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Não matarás

18 Agosto 2018 08:30:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

É que, a se julgar pelos noticiários e multimídias, estamos a viver sob o império da violência e, por consequência, do medo. Como qualquer epidemia, a ela não estamos imunes ou a salvo. Semana que passou nosso hebdomadário estampou manchete mostrando o brutal assassinato de um jovem, um adolescente. A coisa se nos parece começou e terminou nas proximidades de uma casa noturna ou bailão. Cabe reflexão, repetitiva é verdade, sobre a banalização do sangue e a desvalorização da vida humana. 

Os noticiários, as tais redes sociais, o tecido social enfim apodrecido. No caso concreto, aqui acontecido, a violência latente, o condicionamento psicológico já leva a tais desfechos. Meu estimado e (im) paciente leitor franze o cenho e se deixa assaltar pela dúvida. Será que alguém já sai de casa predisposto à violência. Respondo que sim, pois se tal não fosse, não saia armado. Se a intenção real fosse a saudável diversão e a dança em um clube popular, não portaria arma letal.

"É SÓ APERTAR O RIGOR E FECHAR OS DESVÃOS POR ONDE AS ARMAS ENTRAM E PASSAM"

Assim não é desabusado o afirmar da predisposição. A questão bordeja a interrogações como a respeito da idade da vítima que se nos pareceu bastante jovem, talvez menor de idade e, portanto, legalmente impedido de estar no local. Em outra vertente, se nos parece que tais locais de afluência e fácil acesso público devem merecer um olhar mais atento da autoridade, visita em horário incerto e verificação detalhada, retirando do local aqueles que a Lei veta ali entrar.

Providência primária deve ser tomada pelos proprietários e dirigentes de tais locais, ao primeiro exigindo identificação inequívoca que estabeleça a idade e, em ato contínuo e imediato, a revista verificadora de posse e porte de armas. Os dirigentes destes clubes, muitos já veteranos e calejados sabem de cor e salteado os esquemas mais que manjados de contrabandear armas para dentro. É só apertar o rigor e fechar os desvãos por onde as armas entram e passam.

Porém, nada disto adianta ou produz efeito sem desenvolver-se ou retomar-se a consciência tanto individual como coletiva de que a vida humana deve ser valorizada e que a demonstrações de coragem, de machismo, de masculinidade são absolutamente dispensáveis e desnecessárias, pois outros são os caminhos do verdadeiro homem maiúsculo.

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