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ORAI, VIGIAIS, ARREPENDEI DOS PECADOS. O FIM ESTÁ PRÓXIMO

07 Abril 2018 12:04:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

É que, semana findando, voltamos as vistas para o início dela. Na segunda-feira transata um terremoto de nível médio sacudiu o Sul da Bolívia, até então novidade pouca, de vez que o espinhaço da cordilheira dos Andes repousa sobre uma grande placa geológica cujas falhas e a liberação dos gases abaixo dela motivaram o sismo.  

O que nos surpreendeu foi a liberação da energia correspondente que atingiu e sacudiu boa parte do Brasil. Diversos estados, em regiões distintas, de Norte a Sul, viram prédios, lustres, candelabros e paredes se mexerem, estremecerem, colocando temor e pavor em muita gente que, desatinada correu para as ruas. Claro que, em outras ocasiões, já pegamos as sobras destes estertores da crosta terrestre, porém não com tal magnitude e em tamanha extensão.

O fenômeno natural, adverso, nos remeteu à meditação sobre a fragilidade deste pobre e desgastado planeta, nossa habitação. Fiquei pensando em cousas ouvidas e lidas no passado e que, à época, julgava como sandices, delírios de aves do mau agouro, devaneios de arautos do fim do mundo, sinistrólogos de plantão a aproveitar a oportunidade. Outros, ao menos com a beca de cientistas sérios, proclamavam e ainda proclamam que o planeta Terra, como tudo o que é essência em matéria, tem prazo de validade e, no nosso caso, o prazo está a expirar.


"VAMOS MASSACRANDO O PLANETA EM NOME DO LUCRO IMEDIATO"


Alguns destes, estribados em cálculos matemáticos que só um doido pode conceber, já proclamam que a nossa galáxia se aproxima do fim e, também nesta semana, li um destes cientistas a empostar a voz para afirmar que o universo inteiro vai pro beleléu. Coisas só para os iniciados na alta ciência ou para malucos de pedra. Mas, deixemos a galáxia e o universo de lado, pois que muito grandes para gente miúda como este escriba moreno, e fiquemos com os pés aqui. Pés aqui. Pois a conclusão que estamos a chegar é exatamente de que já estamos pisando em falso, um fosso sem fundo que escancara a goela imensa para nos engolir. Tais constatações brotam da simples visão de que a velha terra que um dia já abrigou o paraíso, o Jardim do Éden, já não é mais a mesma.

O peso de uns milhares de anos de história conhecida faz por mostrar seus efeitos, e nós, pouco dados a tais observações, contribuímos, e no tempo presente ainda com mais pressa e furor, vamos massacrando o planeta em nome do lucro imediato. É a mesma coisa que incendiar a própria casa. Os fenômenos naturais se multiplicam, surgem novos, como as tais tsunamis, as geleiras e os polos derretem enquanto permanecemos sentados a dar milho aos pombos. Sinistro e sombrio. Que futuro aguarda a humanidade. Minha geração não estará aqui para ouvir ou ver a resposta.


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