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Por amor ao próximo e a Deus, não desistam

30 Junho 2018 07:00:00

'doenças proclamadas como erradicadas em nosso país, agora dão sinais de retorno'

Murilo Machado

É que, fugindo um pouco do futebol, que é a tônica do momento, constatação lúgubre e negativa nos chama a atenção. Que temos? Temo que os números levantados pelo Ministério da Saúde, e relativos às campanhas de vacinação, ditas de Inverno, prevenção das gripes, o sarampo, a poliomielite e afins, estão abaixo, muito abaixo das metas propostas e também não se aproximam dos números alcançados em 2016, pois o ano passado já houve queda nos grupos de risco que foram alcançados. Aí vem a pergunta. Por quê?

Que está a acontecer com o nosso povo, especialmente pais e responsáveis por crianças que são o grupo prioritário. Fico bestuntando se o nosso grau de decepção com o estado de coisas, com o próprio Estado, é de tal ordem que, ao repente, se vê uma espécie de desobediência civil sanitária? Nestes tempos do dito pós-moderno, da tecnologia, não raro as tais fake news colocam em dúvida a qualidade, a eficiência das vacinas produzidas e aplicadas pela saúde pública.

Recuso a crer que sejamos tão burros, tão néscios assim. Os idosos também estão com frequência baixa, a estes penso que, talvez, pela dependência de outrens, não possam, motu próprio, irem às unidades de vacinação, porém em campanhas anteriores este grupo apresentou números melhores. Na frigida dos ovos, doenças proclamadas como erradicadas em nosso País, agora dão sinais de retorno.

O sarampo importado da Venezuela, situação criada lá por um governo criminoso, mas que cruzou nossas fronteiras e, aos poucos, vem rumando para o Sul. Pombas, temos vacinas, temos meios, materiais e humanos para deter isto. Mas é necessário mais ação. Nossas autoridades de saúde, aqui em Curitibanos não têm se omitido, quase que diariamente ocupam os meios de comunicação para convocar, alertar, sensibilizar. A pólio. Drogas, Deus meu, há quase trinta anos, três gerações, não mais exibem o espetáculo doloroso e triste das sequelas deixadas pela poliomielite. Isto devemos a meritória campanha desenvolvida nos anos oitenta pelo Rotary Clube Internacional e a campanha pólio plus. Foi uma campanha mundial, desenvolvida pelos clubes locais de Rotary. Se não se conseguiu extinguir a doença no mundo, mas chegamos perto.

No Brasil foi erradicada. Pois até a maldita pólio está de volta ao nosso meio. Coisa triste ver uma criança sem participar de atividades físicas pelas limitações impostas pela doença. Dos anos setenta para trás era compreensível e perdoável. Agora não. Aqui nesta humilde coluna deixo o apelo às nossas Autoridades, especialmente as da Saúde. Continuem a insistir, buscar os renitentes e recalcitrantes, vacinar nem que seja na marra e com mandado judicial. Já temos desgraças demais para termos que conviver também com epidemias.


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