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27 Janeiro 2018 09:50:00

É visível esta ameaça ao livre pensar do cidadão e eleitor

Murilo Machado


(Foto: Divulgação)/


É que, por indução, meto a colher na questão que vem ocupando diariamente os tais especialistas e os nem tanto, leigos como este moreno escriba. As tais fakenews. A expressão, colhida do colonialismo externo que nos escraviza, fala da notícia falsa, ou do uso, ou do mau uso do mesquinho expediente. A preocupação, especialmente das autoridades, vai por conta do ano político/eleitoral e do uso maciço e massivo da nefasta fórmula.

A preocupação é tão maior pela existência e uso quase que universal da Internet e, de maneira especial, as tais redes sociais. Bem verdade que o uso da notícia falsa, da divulgação de calúnias e fatos desabonadores contra políticos e candidatos não exatamente coisa nova. Só o meio é que mudou, tornou-se mais ágil e de infinito alcance.

Até bem pouco, mesmo aqui na terrinha, vimos circular o folheto pasquineiro e anônimo divulgando inverdades e denegrindo candidatos, atribuindo-lhe atos e práticas desabonadoras, acusando de roubo, malversação de dinheiro público, além de notas do tipo social mencionando e denunciando a vida conjugal e social da vítima, atribuindo-lhe amantes, filhos e tantas outras sandices. A questão é que os tais folhetins, jogados na via pública, introduzidos à socapa e na calada da noite em caixas de correspondência postal ou por debaixo das portas.

Logo, alcance limitado. No tempo presente as tais redes sociais têm efeito multiplicador na enésima potência e velocidade da luz. Daí o justificado receio das autoridades e políticos com a propagação de infâmias, a política negativa, a atribuição de fatos a pessoas, enfim o oceano de possibilidades de influir e influenciar o eleitor. Pior é que são buscados profissionais, contratados psicólogos, jornalistas e outros experts para fazer o trabalho sujo.

Anunciam-se métodos, sistemas eletrônicos, aplicativos, meios de vigilância para coibir a campanha rasteira. Resta saber se vai dar certo, se vai se conseguir colocar freios em línguas frouxas e despudorados ou, pior ainda, manietar os tais profissionais da maledicência. Coisas deste tempo do dito pós-moderno, da parafernália eletrônica, coisa vista, a princípio como inocente, tipo vídeogame melhorado, mas que agora assume proporções gigantescas e, ao que se vê, quase que incontrolável.

Assim, é visível esta ameaça ao livre pensar do cidadão e eleitor que, obviamente, deve ter ou receber um mínimo de informações sobre os candidatos e, também e por que não, informações que procedam de fontes neutras ou desvinculadas de candidaturas. Isso possibilita a formação de juízo de valor sobre os postulantes à função pública. Entretanto tal deve se estribar em credibilidade, verdade, respeito. Se a coisa descambar, como se teme, então salve-se quem puder.


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