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Dias de Campo

03 Março 2018 12:11:00


(Foto: Divulgação)

É que, voltamos as vistas e a atenção, com satisfação diga-se, para eventos do agronegócio em curso na nossa região, os ditos dias de campo, promovidos por cooperativas e que se destinam a congregar seus associados e produtores rurais para as demonstrações.

Demonstrações que publicam as conquistas e avanços no campo da tecnologia, do melhoramento genético, das possibilidades de produzir mais e melhor com menor custo. Nunca é demasiado dizer, até para homenagear, que o agronegócio, a atividade produtiva rural, o campo sustentou o Brasil nestes tempos agudos de crise econômica, responsável que foi pela manutenção em níveis aceitáveis os valores de nossa balança comercial, evitando-se a devolução dos dólares com as importações de bens e serviços que necessitamos e cuja produção nacional foi interrompida abrupta e brutalmente pela forçada estagnação ante os custos estratosféricos do dinheiro. Mas voltemos à lavoura.  

Decididamente ultrapassamos o tempo do plantio com o velho saraquá, do lançamento manual da semente às covas abertas com sacrifício.

Estes tempos do dito pós-moderno têm sido pródigos em oferta de conhecimento e meios para impulsionar a produção agrícola.

A pesquisa genética constante vem oferecendo sementes cada vez mais resistentes às pragas, evolutivamente com maior desempenho no ciclo de brotação e crescimento, resultando em produto final com índices de produtividade superior ao obtido com sementes comuns. Isto leva a concluir em lucros maiores em menores áreas de plantio.  

Bem verdade que ainda precisamos avançar mais, pois somos recordistas no uso de inseticidas e pesticidas e, estes, por sua vez, também favorecem o surgimento de pragas com maior dose de resistência aos tais remédios. É o preço a pagar. Todavia, a promoção das reuniões que chamam a atenção deste escriba moreno, é exatamente esta quebra de isolamentos e de iniciativas individuais.  

O repartir do conhecimento é exatamente a fórmula de chegar ao sucesso. O campo é vasto celeiro de experimentos que fazem surgir e consolidar a tecnologia aplicada. Há alguns anos seria utopia pensar-se em uma máquina para colher cana de açúcar ou café. Elas estão aí.

A tecnologia também obriga ao trabalhador do campo em estudar, especializar-se.  

Temos visto na televisão o surgimento de tratores, plantadeiras e colheitadeiras eletrônicas, coisa que obriga ao trabalhador em abandonar a condição de mero tratorista para contemplar contatos estreitos com a Nasa e o MIT. Para nosso orgulho, os ditos dias de campo realizados pelas cooperativas ultrapassam as nossas fronteiras, deixam de ser eventos domésticos para constituírem-se em festas nacionais, ante o renome de técnicos, cientistas e pesquisadores que trazem para perto de nós. Parabenizamos e compartilhamos das esperanças que trazem. 


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