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TERRA EM QUE SE PLANTANDO TUDO DÁ

11 Agosto 2018 08:50:00


É que, lucubração de fim de semana vadio, remeteu a mastigação

de evento recém-encerrado em Curitibanos e que reuniu

jovens rurais. O fato em si veio casar com notícias, também

recentes, dando conta do desempenho crescente de nossa safra

agrícola iniciada ano passado e colhida este ano. Pois bem,

dispensando a citação de percentuais, vale dizer a tonelagem

obtida foi com redução de área plantada. Pois muito bem, as

prévias do Censo Agropecuário do IBGE já demonstram o aumento

do uso de maquinaria, tecnologia e conhecimento profundo

das culturas.


As lavouras ditas de extensão como o soja, a cana de açúcar,

algodão e afins têm alvissareiro desempenho a cada hectare

plantado. O encontro da juventude ruralista objetivou estimular

a permanência e, em alguns casos, o retorno dos jovens ao

meio rural e às lides da terra. Como fator de convencimento

as ações do poder público unido ao privado, disponibilizando

no meio rural o acesso a mecanismos antes só vistos no meio

urbano, como sinal de Internet, telefonia móvel, televisão por

satélite e a tevê paga. Tais confortos acabam exatamente por

contribuir para a pretendida fixação do jovem na propriedade

rural e convencendo-o a produzir. Também a esta parcela da

juventude se garante acesso ao conhecimento dos insumos e

meios produtivos.


"AO NOSSO FOGÃO E MESA

CHEGAM OS ALIMENTOS

PRODUZIDOS NA PEQUENA

PROPRIEDADE, DE

ECONOMIA FAMILIAR"


A nosso sentir o evento merece aplausos especialmente porque

também preocupou-se em demonstrar aos moços as dificuldades

do viver no meio urbano, para onde são muitas vezes

atraídos como mariposas à luz. Enfatizou-se que viver nas cidades

exige disponibilidade de recursos financeiros, cada passo o

levar as mãos aos bolsos e pagar. Claro que ações como esta,

que estamos a examinar com a superficialidade que este espaço

permite, devem ser ampliadas com a criação de outros mecanismos

de incentivo e apoio. A agricultura de extensão, do dito

agronegócio visa, na mor das vezes, a exportação os mercados

externos. Ao nosso fogão e mesa chegam os alimentos produzidos

na pequena propriedade, de economia familiar.


Esta é que merece e deve ser apoiada ao máximo, recursos,

financiamentos abundantes e de baixo custo, pois é daí que

comemos. Mantenha-se o jovem no campo. A exceção é sua

saída, temporária, para melhor educar-se, o curso superior. É

inconcebível que com um desempenho agrícola de tal monta

tenhamos ainda em nosso meio miséria e fome. Chega a ser criminoso.

Fatos como este, cujas humildes conclusões ousamos

repartir como os leitores, indicam que nosso Brasil tem meios

e jeito, bastando apenas restaurar a honestidade e o civismo

como pilares na reconstrução de nossa nação tão aviltada por

uns poucos safados.

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