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Cavalo paraguaio

11 Novembro 2017 14:48:00

Murilo Machado


"No campo político dizem alguns congressistas de que não há mais tempo e nem clima" (Foto: Divulgação)

É que, pela sazonalidade e recorrência do tema, voltamos as vistas e atenção para o programa, dito ambicioso, de grandes reformas pretendidas pelo Palácio do Planalto. A Reforma Tributária, ao que se nota, ao invés de simplificar e diminuir a carga de impostos, é uma coletânea de remendos que em nada contribui para eliminar o imenso cipoal de impostos, taxas e contribuições a que somos obrigados a recolher, especialmente a pessoa jurídica, cuja totalidade ninguém conhece e, mesmo dentro da sanha tributadora do fisco brasileiro, há alguns impostos que, pela quantidade deles, foram esquecidos e deixam de ser recolhidos

Pior é que pela quebra de caixa, vem mais alguns por aí. Passemos a tal, e mágica, Reforma do Sistema Previdenciário. De começo diga-se que é uma inutilidade, e, se nos parece, uma ilegalidade, pois na semana que passou a CPI do Senado da República, concluiu e proclamou com pompa e circunstância que não há déficit na Previdência Social Pública do Brasil. Ora, pombas, caceta e planeta, se não há déficit, então por que a reforma? Se desnecessária, então é ilegal. Isto, aqui mesmo neste hebdomadário espaço, já vinhamos proclamando várias vezes, o tal déficit é um engodo, ou mais um crime a ser cometido contra o povo, pois o que se pretende, de verdade, é penalizar o povo, o trabalhador privado.

A CPI apontou, além da clássica má gestão, a soma da previdência de militares, dos funcionários públicos da União, inclusive dos altos salários, e a sonegação e inércia do Estado em cobrar devedores. No campo político dizem alguns congressistas de que não há mais tempo e nem clima para mexer com tal e espinhoso tema.

Ninguém quer pagar o preço nas urnas e, o último ato de salvação do pescoço do Senhor Michel Temer fez com que o ilustre Presidente gastasse as últimas gotas de sangue, o último e desesperado suor.

Não há mais nada. Rapou o fundo do tacho até sangrar as unhas. Emitiu algumas promissórias a serem resgatadas no ano e com o orçamento que vem. Ás vésperas de finados, um grupo de parlamentares, do PSDB, o tal centrão, proclamou que vai melar a malsinada reforma. Assim, o tal ambicioso programa de reformas estruturais está indo pelo ralo.

Aliás, deste governo agora nos estertores, não vai sobrar nada, nem más lembranças. No espaço que nos resta, queremos afirmar, sem pretensões de ser economista, que a retomada do crescimento econômico se dará pelo estancamento da corrupção em todos os níveis e canais, pelo estrangulamento de meia dúzia de banqueiros que sufocam este país, e são seus verdadeiros donos, juros baixos e especiais para os investimentos especialmente na indústria, pois o agronegócio já os tem, e o surgimento de mulheres e homens probos que queiram o bem do Brasil e não de seus próprios bolsos. 

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