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Foi a camélia que caiu do galho

É que, vale lançar vista d'olhos sobre a bola da vez, a Amazônia, suas queimadas e a diatribe surgida entre o Governo do Brasil e governos da Europa especialmente. Ao primeiro, este humilde e despretensioso escriba público já grafou, aqui mesmo neste espaço, que na Amazônia não vai sobrar uma árvore em pé para contar a história. Felizmente não estarei aqui, e nem os da minha geração, para comprovar a assertiva.

Pois bem, o que temos e onde vamos? Temos que a maior floresta tropical do mundo está basicamente assentada sobre uma imensa planície. Terra apropriadíssima para o cultivo e o pastoreio. Assim, grileiros, fazendeiros e et caterva, vão lançando fogo em vastas áreas para o cultivo e pasto. O que já era feito meio na socapa, foi favorecido por recentes declarações governamentais, declarações somadas a atos destrambelhados e tresloucados, interpretados que foram como o sinal verde para atacar o verde com fogo. Como resultado estamos a assistir um espetáculo dantesco que qualquer cineasta de meia pataca filmaria como Amazônia em chamas.

Ao segundo, o clarão e a fumaça acabaram por atrair a atenção dos potentados europeus, atenção esta não pelo sentimento preservacionista mas pela cupidez em achar formulas para apossarem-se do maior bioma do planeta, rico não só do que está sobre o solo mas, especialmente o que está em baixo, pois sabemos que esta gente está defecando para o destino do mico-leão dourado, a ariranha e índios.

Querem mais é que desapareçam logo pois estão atravancando o progresso. Ao terceiro, dentre as besteiras diariamente pronunciadas pelo tal Chefe da Nação, especialista em acidentes verbais, algo que disse não se nos parece tão despropositado assim. O Capitão-Presidente disse com todas as letras que suspeitava de ONG's, pois estas viviam ou vivem de quarenta por cento das verbas doadas pelos governos estrangeiros e entidades internacionais, sugerindo o Homem que à mingua desta polpuda verba, a cambada alvorotou-se e promoveu oportunos incendiozinhos para atrair a atenção e chamar as granas de volta. Nos faz sentido isto, ainda que nós, como o Presidente, não tenhamos a menor comprovação, nem sei eu quais as tais Ong's.

Quanto ao bate boca entre o Bolsonaro e o Macron, que se me parece mistura a excelentíssima de um deles, sugiro que resolva no estilo clássico, ou seja o duelo. Aposto no Borsona. Quanto ao desmatamento em sí, já que o exercito está lá, algumas rajadas de metralhadora e alguns fazendeiros enforcados em uma Massaranduba bem alta, com direito a presença da Imprensa, pode ajudar. 

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