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O FATO

Quem viver verá

24 Outubro 2018 18:05:00


(Foto: Divulgação) /


É que, por inevitável, voltamos a atenção para a nova correlação de forças políticas que deverão ocupar os diversos círculos de poder e governo a partir do próximo ano. As urnas revelaram uma grande parcela do povo, então eleitores, definitivamente revoltados com o atual quadro e resolveram usar a vassoura da democracia e esvaziar gabinetes, salas e cadeiras, fazendo surgir uma nova geração de políticos e mandatários. É obvio que a varredura não foi completa pois que algumas raposas velhas, velhas e hábeis, souberam operar para manterem-se, ao menos, com a cabeça fora da água. Mas os eixos principais do poder mudaram de mãos e ainda podem mudar mais. Gente já com calos grossos nos glúteos, calças rotas nos fundilhos e assentos de cadeiras adelgaçados pelas décadas de uso. Surgiu gente nova, partidos até então inexpressivos galgaram os degraus do poder. Os velhos contextos ideológicos foram arremessados às latas de lixo da história. Veja-se que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal deverão exibir muitas caras novas. Resta saber e ver se serão somente as caras ou se teremos também ideias novas, novos comportamentos e estilos. Aqui, no espaço destas mal traçadas, sempre propugnamos por um banho de ética na administração pública e na política. Parece que este tempo está a chegar. Velhos e viciados dinossauros, cancros do Poder, foram finalmente remetidos para casa. Alguns Estados de nossa combalida federação até então verdadeiros feudos, dominados por décadas pelos mais autênticos sátrapas, ao repente promoveram a libertação. Viram, finalmente, que estava exatamente em suas mãos as chaves das portas da rua. Entretanto, voltamos a repetir, a mudança não deve restringir-se a nomes ou facies. As ideias é que devem mudar. Fazer da política exatamente o que ela é, instrumento de transformação e crescimento social. Claro que algumas modificações demandam tempo maior. Uma das republiquetas que precisa ser garroteada é a dos banqueiros. Os terroristas financeiros também devem passar por este novo batismo. Os bancos, como qualquer outro setor da atividade econômica, existe com o único objetivo que é o lucro. Porém até o lucro deve ser limitado, limitado, no mínimo, pelo pudor, pelo limite aos juros, aqui escorchantes e usurários. É urgente retomar os meios para o reinício da atividade industrial pois é a espinha dorsal do crescimento de qualquer nação. Esperanças e expectativas cercam o nascer do próximo ano. Que seja bom.


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