou não as sombrinhas expostas de maneira inovadora? O que de fato o "artista" quer nos falar através de sua obra?

Por outro lado, muitos a conhecerão apenas por fotos, pelo celular, sem dar qualquer ênfase. Apenas mais uma entre tantas que recebe diariamente. Ou ainda, vai ou foi ao Shopping sem perceber a nova decoração. Ou porque está fixo na telinha do celular, ou pela pressa pelo foco obsessivo do que veio fazer ali e agora. Talvez encontrar seu/sua amada...

Indicativo

Pode ser que a obra não foi algo imaginativo inspiração de quem a concretizou. Pode ter sido uma cópia de algo que viu em algum lugar ou filme ou... Mas pode também ter sido algo criado e ampliado a partir de outra cena similar.

Na verdade

Quando temos o enfoque da criatividade como algo hoje comparado com a importância da inteligência de uma pessoa,

Quando consideramos a criatividade como uma das três principais habilidades necessárias para o profissional do futuro, ao lado da capacidade de resolver problemas complexos e do pensamento crítico,

ACREDITAMOS QUE

As Artes, o diferente, o original, se destacam hoje como parte fundamental da chamada quarta revolução industrial.

ASSIM

Vamos praticar a abordagem interpretada quanto à intencionalidade "das sombrinhas rosa abertas e suspensas".

Proteja-se. Cuide-se.



CONEXÃO
23 Setembro 2019 11:40:00
Autor: Por Sulisia Westphal


(Foto: Sulisia Westphal) /

Uma cena quase em extinção é acompanhar uma professora levando seus estudantes a contemplar a importância das árvores em sua Escola. Qual escola ainda consegue oferecer um ambiente arborizado para a geração de crianças, em sua maioria com "Déficit de Natureza," poderem interagir subindo, escalando, descendo, saltando, se dependurando ou até mesmo usufruindo a sua sombra? Quem ainda ouve falar do "Dia da Árvore", ou pelo menos sensibiliza a perceber a importância que elas oferecem em sua vida?


Conexão

Pois bem, dia 21 de setembro, nacionalmente, está sendo mais reverenciada como Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, pretendendo-se desfocar suas limitações e enfocar em suas habilidades, em suas potencialidades. Assim, este dia comemora o Dia do Atleta Paralímpico. Data em que o Comitê Paralímpico Nacional oportuniza vários movimentos entre estudantes com diferentes comprometimentos físicos e motor para conhecer sua capacidade e possibilidades na prática de esportes adaptados. Dia em que congregam seus familiares, professores, colegas sem deficiência convidados e voluntários da graduação de Educação Física, fomentando atividades esportivas paralímpicas, por entender esta prática como melhoria da qualidade de vida da criança e jovem com deficiência.

O Festival Paralímpico Escolar aconteceu em várias cidades do Brasil. Pude participar pelo segundo ano na UFSC- Universidade Federal de Santa Catarina, campus Florianópolis, contando com a presença de várias autoridades, vários Professores da Rede Municipal de Florianópolis, mais precisamente os Professores das Salas Multimeios que articularam a participação dos referidos estudantes e seus familiares.

(Foto: Sulisia Westphal) /

Foram ofertadas muitas atividades de atletismo adaptadas e divertidas. Igualmente brincando e jogando conheceram as modalidades de vôlei e basquete sentados.

O destaque foi no fechamento do evento com a presença de Atletas Medalhistas Paralímpicos que interagiram com o público contando sua trajetória, os vários desafios e consequente subida ao pódium / conquista das medalhas sendo atletas com deficiência física e visual. Entre eles Roberto Alcalde, Paulo Roberto Homem e Isaac Lorenzo.

Considero um evento dinâmico e motivador. Para os pais, observar a interação de seus filhos e conhecer as Histórias dos Atletas Paralímpicos renomados ali presentes foi com certeza um ícone para ampliar o olhar sobre as habilidades de seus filhos. Igualmente para os professores ampliarem o olhar sobre seus estudantes.

Para os acadêmicos voluntários foi no mínimo uma experiência enriquecedora conhecendo e praticando várias possibilidades para suas futuras aulas com uma diversidade de estudante hoje presentes nas salas de aula. Todos puderam fazer parte, e, assim conhecer e aprender durante as atividades: Um verdadeiro agregar de potencialidades.

(Foto: Sulisia Westphal) /




CONEXÃO
16 Setembro 2019 10:45:00


(Foto: Sulisia Westphal) /

Em plena sexta-feira à tarde, quatro gerações reunidas se emocionaram diante da IV Mostra Cultural dos 5ºs Anos, do Colégio Menino Jesus de Florianópolis, com o tema Etnias que migraram para Santa Catarina.

Ao receber o convite veio a recomendação: Precisa chegar no horário porque o início é imperdível. E foi. Com certeza em Floripa a locomoção nas sextas-feiras à tarde é desafiadora pelos congestionamentos. Outro detalhe é a falta de estacionamento. Assim, chamar um UBER é a alternativa assertiva.

Chegando ao evento todos recebiam um lencinho branco para acenar, e os que estavam sentados nas primeiras fileiras balançavam um longo tecido em tons de azul representando o movimento do mar.

Ao som do "Tormento D'Amor" tema da novela Terra Nostra 1999/2000, adentravam os simbólicos "cinco navios nomeados" conduzidos pelos estudantes devidamente caracterizados como Poloneses, Japoneses, Alemães, Portugueses e Italianos, que em movimentos coordenados simulavam a tristeza, o medo, a coragem do povo que veio de longe em busca de uma nova Terra (no balanço do mar).

Em seguida os convidados se dirigiam ao anfiteatro onde cada grupo se apresentou de maneira quase indescritível pela abordagem repleta de detalhes variadíssimos, pela qualidade intelectual, pela criatividade unindo as tecnologias e o humano infantil, pela desenvoltura oportunizando as diferentes habilidades da turma, mais a segurança demonstrando muitos ensaios. Ainda elogios para o som e a iluminação do ambiente valorizando cada apresentação. O trabalho dos bastidores foi surpreendente. Nenhuma falha técnica. Muitos aplausos e emoções incontidas, uma vez que cada etnia foi contemplada desde sua origem até os dias atuais.

(Foto: Sulisia Weestphal) /

Um destaque é que cada apresentação foi o resultado de três meses de pesquisas, de organização, de escolhas, do resultando e culminância das apresentações propriamente ditas. Percebeu-se o trabalho coletivo, a criatividade, a inovação e a riqueza que cada grupo encontrou para trazer esta reverente "História de nossos Antepassados. Muitas curiosidades, atualidades e personalidades emergiram nas pesquisas.

A oralidade, a memorização de alguns, o desempenho teatral de outros foi, a praticidade e a interação no palco merecem estas palavras por aqui.

Como passei mais de duas décadas à frente de organizações de eventos similares além de me emocionar diante de tanta beleza nas várias áreas, pude bem avaliar tamanho êxito coletivo.

Que muitos eventos deste porte continuem perpetuando.

Que bela forma de tocar quatro gerações, ou talvez cinco, em suas profundas raízes, valorizando seus antepassados. Dialogando e remexendo sentimentos... Emergindo aplausos e gratidão. Reconhecimento.

Parabéns Equipe Colégio Menino Jesus.

Parabéns, Yasmin, nossa "Bela Portuguesa", que arrasou cantando "A Ratoeira"- tradição açoriana.

(Foto: Divulgação) /




CONEXÃO
09 Setembro 2019 14:14:00
Autor: Sulisia Westphal


(Foto: Divulgação) 

Sexta-feira. Uma hora para almoçar. Penso... Como é bom ter colegas que te animam e te convidam a conhecer novos lugares. Pois geralmente quando trabalhamos na educação, em um intervalo tão curto optamos em uma refeição saudável nas proximidades da escola, ou já trazemos nossa marmitinha especial e precisamos aguardar a fila para utilizar o microondas. Não dá tempo para se deslocar até em casa.

Foi assim que hoje conheci um novo lugar, com um ambiente agradável, comida deliciosa, preço bom, desconto para professor da nossa Unidade, colegas agradáveis, assunto light. Mas durante toda a refeição tentei compreender o porquê daquele gigante mural de entrada:

ATENÇÃO!

NÃO É PERMITIDO CRIANÇAS SE SERVIREM SOZINHAS.

OBRIGADA

Confesso que ainda não havia deparado com um mural parecido. Logo pensei em meus netos, que são as minhas crianças do momento. Não lembro de que eles fizessem algo que desse motivo para tal. Ou será que os olhos de adulto não percebem os estragos- foi o que pensei. Ou, em pleno almoço, os olhos do adulto não se desprendem das telinhas do celular e as crianças se aproveitam da situação para "avacalhar"sem ser chamada a atenção.

Como era um Buffet a quilo, fiquei pensando nas hipóteses:

Qual poderia ser o abuso na autonomia de se servir sozinha?

Podiam misturar os alimentos na hora de se servir?

Bagunçar, sujar a estética do Buffet?

Pegar em excesso e deixar no prato. Mas se fosse a quilo o prejuízo seria dos pais.

A sobremesa está incluída como cortesia. Não vi nenhum aviso de que não pode ser repetida. O que já encontrei em outros locais, será que consumiam em excesso?

Ou será que o recado era para evitar ou diminuir o público infantil que costuma perturbar com birras e atitudes inadequadas para o reduzido tempo de descanso?

Você encontrou outra possível justificativa? Só sei que como era a primeira vez não tive coragem de perguntar o que motivou tamanho alerta.

Realmente não vi nenhuma criança entre os clientes.



CONEXÃO
02 Setembro 2019 11:18:00
Autor: Por Sulisia Westphal


(Foto: Sulisia Westphal) 

Não está escrito de forma errônea. Foi um palavrão que se aproximou de meus estudos na área de Altas Habilidades e Superdotação - Rompendo as Barreiras do Anonimato. O curso está sendo oportunizado pela Fundação Catarinense de Educação Especial como formação para professores e profissionais da educação objetivando ampliar e se aprimorar na identificação e atendimento deste público geralmente silencioso e oculto nas salas de aula.

Assim, recentemente tomei conhecimento da Teoria da Desintegração Positiva que fez conhecido o psiquiatra e psicólogo polonês Kazimeirz Dabrowski e dentro dela, o que chamou de "sobreexcitabilidades/superexcitabilidades" ou "super sensibilidades", que aparecem em cinco áreas diferentes: o intelecto, a imaginação, as emoções, os cinco sentidos e o sistema neuromuscular. Essas cinco intensidades criam traços facilmente reconhecidos para muitas crianças com altas habilidades ou superdotação. Ressalta que "todos possuímos instinto desenvolvimental", o que ocorre quando substituímos nossa personalidade inicial, egocentrismo, por uma personalidade superior baseada na beneficência, na empatia, na compaixão, contribuindo para o nosso desenvolvimento individual.

 À medida que vamos conhecendo seus trabalhos, sua desafiadora trajetória como judeu, mais admiramos sua capacidade, seus interesses, que parecem atuais. No entanto, surpreendentemente, foi de 1929 a 1980 que se dedicou à Psiquiatria Infantil, principalmente nos aspectos e na vulnerabilidade a que uma criança não diagnosticada está sujeita: depressão existencial.

Não é meu primeiro curso na área. Mas com certeza está sendo o mais instigante pelo número de crianças/estudantes com indicativos de Altas Habilidades e Superdotação "perdidos/ não identificados". Geralmente as dificuldades de aprendizagem presentes descartam a suspeita. Pois ainda predomina o mito de que as crianças/estudantes com altas habilidades/superdotação são gênios, acima da média em todos os quesitos.


(Foto: Sulisia Westphal) 

ESTUDANTE COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO NÃO SIGNIFICA APENAS SER GÊNIO, TER QI ACIMA DA MÉDIA, SER TALENTOSO, TER NOTA DEZ EM TUDO. AS HABILIDADES ACIMA DA MÉDIA PRECISAM SAIR DO OBSCURANTISMO, POIS NÃO PRECISAM ESTAR PRESENTES AO MESMO TEMPO OU EM IGUAL INTENSIDADE.

Desta forma, estão muitas vezes alienados, rebeldes, indisciplinados ou apáticos, são incompreendidos, arrastando-se cognitivamente e anulando-se em sua bagagem oculta. Ou seja, sem oportunidades de expressar sua alta criatividade, suas habilidades acima da média, seu envolvimento diferenciado diante de tarefas de seu interesse.

SÃO ÀQUELES COM POTENCIAL ELEVADO EM QUALQUER UMA DAS ÁREAS: INTELECTUAL, ACADÊMICA, LIDERANÇA, PSICOMOTRICIDADE E ARTES. TAMBÉM APRESENTAM ELEVADA CRIATIVIDADE, GRANDE ENVOLVIMENTO NA APRENDIZAGEM E RELIZAÇÃO DE TAREFA DE SEU INTERESSE. (BRASIL,2008)

É chegado o tempo de romper as barreiras do anonimato. Muitos estudantes ainda permanecem calados para não se posicionarem como diferentes no grupo. Muitos profissionais fingem não perceber, ou não sabem o que fazer e nem conseguem interpretar àqueles mais inquietos, transgressores, que insistem em não atender as solicitações, e que podem estar entediados pelo tempo que passam sentados fazendo "nada significativo".

Tantos desenhistas habilidosos, tantos medalhistas das Olimpíadas de Matemática, de Português, de Astronomia, tanta criatividade inserida em uma educação onde muitos ainda contemplam uma turma de estudantes com caráter padronizado e fixo.

Quando pensamos na educação na perspectiva inclusiva, aos poucos, vamos tendo os olhares ampliados, as ações colaborativas vão se intensificando na busca por um ambiente escolar que contemple às diferenças. Um ambiente que vai se enriquecendo com estímulos, com estratégias e ações pedagógicas em diferentes estilos, gerando o fortalecimento de participações onde as habilidades/potenciais conseguem ter espaço. Sendo contemplados pode ser canalizados rumo ao autoconhecimento e desenvolvimento em seus comportamentos e inteligências diferenciados.

Curiosamente encontrei que Excitabilidade é a capacidade que possui um ser vivo de criar uma ação tendo em conta um estímulo. Condição que, demonstrando certa disponibilidade às reações emocionais, pode ser definida pela enorme quantidade e pela falta de proporção entre estímulos e situações.

Bora... Vamos garimpar, apreciar, valorizar, estimular, enriquecer as possibilidades de quem nos contorna.

(Foto: Sulisia Westphal) 




26 Agosto 2019 10:17:00


(Foto: Divulgação) /

Quando li "o Mundo de Gente Grande", confesso que impactei. Fui logo pensando muito e fazendo as devidas conectividades a que este título remete na visão do segmento "mundo de Gente Pequena". Pois, se de um lado estamos nós, os grandes, pressupõe-se do outro os pequenos.

Em 2019, agosto, comecei a elencar as características predominantes dos "Gente Grande"que pensei: Nos adultos constantemente pressionados pela falta de tempo, pela agenda cheia, pelas redes sociais/pelas respostas e cliques obrigatórias nas devolutivas dos vários grupos a que fazemos parte, ou pelas capacitações/formações presenciais ou online geralmente exigidas nas diferentes áreas de atuação. Sem dúvida os "gente grande" precisam estar em constante atualização para conseguir sentir-se parte/ pertencentes a incessante e muitas vezes oculta disputa de consciência.

Disputar consciência de quê?

De como administrar com sabedoria as finanças pessoais e assim, alcançar o equilíbrio necessário entre o que entra na conta e o que evapora instantaneamente, resultando nos sins e nãos diante das irresistíveis promoções e ofertas que o mercado nos viabiliza.

Disputar consciência em minimamente acompanhar os movimentos dos vários grupos a que temos que pertencer no WhatsApp, já que passou a ser um canal quase que obrigatório de comunicação.

Hoje, particularmente, conheço apenas um profissional que não faz parte e, desta forma, percebo os movimentos necessários para que ele acompanhe as atualizações pertinentes a sua sua corresponsabilidade profissional, já que pode ser considerado um engajado top sem estar conectado. Simplesmente conquistou presencialmente um grande número de adeptos que o atualizam espontaneamente para que prossiga contextualizado.

Pensou em "Gente Grande" diferente? Voltemos para os adultos na esfera do aqui ao lado e agora...

(Foto: Divulgação) /

Prioridades eleitas

Faz-se necessário elencar e ajustar as prioridades eleitas para reger a família onde estarão os grandes e pequenos aqui contemplados. As virtudes, as atitudes e os valores frente as pressões , à falta de tempo e correrias que se estendem da manhã à noite em quase todas as famílias resulta geralmente no esquecimento dessas relações com afeto, com bons exemplos, com os conselhos imprescindíveis, com ênfase aos valores.

No Mundo de Gente Grande atual o celular quase que aniquilou o tempo de se olhar, de se tocar, de se abraçar, de oferecer colo, carinho, de sentar juntos ao redor de uma mesa para as refeições, para assistir um filme.

No Mundo dos Pequenos estão se habituando a crescer no mundo virtual. Já resistem a brincadeiras antigas, a jogos de tabuleiros, a desenhos e pinturas com lápis, giz de cera... Pois no mundo real têm muita dificuldade em perder, em não ser o primeiro, em ter suas vontades resolvidas de formas imediatistas, ou seja, crescem sem saber o que significa esperar. Tem sim para tudo, pois do contrário armam situações que exigirão "dos Grandes" um tempo do qual eles não dispõem. E assim, no Mundo dos Pequenos já não se sabe mais o que é certo ou errado. O que pode ou não pode. Por sua vez no Mundo dos Grandes não se sabe mais o que é adequado ou inadequado. Conveniente ou inconveniente.

No Mundo de Gente Grande já não existe mais certeza de como educar uma criança, do que é acompanhá-la em sua vida escolar, do que representam os valores combinados que podem gerar e gerir um Novo Mundo de Gente Grande no qual se possa acreditar. Literalmente muitos "Grandes" estão perdidos no meio das disputas de consciência.

Valores? O que é isso?

Venho afirmando de que em breve ou já, agora, precisaremos com urgência pensar em Escolas que ensinem a SER PAI E MÃE!

(Foto: Divulgação) /




CONEXÃO
19 Agosto 2019 11:44:00
Autor: Por Sulisia Westphal


(Foto: Divulgação) 

Sem dúvida, neste final de semana esta ação foi de muito significado para toda a Equipe do JORNAL A SEMANA DE CURITIBANOS. Vivemos o 20º PRÊMIO ADJORI/SC DE JORNALISMO TROFÉU LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA.

Vestimos novamente o "orgulho dourado e bronze" nas categorias Jornal impresso, on-line e publicidade através das penas, troféus e menções honrosas em praticamente todas as categorias inscritas.

Revestimo-nos da confiança na Equipe que pensou coletivamente, que se empenhou e soube escolher acertadamente cada trabalho inscrito.

Revivemos as emoções que abarcam cada segundo diante das expectativas quanto às premiações.

Encobrimo-nos da faceirice quanto irmãos, cunhada e sobrinho em ter a Matriarca presente no evento para compreender a dimensão do que representa ouvir o nome do A SEMANA DE CURITIBANOS tantas vezes em uma só noite, entre os finalistas nas categorias da premiação e principalmente sentir o que é caminhar rumo ao palco para receberas às devidas homenagens e respectivas premiações.

Encorajamo-nos através dos olhares, nas pulsações cardíacas, na torcida, na caminhada até o palco para mais um prêmio entregue, nos gritos eufóricos, nos abraços radiantes.

Enaltecemo-nos quando relembramos em flashes as adversidades do percurso que não foram impeditivo suficiente para mais Penas e entre elas a Pena de Ouro e mais duas de Bronze.

Envolvemo-nos verdadeiramente de empoderamento para prosseguir em busca de outras Penas em 2020. Tantas emoções em uma só noite. Tantos gritos de alegria, de vitória, com certeza impulsionam para uma melhora ainda mais intensa em cada área de atuação. Seja jornalista, diagramador, publicitário, gestor, alimentador do site, àquele que cuida do bem estar de cada um e de todos, por e para um ambiente imã: atraindo cada vez mais sucesso na qualidade, no retorno financeiro, na confiabilidade dos leitores quanto à veracidade ali veiculada.

Palavra da Colunista Motivacional que mais uma vez se reveste de orgulho em fazer parte.





CONEXÃO
12 Agosto 2019 11:01:00
Autor: Por Sulisia Westphal


(Foto: Evanir Junglos) /

Existem mensagens curtas que nos tocam por vários ângulos. Minha última ouvi durante um dos discursos da inauguração do mega estúdio da Globo com inovações tecnológicas de ponta:

Quanto mais alta for o escalar da montanha, maior a vista que teremos. Ou seja, cada um terá a vista da montanha que escalar.

Esta analogia gritou muito alta e a criatividade imaginária foi acionada. Teria uma participação motivacional em uma reunia pedagógica da Educação Infantil e estava em busca de uma simples analogia ou símbolo que reforçasse a importância da sensibilidade em contagiar as crianças que estão em nosso entorno diário, com enfoque nas "crianças-montanhas".

Montanhas

Qual o significado que esta palavra tem para você? Montanha como algo desafiador, meta, algo difícil para transpor ou contornar, como adversidade, como topo de conquista, de vitória...

Já na reunião, professores e demais profissionais envolvidos em círculo e eu com a palavra: Uma breve retrospectiva das analogias e símbolos apresentados anteriormente com o intuito de sensibilização para o olhar, ser e agir com os pequenos. Com a diversidade ali presente no cotidiano. Pedi licença e subi no parapeito da janela e repeti a frase:

Quanto mais alta for a escalada, maior a visibilidade. Mas de que precisamos para escalar nossas mini-montanhas diárias? Como podem ser realizadas estas escaladas nesta área de trabalho? Mais uma vez enfatizei que uma escalada começa com o cuidado com nós mesmas. Precisamos olhar-nos amorosamente para conhecer mais sobre quem somos, do que gostamos, do que fazemos para sermos pessoas que possam contagiar às outras pessoas, ao nosso pequenos. Aos nossos colegas de trabalho e nossas chefias e nossas.... E nossos... São muitos os detalhes para que possamos estar preparadas, acionadas, pés confortáveis, mentes desejantes pra alcançar o mais alto de nossas montanhas pessoais, familiares e profissionais.

Fico sempre na torcida para que as pessoas alcancem o que buscam. Mas para isso, precisam ter clareza quanto ao que realmente querem.

(Foto: Divulgação) /

É sempre impactante quando bem perto de nós temos pessoas que passam os dias encontrando culpados para tudo. Inclusive para sua própria felicidade ou sucesso profissional. E assim, perdem muitas oportunidades de iniciar suas escaladas para contemplar a vida de outros ângulos. Ao invés de ruminar culpados, agradece por tantas coisas boas que acontecem na obscuridade.

Ao compartilhar desta analogia encontrei quem dissesse:

- Quanto mais alta a escalada, maior o tombo!

Novamente para cada um, com suas experiências pessoais, as escolhas: Escalar montanhas (desafios) ou trilhas (imprevistos) com belíssimas paisagens ampliando a visão de mundo, contemplando as inacreditáveis imagens da natureza, ou simplesmente fica na mesmice ruminando seus infortúnios.



05 Agosto 2019 10:02:00


(Foto: Divulgação) 

Salto no tempo

Sempre que deparo com waffles preparados no "ali e agora" recordo meus tempos no Colégio Arcipreste Paiva, leia-se primário do Colégio Santa Teresinha, Curitibanos, quarto ano. Lembro do meu casaco azul marinho de botões, da saia de pregas, àquela camisa branquinha. Eu na pontinha dos pés, esperando pela novidade da hora do recreio: waffles, vendidos na improvisada cantina da época.


Reaparecimento

Em meu condomínio, sucesso a mais de dois anos, mensalmente, na primeira sexta-feira do mês, três food trucks diversos permanecem à disposição dos moradores. As variedades e os favoritos marcam presença. Um momento que já virou hábito por inúmeros favorecimentos. Você pode levar sua bebida, sucos, refris, vinhos e pode chamar os amigos. Se preferir pode consumir chopp artesanal de vários sabores sem problema de voltar para casa no volante. A criançada além de comer intensifica as brincadeiras e amplia as amizades. Convidam primos, amigos para participar. As mesas e cadeiras são improvisadas. Mas é um ambiente que quem for quer voltar. O atrativo para os movimentos começarem cedo está por conta de um sorteio para quem chega até as vinte horas. Foi assim que conheci Lorenzo Baraldi, carismático publicitário que optou em se especializar em gastronomia e teve a idéia empreendedora de abrir o The Waffle Truck. Desde 2014, sucesso absoluto. Quer faça frio, chuva ou calor, grandes e pequenos fazem fila para degustar os criativos waffles com nutela e morango, bola de sorvete, doce de leite entre outros.

(Foto: Divulgação) 

Evolução

Anos depois, o contato surpreendente com o gofre, wafel ou waffle - um tipo de massa doce de origem belga, confeccionado com farinha, açúcar, manteiga, ovos e leite, cozido num molde onde é prensado em um ferro que imprime texturas quadriculares sobre a massa, o que o diferencia do crepe ou da panqueca. As receitas acompanham os avanços e adquirem novas versões: doces, salgadas, simples, recheados, redondos, quadrados, em formato de coração. Continuam cada vez mais atraentes e conquistando paladares pelo mundo inteiro. Quem passa pela Bélgica, pelos Estados Unidos, sabe o quanto eles fazem parte do café da manhã. Hoje encontrado facilmente nos supermercados.

Assim trazemos nossas boas e não tão boas recordações que emergem a partir de nosso olfato e paladar, de nossas experiências sensoriais. Se você tivesse que compartilhar uma destas experiências de infância, qual seria a primeira memória?


Receitas

Sugestão 1 

Sugestão 2 



29 Julho 2019 11:26:00


Julho. Santa Catarina. As sapatilhas em evidência. Mais um festival de dança reunindo muitos bailarinos. Muitos espetáculos, concursos, revelações, premiações, apresentações em vários espaços da nossa querida Joinville... E porque não, enfatizar no Mega Evento, culturalmente esperado para esta época do ano, atraindo a imensa multidão, as sapatilhas, que devem estar entre um dos produtos mais consumidos aperfeiçoando, dando maior equilíbrio e proporcionando vôos surpreendentes em cada passo.

Mas as sapatilhas que também surpreenderam neste inverno místico entre calor e frio foram as sapatilhas de lã para aquecer os pés. Na verdade, como a maioria dos itens elas também evoluíram. Pois até algum tempo atrás eram conhecidos como os sapatinhos, as meias ou as botinhas de lã de tricô ou de crochê.

Lá se foram décadas. Recordo com nitidez a alegria e o prazer com que a minha avó materna, a Oma Lutci, confeccionava cada par. Eram muito esmero todos da família eram presenteados. O carinho que tínhamos com este gesto, os cuidados para com cada par recebido, mais a qualidade da lã, a perfeição do trabalho fizeram com eu mantenho um par deles até hoje.

Aliás, não só mantenho um par em bom estado, bem como um bastante gasto com o intuito de copiar os modelos e reproduzir o gesto presenteando a família.

Curiosamente nada disto estaria em alta neste momento de minha vida, se não fosse um presente muito especial que minha mãe recebeu de uma amiga querida. Não era data especial. Foi presenteada com um lindo sapatinho de lã porque é muito admirada por ela. O gesto da amiga Erica foi algo que me tocou. Fiquei pensando e lanço a pergunta para você:

- QUANDO VOCÊ PRESENTEOU ALGUÉM SEM SER DATA COMEMORATIVA E FALOU PARA A PESSOA QUE GOSTA MUITO DELA? - Sem interesse, mas por amizade. Minha mãe aos oitenta e cinco anos é alguém que me surpreende cada vez mais. Continuo aprendendo muito com ela. Principalmente neste mês de julho, que entre muitos exames e consultas médicas estando em sua ex-cidade, Florianópolis, conseguiu estar em todos os grupos que já fez parte. Dá gosto de ver a reação dos amigos ao reencontrá-la.

Mas, àquele par de sapatinhos azul mesclado que minha mãe ganhou de presente deu um click, um start para relaxar nestas curtas férias. Pesquisei várias receitas de tricô e assisti muitos vídeos para encontrar o segredo de como é confeccionado. Também encontrei e reproduzi as sapatilhas. Foi e está sendo com prazer que segui os passos de minha Avó e encontrei uma atividade relaxante e prazerosa. Muitas sapatilhas e sapatos de lã estão sendo produzidos. A família está sendo presenteada.

E a pergunta me acompanha: - Para quem será que presentearei uma sapatilha e poderei dizer:

O PRESENTE É PORQUE GOSTO MUITO DE VOCÊ!

Tem interesse nas receitas?


Confira: 

Sapatilha que parece uma bolsinha:



- Veja como fazer o Sapatinho






22 Julho 2019 11:10:00


Marina Hadlich Uliano de Souza/

Já passou uma semana das tão esperadas férias de julho. Divertida Mente... Desenho animado reflexivo. Desenho que merece ser assistido e debatido em família com enfoque nos sentimentos mais comuns encontrados facilmente em nosso entorno: alegria, tristeza, medo, raiva, nojo. O que é possível fazer quando eles surgem, muitas vezes inesperadamente em nossa vida? Ou ainda, como aprender a manipulá-los quando fazem parte de nosso cotidiano?  

Outra pergunta é: O que cada família está conseguindo propiciar para que seus queridos tenham um tempo "divertidamente qualificado"?

Questionamento que remete a criatividade. Como existem pessoas criativas que permanecem no anonimato. Quantas pessoas merecem aplausos ou pelo menos destaque por suas habilidades sociais e pela divulgação de suas simples, porém poderosas ideias capazes de oferecer muita animação.

Acredito que como mães, tias, amigas, dindas, podemos criar momentos fantásticos utilizando as cores e os valores relacionados ao filme Divertida Mente. Lembre de pedir sugestões para as próprias crianças. "Mentes unidas jamais serão vencidas"...

Trago Marina Hadlich Uliano de Souza, como uma das jovens e lindas mulheres entre as mais criativas que tenho acompanhado. Mente que me surpreende a cada dia.

Marina Hadlich Uliano de Souza/

Recentemente trouxe a proposta que intitulou de "Colônia de Férias", ou seja, uma inesquecível tarde para as crianças do movimento infantil da Igreja Luterana de Floripa. Foi Show. Veio caracterizada da personagem Alegria e com muitas ideias geniais, coloridas e divertidas. Com a equipe de adesão proporcionou atividades de ponta para a criançada: Teve máscaras, garrafinhas, pulseiras, brincadeiras e jogos personalizados dentro do tema. Ao mesmo tempo, para cada personagem era narrada uma história de Jesus com ênfase a um dos sentimentos dos personagens do referido filme. Até as comilanças eram coloridas: pipocas, gelatinas, sandubas, tudo dentro do tema. Uma tarde alegre, cultural, de confraternização de conhecimento, reflexão e principalmente de diversão.

Ainda temos uma semana para extravasar na prática as nossas habilidades em prol da criançada. Sei que não faltarão ideias: piqueniques, oficina de biscoitos tipo biocolor, ou de recorte, tipo as de Natal, oficina de massinhas, de recicláveis, trilhas, encenações, plantações de mudinhas nas hortas, nos jardins, jogos de tabuleiros, de cartas, tudo por e para diversão longe das telas. O clima está convidativo. Aproveitemos divertidamente.

Marina Hadlich Uliano de Souza/




15 Julho 2019 11:48:00


Posso dizer que as férias de julho, para nós Professores, são um tempo muito especial. Um privilégio em relação às outras profissões, e, ao mesmo tempo, um período para renovar e reinventar a nossa atuação, mesmo compreendendo que para as famílias as articulações para seus filhos em julho, neste mesmo processo de férias/recesso, já é um tempo bastante conflituoso. Afinal, os pais em sua maioria não disponibilizam de uma pessoa para ficar com seus filhos enquanto trabalham. Requer uma tremenda flexibilidade para contemplar a todos o seu melhor.

Foi pensando nesse "melhor" que disponibilizei alguns exemplares de livros como motivadores durante o recesso escolar: Pois, além de atividades envolventes contribuem para o desenvolvimento do cérebro e de seu aprender a aprender. Para aquelas crianças que se sobressaem pelo agite diário auxilia no foco e na concentração. Pois todos têm em comum procurar algo que se encontra escondido.

A DICA É:

Férias também para as telinhas.

Nos livros da categoria "Procure e ache" ou "Busque e encontre" ou "Onde estão Tuti e seus amigos?" e similares. São livros resistentes e de preços acessíveis, geralmente encontrados em feiras de livros no valor de cinco a quinze reais.

São importantes para a estimulação visual, concentração, atenção, memória, expansão do conhecer e muitos outros detalhes que favorecem o contato com eles.

Pensei nos livros porque estão quase obsoletos em várias famílias por estarem sendo trocado pelo universo das telinhas. Acredito na importância do contato com eles como promovedoras de inúmeros benefícios:

Amar livros; Ler como hobbie; Passam a ler e a escrever melhor;

Expandir o olhar além das palavras; Tornam-se mais criativos;

Explorar as imagens e detalhes, ou seja, ir além do que está ali;

Oportunidade de expandir as percepções, as especificidades, de conhecer e reconhecer os conceitos dos quais a criança já se apropriou;

Brincar durante as buscas oferecidas através de sinônimos, antônimo, substantivos, adjetivos, pronomes, artigos, além de características prováveis e improváveis sobre os objetos ou palavras em evidência;

Instigar a ser detetive formando rápidas ideias e histórias sobre as propostas das atividades;

Problematizar as situações: E se... E se você fosse o autor da história... E se... Imaginar e re-imaginar as propostas:

Desenhar o que mais e menos gostou:

Que final diferente você daria?

Percebeu "o que" no início, meio e fim da História?

O que você não conhecia e passou a conhecer hoje?

Se tiver fantoches, dedoches, ou similares reproduzir a história em foco em casa.

Enriquecer o vocabulário;

Conversar entre os pares sobre as vantagens do contato através dos mesmos;

Cria laços afetivos em casa e na escola, bem como nos espaços que frequenta;

Férias! Livros! Bibliotecas! Organização dos livros em casa; Doações; trocas entre colegas?

Cuidados...

Acreditar! Confiar que a partir da expansão das dicas até você, aconteça a multiplicação e a prática ali encontradas.

Boas leituras.








08 Julho 2019 10:22:00


(Foto: Divulgação) /

Massinhas... Lembro até com certo saudosismo do meu encantamento pelas primeiras massinhas de modelar. Àquele aroma inesquecível. Àquela textura. E as inovações já aconteciam quando as primeiras massinhas chegavam acompanhadas de rolo de macarrão e forminhas para recortes. Como era comum acompanhar as mães e avós fazendo bolachinhas utilizando tais utensílios, as massinhas da Estrela já passavam a estar entre os brinquedos favoritos nos pedidos para o Papai Noel. Simples, econômico, mas atraente.

Várias décadas depois elas ressurgem significativamente em minha profissão. Tenho um estudante com autismo, O Lucas Gabriel, que possui uma habilidade extraordinária em modelar os personagens do Bob Esponja com minúcias inacreditáveis. Percebo que com este manuseio diário em casa e na Escola requer uma grande quantidade de massinha. Pelas alterações sensoriais, frequentes entre os estudantes com TEA - Transtorno do Espectro Autista, ele sempre rejeitou as massinhas domésticas ou similares. Só aceitava as de caixinhas... E nem todas. Igualmente apresentava resistência ao manuseio de argila e similares, pois diante de tal habilidade tátil já se pensa em ampliar suas possibilidades nesta área.

Neste final de semana tive a oportunidade de conhecer Daniela, a mãe da Catarina que disse sim ao nosso convite para ser a oficineira ensinando-nos, professores, pais e estudantes a fazer uma massinha que denominamos MASSINHA ESPETACULAR, por apresentar uma textura atraente, maleável, durável quando mantida em saco plástico: mantemos uma desde fevereiro até julho com aspecto igual, sem deteriorar. Mas, principalmente econômica e aprovada pelo Lucas Gabriel, que se interessou e participou da receita com um surpreendente interesse.

Encantada que fiquei com a facilidade da receita e da receptividade pelas crianças, recomprei os ingredientes, encontrados em loja de festas de aniversário. Uma receita sai por menos de dez reais. Resolvi repetir a receita com meus netos. Foi indescritível. Participação ativa e empolgada dos netos de dois aos dez anos. Praticamente nem um vestígio pelo chão. Sem manchar roupas. Além de modelar também é excelente para recortar. Foi um sucesso tão surpreendente, e elem de tudo o efeito é relaxante. Ficaram mais calmos e concentrados sem bagunçar. A criatividade foi à mil.

Importante: Para maior durabilidade guardar sempre em sacos plásticos. Não em potes.

(Foto: Ângela Silveira)/

Segue a receita infalivelmente mágica... ESPETACULAR!

Em uma bacia, coloque os ingredientes secos, misturando-os bem com uma colher de pau/silicone:

Duas xícaras, exatamente até a borda, de FARINHA DE TRIGO.

Meia xícara de sal.

Uma colher cheia de cremor tártaro.

Em uma panelinha colocar para ferver uma xícara e um quarto (1 ¼) de água, um pote de corante de sua preferência e uma colher de sopa de azeite.

Quando ferver -etapa feita por adultos- escaldar os ingredientes secos.

Caso fique mole (raro) polvilhar mais trigo.

Mãos à obra!

Atividade calmante/relaxante para todas as idades.


(Foto: Ângela Silveira) /




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